HISTÓRIA
O Solar dos Vargas
O Solar dos Vargas é um dos belos exemplos arquitectónicos apalaçados setecentistas. Esta casa solarenga, que frequentemente se pode encontrar no Norte do país, exibe, em todos os seus pormenores, o tipo de arquitectura do género em Portugal nos finais do séc. XVII e começo do séc. XVIII. Antiga residência da família Vargas, que conta entre os seus ancestrais, homens da política nacional e negócios, médicos e professores ilustres de Bragança, localiza-se em pleno centro histórico da cidade de Bragança (Praça da Sé), na Rua Abílio Beça, nº105.
O seu último residente e proprietário foi o Dr. Diogo Albino de Sá Vargas, antigo professor do Liceu Passos Manuel, em Lisboa. Natural de Bragança, filho do Dr. José Marcelino Sá Vargas e de D. Maria Augusta Pereira de Castro Sá Vargas, faleceu em 12 de Março de 1939, na capital do país.
Este homem de vasta cultura e paixão pelas artes e letras doou em testamento cerrado, em 13 de Outubro de 1936, o seu vasto património e espólio familiar a diversas instituições do concelho e distrito como o Museu Militar e Santa Casa da Misericórdia de Bragança e Macedo de Cavaleiros.
Detentor de uma excelente biblioteca, que na ocasião da sua morte estava repartida entre Lisboa e Bragança, e de uma importante colecção de objectos em prata e móveis antigos, legou estes bens à Biblioteca e Museu Regional de Bragança com a obrigação de se declarar pertencerem à Família Vargas. Também ao Hospital de Macedo de Cavaleiros impôs, no seu testamento, a obrigação de instituir no Liceu Emídio Garcia um prémio anual de trezentos escudos (valor hoje irrisório, mas que na altura era significativo), em memória de seu pai, que foi reitor desse mesmo liceu para ser atribuído ao melhor aluno do último ano.
O imóvel da família Vargas, que passou a ser pertença da Santa Casa da Misericórdia de Bragança – entre outros bens deixados por óbito a esta instituição de caridade pelo Dr. Diogo Sá Vargas – acabaria por ser avaliado pelos Louvados em 72.000.
O edifício setecentista foi posto à venda em praça pública com uma base de licitação de 249.000, tendo sido arrematado pelo Banco de Portugal na pessoa do seu Director Dr. José António Furtado Montanha, representado no acto por procuração, no valor de 250.000.
Antes mesmo da intervenção e adaptação para sede do Banco de Portugal, o solar tinha já sofrido algumas alterações estruturais na frontaria, mormente na adaptação do seu rés-do-chão para fins comerciais, tendo então sido substituídas as janelas por portas sem estilo, acabando por destoar no conjunto deste emblemático edifício.
Na transformação projectada para Banco de Portugal, uma intervenção da autoria do arquitecto Manuel da Rocha Casquilho, teve-se em conta a traça primitiva do antigo solar, repondo-se as antigas janelas à face do chão e na prumada das varandas do 1º andar, procurando valorizar-se a fachada principal seguindo os padrões originais da época. De referir ainda o arranjo dos espaços interiores no hall de entrada e gabinete dos agentes, no rés-do-chão.
Antes mesmo do início das obras, o Banco de Portugal, com sede em Lisboa, na Rua do Comércio, requereu à Câmara Municipal de Bragança a licença para a execução das mesmas em 13 de Maio de 1943. Do cálculo efectuado nos serviços de Taxas e Licenças a aplicar nas obras, em função do prazo de 18 meses e da superfície de 1200m2, resultou a quantia de 5.562$50.
Alda Berenguel
Primeiros proprietários – Os Veiga Cabral
No local onde se situariam as casas de morada de Sebastião da Veiga Cabral viria a ser erguida, no segundo quartel do século XVIII, a nova casa de família. De gosto tipicamente oitocentista, de fachada linear e harmoniosa na qual se rasgam várias janelas-portada, a casa, de dois pisos, situada na então conhecida por Rua de Trás e com comunicação para a Rua Nova, teria sido mandada edificar por Francisco Xavier da Veiga Cabral e Câmara, filho do referido Sebastião da Veiga Cabral e de sua terceira mulher D. Maria de Figueroa. Foi Sebastião da Veiga Cabral o primeiro desta família que se estabeleceu nesta cidade, dando origem a um tronco familiar de grande notoriedade no campo bélico, eclesiástico e social. Nascido em Lisboa, foi Mestre de Campo (1691), General de Artilharia (1700) e veio a ocupar o cargo de Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes. Através dos seus matrimónios estabeleceu alianças com a principalidade de Bragança. Do seu primeiro matrimónio com D. Maria de Castro e Morais, liga-se aos Morais, de Tuizelo e Vinhais; do seu segundo casamento com D. Mariana de Mariz Sarmento, nasce a união aos Figueiredo Sarmento, Alcaides-mores da cidade. Com D. Maria de Figueroa, sua terceira consorte, reata ainda mais esta ligação familiar pelo parentesco desta com a família de sua segunda mulher.
O referido seu filho Francisco Xavier da Veiga Cabral e Câmara, primeiro proprietário do actual edifício, nasceu em Bragança em 9 de Dezembro de 1690, cidade onde também faleceu em 18 de Dezembro de 1761. Tal como seu pai, seguiu a carreira das armas, serviu como Governador das Armas das Províncias de Trás-os-Montes e Minho e foi Marechal de Campo. Fidalgo da Casa Real, Comendador de Nossa Senhora da Conceição e de Santa Maria de Deilão, São Bartolomeu de Rabal e Almas de Baçal, na Ordem de Cristo. A primeira referência que dele se encontra surge no Decreto de 26 de Novembro de 1704 em que lhe é dada a confirmação de Ajudante de Mestre de Campo Geral da Província de Trás-os-Montes. Posteriormente, a 8 de Agosto de 1735 e servindo já como Sargento-Mór, é promovido a Coronel do Regimento de Chaves. Pelos relevantes serviços prestados foi promovido a Sargento-Mór de Batalha em 12 de Janeiro de 1754, posto posteriormente designado como Marechal de Campo em virtude do Decreto de 5 de Abril de 1762. Em 5 de Novembro de 1731 casa com D. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel, da Casa do Arco em Bragança, unindo-se, assim, a uma das famílias mais antigas da cidade. D. Rosa Joana nasceu na referida Casa do Arco, em 8 de Fevereiro de 1718, e faleceu a 4 de Junho de 1793, sendo filha de Domingos de Morais Madureira Pimentel, Fidalgo da Casa Real e Familiar do Santo Ofício, Comendador de São Pedro de Babe na Ordem de Cristo, senhor do morgadio do Arco e do Padroado de São Francisco em Bragança, e de sua mulher D. Luísa Caetana da Mesquita Pinto, natural de Mirandela, da casa dos morgados de São Tiago. Por morte de seu irmão José Manuel de Morais Pimentel, sem sucessão, sucedeu-lhe a mesma D. Rosa Joana no morgadio do Arco e demais senhorios de seus pais. Deste modo, a casa dos Veiga Cabral ficará intimamente ligada à casa do Arco.
Do casamento do Marechal Francisco Xavier da Veiga Cabral com D. Rosa Joana Gabriela de Morais Pimentel nasceriam dezoito filhos, entre os quais merecem destaque Francisco António da Veiga Cabral e Câmara, 1ºVisconde de Mirandela (13 de Maio de 1810), Marechal de Campo (1781), Tenente-General (1792) e Governador da Índia (1794 a 1807), nascido em 10 de Setembro de 1733, falecido no Rio de Janeiro a 31 de Maio de 1810, sucessor na casa de seus pais e demais morgadios; Sebastião Xavier da Veiga Cabral, Marechal de Campo (1791), Tenente-General (1796) e Governador da Capitania do Rio Grande do Sul (Brasil), nascido em 22 de Julho de 1742, falecido no Brasil; e Dom António Luís da Veiga Cabral e Câmara, 27º Bispo de Miranda e 3º de Bragança (1793 a 1819), nascido em 10 de Setembro de 1758, falecido em São Salvador (Mirandela) a 13 de Junho de 1819.
Na falta de sucessão de seus irmãos viria a ser herdeira das casas nobres da Rua de Trás e de todos os outros bens do casal, D. Joana Francisca Josefa da Veiga Cabral e Câmara, nascida em Bragança em 1758, falecida na sua casa do Arco a 14 de Outubro de 1819. Feita 2ªViscondessa de Mirandela, em verificação da segunda vida, em 13 de Maio de 1815, foi Comendadeira de Santa Maria de Bragança, Baçal e Santa Maria de Pena Águia no Bispado de Lamego.
Casou a 17 de Janeiro de 1803 com António Doutel de Almeida, nascido em Lamego em 23 de Abril de 1775, Brigadeiro do Exército, Comendador da Ordem de Cristo, depois Visconde de Mirandela no Brasil em 19 de Dezembro de 1822, filho de António Venceslau Doutel de Almeida, Governador de Chaves e das Armas da Província de Trás-os-Montes, Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de São Bento de Avis, senhor dos morgados de Bragança e dos Eixes, e de sua mulher D. Maria Joaquina de Morais Madureira Sarmento, da casa de Parada.
A falta de sucessão da última representante dos Veiga Cabral em Bragança e a administração dos inúmeros bens de família estão certamente na origem da venda que a Viscondessa de Mirandela fez em 1814 das casas da Rua de Trás a José de Sá Carneiro Vargas que passa assim a ser o seu novo proprietário.
Os Sá Vargas – novos moradores
A Casa, agora conhecida como Sá Vargas, assim como as propriedades e restantes bens que seriam prazo da antiga Casa Veiga Cabral são alienados a muitos particulares, com especial relevância para a compra efectuada por José de Sá Caneiro Vargas que, tal como vimos, procedeu à sua aquisição ainda em vida da Viscondessa de Mirandela, no ano de 1814.
José de Sá Carneiro Vargas nasceu em Bragança em 18 de Dezembro de 1761, cidade onde também faleceu a 29 de Janeiro de 1824. Oriundo de uma família de cristãos-novos, abastados negociantes que granjearam grande notoriedade em particular no negócio da seda, foi Vereador da Câmara e Capitão de Ordenanças em Bragança. Opulento homem de negócio e grande proprietário, contribui com 500 alqueires de centeio e doze fardamentos nos donativos feitos pelos habitantes da cidade de Bragança e seu distrito para a luta contra os Franceses em 1809. Em 9 de Setembro de 1814 recebeu carta de brasão de armas de Sás, Vargas, Henriques e Costas. Estas armas podem ser vistas no quadro a óleo do Conselheiro Sá Vargas assim como em muita da prataria que faz hoje parte do espólio do Museu Abade de Baçal em Bragança. Foram seus pais Álvaro Carneiro Henriques, homem de negócio e proprietário, natural de Bragança, e Luísa Angélica, natural de Vinhais. Casou com Dona Maria Joaquina Rosa de Campos, natural da vila de Murça, filha de Henrique José da Silva e de sua mulher Dona Antónia Luísa de Campos, de origem cristã-nova.
Os filhos de José de Sá Vargas não nasceriam, no entanto, na casa da Rua de Trás, mas sim na primitiva habitação familiar da Rua Direita, tendo-se mudado para aquela pelos finais do primeiro quartel de Oitocentos, possivelmente depois de algumas obras de remodelação a que a casa foi sujeita para albergar a numerosa família então composta pelos progenitores e seus filhos e pelo irmão de José de Sá Vargas, João de Sá Carneiro Vargas, que fora Juiz de Fora de Bragança.
Entre os seus filhos merecem especial destaque três - António Júlio, José Marcelino e Diogo Albino de Sá Vargas – figuras de relevância na cena política e jurídica da sociedade portuguesa de Oitocentos.
José Marcelino de Sá Vargas, nascido em Bragança em 14 de Agosto de 1802 e falecido em Lisboa a 26 de Agosto de 1876, foi Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra (1822), Presidente da Câmara dos Deputados e Deputado nas Legislaturas de 1836, 1840, 1848 e 1861, Par do Reino, Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça e Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça (1849), Ministro de Estado Honorário (1850), da Marinha e Ultramar (1860) e da Justiça (1871). Foi ainda Corregedor (1834) e Juiz de Direito em Bragança (1835), Lisboa (1841) e das Relações do Porto (1843) e Lisboa (1855). Teve um papel fulcral na manutenção da sede de distrito em Bragança, contrariamente ao proposto por Joaquim Ferreira Pontes, em 1849, e posteriormente por João Pedro de Almeida Pessanha que salientavam a necessidade de redução a dez do número de distritos administrativos do continente, formando um deles a província de Trás-os-Montes com sede em Mirandela. Do mesmo modo, Bragança deve-lhe, enquanto Ministro dos Negócios Eclesiásticos, a manutenção da sua diocese que então se encontrava vaga. O seu elevado sentido de responsabilidade fica claramente exposto na proposta de lei que apresentou em Maio de 1850, regulando a sucessão dos filhos naturais, documento de grande alcance social e elevada abrangência.
António Júlio de Sá Vargas, outro dos filhos de José de Sá Carneiro Vargas, nasceu em Murça, em casa de seus avós maternos, em 2 de Fevereiro de 1811 e veio a falecer no Lombo (Macedo de Cavaleiros) a 22 de Outubro de 1880. Bacharel formado em Direito em 22 de Junho de 1837, foi Delegado do Procurador Régio e Juiz de Direito. Por decreto de 28 de Agosto de 1845 foi nomeado Delegado da Comarca de Chacim, cargo de que foi exonerado, a seu pedido, por decreto de 15 de Março de 1854. É provável que o pedido de demissão fosse motivado pela supressão então da comarca de Chacim, em cuja área, na povoação do Lombo, António Júlio tinha um grande casal, de que não quereria separar-se, e também como forma de protesto. De sua autoria conta-se uma Memória acerca de Balsemão (Bragança, 1859).
O último dos filhos varões de José de Sá Carneiro Vargas e que a seu pai sucedeu na casa da Rua de Trás foi Diogo Albino de Sá Vargas. Gémeo com António Júlio, faleceu em Bragança a 21 de Junho de 1872. Tal como seus irmãos, Bacharel formado em Direito, foi Governador Civil de Bragança, com posse a 1 de Abril de 1871 e nomeação por Decreto de 30 de Março do mesmo ano, Conselheiro de Estado por Decreto de 26 de Dezembro de 1865, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Real Ordem de Isabel, a Católica, de Espanha e Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real. Na falta de sucessão de seus irmãos ficou Diogo Albino encarregue da administração da casa que, à sua morte, foi avaliada em 1.500 e à qual havia sido anexada uma outra, contígua, por compra feita aos herdeiros de D. Isabel de Sá Pereira e avaliada em 1.200.
Casou na capela particular da casa de seu pai, a 15 de Outubro de 1851, com D. Emília Augusta de Castro Pereira, nascida em 5 de Março de 1834, filha do opulento negociante da praça do Porto e capitalista José António de Castro Pereira, senhor da casa da Rua Direita onde actualmente se encontra a Direcção de Finanças e do palacete da Rua de Santa Catarina na cidade do Porto, e de sua mulher D. Antónia Margarida Lopes Navarro, irmã do 1ºConde de Lagoaça. Deste seu casamento nasceram dois filhos – José Marcelino e António Emílio – e uma filha, D. Fortunata Augusta de Sá Vargas que foi casada com o Coronel José Alberto Vergueiro, célebre oficial a quem se deve a introdução de alterações nas armas Mauser que passariam a ser adoptadas pelo Exército Português com a designação de Mauser-Vergueiro.
José Marcelino de Sá Vargas passaria, assim, a ser o novo proprietário da casa onde nasceu em 9 de Abril de 1853. Bacharel formado em Direito e grande proprietário, exerceu várias vezes o cargo de Reitor do Liceu de Bragança. Casou a 5 de Fevereiro de 1879 com sua prima D. Maria Augusta Ledesma Pereira de Castro, nascida em Bragança em 21 de Agosto de 1852, filha do Comendador José Carlos Ledesma de Castro, senhor da casa da Rua Almirante Reis, e de sua mulher D. Luísa Augusta Mendes Pereira de quem teve a Diogo Albino de Sá Vargas e D. Fortunata Augusta de Sá Vargas, homónima de sua tia e que viria a casar com o Dr. Francisco José Martins Morgado, médico militar, deputado, professor do Liceu de Bragança e escritor de quem deixou larga geração.
Diogo Albino de Sá Vargas, herdeiro da casa, nasceu em Bragança em 13 de Janeiro de 1882 e faleceu em Lisboa a 12 de Março de 1939. Seguindo a tradição familiar, era Doutor em Direito e foi Deputado da Nação em várias Legislaturas, antigo assistente da Faculdade de Ciências de Lisboa e Professor do Liceu de Pedro Nunes (Lisboa). Tendo falecido sem descendentes, instituiu a Santa Casa da Misericórdia de Bragança como herdeira de grande parte dos seus bens e que, assim, se tornaria a detentora da velha casa dos Veiga Cabral até à sua venda no ano de 1943. A casa serviria como agência do Banco de Portugal em Bragança que aí se manteve até à sua extinção em finais do século passado.
Filipe Pinheiro de Campos
in:centroartegracamorais.cm-braganca.pt
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
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segunda-feira, 30 de março de 2015
Antropóloga reúne em livro antigos jogos tradicionais da região do Planalto Mirandês
Uma antropóloga reuniu em livro, após uma pesquisa de três anos , 62 jogos tradicionais do Planalto Mirandês, para evitar que estes "importantes" elementos culturais identitários da região nordestina caíssem no esquecimento das gerações mais novas.
Em declarações à agência Lusa, Mónica Ferreira, a autora do trabalho, justificou que foram necessários alguns anos para recolher, observar e registar a prática dos jogos para não se perderem os pormenores que por vezes marcam a diferença de região para região do país.
"Transcrever para papel muito do que vi, quando o registo captado pelo gravador não era o suficiente, ou era pouco percetível e com a falta de alguma informação, foi complicado", observou.
Para uma melhor integração, a investigadora teve de jogar os jogos da sua infância, para melhor perceber a atitude dos intervenientes nos mais diversos desafios, que muitas vezes não estavam ao alcance das mulheres.
Os jogos agora passados a livro são retratados da forma "mais fiel possível", já que muitos deles já caíram em desuso, ou já não tão são usuais quanto eram antigamente nos adros das igrejas ou em terrenos comunitários onde se jogava o fito, a relha, o ferro ou a malha.
Já os jogos de mesa com cartas, tais como a sueca, o chincalhão, o sobe e desce ou outros, ainda se vão mantendo.
Os jogos de tabuleiro, tais como damas, ou xadrez, ainda "vão atraindo a atenção dos mais novos", mas de foram já "muito tímida" face ao avanço das novas tecnologias.
Porém, jogos como a cabra cega, os esconde-esconde, o jogo do pião ou saltar simplesmente à corda estão ser substituídos pelos computadores, tabletes e internet.
Agora, a bilharda, o batoque, o espicha, ou outros jogos ao ar livre e que impunham uma grande disputa entre os seus jogadores, estão praticamente fora de jogo dadas preferências das gerações mais novas.
"São jogos ancestrais transmitidos de gerações em gerações e que se têm perdido no tempo. Passatempos lúdico-didáticos pois com a sua prática aprendíamos a contar, dividir, somar, partilhar e sobretudo a socializar. Jogos que se vão perdendo no tempo que tê de ser recuperados", acrescentou Mónica Ferreira.
Para o historiador Hermínio Bernardo, um conhecedor da realidade histórica das "Terras de Miranda" este jogos sempre existiram nesta região desde o tempo da ocupação romana.
"Os povos que passaram pela Península Ibérica praticavam estes jogos, aos quais lhes emprestaram um pouco da sua forma de estar na sociedade", acrescentou.
Para o investigador, os jogos tradicionais também foram o encontro de povos e culturas desde tempo ancestrais e serviam para sociabilizar, para desenvolver o corpo e a mente e para competir.
A antropóloga Mónica Ferreira acrescentou que se apercebeu de que havia muitos mais jogos a recolher, sendo preciso mais tempo para continuar o trabalho o que terá de ser feito.
O livro "Jogos Tradicionais -Terras de Miranda" é ilustrado estando escrito em português e mirandês.
FYP // MSP
Lusa/ fim
Em declarações à agência Lusa, Mónica Ferreira, a autora do trabalho, justificou que foram necessários alguns anos para recolher, observar e registar a prática dos jogos para não se perderem os pormenores que por vezes marcam a diferença de região para região do país.
"Transcrever para papel muito do que vi, quando o registo captado pelo gravador não era o suficiente, ou era pouco percetível e com a falta de alguma informação, foi complicado", observou.
Para uma melhor integração, a investigadora teve de jogar os jogos da sua infância, para melhor perceber a atitude dos intervenientes nos mais diversos desafios, que muitas vezes não estavam ao alcance das mulheres.
Os jogos agora passados a livro são retratados da forma "mais fiel possível", já que muitos deles já caíram em desuso, ou já não tão são usuais quanto eram antigamente nos adros das igrejas ou em terrenos comunitários onde se jogava o fito, a relha, o ferro ou a malha.
Já os jogos de mesa com cartas, tais como a sueca, o chincalhão, o sobe e desce ou outros, ainda se vão mantendo.
Os jogos de tabuleiro, tais como damas, ou xadrez, ainda "vão atraindo a atenção dos mais novos", mas de foram já "muito tímida" face ao avanço das novas tecnologias.
Porém, jogos como a cabra cega, os esconde-esconde, o jogo do pião ou saltar simplesmente à corda estão ser substituídos pelos computadores, tabletes e internet.
Agora, a bilharda, o batoque, o espicha, ou outros jogos ao ar livre e que impunham uma grande disputa entre os seus jogadores, estão praticamente fora de jogo dadas preferências das gerações mais novas.
"São jogos ancestrais transmitidos de gerações em gerações e que se têm perdido no tempo. Passatempos lúdico-didáticos pois com a sua prática aprendíamos a contar, dividir, somar, partilhar e sobretudo a socializar. Jogos que se vão perdendo no tempo que tê de ser recuperados", acrescentou Mónica Ferreira.
Para o historiador Hermínio Bernardo, um conhecedor da realidade histórica das "Terras de Miranda" este jogos sempre existiram nesta região desde o tempo da ocupação romana.
"Os povos que passaram pela Península Ibérica praticavam estes jogos, aos quais lhes emprestaram um pouco da sua forma de estar na sociedade", acrescentou.
Para o investigador, os jogos tradicionais também foram o encontro de povos e culturas desde tempo ancestrais e serviam para sociabilizar, para desenvolver o corpo e a mente e para competir.
A antropóloga Mónica Ferreira acrescentou que se apercebeu de que havia muitos mais jogos a recolher, sendo preciso mais tempo para continuar o trabalho o que terá de ser feito.
O livro "Jogos Tradicionais -Terras de Miranda" é ilustrado estando escrito em português e mirandês.
FYP // MSP
Lusa/ fim
Obrigatoriedade da carta de caçador para prática de tiro desportivo também não agrada
António Oliveira, presidente do Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros, também é contra a retirada da realização do exame para a obtenção da carta de caçador de Bragança.
António Oliveira, que este sábado tomou posse para mais um mandato à frente do Clube, destaca a morosidade e dificuldade do processo, se passar a ser realizado só em Vila Real. E manifesta-se ainda contra as imposições para os praticantes de tiro desportivo.
Para António Oliveira, as longas distâncias a percorrer e as despesas acrescidas, podem inibir novos caçadores ou praticantes de tiro desportivo.
António Oliveira, à frente do Clube de Caça de Pesca de Macedo de Cavaleiros há 16 anos, assume o comando por mais um biénio. A tomada de posse foi este sábado. E ficam as datas de alguns eventos para este ano.
Declarações de António Oliveira, presidente do Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros, uma coletividade que conta neste momento com 480 sócios.
Escrito por ONDA LIVRE
António Oliveira, que este sábado tomou posse para mais um mandato à frente do Clube, destaca a morosidade e dificuldade do processo, se passar a ser realizado só em Vila Real. E manifesta-se ainda contra as imposições para os praticantes de tiro desportivo.
Para António Oliveira, as longas distâncias a percorrer e as despesas acrescidas, podem inibir novos caçadores ou praticantes de tiro desportivo.
António Oliveira, à frente do Clube de Caça de Pesca de Macedo de Cavaleiros há 16 anos, assume o comando por mais um biénio. A tomada de posse foi este sábado. E ficam as datas de alguns eventos para este ano.
Declarações de António Oliveira, presidente do Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros, uma coletividade que conta neste momento com 480 sócios.
Escrito por ONDA LIVRE
domingo, 29 de março de 2015
Portugal 2020 pode aumentar investimentos privados na agricultura e no turismo
Em Trás-os-Montes perspetiva-se que o novo quadro comunitário incentive os investimentos privados na agricultura e no turismo.
Declarações de Iolanda Assunção Breia, consultora da SPA Consultoria, que sexta feira passou por Macedo de Cavaleiros, para uma ação de esclarecimento sobre o novo quadro comunitário.
Este novo quadro comunitário está voltado para os investimentos privados.
Esta é uma das diferenças em relação ao quadro anterior, que, diz Iolanda Assunção Breia, cria igualmente condições interessantes para investir.
Declarações de Iolanda Assunção Breia, consultora da SPA Consultoria, que na sexta feira, em parceria com a Câmara Municipal, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços e a Gestitóme, de Mirandela, realizaram uma ação de esclarecimento sobre os novos sistemas de incentivo inseridos no Portugal 2020.
Escrito por ONDA LIVRE
Declarações de Iolanda Assunção Breia, consultora da SPA Consultoria, que sexta feira passou por Macedo de Cavaleiros, para uma ação de esclarecimento sobre o novo quadro comunitário.
Este novo quadro comunitário está voltado para os investimentos privados.
Esta é uma das diferenças em relação ao quadro anterior, que, diz Iolanda Assunção Breia, cria igualmente condições interessantes para investir.
Declarações de Iolanda Assunção Breia, consultora da SPA Consultoria, que na sexta feira, em parceria com a Câmara Municipal, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços e a Gestitóme, de Mirandela, realizaram uma ação de esclarecimento sobre os novos sistemas de incentivo inseridos no Portugal 2020.
Escrito por ONDA LIVRE
“Vai haver Feira de São Pedro”, garante Duarte Moreno
“Vai haver Feira de São Pedro”, garante o presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros.
Declarações em resposta a António Cunha, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISMC), que colocou em causa a viabilidade da realização da Feira de São Pedro.
Duarte Moreno avança a criação de uma comissão responsável pela organização da parte lúdico-musical do evento, que está praticamente gerada. Quanto à ACISMC, fica responsável pela organização da feira comercial.
Duarte Moreno lamenta a falta de entendimento, por parte da ACISMC, deste novo modelo, e relembra que a Associação não estava vocacionada para subsistir com dinheiro autárquico.
É objetivo que passe assim a Feira de São Pedro a ser não só uma feira comercial, mas também a festa da cidade, com uma organização partida. Para Duarte Moreno faz todo o sentido que a Câmara queira uma parte mais ativa na organização, visto que é paga pela autarquia.
Em relação ao alegado braço de ferro entre António Cunha, presidente da ACISM, e Rui Costa, vereador do Turismo e das Finanças, Duarte Moreno diz que não há um braço de ferro nenhum, apenas uma nova forma de pensar as festas e feiras.
Para já, ainda não é conhecido o valor que vai ser investido neste novo modelo da Feira de São Pedro, que passa a agregar também as festas da cidade. Fica ainda a garantia que a data tradicional de realização do certame não está de modo algum comprometida.
Escrito por ONDA LIVRE
Declarações em resposta a António Cunha, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISMC), que colocou em causa a viabilidade da realização da Feira de São Pedro.
Duarte Moreno avança a criação de uma comissão responsável pela organização da parte lúdico-musical do evento, que está praticamente gerada. Quanto à ACISMC, fica responsável pela organização da feira comercial.
Duarte Moreno lamenta a falta de entendimento, por parte da ACISMC, deste novo modelo, e relembra que a Associação não estava vocacionada para subsistir com dinheiro autárquico.
É objetivo que passe assim a Feira de São Pedro a ser não só uma feira comercial, mas também a festa da cidade, com uma organização partida. Para Duarte Moreno faz todo o sentido que a Câmara queira uma parte mais ativa na organização, visto que é paga pela autarquia.
Em relação ao alegado braço de ferro entre António Cunha, presidente da ACISM, e Rui Costa, vereador do Turismo e das Finanças, Duarte Moreno diz que não há um braço de ferro nenhum, apenas uma nova forma de pensar as festas e feiras.
Para já, ainda não é conhecido o valor que vai ser investido neste novo modelo da Feira de São Pedro, que passa a agregar também as festas da cidade. Fica ainda a garantia que a data tradicional de realização do certame não está de modo algum comprometida.
Escrito por ONDA LIVRE
sábado, 28 de março de 2015
Feira de São Pedro em risco de não acontecer – a três meses do certame, ainda nada está decidido
Depois de 32 anos, a Feira de São Pedro corre o risco de não acontecer.
A três meses da data habitual da realização do evento comercial, considerado o maior do nordeste transmontano e um dos quatro maiores a nível nacional, parece não haver entendimento entre a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISMC), que organiza a feira há 27 anos, e o município.
O presidente da ACISMC, conta que a Câmara Municipal terá rejeitado, em janeiro, o planeamento anual de atividades da Associação. A ACISMC pediu esclarecimentos sobre esta rejeição, mas só voltaria a ser contactada em março, quando foram informados das intenções do município de organizar o evento este ano.
Foi ainda proposto que se criasse uma nova comissão, responsável pela parte dos espetáculos musicais. António Cunha, relembra que o tempo é escasso para formar esta nova comissão, e, por isso, deve ser a ACISMC a organizar o evento.
António Cunha diz ainda que, caso haja alterações repentinas na organização da feira, estarão seis postos de trabalho em risco.
Já no final do certame de 2014, Duarte Moreno, presidente do município, tinha revelado que estava a ser pensado um novo modelo para a Feira de São Pedro.
António Cunha considera que a feira foi politizada.
A três meses de mais uma edição da Feira de São Pedro, paira a dúvida sobre o futuro do certame.
Até ao momento, ainda não foi possível obter uma reação por parte da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.
Do lado da oposição, do PS, Rui Vaz, considera esta questão mais não é do que um braço de ferro entre António Cunha e o vereador do Turismo e das Finanças, Rui Costa.
Rui Vaz revela que propôs em reunião de câmara que, dada a demora nas decisões sobre o futuro da feira, este ano a organização se mantivesse dentro da normalidade, com um teto máximo de despesas, estabelecido pela autarquia. No entanto, a proposta foi rejeitada.
Rui Vaz vai mais longe, e confessa que acha que é objetivo da câmara municipal organizar a feira sozinha.
Sobre a hipotética perda de seis postos de trabalho, caso a feira saia da alçada da ACISMC, Rui Vaz não hesita em afirmar que a associação foi criada para ser auto-sustentável, e que, se depende totalmente da Feira de São Pedro, é o fruto de 12 anos de má gestão.
A posição do PS sobre a Feira de São Pedro, que parece ter um futuro incerto neste ano de 2015.
Escrito por ONDA LIVRE
A três meses da data habitual da realização do evento comercial, considerado o maior do nordeste transmontano e um dos quatro maiores a nível nacional, parece não haver entendimento entre a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISMC), que organiza a feira há 27 anos, e o município.
O presidente da ACISMC, conta que a Câmara Municipal terá rejeitado, em janeiro, o planeamento anual de atividades da Associação. A ACISMC pediu esclarecimentos sobre esta rejeição, mas só voltaria a ser contactada em março, quando foram informados das intenções do município de organizar o evento este ano.
Foi ainda proposto que se criasse uma nova comissão, responsável pela parte dos espetáculos musicais. António Cunha, relembra que o tempo é escasso para formar esta nova comissão, e, por isso, deve ser a ACISMC a organizar o evento.
António Cunha diz ainda que, caso haja alterações repentinas na organização da feira, estarão seis postos de trabalho em risco.
Já no final do certame de 2014, Duarte Moreno, presidente do município, tinha revelado que estava a ser pensado um novo modelo para a Feira de São Pedro.
António Cunha considera que a feira foi politizada.
A três meses de mais uma edição da Feira de São Pedro, paira a dúvida sobre o futuro do certame.
Até ao momento, ainda não foi possível obter uma reação por parte da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.
Do lado da oposição, do PS, Rui Vaz, considera esta questão mais não é do que um braço de ferro entre António Cunha e o vereador do Turismo e das Finanças, Rui Costa.
Rui Vaz revela que propôs em reunião de câmara que, dada a demora nas decisões sobre o futuro da feira, este ano a organização se mantivesse dentro da normalidade, com um teto máximo de despesas, estabelecido pela autarquia. No entanto, a proposta foi rejeitada.
Rui Vaz vai mais longe, e confessa que acha que é objetivo da câmara municipal organizar a feira sozinha.
Sobre a hipotética perda de seis postos de trabalho, caso a feira saia da alçada da ACISMC, Rui Vaz não hesita em afirmar que a associação foi criada para ser auto-sustentável, e que, se depende totalmente da Feira de São Pedro, é o fruto de 12 anos de má gestão.
A posição do PS sobre a Feira de São Pedro, que parece ter um futuro incerto neste ano de 2015.
Escrito por ONDA LIVRE
«Misterman», de Enda Walsh no Teatro Municipal de Bragança
"Thomas, um homem de 33 anos, vive com a mãe incapacitada numa aldeia chamada Inishfree. Sai todos os dias de casa, munido de uma agenda, para inspeccionar o comportamento dos habitantes da aldeia e assegurar o cumprimento dos valores morais e éticos.
Tem a convicção de que se trabalhar muito poderá salvar o mundo, erradicar o pecado e sentar-se ao lado de Deus.
Encontra-se-se escondido num depósito abandonado no campo desde o trágico acontecimento. Está só, fechado e com alguns objectos indispensáveis: a farda do pai e gravadores antigos de fita magnética.
Há uma atmosfera de violência iminente e constante contra um mundo que não o entende, violência contra um homem que não entende o mundo que o rodeia".
Coprodução Culturproject / Artistas Unidos, com texto de Enda Walsh, tradução de Nuno Ventura Barbosa, encenação, interpretação e versão cénica de Elmano Sancho, sssistência de encenação de Luciana Ribeiro, cenografia e figurinos de Rita Lopes Alves, luz de Alexandre Coelho, som de Pedro Costa, apoio vocal de Natália de Matos, vozes de Andreia Bento, António Simão, Filipa Duarte, João Meireles, Jorge Silva Melo, Luciana Ribeiro, Mirró Pereira, Mónica Lage, Nuno Miranda e Pedro Carraca.
Onde: Teatro Municipal de Bragança
Quando: 01-04-2015
Hora: 21h30
Tem a convicção de que se trabalhar muito poderá salvar o mundo, erradicar o pecado e sentar-se ao lado de Deus.
Encontra-se-se escondido num depósito abandonado no campo desde o trágico acontecimento. Está só, fechado e com alguns objectos indispensáveis: a farda do pai e gravadores antigos de fita magnética.
Há uma atmosfera de violência iminente e constante contra um mundo que não o entende, violência contra um homem que não entende o mundo que o rodeia".
Coprodução Culturproject / Artistas Unidos, com texto de Enda Walsh, tradução de Nuno Ventura Barbosa, encenação, interpretação e versão cénica de Elmano Sancho, sssistência de encenação de Luciana Ribeiro, cenografia e figurinos de Rita Lopes Alves, luz de Alexandre Coelho, som de Pedro Costa, apoio vocal de Natália de Matos, vozes de Andreia Bento, António Simão, Filipa Duarte, João Meireles, Jorge Silva Melo, Luciana Ribeiro, Mirró Pereira, Mónica Lage, Nuno Miranda e Pedro Carraca.
Onde: Teatro Municipal de Bragança
Quando: 01-04-2015
Hora: 21h30
Festival de teatro “Vinte e Sete” já está nos palcos de Trás-os-Montes
Teve ontem início, no Dia Mundial do Teatro, a 11.ª edição do Festival “Vinte e Sete”, um projecto de teatro partilhado entre Bragança e Vila Real que transforma o teatro no centro da oferta cultural da região.
Nos palco do Teatro de Vila Real e de do Teatro Municipal de Bragança já se representam peças integradas nesta grande iniciativa que traz o que de melhor se faz em teatro até à região transmontana ao nível da qualidade.
Nesta edição a preocupação é a “ apresentação de produções de qualidade, a partir de dramaturgia clássica ou contemporânea, representativas das artes performativas em Portugal”.
No sítio Web do festival pode ler-se que na 11ª edição deste evento cultural “ a literatura tem um peso importante na edição deste ano. Às obras eminentemente dramáticas de Sófocles (‘Ajax’, encenação de Nuno Cardoso para Ao Cabo Teatro e Teatro do Bolhão) e Molière (‘O Avarento’, encenação de Rogério de Carvalho para o Ensemble, estreada no Teatro Nacional S. João) junta-se o trabalho de Tiago Rodrigues, actual director do Teatro Nacional D. Maria II, em volta de Madame Bovary, o romance fundamental de Flaubert. Beckett, escritor e dramaturgo, é também evocado, pela companhia Ácaro, e a obra poética de Alexandre O'Neill é matéria de trabalho de João Reis e Ana Nave. Outros textos literários e escritores são apresentados nos espectáculos de spoken word liderados pelo actor André Gago e por Tiago Gomes, director da revista Bíblia.
De destacar em 2015 são as estreias absolutas de novas criações da Peripécia e do Teatro da Garagem. A primeira inspira-se nas máscaras de Lazarim para criar 'Fardo', um 'ritual de passagem entre o sonho e o térreo, entre a vida e a morte, entre o nada e o riso'. A segunda trabalha a partir da obra e do universo artístico da pintora transmontana Graça Morais.
Para o público infantil agendaram-se duas produções: 'Photomaton', 'um divertimento para viola portuguesa e mala preparada', e 'O Soldadinho', marionetas pelo Teatro de Ferro (que orientará ainda o workshop 'Família Ramos', de construção de figuras antropomórficas ou zoomórficas a partir das sobras da poda das árvores).
Os espectáculos (20 sessões, no total) decorrem nos Teatros Municipais de Vila Real e Bragança, num convite a circular pela região, com preços acessíveis a todas as bolsas”.
in:noticiasdonordeste.pt
Nos palco do Teatro de Vila Real e de do Teatro Municipal de Bragança já se representam peças integradas nesta grande iniciativa que traz o que de melhor se faz em teatro até à região transmontana ao nível da qualidade.
Nesta edição a preocupação é a “ apresentação de produções de qualidade, a partir de dramaturgia clássica ou contemporânea, representativas das artes performativas em Portugal”.
No sítio Web do festival pode ler-se que na 11ª edição deste evento cultural “ a literatura tem um peso importante na edição deste ano. Às obras eminentemente dramáticas de Sófocles (‘Ajax’, encenação de Nuno Cardoso para Ao Cabo Teatro e Teatro do Bolhão) e Molière (‘O Avarento’, encenação de Rogério de Carvalho para o Ensemble, estreada no Teatro Nacional S. João) junta-se o trabalho de Tiago Rodrigues, actual director do Teatro Nacional D. Maria II, em volta de Madame Bovary, o romance fundamental de Flaubert. Beckett, escritor e dramaturgo, é também evocado, pela companhia Ácaro, e a obra poética de Alexandre O'Neill é matéria de trabalho de João Reis e Ana Nave. Outros textos literários e escritores são apresentados nos espectáculos de spoken word liderados pelo actor André Gago e por Tiago Gomes, director da revista Bíblia.
De destacar em 2015 são as estreias absolutas de novas criações da Peripécia e do Teatro da Garagem. A primeira inspira-se nas máscaras de Lazarim para criar 'Fardo', um 'ritual de passagem entre o sonho e o térreo, entre a vida e a morte, entre o nada e o riso'. A segunda trabalha a partir da obra e do universo artístico da pintora transmontana Graça Morais.
Para o público infantil agendaram-se duas produções: 'Photomaton', 'um divertimento para viola portuguesa e mala preparada', e 'O Soldadinho', marionetas pelo Teatro de Ferro (que orientará ainda o workshop 'Família Ramos', de construção de figuras antropomórficas ou zoomórficas a partir das sobras da poda das árvores).
Os espectáculos (20 sessões, no total) decorrem nos Teatros Municipais de Vila Real e Bragança, num convite a circular pela região, com preços acessíveis a todas as bolsas”.
in:noticiasdonordeste.pt
sexta-feira, 27 de março de 2015
Vamos ver o rio Fervença...
- A nossa ponte, ponte de passagem. Acho que não tem regresso! Diz a Margarida apaixonada. E a sua cidade ficava do outro lado da margem e era tão bonita. E foi tão feliz naquele Liceu que estava tão perto. E já sentia saudades!
- Então, estás a chorar?! Então? Disse o Pedro e também se comoveu. Saudades do Liceu onde foram tão felizes!
- Minha Nossa Senhora de todas as lágrimas! E o Pedro beijou-lhe os olhos, acariciou-lhe o cabelo. O Fervença corria manso.
A Margarida parecia que estava num sonho e só o Fervença era tão real e silencioso. Regressaram. As pontes são tão amigas que aproximam as margens.
O Pedro levou a Margarida a casa. Das escadas, ela ainda lhe disse baixinho:
- Vem depressa!
in: o milagre de Bragança
Fernando Calado
Burro de cardar e pentear
Museu: Museu da Terra de Miranda
N.º de Inventário: 46Etn
Supercategoria: Etnologia
Categoria: Tecnologia têxtil
Denominação: Burro de cardar e pentear
Datação: XX d.C.
Matéria: madeira
Dimensões (cm): altura: 50; comprimento: 100;
Descrição: Peça de madeira oitavada com orifícios nas extremidades e com quatro pés separados por uma barra. Num dos orifícios é colocado um par de pentes que é composto por uma peça de madeira cravado de puas para pentear, com haste para agarrar, e na outra extremidade com par de cardas composto por uma base rectangular cravada de puas finas para cardar, com haste para agarrar.
Incorporação: Doação - Fundo Antigo do Museu
Proveniência: Desconhecido.
Direção Geral do Património Cultural
N.º de Inventário: 46Etn
Supercategoria: Etnologia
Categoria: Tecnologia têxtil
Denominação: Burro de cardar e pentear
Datação: XX d.C.
Matéria: madeira
Dimensões (cm): altura: 50; comprimento: 100;
Descrição: Peça de madeira oitavada com orifícios nas extremidades e com quatro pés separados por uma barra. Num dos orifícios é colocado um par de pentes que é composto por uma peça de madeira cravado de puas para pentear, com haste para agarrar, e na outra extremidade com par de cardas composto por uma base rectangular cravada de puas finas para cardar, com haste para agarrar.
Incorporação: Doação - Fundo Antigo do Museu
Proveniência: Desconhecido.
Direção Geral do Património Cultural
Igreja do século XVI foi recuperada pela Misericórdia de Mogadouro
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| Igreja do Divino Senhor do Passos da Misericórdia de Mogadouro, situada junto do Castelo de Mogadouro |
O projecto de recuperação, orçado em 180 mil euros, foi apoiado pela Associação de Desenvolvimento do Douro Superior, Câmara Municipal e Misericórdia local.
A Misericórdia de Mogadouro entrou com cerca de 50 por cento do valor total do projeto, cabendo às duas outras instituições a restante parte.
O templo encontrava-se num avançado estado de degradação das suas paredes, altares e outras peças que integram o espólio da igreja que é sobretudo utilizada na época pascal.
“O telhado estava praticamente a cair, as paredes estavam à beira da derrocada e os altares a caírem”, recorda João Henriques, provedor da santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, citado pela Agência Lusa.
Na igreja da Misericórdia de Mogadouro, situada em pleno centro histórico da vila, venera-se o Divino Senhor do Passos, sendo uma obra imputada a D. Luís Álvares de Távora que no ano de 1559 a mandou edificar.
in:noticiasdonordeste.pt
Jovem de 20 anos sequestrado em Bragança
Autoridades suspeitam que questões relacionadas com pequeno tráfico de droga poderão estar por detrás dos acontecimentos
Um indivíduo terá sido sequestrado, em Bragança, sob ameaça de arma de fogo, e apresentava vários ferimentos no corpo quando se deslocou esta sexta-feira à GNR para formalizar queixa, informou aquela força de segurança.
O alegado sequestro terá ocorrido durante a noite e o queixoso relatou que foi levado para um local ermo sob ameaça de arma de fogo, que não terá sido disparada, de acordo com informação avançada à Lusa pelas Relações Públicas do Comandando Distrital de Bragança da GNR.
A suposta vítima, com cerca de 20 anos, é da aldeia de Meixedo, junto à cidade de Bragança, e deslocou-se por volta das 07:00 ao posto da GNR a apresentar queixa, contando às autoridades que terá sido libertada pelo alegado agressor, que ainda não foi identificado formalmente.
As autoridades suspeitam que questões relacionadas com pequeno tráfico de droga poderão estar por detrás dos acontecimentos.
O caso transitou, entretanto, para a Polícia Judiciária (PJ) que tem a alçada deste tipo de crime.
Agência Lusa
Um indivíduo terá sido sequestrado, em Bragança, sob ameaça de arma de fogo, e apresentava vários ferimentos no corpo quando se deslocou esta sexta-feira à GNR para formalizar queixa, informou aquela força de segurança.
O alegado sequestro terá ocorrido durante a noite e o queixoso relatou que foi levado para um local ermo sob ameaça de arma de fogo, que não terá sido disparada, de acordo com informação avançada à Lusa pelas Relações Públicas do Comandando Distrital de Bragança da GNR.
A suposta vítima, com cerca de 20 anos, é da aldeia de Meixedo, junto à cidade de Bragança, e deslocou-se por volta das 07:00 ao posto da GNR a apresentar queixa, contando às autoridades que terá sido libertada pelo alegado agressor, que ainda não foi identificado formalmente.
As autoridades suspeitam que questões relacionadas com pequeno tráfico de droga poderão estar por detrás dos acontecimentos.
O caso transitou, entretanto, para a Polícia Judiciária (PJ) que tem a alçada deste tipo de crime.
Agência Lusa
Dia Mundial do Teatro – AJAM recupera primeira peça da associação
Hoje, comemora-se o Dia Mundial do Teatro.
A AJAM (Associação dos Jovens Artistas Macedenses) está a assinalar a data, pela sétima vez consecutiva.
Este ano, o Grupo de Teatro de Morais, a Casa do Professor e os Portuga e Por Nada (Mirandela), foram convidados para recuperar aquela que foi a primeira peça levada a cena pela AJAM, conforme explica Acácio Pradinhos, diretor artístico.
O resultado final desta reinvenção da peça Bodas de Lata vai poder ser visto amanhã, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, às 21.45h.
Escrito por ONDA LIVRE
A AJAM (Associação dos Jovens Artistas Macedenses) está a assinalar a data, pela sétima vez consecutiva.
Este ano, o Grupo de Teatro de Morais, a Casa do Professor e os Portuga e Por Nada (Mirandela), foram convidados para recuperar aquela que foi a primeira peça levada a cena pela AJAM, conforme explica Acácio Pradinhos, diretor artístico.
O resultado final desta reinvenção da peça Bodas de Lata vai poder ser visto amanhã, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, às 21.45h.
Escrito por ONDA LIVRE
ESACT de Mirandela vai ter um Centro de Recursos e o primeiro mestrado
Luís Pires, diretor da ESACT, explica que se trata de um projeto arrojado, com um crescimento gradual na base das parcerias com os agentes públicos e privados da região.
Para já, foi aprovada uma candidatura no valor de 700 mil euros que vai dotar o centro regional de equipamento de vanguarda, que o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, entende poder vir a tornar-se num pólo forte na área do truísmo e da comunicação.
Novidades avançadas, ontem, durante a cerimónia da tomada de posse de Sónia Nogueira, como subdirectora da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela.
A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela vai ter a funcionar o seu primeiro Mestrado, no próximo ano lectivo, na área da Administração Autárquica.
O anúncio da aprovação do Mestrado, por parte da Agência de Acreditação, foi divulgado, ontem, pelo diretor da ESCT de Mirandela, Luís Pires.
Para o presidente da Instituto Politécnico de Bragança, a criação deste Mestrado, é o corolário de um trabalho de maturação da ESACT, que Sobrinho Teixeira diz ser um exemplo único de sucesso no País, ao nível das escolas desconcentradas do ensino superior.
No próximo ano lectivo, a ESACT de Mirandela passa a ter o Mestrado de Administração Autárquica com a abertura de 25 vagas. Entretanto, a direção da escola submeteu à apreciação da agência de acreditação a possibilidade de vir a leccionar o curso de jornalismo e comunicação digital, mas ainda sem qualquer feed-back.
Atualmente, a ESACT tem cerca de mil alunos a frequentar os oito cursos da instituição de ensino superior. Entretanto, as novas instalações que deviam estar concluídas em Abril, sofreram um pequeno atraso e o prazo de conclusão da empreitada está agora calendarizado para o início de Junho. O presidente da câmara de Mirandela, António Branco garante que o novo campus da escola estará pronto a receber os alunos no próximo ano letivo.
A ESACT de Mirandela vai, finalmente, ter instalações definitivas, depois de duas décadas em instalações provisórias. No total, o investimento ronda os 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento são assegurados pelo Município.
Informação CIR (Rádio Terra Quente)
“SpiritFest”, um festival intimista para encher o espirito de boa música
Não são muitas as pequenas cidades que se possam gabar de ter um programa de música alternativa como Bragança tem desde há algum tempo a esta parte. A dinâmica deve-se a um promotora local dirigida por gente nova e inovadora chamada “Dedos Biónicos ” que tem levado até à capital do Nordeste Transmontano grupos e proposta musicais vanguardistas e de excelente qualidade.
Equations, banda portuense estará presente no SpiritFest. “Há uma nova vida nos Equations. Abriu-se um capítulo inopinável, ergueu-se uma muralha de vontade em fugir para o abstracto, para o desconhecido e de explorar novas portas. Felizmente que isso aconteceu, porque o seu resultado chama-se ‘Hightower’”
Desta vez é no mês de abril que Bragança recebe mais propostas musicais no âmbito do SpiritFest 4, que decorrerá no Vitória Pub no dia 2 de abril com uma entrada garantida por apenas seis euros.
“O SpiritFest nasceu da vontade de três amigos que partilham o espírito dos festivais de verão ao mais alto nível. Realizar um festival urbano com lugar em Bragança que conflua todo o espirito reservado a um festival de grande envergadura num evento de pequenas proporções.
A primeira edição superou todas as expetativas e ficou de acordo comum repetir este célebre evento todos os anos e enquanto o espirito se mantiver.
O festival vai já para a sua quarta edição e pretende dar seguimento às anteriores com um cartaz eclético e rico em diversidade”.
Neste momento são estas as bandas confirmadas para o Vitória Pub.
Equations, banda portuense estará presente no SpiritFest. “Há uma nova vida nos Equations. Abriu-se um capítulo inopinável, ergueu-se uma muralha de vontade em fugir para o abstracto, para o desconhecido e de explorar novas portas. Felizmente que isso aconteceu, porque o seu resultado chama-se ‘Hightower’”
Desta vez é no mês de abril que Bragança recebe mais propostas musicais no âmbito do SpiritFest 4, que decorrerá no Vitória Pub no dia 2 de abril com uma entrada garantida por apenas seis euros.
“O SpiritFest nasceu da vontade de três amigos que partilham o espírito dos festivais de verão ao mais alto nível. Realizar um festival urbano com lugar em Bragança que conflua todo o espirito reservado a um festival de grande envergadura num evento de pequenas proporções.
A primeira edição superou todas as expetativas e ficou de acordo comum repetir este célebre evento todos os anos e enquanto o espirito se mantiver.
O festival vai já para a sua quarta edição e pretende dar seguimento às anteriores com um cartaz eclético e rico em diversidade”.
Neste momento são estas as bandas confirmadas para o Vitória Pub.
Começa hoje a Semana Santa em Torre de Moncorvo
Um dos pontos altos destas festividades é a representação da Via Sacra ao vivo pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, que se desenrola durante a Procissão do Encontro, pelas 21h00 do dia 29 de Março. Às 17h45 acontece ainda a bênção dos ramos na Igreja Matriz.
Já no dia 2 de Abril, Quinta-feira Santa, realiza-se a Ceia do Senhor na Igreja Matriz e à noite, pelas 21h00, a Procissão dos Passos. Na Sexta-feira Santa, tem lugar a adoração da cruz, na Igreja Matriz, e a Procissão do Enterro do Senhor.
Destaque também para a apresentação da peça de teatro “ O Búfalo Fu” pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, às 17h00, do dia 4 de Abril. Neste dia decorre ainda a Vigília Pascal com a bênção da água e do círio pascal e o cantar das Alvissaras pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, às 23h00, na Igreja da Misericórdia.
As festividades terminam no Domingo de Páscoa com a Missa da Ressurreição, a Procissão da Aleluia e a Visita Pascal.
Estas celebrações pretendem reavivar as tradições das cerimónias da Semana Santa, ao mesmo tempo que permite aumentar a oferta e criar um novo produto turístico no concelho.
As celebrações da Semana Santa são organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo e o Município de Torre de Moncorvo em parceria com a Paróquia de Torre de Moncorvo e Grupo Alma de Ferro Teatro.
Nota de Imprens ada Câmra Municipal de Torre de Moncorvo (Luciana Raimundo)
A fonte dos ladrões
Sou ainda daqueles que construíram o seu imaginário nas distantes tertúlias domésticas, à volta da lareira, a ouvir as narrativas, mais ou menos lendárias, dos célebres salteadores de estrada. Começava-se no temerário Zé do Telhado, o tal das “barbas negras”, que carregava o ADN de uma temida legião de bandidos, como foram o seu pai Teixeira, o irmão Joaquim e o tio-avô Sodiano. Vinham depois as histórias arrepiantes do “Sancho Pacato”, e do “Pichorras”, à mistura com as de um tal Custódio “Boca Negra”, mais o “Tira Vidas”, o “Mói Tudo”, o Morgado da “Magantinha” e o Zé Pequeno (um cobardolas denunciante, a quem o Zé do Telhado arrancou a língua…). Pelo meio, falava-se de um sinistro “Labardeiro” que atacava para os lados do Minho, servido por um não menos cruel “Picanço”. E com um curriculum de fazer-lhes inveja, também se contavam histórias de um tal “Pita”, que investia, disfarçado de padre, nas terras de Basto, encobrindo as pistolas com a sotaina. Os mais temidos refugiavam-se no Marão. À hora menos pensada, saíam das moitas e boqueirões da serra, caindo sobre as malas-postas, a cujos ocupantes indefesos esvaziavam os bolsos e a bagagem. A testemunhar estes episódios, ainda hoje, no alto do Marão, é referenciado, na memória oral, um topónimo: a “Fonte dos Ladrões”.
Episódios destes, históricos ou lendários, já diluídos na penumbra do tempo, julgava eu terem ficado nas velhas estradas serpenteadas da serra. Longe estava, pois, de os ver ocorrerem-me à memória, agora que as estradas serpenteadas deram lugar às autoestradas, onde cidadãos incautos e indefesos estão a ser grosseiramente depenados pelo Estado ou por quem o usa a seu belo proveito. Na verdade, por uns míseros dois euros de uma passagem num pórtico de uma ex-scut, que há mais de um ano devia ter pago, e que nem sequer recordo, fui intimado a pagar uma soma de… 112.02 euros (!), sob pena de vir a ser penhorado. Outros cidadãos, igualmente incautos, confrontados com cobranças de valores muito maiores, estão já a enfrentar processos de penhora.
Mas que Estado é este, afinal, que usa e abusa de uma maquiavélica fonte de receitas, extorquindo, indefensavelmente, somas exorbitantes aos cidadãos? Como distingui-lo dos antigos salteadores de estrada, de que falam as lendas? Pelo menos de alguns, como o celebrado Zé do Telhado, encarnando o mito do herói-bandido, ainda se dizia que depenava os ricos para dar aos pobres…
(ap)
in: Jornal de Notícias
Episódios destes, históricos ou lendários, já diluídos na penumbra do tempo, julgava eu terem ficado nas velhas estradas serpenteadas da serra. Longe estava, pois, de os ver ocorrerem-me à memória, agora que as estradas serpenteadas deram lugar às autoestradas, onde cidadãos incautos e indefesos estão a ser grosseiramente depenados pelo Estado ou por quem o usa a seu belo proveito. Na verdade, por uns míseros dois euros de uma passagem num pórtico de uma ex-scut, que há mais de um ano devia ter pago, e que nem sequer recordo, fui intimado a pagar uma soma de… 112.02 euros (!), sob pena de vir a ser penhorado. Outros cidadãos, igualmente incautos, confrontados com cobranças de valores muito maiores, estão já a enfrentar processos de penhora.
Mas que Estado é este, afinal, que usa e abusa de uma maquiavélica fonte de receitas, extorquindo, indefensavelmente, somas exorbitantes aos cidadãos? Como distingui-lo dos antigos salteadores de estrada, de que falam as lendas? Pelo menos de alguns, como o celebrado Zé do Telhado, encarnando o mito do herói-bandido, ainda se dizia que depenava os ricos para dar aos pobres…
(ap)
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