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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Município de Bragança vai investir 16 milhões de euros na reabilitação urbana e melhoria dos transportes públicos
Bragança garantiu 16 milhões de euros para investimentos no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) para reabilitação urbana e melhoria dos transportes públicos.
O PEDU de Bragança contempla três planos: um dedicado à mobilidade urbana sustentável, outro para a regeneração urbana e o terceiro para beneficiar as comunidades desfavorecidas. A nível da reabilitação urbana haverá intervenções em vários arruamentos, nomeadamente nas avenidas Sá Carneiro e João da Cruz, para além de reabilitação de edifícios na zona histórica, para instalações de serviços públicos e outros.
O Centro de Respostas Integradas (CRI) de Bragança, que será também dotado de melhores condições para atendimento ao público, as intervenções nos bairros sociais, com “obras de melhoria e eficiência energética no bairro social da Coxa, o melhoramento do espaço público e construção do pavilhão polidesportivo da Coxa e a intervenção no bairro da Previdência, com a melhoria do espaço público são outras das obras contempladas”, referiu o autarca, Hernâni Dias.Haverá ainda lugar a investimentos em ciclovias e transportes públicos:
De acordo com o autarca de Bragança, os projectos incluídos no PEDU, cujos acordos foram assinados este mês com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, estão actualmente a ser preparados e deverão ser discutidos com a população.
Olga Telo Cordeiro
Escrito por Brigantia
O PEDU de Bragança contempla três planos: um dedicado à mobilidade urbana sustentável, outro para a regeneração urbana e o terceiro para beneficiar as comunidades desfavorecidas. A nível da reabilitação urbana haverá intervenções em vários arruamentos, nomeadamente nas avenidas Sá Carneiro e João da Cruz, para além de reabilitação de edifícios na zona histórica, para instalações de serviços públicos e outros.
O Centro de Respostas Integradas (CRI) de Bragança, que será também dotado de melhores condições para atendimento ao público, as intervenções nos bairros sociais, com “obras de melhoria e eficiência energética no bairro social da Coxa, o melhoramento do espaço público e construção do pavilhão polidesportivo da Coxa e a intervenção no bairro da Previdência, com a melhoria do espaço público são outras das obras contempladas”, referiu o autarca, Hernâni Dias.Haverá ainda lugar a investimentos em ciclovias e transportes públicos:
De acordo com o autarca de Bragança, os projectos incluídos no PEDU, cujos acordos foram assinados este mês com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, estão actualmente a ser preparados e deverão ser discutidos com a população.
Olga Telo Cordeiro
Escrito por Brigantia
Primeiro Festival de Street Art e maior escorrega de água da Europa marcam cartaz da "Festa da Juventude" de Bragança
As ruas de Bragança vão servir de palco a cerca de uma dezena de artistas que vão expressar o seu talento em edifícios e muros da cidade. Trata-se do I Festival de Street Art, cujo tema é “Bragança Ecocidade”. Decorre de 1 a 4 de Julho e faz parte do programa preparado pelo Município para a "Festa da Juventude".
No mapa da cidade estão assinalados nove locais de intervenção artística que vão desde um prédio no Bairro Social da Mãe d’Água à escadaria junto à casa da seda e até locais emblemáticos da cidade como a Praça da Sé, o Jardim Dr António de Almeida ou o Forte S. João de Deus, onde situa o edifício sede da Câmara Municipal de Bragança. O presidente do Município, Hernâni Dias, acredita que esta é uma forma de tornar a cidade mais atractiva e dinâmica.”Vão participar vários artistas locais e vindos de outras localidades do pais, fazendo com que possamos por a cidade a mexer de uma forma diferente, tornando-a mais atractiva, mais dinâmica… É também uma forma de reabilitar o espaço publico, fazendo com que as pessoas se sintam bem”, considera o autarca.
Mas não só de Street Art se faz a Festa da Juventude. Nos dias 2 e 3 e Julho decorre a segunda edição do Water Slide Festival: o maior escorrega de água da Europa, que vai percorrer 500 metros da Avenida das Forças Armadas.
No ano passado, decorreu em Agosto, tendo sido muito frequentado pela comunidade emigrante que se encontrava de férias no concelho.
Este ano foi antecipado para Julho, de forma a poder aproveitar a presença dos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, antes de se ausentarem da cidade para férias, como explica o autarca. “O objectivo desta alteração foi tentarmos dar a oportunidade aos jovens que estão todo o ano na nossa cidade de participar nesta iniciativa”, explicou Hernâni Dias.
A juntar à festa há também uma noite de Djs na Praça Camões, no sábado, 2 de Julho. Já de 4 a 6 de Julho, decorrem conferências, no âmbito do Conselho Municipal de Juventude de Bragança, tendo sido desafiadas as estruturas juvenis partidárias, que integram este órgão para organizar conferências e tertúlias, que vão decorrer no Auditório Paulo Quintela.
Sara Geraldes
Escrito por Brigantia
No mapa da cidade estão assinalados nove locais de intervenção artística que vão desde um prédio no Bairro Social da Mãe d’Água à escadaria junto à casa da seda e até locais emblemáticos da cidade como a Praça da Sé, o Jardim Dr António de Almeida ou o Forte S. João de Deus, onde situa o edifício sede da Câmara Municipal de Bragança. O presidente do Município, Hernâni Dias, acredita que esta é uma forma de tornar a cidade mais atractiva e dinâmica.”Vão participar vários artistas locais e vindos de outras localidades do pais, fazendo com que possamos por a cidade a mexer de uma forma diferente, tornando-a mais atractiva, mais dinâmica… É também uma forma de reabilitar o espaço publico, fazendo com que as pessoas se sintam bem”, considera o autarca.
Mas não só de Street Art se faz a Festa da Juventude. Nos dias 2 e 3 e Julho decorre a segunda edição do Water Slide Festival: o maior escorrega de água da Europa, que vai percorrer 500 metros da Avenida das Forças Armadas.
No ano passado, decorreu em Agosto, tendo sido muito frequentado pela comunidade emigrante que se encontrava de férias no concelho.
Este ano foi antecipado para Julho, de forma a poder aproveitar a presença dos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, antes de se ausentarem da cidade para férias, como explica o autarca. “O objectivo desta alteração foi tentarmos dar a oportunidade aos jovens que estão todo o ano na nossa cidade de participar nesta iniciativa”, explicou Hernâni Dias.
A juntar à festa há também uma noite de Djs na Praça Camões, no sábado, 2 de Julho. Já de 4 a 6 de Julho, decorrem conferências, no âmbito do Conselho Municipal de Juventude de Bragança, tendo sido desafiadas as estruturas juvenis partidárias, que integram este órgão para organizar conferências e tertúlias, que vão decorrer no Auditório Paulo Quintela.
Sara Geraldes
Escrito por Brigantia
FREGUESIAS. SIM E SEMPRE!
Há cem anos, as Paróquias Civis passaram a ter a denominação oficial de Freguesias, designando-se Juntas de Freguesia. Celebramos a Freguesia como forma única de participação cívica. Recordamos todos aqueles que trabalharam, no passado, em prol das suas comunidades e os atuais elementos das Juntas e Assembleias de Freguesia.
A Assembleia de Freguesia é o órgão deliberativo das freguesias de Portugal. É eleita democraticamente por sufrágio universal, direto e secreto dos cidadãos recenseados na área da Freguesia, responsáveis pela eleição de vogais das Juntas de Freguesia. Anualmente, as Assembleias de Freguesia reúnem em quatro sessões ordinárias, convocadas por Edital, e realizadas em abril, junho, setembro e novembro ou dezembro.
O papel das Assembleias e Juntas de Freguesia é fundamental pela proximidade com os cidadãos, pelo conhecimento das necessidades reais e pela procura de soluções para resolver os problemas de cada um. Em particular nas freguesias rurais, o dinamismo dos elementos das juntas de freguesia eleitos pode fazer a diferença na vitalidade do território, sem esquecer naturalmente o apoio prioritário dos respetivos Municípios.
Considero que se deve aprofundar as relações institucionais, acompanhadas de apoios financeiros indispensáveis à atividade das freguesias. Na minha opinião, deve apostar-se seriamente nos serviços de proximidade aos cidadãos, em particular em territórios mais distantes da sede de concelho. A desertificação humana e o envelhecimento populacional são considerados os maiores problemas do nosso Distrito. Mais ainda nas nossas aldeias pela saída de população, particularmente os mais jovens, para as pequenas e médias Vilas e Cidades da Região.
A aposta deverá incidir no desenvolvimento rural, na agricultura e agroindústria e no turismo natureza, que, em conjunto, devemos promover e executar. Este é o grande desafio que se coloca nas próximas eleições autárquicas. Num momento único de implementação do novo quadro comunitário de apoio, quando temos acesso a verbas europeias para investimentos vitais nos nossos concelhos, freguesias e aldeias, temos todos a liberdade, mas também, e sobretudo, a responsabilidade de escolher entre projetos, candidaturas e pessoas. Como, desde sempre, se disse, o que está em causa em eleições autárquicas, as próximas já em 2017, são as pessoas, as ideias e a determinação em executar investimentos e projetar o futuro. Esse sim, com a prioridade dada às Freguesias. Sim e sempre!
Jorge Nunes
in:jornalnordeste.com
A Assembleia de Freguesia é o órgão deliberativo das freguesias de Portugal. É eleita democraticamente por sufrágio universal, direto e secreto dos cidadãos recenseados na área da Freguesia, responsáveis pela eleição de vogais das Juntas de Freguesia. Anualmente, as Assembleias de Freguesia reúnem em quatro sessões ordinárias, convocadas por Edital, e realizadas em abril, junho, setembro e novembro ou dezembro.
O papel das Assembleias e Juntas de Freguesia é fundamental pela proximidade com os cidadãos, pelo conhecimento das necessidades reais e pela procura de soluções para resolver os problemas de cada um. Em particular nas freguesias rurais, o dinamismo dos elementos das juntas de freguesia eleitos pode fazer a diferença na vitalidade do território, sem esquecer naturalmente o apoio prioritário dos respetivos Municípios.
Considero que se deve aprofundar as relações institucionais, acompanhadas de apoios financeiros indispensáveis à atividade das freguesias. Na minha opinião, deve apostar-se seriamente nos serviços de proximidade aos cidadãos, em particular em territórios mais distantes da sede de concelho. A desertificação humana e o envelhecimento populacional são considerados os maiores problemas do nosso Distrito. Mais ainda nas nossas aldeias pela saída de população, particularmente os mais jovens, para as pequenas e médias Vilas e Cidades da Região.
A aposta deverá incidir no desenvolvimento rural, na agricultura e agroindústria e no turismo natureza, que, em conjunto, devemos promover e executar. Este é o grande desafio que se coloca nas próximas eleições autárquicas. Num momento único de implementação do novo quadro comunitário de apoio, quando temos acesso a verbas europeias para investimentos vitais nos nossos concelhos, freguesias e aldeias, temos todos a liberdade, mas também, e sobretudo, a responsabilidade de escolher entre projetos, candidaturas e pessoas. Como, desde sempre, se disse, o que está em causa em eleições autárquicas, as próximas já em 2017, são as pessoas, as ideias e a determinação em executar investimentos e projetar o futuro. Esse sim, com a prioridade dada às Freguesias. Sim e sempre!
Jorge Nunes
in:jornalnordeste.com
Falando de … QUANDO AS MÃES SAÍRAM À RUA…uma ficção em BRAGANÇA
Portugal ganhou. Semana do nosso contentamento, dirão muitos portugueses, pobres e ricos, cultos e incultos, onde a irracionalidade despertada pelo futebol nega tudo o que é culturalmente adquirido, até a própria linguagem. Retiro a imagem de uma revista e transporto-a para as páginas deste semanário.
Semana rica de acontecimentos. Mais pobre a União Europeia, não irá esquecer tão depressa David Cameron, primeiro-ministro britânico, promotor do referendo que projectou o ex-jornalista e ex-mayor de Londres, Boris Johnson, de penteado à Donald Trump e Nigel Farage para as primeiras páginas dos jornais. Portugueses preocupados com o seu futuro e ingleses, expatriados, receando pela sua existência, congeminam uma dupla nacionalidade neste Portugal que tão bem os acolhe e cujo sol é matéria de exportação.
Questões de emigração/imigração. E o Reino Unido divorciado da Europa, não esquecendo que é o mais velho aliado de Portugal, com Babe a mostrar quanto vale em matéria de aliança luso-inglesa.
Bragança, terra de emigrantes, tal como tantas outras cidades flageladas pelas circunstâncias. Para França e Alemanha muitos partiram. Os tempos mudaram em épocas que à memória não escapam. Portugal recebeu outros que tentaram a sua sorte. Ucranianos, brasileiros, brasileiras e tantos mais… Bragança terra de brasileiras que inquietaram pacatos cidadãos de bolsos mais ou menos fartos.
Brasileiras que foram notícia nos jornais. Na revista Time. E Bragança correu mundo. Mulheres de alma angustiada, de espírito perturbado, de lar quase desfeito, vieram à rua e reclamaram. E as brasileiras, alimento de cafés, cabeleireiros, padarias, lojas, enfim do comércio em geral, saíram. Todo o mundo português soube. Bragança não era o que se publicitava. Era terra de bons costumes. E Fernando Calado ficcionou. Acrescentou. Alterou. Investigou. Documentou-se para que nada fosse ao acaso. Mostrou do que falava e escreveu.
Duzentas e trinta e nove páginas de trinta e três capítulos de uma narrativa, onde a ficção aparece contaminada de uma realidade que conhecemos, e de uma outra realidade com laivos de veracidade e verosimilhança. Livro ousado, de um homem que à sua terra tece loas, com uma linguagem onde o termo licencioso em abundância aparece ao lado de expressões latinas, devidamente traduzidas, com citações religiosas de permeio. Texto de língua portuguesa valorizada, diversa, de regionalismos transmontanos oportunos.
Bragança dos anos sessenta à actualidade. A alegria da escrita a extravasar e a convidar-nos ao entusiasmo de uma existência que não queremos, num retrato de angústia por muitos experimentado.
Um livro que nos conduz à reflexão, a tomar partido, a odiar ou aderir, num quadro de um passado não muito remoto em que o proxenetismo, a corrupção, o baixo-mundo aparecem retratados, como se Bragança fosse um caso isolado do vício, do incumprimento, do ilícito ou da vingança.
Talvez os mais puritanos se sintam deslocados na narrativa. A ficção nem sempre é boa companheira. Um livro de final feliz a marcar comportamentos exemplares e amores duradouros, numa sintagmática em que os afectos são definidos pela precariedade.
A ler. Nada nos é indiferente. Lido de um fôlego, percorrendo espaços conhecidos, de nomes que fizeram história, num tempo que vai pertencendo à história de uma terra onde pouco acontece e abundam os brandos costumes, hoje não distantes dos hábitos das grandes metrópoles. É assim a globalização.
Semana rica de acontecimentos. Mais pobre a União Europeia, não irá esquecer tão depressa David Cameron, primeiro-ministro britânico, promotor do referendo que projectou o ex-jornalista e ex-mayor de Londres, Boris Johnson, de penteado à Donald Trump e Nigel Farage para as primeiras páginas dos jornais. Portugueses preocupados com o seu futuro e ingleses, expatriados, receando pela sua existência, congeminam uma dupla nacionalidade neste Portugal que tão bem os acolhe e cujo sol é matéria de exportação.
Questões de emigração/imigração. E o Reino Unido divorciado da Europa, não esquecendo que é o mais velho aliado de Portugal, com Babe a mostrar quanto vale em matéria de aliança luso-inglesa.
Bragança, terra de emigrantes, tal como tantas outras cidades flageladas pelas circunstâncias. Para França e Alemanha muitos partiram. Os tempos mudaram em épocas que à memória não escapam. Portugal recebeu outros que tentaram a sua sorte. Ucranianos, brasileiros, brasileiras e tantos mais… Bragança terra de brasileiras que inquietaram pacatos cidadãos de bolsos mais ou menos fartos.
Brasileiras que foram notícia nos jornais. Na revista Time. E Bragança correu mundo. Mulheres de alma angustiada, de espírito perturbado, de lar quase desfeito, vieram à rua e reclamaram. E as brasileiras, alimento de cafés, cabeleireiros, padarias, lojas, enfim do comércio em geral, saíram. Todo o mundo português soube. Bragança não era o que se publicitava. Era terra de bons costumes. E Fernando Calado ficcionou. Acrescentou. Alterou. Investigou. Documentou-se para que nada fosse ao acaso. Mostrou do que falava e escreveu.
Duzentas e trinta e nove páginas de trinta e três capítulos de uma narrativa, onde a ficção aparece contaminada de uma realidade que conhecemos, e de uma outra realidade com laivos de veracidade e verosimilhança. Livro ousado, de um homem que à sua terra tece loas, com uma linguagem onde o termo licencioso em abundância aparece ao lado de expressões latinas, devidamente traduzidas, com citações religiosas de permeio. Texto de língua portuguesa valorizada, diversa, de regionalismos transmontanos oportunos.
Bragança dos anos sessenta à actualidade. A alegria da escrita a extravasar e a convidar-nos ao entusiasmo de uma existência que não queremos, num retrato de angústia por muitos experimentado.
Um livro que nos conduz à reflexão, a tomar partido, a odiar ou aderir, num quadro de um passado não muito remoto em que o proxenetismo, a corrupção, o baixo-mundo aparecem retratados, como se Bragança fosse um caso isolado do vício, do incumprimento, do ilícito ou da vingança.
Talvez os mais puritanos se sintam deslocados na narrativa. A ficção nem sempre é boa companheira. Um livro de final feliz a marcar comportamentos exemplares e amores duradouros, numa sintagmática em que os afectos são definidos pela precariedade.
A ler. Nada nos é indiferente. Lido de um fôlego, percorrendo espaços conhecidos, de nomes que fizeram história, num tempo que vai pertencendo à história de uma terra onde pouco acontece e abundam os brandos costumes, hoje não distantes dos hábitos das grandes metrópoles. É assim a globalização.
Tomás Correia “impressionado” com trabalho da Misericórdia de Bragança
Presidente da Associação Mutualista Montepio visita Santa Casa da Misericórdia de Bragança e mostra-se rendido à qualidade das instalações e à política de inclusão da maior IPSS do concelho.
O presidente da Associação Mutualista Montepio esteve na Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) para conhecer pessoalmente o trabalho da instituição e perceber a linha de atuação da maior Instituição Particular de Solidariedade Social do concelho.
Durante a visita a algumas respostas sociais, com maior destaque para o Centro de Educação Especial, António Tomás Correia pôde constatar a política de inclusão que é desenvolvida naquele equipamento ligado à deficiência e ficou, também, a conhecer a piscina coberta aquecida, a única no distrito adaptada à deficiência.
Para além da qualidade das instalações, o responsável ficou impressionado com a dinamização deste equipamento desportivo acessível a todos os utentes da Santa Casa e outras instituições da cidade, de forma gratuita. “Este é um exemplo em que a palavra solidariedade é posta em prática, esta partilha de equipamentos e serviços é de louvar. Um exemplo que deveria ser replicado em mais casos na nossa sociedade”, elogiou Tomás Correia.
O provedor da Misericórdia de Bragança mostrou-se honrado com esta visita e aproveitou para ressalvar a importância da mesma. “A Associação Mutualista representa na sua atividade valores como a solidariedade e o humanismo, os mesmos que a Santa Casa. Por isso, qualquer tipo de colaboração entre estas duas instituições será sempre benéfica”, sublinhou, em jeito de balanço, Eleutério Alves.
No final, quer o provedor da SCMB, quer o presidente da AMM, procederam à troca de lembranças como forma de eternizar um momento que se espera ser o início de uma estreita colaboração entre estas duas grandes instituições.
Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com
O presidente da Associação Mutualista Montepio esteve na Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) para conhecer pessoalmente o trabalho da instituição e perceber a linha de atuação da maior Instituição Particular de Solidariedade Social do concelho.
Durante a visita a algumas respostas sociais, com maior destaque para o Centro de Educação Especial, António Tomás Correia pôde constatar a política de inclusão que é desenvolvida naquele equipamento ligado à deficiência e ficou, também, a conhecer a piscina coberta aquecida, a única no distrito adaptada à deficiência.
Para além da qualidade das instalações, o responsável ficou impressionado com a dinamização deste equipamento desportivo acessível a todos os utentes da Santa Casa e outras instituições da cidade, de forma gratuita. “Este é um exemplo em que a palavra solidariedade é posta em prática, esta partilha de equipamentos e serviços é de louvar. Um exemplo que deveria ser replicado em mais casos na nossa sociedade”, elogiou Tomás Correia.
O provedor da Misericórdia de Bragança mostrou-se honrado com esta visita e aproveitou para ressalvar a importância da mesma. “A Associação Mutualista representa na sua atividade valores como a solidariedade e o humanismo, os mesmos que a Santa Casa. Por isso, qualquer tipo de colaboração entre estas duas instituições será sempre benéfica”, sublinhou, em jeito de balanço, Eleutério Alves.
No final, quer o provedor da SCMB, quer o presidente da AMM, procederam à troca de lembranças como forma de eternizar um momento que se espera ser o início de uma estreita colaboração entre estas duas grandes instituições.
Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com
Trail Run na Serra da Nogueira ajuda a recuperar património
A recuperação de um moinho comunitário na aldeia de Lanção, bem como a preservação de práticas culturais ancestrais, vão ser apoiadas pela 2ª edição da prova de Trail Run na Serra da Nogueira. Organizada pela Quinta das Colmeias, a prova é organizada em parceria com a Associação de Atletismo de Bragança e a Associação de Caminheiros de Bragança “ O ENZONAS”.
A 2ª edição do Trail Run na Serra da Nogueira, Bragança, que iniciará às 9h00 do próximo sábado, dia 2 de julho, irá apoiar a recuperação de património comunitário da aldeia de Lanção. A recuperação de um moinho com séculos de atividade, tal como a reabilitação de práticas culturais ancestrais como “ as malhas” ou a “serra das velhas” estão entre as atividades que serão apoiadas por esta prova.
Organizado pela Quinta das Colmeias – uma unidade de turismo rural que abriu ao público em 2015 no centro da Serra da Nogueira – a realização desta prova é feita em parceria com a Associação de Atletismo de Bragança e a Associação de Caminheiros de Bragança “ O ENZONAS”. A 1ª edição, realizada no dia 4 de Julho de 2015, contou com a participação de 70 atletas e amantes dos desportos de natureza.
“Será proposto a todos os participantes um contributo para a recuperação do património tradicional desta aldeia transmontana”, afirma Gonçalo Rodrigues, da Quinta das Colmeias. “Quem usufrui da beleza desta paisagem magnífica e da biodiversidade deste ecossistema, com certeza que irá gostar de apoiar a Comissão de Festas de Lanção, que é a entidade que gere a reabilitação do património”.
A prova iniciar-se-á às 9h00 na Quinta das Colmeias, a cerca de um quilómetro do centro de Lanção. Para os praticantes de caminhada o trajeto assinalado terá 10 quilómetros, para os praticantes de corrida haverá um trail curto, de 20 quilómetros, e um mais longo, de 35 quilómetros. No final, para além dos banhos de piscina na Quinta das Colmeias, haverá um almoço de churrasco, seguido da prática de jogos tradicionais.
O Trail Running é um desporto que consiste em correr ou caminhar “fora de pista”, por caminhos rurais, trilhos de montanha, estradões florestais e corta-fogos, montes e vales, cruzando rios e valas, saltando regatos, com algumas subidas e outras tantas descidas, por vezes abruptas. O trail combina componentes da corrida e da caminhada e não tem limites de distância definidos com precisão.
António Pereira
in:diariodetrasosmontes.com
A 2ª edição do Trail Run na Serra da Nogueira, Bragança, que iniciará às 9h00 do próximo sábado, dia 2 de julho, irá apoiar a recuperação de património comunitário da aldeia de Lanção. A recuperação de um moinho com séculos de atividade, tal como a reabilitação de práticas culturais ancestrais como “ as malhas” ou a “serra das velhas” estão entre as atividades que serão apoiadas por esta prova.
Organizado pela Quinta das Colmeias – uma unidade de turismo rural que abriu ao público em 2015 no centro da Serra da Nogueira – a realização desta prova é feita em parceria com a Associação de Atletismo de Bragança e a Associação de Caminheiros de Bragança “ O ENZONAS”. A 1ª edição, realizada no dia 4 de Julho de 2015, contou com a participação de 70 atletas e amantes dos desportos de natureza.
“Será proposto a todos os participantes um contributo para a recuperação do património tradicional desta aldeia transmontana”, afirma Gonçalo Rodrigues, da Quinta das Colmeias. “Quem usufrui da beleza desta paisagem magnífica e da biodiversidade deste ecossistema, com certeza que irá gostar de apoiar a Comissão de Festas de Lanção, que é a entidade que gere a reabilitação do património”.
A prova iniciar-se-á às 9h00 na Quinta das Colmeias, a cerca de um quilómetro do centro de Lanção. Para os praticantes de caminhada o trajeto assinalado terá 10 quilómetros, para os praticantes de corrida haverá um trail curto, de 20 quilómetros, e um mais longo, de 35 quilómetros. No final, para além dos banhos de piscina na Quinta das Colmeias, haverá um almoço de churrasco, seguido da prática de jogos tradicionais.
O Trail Running é um desporto que consiste em correr ou caminhar “fora de pista”, por caminhos rurais, trilhos de montanha, estradões florestais e corta-fogos, montes e vales, cruzando rios e valas, saltando regatos, com algumas subidas e outras tantas descidas, por vezes abruptas. O trail combina componentes da corrida e da caminhada e não tem limites de distância definidos com precisão.
António Pereira
in:diariodetrasosmontes.com
Clube de Monteiros do Norte entregou prémios no Hotel & Spa em Alfândega da Fé
O Clube de Monteiros do Norte (CMN) entregou, no passado dia 25 de Junho, os Prémios CMN 2016 no Hotel & Spa em Alfândega da Fé.
A adesão foi grande. Mais de 200 pessoas, entre associados, familiares e ainda mais de 20 entidades do sector, marcaram presença na cerimónia mais importante do CMN.
O CMN pretende com a atribuição destes prémios distinguir anualmente, um Monteiro, pelo seu comportamento ético, pela sua postura e pela sua actividade na defesa e promoção da caça maior e conservação da vida selvagem. Uma Zona de Caça, pela qualidade da sua gestão cinegética da caça maior reflectida na relação de número de postos de caça/quantidade/qualidade dos seus efectivos populacionais e troféus cobrados. Uma Matilha de Caça Maior pela bravura, empenho e dedicação no montear, assim como pela apresentação e trato do matilheiro e zelo no tratamento dos seus cães.
Para além dos prémios Monteiro do Ano, Mancha do Ano e Matilha do Ano eleitos por votação dos sócios, o CMN instituiu recentemente um novo prémio, designado “Mérito CMN” da responsabilidade da direcção, que foi atribuído pela primeira vez este ano, destinado a distinguir uma personalidade ou entidade pelo seu relevante contributo para a promoção e desenvolvimento da caça, da caça maior em particular e da conservação da vida selvagem.
O prémio Mérito CMN foi entregue a Rogério Rodrigues, ex-director do departamento de Conservação da Natureza e Floresta do Norte (ICNF) e actual adjunto do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, que se mostrou surpreendido com a distinção mas referiu que “o sector da caça precisa de momentos como estes, momentos de alegria e afirmação para que a sociedade perceba o verdadeiro papel do caça e dos caçadores no mundo rural. Que perceba também o bom papel que o gestordestes territórios para efeitos da gestão cinegética exerce em várias perspectivas e não apenas no da caça”.
O Monteiro do Ano eleito foi Ivo Lemos que considera esta distinção um motivo de vaidade. “Para quem vai a montarias este é um reconhecimento dos pares de que há nesta pessoa, pelo menos, algum exemplo e isso é sempre bom”.
A Mancha do Ano é a de Fornos e Lagoaça em Freixo de Espada à Cinta. O representante da Associação de Caça e Pesca de Lagoaça, Pedro Lapo, disse que “esta distinção foi merecida pois trabalhamos muito para este resultado”. O prémio Matilha do Ano foi entregue à Matilha Flor do Monte de João Rodrigues que ficou muito satisfeito com a distinção e afirmou que “é uma motivação para trabalhar ainda mais e apresentar melhores resultados a quem me atribuiu este prémio”.
Para o presidente do CMN, Nelson Cadavez, estes prémios são “por um lado o reconhecimento do mérito, do trabalho, da dedicação como forma de homenagear e motivar personalidades ou entidades envolvidas no progresso da caça e conservação da vida selvagem, por outro lado o prestígio alcançado por estes prémios reforça ainda mais o compromisso do CMN enquanto organização do setor da caça como exemplo de responsabilidade cultural, social e ambiental”.
Nelson Cadavez disse ainda aos jornalistas que o CMN está a planear uma série de actividades para cativar crianças e jovens. “Estamos a trabalhar no sentido de chegarmos ao público mais jovem por via de ações de sensibilização e formação sobre as matérias de conservação da vida selvagem, sobre os benefícios que resultam da actividade venatória que é um instrumento fundamental de regulação e conservação da fauna selvagem. Nós temos obrigação de transmitir à sociedade em geral, e aos jovens em particular, de que esta é uma responsabilidade que todos temos”.
A Cerimónia Anual de Entrega de Prémios do CMN tem vindo a afirmar-se como um dos momentos altos da actividade social do Clube envolvendo cada vez mais os associados e respectivas famílias. Pela primeira vez, o CMN, no âmbito desta cerimónia, abraçou uma causa humanitária, apoiando a HELPO.
Uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, sem fins lucrativos, que leva a cabo programas de apoio continuados, projectos de assistência, ajuda humanitária, desenvolvimento comunitário, educação para o desenvolvimento e desenvolvimento humano em múltiplos países, nomeadamente Moçambique.
Os monteiros e as respectivas famílias mostraram-se solidários e desta campanha resultaram várias doações de material escolar, chinelos e brinquedos e ainda foram apadrinhadas várias crianças, o que vai permitir que frequentem a escola e lhes sejam asseguradas refeições.
in:noticiasdonordeste.pt
A adesão foi grande. Mais de 200 pessoas, entre associados, familiares e ainda mais de 20 entidades do sector, marcaram presença na cerimónia mais importante do CMN.
O CMN pretende com a atribuição destes prémios distinguir anualmente, um Monteiro, pelo seu comportamento ético, pela sua postura e pela sua actividade na defesa e promoção da caça maior e conservação da vida selvagem. Uma Zona de Caça, pela qualidade da sua gestão cinegética da caça maior reflectida na relação de número de postos de caça/quantidade/qualidade dos seus efectivos populacionais e troféus cobrados. Uma Matilha de Caça Maior pela bravura, empenho e dedicação no montear, assim como pela apresentação e trato do matilheiro e zelo no tratamento dos seus cães.
Para além dos prémios Monteiro do Ano, Mancha do Ano e Matilha do Ano eleitos por votação dos sócios, o CMN instituiu recentemente um novo prémio, designado “Mérito CMN” da responsabilidade da direcção, que foi atribuído pela primeira vez este ano, destinado a distinguir uma personalidade ou entidade pelo seu relevante contributo para a promoção e desenvolvimento da caça, da caça maior em particular e da conservação da vida selvagem.
O prémio Mérito CMN foi entregue a Rogério Rodrigues, ex-director do departamento de Conservação da Natureza e Floresta do Norte (ICNF) e actual adjunto do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, que se mostrou surpreendido com a distinção mas referiu que “o sector da caça precisa de momentos como estes, momentos de alegria e afirmação para que a sociedade perceba o verdadeiro papel do caça e dos caçadores no mundo rural. Que perceba também o bom papel que o gestordestes territórios para efeitos da gestão cinegética exerce em várias perspectivas e não apenas no da caça”.
O Monteiro do Ano eleito foi Ivo Lemos que considera esta distinção um motivo de vaidade. “Para quem vai a montarias este é um reconhecimento dos pares de que há nesta pessoa, pelo menos, algum exemplo e isso é sempre bom”.
A Mancha do Ano é a de Fornos e Lagoaça em Freixo de Espada à Cinta. O representante da Associação de Caça e Pesca de Lagoaça, Pedro Lapo, disse que “esta distinção foi merecida pois trabalhamos muito para este resultado”. O prémio Matilha do Ano foi entregue à Matilha Flor do Monte de João Rodrigues que ficou muito satisfeito com a distinção e afirmou que “é uma motivação para trabalhar ainda mais e apresentar melhores resultados a quem me atribuiu este prémio”.
Para o presidente do CMN, Nelson Cadavez, estes prémios são “por um lado o reconhecimento do mérito, do trabalho, da dedicação como forma de homenagear e motivar personalidades ou entidades envolvidas no progresso da caça e conservação da vida selvagem, por outro lado o prestígio alcançado por estes prémios reforça ainda mais o compromisso do CMN enquanto organização do setor da caça como exemplo de responsabilidade cultural, social e ambiental”.
Nelson Cadavez disse ainda aos jornalistas que o CMN está a planear uma série de actividades para cativar crianças e jovens. “Estamos a trabalhar no sentido de chegarmos ao público mais jovem por via de ações de sensibilização e formação sobre as matérias de conservação da vida selvagem, sobre os benefícios que resultam da actividade venatória que é um instrumento fundamental de regulação e conservação da fauna selvagem. Nós temos obrigação de transmitir à sociedade em geral, e aos jovens em particular, de que esta é uma responsabilidade que todos temos”.
A Cerimónia Anual de Entrega de Prémios do CMN tem vindo a afirmar-se como um dos momentos altos da actividade social do Clube envolvendo cada vez mais os associados e respectivas famílias. Pela primeira vez, o CMN, no âmbito desta cerimónia, abraçou uma causa humanitária, apoiando a HELPO.
Uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, sem fins lucrativos, que leva a cabo programas de apoio continuados, projectos de assistência, ajuda humanitária, desenvolvimento comunitário, educação para o desenvolvimento e desenvolvimento humano em múltiplos países, nomeadamente Moçambique.
Os monteiros e as respectivas famílias mostraram-se solidários e desta campanha resultaram várias doações de material escolar, chinelos e brinquedos e ainda foram apadrinhadas várias crianças, o que vai permitir que frequentem a escola e lhes sejam asseguradas refeições.
in:noticiasdonordeste.pt
Oito alunos macedenses do ensino superior vão ter bolsa da autarquia
São 8 os alunos abrangidos pela medida de apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Em ano de arranque deste programa, a autarquia atribui 10.000€ para os alunos mais carenciados e inscritos no ensino superior no ano letivo ainda em vigor.
O apoio da Câmara Municipal, acumulável com a bolsa da instituição, se a ela houver lugar, até ao limite máximo de 3.500€, cifra-se entre os 526€ e os 1.676€ por aluno.
As candidaturas decorreram entre 14 de março e 8 de abril, beneficiando do apoio 40% das candidaturas admitidas. Catorze das candidaturas apresentadas foram indeferidas pelo júri, “por não estarem instruídas com os documentos solicitados ou não reunirem as condições para requerer a atribuição de bolsa de estudo”.
Os alunos já foram notificados da respetiva classificação, e, uma vez que o processo de candidatura já decorreu numa fase avançada do ano letivo, a Câmara Municipal vai proceder ao pagamento da bolsa de estudo numa só tranche.
Foram abrangidos 4 alunos do 1º Escalão do Abono de Família e 4 alunos do 2º Escalão. A medida terá continuidade em 2016/2017, prevendose a abertura do período de candidaturas no início do próximo ano letivo, com o pagamento da bolsa a ser feito em 3 tranches anuais, conforme previsto no regulamento do programa Macedo Educar.
Nota de Imprensa - CM macedo de Cavaleiros
O apoio da Câmara Municipal, acumulável com a bolsa da instituição, se a ela houver lugar, até ao limite máximo de 3.500€, cifra-se entre os 526€ e os 1.676€ por aluno.
As candidaturas decorreram entre 14 de março e 8 de abril, beneficiando do apoio 40% das candidaturas admitidas. Catorze das candidaturas apresentadas foram indeferidas pelo júri, “por não estarem instruídas com os documentos solicitados ou não reunirem as condições para requerer a atribuição de bolsa de estudo”.
Os alunos já foram notificados da respetiva classificação, e, uma vez que o processo de candidatura já decorreu numa fase avançada do ano letivo, a Câmara Municipal vai proceder ao pagamento da bolsa de estudo numa só tranche.
Foram abrangidos 4 alunos do 1º Escalão do Abono de Família e 4 alunos do 2º Escalão. A medida terá continuidade em 2016/2017, prevendose a abertura do período de candidaturas no início do próximo ano letivo, com o pagamento da bolsa a ser feito em 3 tranches anuais, conforme previsto no regulamento do programa Macedo Educar.
Nota de Imprensa - CM macedo de Cavaleiros
Aldeia de Bragança afetada por falta de água durante uma semana
A aldeia de Samil, em Bragança, esteve uma semana com falhas no abastecimento de água. Desde de sábado os Bombeiros Voluntários de Bragança abastecem a população através de um auto-tanque no centro da aldeia. De momento o auto-tanque já foi retirado, ao que tudo indica o problema já estará solucionado.
"O problema que afetava a rede de água devia-se à falta de pressão", disse ao Porto Canal Sandra Canteiro, assessora da Câmara Municipal de Bragança. Antes do diagnóstico do problema a situação chegou mesmo a ser classificada pela Câmara Municipal de “caricata e estranha” porque os depósitos estão cheios.
Alguns dos afetados chegaram a realizar, no domingo, um ação simbólica de protesto ao tomarem banho junto do camião cisterna dos bombeiros que o município enviou para o local para atenuar as falhas no abastecimento.
Os queixosos disseram que não conseguiam realizar as tarefas do dia-a-dia, como usar eletrodomésticos ou tomar banho devido a este problema.
O Presidente da Câmara, Hernâni Dias, não soube concretizar o número de pessoas afetadas. Na aldeia falasse em cerca de uma centena de famílias.
Na mesma zona existem duas residências para idosos que, contactadas pela Lusa, garantiram não terem sido afetadas pelo problema.
A Fundação Betânia explicou que tem origem de abastecimento própria e o Palácio da Sabedoria assegurou que não tem “havido falhas de água” na instituição.
Porto Canal
"O problema que afetava a rede de água devia-se à falta de pressão", disse ao Porto Canal Sandra Canteiro, assessora da Câmara Municipal de Bragança. Antes do diagnóstico do problema a situação chegou mesmo a ser classificada pela Câmara Municipal de “caricata e estranha” porque os depósitos estão cheios.
Alguns dos afetados chegaram a realizar, no domingo, um ação simbólica de protesto ao tomarem banho junto do camião cisterna dos bombeiros que o município enviou para o local para atenuar as falhas no abastecimento.
Os queixosos disseram que não conseguiam realizar as tarefas do dia-a-dia, como usar eletrodomésticos ou tomar banho devido a este problema.
O Presidente da Câmara, Hernâni Dias, não soube concretizar o número de pessoas afetadas. Na aldeia falasse em cerca de uma centena de famílias.
Na mesma zona existem duas residências para idosos que, contactadas pela Lusa, garantiram não terem sido afetadas pelo problema.
A Fundação Betânia explicou que tem origem de abastecimento própria e o Palácio da Sabedoria assegurou que não tem “havido falhas de água” na instituição.
Porto Canal
Bragança em risco 'Extremo' de exposição à radiação ultravioleta
A região de Bragança apresenta hoje risco 'Extremo' de exposição à radiação ultravioleta (UV) e outras 23 estão com níveis 'Muito Altos', informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet.
O instituto colocou em risco 'Extremo' a região de Bragança enquanto Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Portalegre, Porto Santo, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu, Vila Real, Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada estão com níveis 'Muito Altos'.
O instituto colocou também as regiões de Faro e Sagres em risco 'Alto' e Santa Cruz das Flores com níveis 'Moderados'.
O IPMA recomenda à população, nas regiões com risco 'Extremo', que evite a exposição ao Sol.
Nas regiões com níveis 'Muito Alto' e 'Alto', recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, 't-shirt', guarda-sol e protetor solar, além de aconselhar que seja evitada a exposição das crianças ao sol.
Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'Baixo', 3 a 5 ('Moderado'), 6 a 7 ('Alto'), 8 a 10 ('Muito Alto') e superior a 11 ('Extremo').
O IPMA prevê para hoje, no continente, céu pouco nublado ou limpo, aumentando temporariamente de nebulosidade nas regiões do interior centro e sul durante a tarde, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos.
Está também previsto vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado nas terras altas e no litoral oeste, por vezes com rajadas até 65 quilómetros por hora, em especial durante a tarde, pequena subida de temperatura na região sul e interior norte e centro e descida da máxima nas regiões do litoral norte e centro.
Na Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas, em especial até meio da manhã e vento moderado de nordeste, soprando moderado a forte nas terras altas, com rajadas até 70 quilómetros por hora.
Para os Açores, a previsão aponta para períodos de céu muito nublado com abertas, possibilidade de aguaceiros fracos, mais prováveis durante a madrugada e manhã e vento nordeste bonançoso, tornando-se fraco.
Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 20 e 30 graus Celsius, no Porto entre 16 e 25, em Viana do Castelo entre 16 e 24, em Vila Real entre 16 e 32, em Viseu entre 17 e 32, em Bragança entre 14 e 33, na Guarda entre 15 e 30, em Coimbra entre 15 e 29, em Castelo Branco entre 22 e 37, em Santarém entre 18 e 33, em Évora entre 19 e 37, em Beja entre 20 e 37, em Faro entre 22 e 31, no Funchal entre 19 e 24, em Ponta Delgada e na Horta entre 22 e 17 e em Santa Cruz das Flores entre 16 e 20.
DD // ARA
Lusa/Fim
O instituto colocou em risco 'Extremo' a região de Bragança enquanto Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Portalegre, Porto Santo, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu, Vila Real, Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada estão com níveis 'Muito Altos'.
O instituto colocou também as regiões de Faro e Sagres em risco 'Alto' e Santa Cruz das Flores com níveis 'Moderados'.
O IPMA recomenda à população, nas regiões com risco 'Extremo', que evite a exposição ao Sol.
Nas regiões com níveis 'Muito Alto' e 'Alto', recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, 't-shirt', guarda-sol e protetor solar, além de aconselhar que seja evitada a exposição das crianças ao sol.
Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'Baixo', 3 a 5 ('Moderado'), 6 a 7 ('Alto'), 8 a 10 ('Muito Alto') e superior a 11 ('Extremo').
O IPMA prevê para hoje, no continente, céu pouco nublado ou limpo, aumentando temporariamente de nebulosidade nas regiões do interior centro e sul durante a tarde, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos.
Está também previsto vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado nas terras altas e no litoral oeste, por vezes com rajadas até 65 quilómetros por hora, em especial durante a tarde, pequena subida de temperatura na região sul e interior norte e centro e descida da máxima nas regiões do litoral norte e centro.
Na Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas, em especial até meio da manhã e vento moderado de nordeste, soprando moderado a forte nas terras altas, com rajadas até 70 quilómetros por hora.
Para os Açores, a previsão aponta para períodos de céu muito nublado com abertas, possibilidade de aguaceiros fracos, mais prováveis durante a madrugada e manhã e vento nordeste bonançoso, tornando-se fraco.
Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 20 e 30 graus Celsius, no Porto entre 16 e 25, em Viana do Castelo entre 16 e 24, em Vila Real entre 16 e 32, em Viseu entre 17 e 32, em Bragança entre 14 e 33, na Guarda entre 15 e 30, em Coimbra entre 15 e 29, em Castelo Branco entre 22 e 37, em Santarém entre 18 e 33, em Évora entre 19 e 37, em Beja entre 20 e 37, em Faro entre 22 e 31, no Funchal entre 19 e 24, em Ponta Delgada e na Horta entre 22 e 17 e em Santa Cruz das Flores entre 16 e 20.
DD // ARA
Lusa/Fim
Ministro da Cultura quer revitalizar a Fundação Côa Parque
A possibilidade de o Museu e o Parque Arqueológico do Côa passarem para a tutela da Direcção-Geral do Património Cultural está definitivamente posta de parte.
O ministro da Cultura reuniu-se esta segunda-feira em Foz Côa com o presidente da administração da Fundação Côa Parque, António Ponte (também Director Regional de Cultura do Norte), o autarca Gustavo Duarte e a responsável da recém-criada Unidade de Missão para a Valorização do Interior, Helena Freitas, e saiu deste encontro de trabalho com a certeza de que “todas as partes envolvidas convergem na defesa da fundação”, disse ao PÚBLICO uma assessora de Luís Filipe Castro Mendes.
Como já tinha dado a entender, o ministro não partilha da opinião do seu antecessor, João Soares, que pretendia extinguir a Fundação Côa Parque e colocar este património da humanidade sob a tutela directa da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), e prefere reestruturar o modelo de fundação, que lhe parece ser o que melhor permite congregar esforços e recursos financeiros.
O que falta agora saber-se é em que exactos moldes a fundação, que se encontra em ruptura financeira e fortemente endividada, irá ser reactivada. Mas o processo não deverá passar por quaisquer despedimentos, assegurou Castro Mendes, que aproveitou a visita ao Côa para se encontrar também com os trabalhadores do museu e do parque.
Com as reuniões de trabalho a prolongarem-se até ao final da tarde, o ministro já não teve tempo de espreitar a curiosa exposição que o museu inaugurou no passado dia 18, Ulsan. Bangudae no Museu do Côa, dedicada à arte rupestre da Coreia do Sul, país onde foi descoberta, no início dos anos 70, uma rocha com gravuras neolíticas que incluem, entre outros motivos, as mais antigas representações conhecidas da caça à baleia, com cerca de seis mil anos.
Esta exposição é o segundo momento de um diálogo que se iniciou em 2015, quando o Museu do Côa apresentou no Museu do Petróglifo de Bangudae, na cidade coreana de Ulsan, uma exposição da arte rupestre do vale do Côa, visitada por 30 mil pessoas.
Para os responsáveis do património coreano, o interesse destes contactos não se resume à mútua divulgação deste património dos dois países, mas também ao desejo de perceber melhor como é que os portugueses conseguiram travar uma barragem para salvar as gravuras. É que as rochas gravadas de Bangudae estão também ameaçadas por uma pequena barragem construída para captação de água destinada ao importante complexo industrial de Ulsan.
A mini-hídrica de Ulsan foi construída em 1965 e as gravuras só vieram a ser descobertas em 1971, estando hoje visíveis ou submersas consoante o nível das águas. A Coreia do Sul tem o objectivo de candidatar este seu sítio arqueológico a património da humanidade, o que torna especialmente relevante a experiência do Côa, discutida num recente colóquio com especialistas portugueses e coreanos, organizado no âmbito desta exposição.
Périplo nortenho
A visita ao Côa encerra um périplo nortenho do novo ministro da Cultura, que começou quinta-feira no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, onde Luís Filipe Castro Mendes pôde apreciar os importantes núcleos de Henrique Pousão ou Aurélia de Sousa, mas também constatar in loco as dificuldades provocadas por sucessivos cortes orçamentais. "É um museu de uma riqueza extraordinária”, disse então o ministro, que gostaria de ver o MNSR “inscrever-se mais na rota natural de quem visita a cidade do Porto”.
Depois de se estrear nos festejos sanjoaninos do Porto, na quinta-feira à noite, o ministro rumou no dia seguinte a Guimarães, onde inaugurou a reabertura do acesso à Torre de Menagem do castelo vimaranense, possibilitada pelas obras de requalificação em curso. Uma visita que lhe serviu também para anunciar a aprovação de cinco candidaturas a fundos comunitários para salvaguarda e dinamização de património no Norte do país, num valor total 8,2 milhões de euros.
Apresentadas ao Programa Operacional Norte 2020 pela Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), com a colaboração de autarquias, dioceses e agentes culturais locais, as candidaturas agora aprovadas incluem um investimento de quase três milhões de euros a ser utilizado, até 2018, em intervenções estruturais de qualificação de sete igrejas sés e catedrais – Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Lamego, Miranda do Douro e Bragança – integradas na Rota das Catedrais da região Norte.
Já a candidatura Mosteiros a Norte, com um investimento que ronda os 2,5 milhões de euros, permitirá dar continuidade às intervenções de consolidação realizadas nos mosteiros de Arouca, Grijó, Rendufe, Tibães, Pombeiro e Vilar de Frades, e ainda melhorar ou criar espaços de recepção aos visitantes, reforçando também a divulgação destes antigos espaços monásticos.
Um montante semelhante foi conseguido através da candidatura Castelos a Norte, que prevê obras de recuperação e iniciativas de promoção cultural e turística nos castelos de Montalegre, de Monforte de Rio Livre (Chaves), do Outeiro, em Bragança, de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Com quase dois milhões de euros para obras de valorização e acções de promoção, a igreja portuense de Santa Clara é outro monumento que beneficiará deste conjunto de candidaturas a fundos europeus. Com uma decoração interior que a torna um dos mais notáveis exemplos da arte da talha dourada do período do barroco joanino, na primeira metade do século XVIII, a igreja, classificada como monumento nacional há mais de cem anos, chegara a um estado de degradação preocupante, com infestações de térmitas e problemas de humidade.
Também a candidatura Dias do Património a Norte viu aprovado um investimento de 400 mil euros para o seu projecto de turismo cultural, ficando a aguardar aprovação a candidatura Artes no Território a Norte, que prevê outros 400 mil euros para a dinamização cultural de vários espaços tutelados pela DRCN, e o programa Museus a Norte, que se candidata a um investimento de 2,5 milhões de euros para valorizar quatro museus: o de Lamego, o Paço dos Duques, em Guimarães, o Museu da Terra de Miranda e o Museu dos Biscainhos, em Braga.
Luís Miguel Queirós
Jornal Público
O ministro da Cultura reuniu-se esta segunda-feira em Foz Côa com o presidente da administração da Fundação Côa Parque, António Ponte (também Director Regional de Cultura do Norte), o autarca Gustavo Duarte e a responsável da recém-criada Unidade de Missão para a Valorização do Interior, Helena Freitas, e saiu deste encontro de trabalho com a certeza de que “todas as partes envolvidas convergem na defesa da fundação”, disse ao PÚBLICO uma assessora de Luís Filipe Castro Mendes.
Como já tinha dado a entender, o ministro não partilha da opinião do seu antecessor, João Soares, que pretendia extinguir a Fundação Côa Parque e colocar este património da humanidade sob a tutela directa da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), e prefere reestruturar o modelo de fundação, que lhe parece ser o que melhor permite congregar esforços e recursos financeiros.
O que falta agora saber-se é em que exactos moldes a fundação, que se encontra em ruptura financeira e fortemente endividada, irá ser reactivada. Mas o processo não deverá passar por quaisquer despedimentos, assegurou Castro Mendes, que aproveitou a visita ao Côa para se encontrar também com os trabalhadores do museu e do parque.
Com as reuniões de trabalho a prolongarem-se até ao final da tarde, o ministro já não teve tempo de espreitar a curiosa exposição que o museu inaugurou no passado dia 18, Ulsan. Bangudae no Museu do Côa, dedicada à arte rupestre da Coreia do Sul, país onde foi descoberta, no início dos anos 70, uma rocha com gravuras neolíticas que incluem, entre outros motivos, as mais antigas representações conhecidas da caça à baleia, com cerca de seis mil anos.
Esta exposição é o segundo momento de um diálogo que se iniciou em 2015, quando o Museu do Côa apresentou no Museu do Petróglifo de Bangudae, na cidade coreana de Ulsan, uma exposição da arte rupestre do vale do Côa, visitada por 30 mil pessoas.
Para os responsáveis do património coreano, o interesse destes contactos não se resume à mútua divulgação deste património dos dois países, mas também ao desejo de perceber melhor como é que os portugueses conseguiram travar uma barragem para salvar as gravuras. É que as rochas gravadas de Bangudae estão também ameaçadas por uma pequena barragem construída para captação de água destinada ao importante complexo industrial de Ulsan.
A mini-hídrica de Ulsan foi construída em 1965 e as gravuras só vieram a ser descobertas em 1971, estando hoje visíveis ou submersas consoante o nível das águas. A Coreia do Sul tem o objectivo de candidatar este seu sítio arqueológico a património da humanidade, o que torna especialmente relevante a experiência do Côa, discutida num recente colóquio com especialistas portugueses e coreanos, organizado no âmbito desta exposição.
Périplo nortenho
A visita ao Côa encerra um périplo nortenho do novo ministro da Cultura, que começou quinta-feira no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, onde Luís Filipe Castro Mendes pôde apreciar os importantes núcleos de Henrique Pousão ou Aurélia de Sousa, mas também constatar in loco as dificuldades provocadas por sucessivos cortes orçamentais. "É um museu de uma riqueza extraordinária”, disse então o ministro, que gostaria de ver o MNSR “inscrever-se mais na rota natural de quem visita a cidade do Porto”.
Depois de se estrear nos festejos sanjoaninos do Porto, na quinta-feira à noite, o ministro rumou no dia seguinte a Guimarães, onde inaugurou a reabertura do acesso à Torre de Menagem do castelo vimaranense, possibilitada pelas obras de requalificação em curso. Uma visita que lhe serviu também para anunciar a aprovação de cinco candidaturas a fundos comunitários para salvaguarda e dinamização de património no Norte do país, num valor total 8,2 milhões de euros.
Apresentadas ao Programa Operacional Norte 2020 pela Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), com a colaboração de autarquias, dioceses e agentes culturais locais, as candidaturas agora aprovadas incluem um investimento de quase três milhões de euros a ser utilizado, até 2018, em intervenções estruturais de qualificação de sete igrejas sés e catedrais – Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Lamego, Miranda do Douro e Bragança – integradas na Rota das Catedrais da região Norte.
Já a candidatura Mosteiros a Norte, com um investimento que ronda os 2,5 milhões de euros, permitirá dar continuidade às intervenções de consolidação realizadas nos mosteiros de Arouca, Grijó, Rendufe, Tibães, Pombeiro e Vilar de Frades, e ainda melhorar ou criar espaços de recepção aos visitantes, reforçando também a divulgação destes antigos espaços monásticos.
Um montante semelhante foi conseguido através da candidatura Castelos a Norte, que prevê obras de recuperação e iniciativas de promoção cultural e turística nos castelos de Montalegre, de Monforte de Rio Livre (Chaves), do Outeiro, em Bragança, de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Com quase dois milhões de euros para obras de valorização e acções de promoção, a igreja portuense de Santa Clara é outro monumento que beneficiará deste conjunto de candidaturas a fundos europeus. Com uma decoração interior que a torna um dos mais notáveis exemplos da arte da talha dourada do período do barroco joanino, na primeira metade do século XVIII, a igreja, classificada como monumento nacional há mais de cem anos, chegara a um estado de degradação preocupante, com infestações de térmitas e problemas de humidade.
Também a candidatura Dias do Património a Norte viu aprovado um investimento de 400 mil euros para o seu projecto de turismo cultural, ficando a aguardar aprovação a candidatura Artes no Território a Norte, que prevê outros 400 mil euros para a dinamização cultural de vários espaços tutelados pela DRCN, e o programa Museus a Norte, que se candidata a um investimento de 2,5 milhões de euros para valorizar quatro museus: o de Lamego, o Paço dos Duques, em Guimarães, o Museu da Terra de Miranda e o Museu dos Biscainhos, em Braga.
Luís Miguel Queirós
Jornal Público
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Quintanilha Rock, em Bragança, assume dimensão ibérica e passa a cobrar bilhete
O festival de verão que há 16 anos chama milhares de forasteiros à aldeia raiana de Quintanilha, em Bragança, assume este ano uma dimensão ibérica com bandas apenas portuguesas e espanholas e cobra bilhete, pela primeira vez.
A praia do Colado, no rio Maças, que une Portugal e Espanha, continua a ser o "palco" deste evento que espera mais de seis mil festivaleiros, entre 07 e 09 de junho, numa zona de lazer e preservação ambiental em pleno Parque Natural de Montesinho.
O impacto ambiental foi uma das razões apontadas hoje, na apresentação pública do cartaz do festival, para a introdução de bilhetes com um custo de 10 euros para os três dias ou oito euros por dia, com campismo gratuito.
Leonor Afonso, da associação de jovens responsável pelo evento, a Articulado, explicou que se nota que "cada vez mais está a crescer o interesse por parte do público fora do distrito de Bragança, com reservas de bilhetes de pessoas que vêm do Porto".
"Queremos crescer, mas queremos crescer com cabeça, isto é: nós sabemos que temos um espaço limitado, temos de crescer à medida das condições que temos. Não podemos fazer uma coisa que depois não tenhamos condições e infraestruturas físicas para receber as pessoas", afirmou.
A organização garante que "foi difícil a decisão de, pela primeira vez, o festival ser pago", mas chegaram á conclusão de que mantê-lo de "forma gratuita é insustentável".
Um dos motivos apontado é o impacto ambiental, porque passam por ali, numa zona verde, em pleno Parque Natural de Montesinho, seis ou sete mil pessoas, o que obriga a organizar estruturas de limpeza.
Outra razão é a limitação do próprio o espaço e ainda angariar dinheiro para a associação "deixar algum contributo, fazendo parcerias com a junta de freguesia, com a Associação Protetora Amigos do Maças, no sentido de deixar alguma coisa visível para melhorar as condições de vida da comunidade".
O festival é também um momento de promoção da gastronomia regional com ofertas apenas à base dos produtos e pratos locais e assume-se, este ano, como ibérico com um cartaz constituído por 17 bandas, nove portuguesas e oito espanholas.
Os portugueses Capitão Fausto encabeçam a animação lusitana que conta também com Plus Ultra, Pista, Cave Story, Stone Dead e Galgo.
Do outro lado da fronteira chega o "surf garage" dos madrilenos The Parrots, assim como os Juventud Juché, Baywaves, Tigres Leones, Mahalo e Slien Tango.
Uma das novidades reporta-se aos concertos durante a tarde no palco instalado no lado espanhol do rio Maças, com atuações dos portugueses The Sunflowers e dos espanhóis Yawners e Sorry Kate.
A Câmara de Bragança apoia com cinco mil euros o orçamento que "anda por volta dos 30 mil euros", segundo a organização.
O presidente Hernâni Dias salientou que o município "nunca se alheia de iniciativas que visam promover o território e neste caso particular, sendo um evento ibérico, com os jovens que virão dos dois lados da fronteira, é um evento que deve merecer atenção e deve ser apoiado".
O autarca realçou que o envolvimento da Câmara "é uma forma de dinamizar a própria freguesia, ajudar a associação Articulado no desenvolvimento desta atividade, que se insere também naquilo que é a política municipal de apoio à comunidade estudantil e juvenil".
HFI // JGJ
Lusa/Fim
A praia do Colado, no rio Maças, que une Portugal e Espanha, continua a ser o "palco" deste evento que espera mais de seis mil festivaleiros, entre 07 e 09 de junho, numa zona de lazer e preservação ambiental em pleno Parque Natural de Montesinho.
O impacto ambiental foi uma das razões apontadas hoje, na apresentação pública do cartaz do festival, para a introdução de bilhetes com um custo de 10 euros para os três dias ou oito euros por dia, com campismo gratuito.
Leonor Afonso, da associação de jovens responsável pelo evento, a Articulado, explicou que se nota que "cada vez mais está a crescer o interesse por parte do público fora do distrito de Bragança, com reservas de bilhetes de pessoas que vêm do Porto".
"Queremos crescer, mas queremos crescer com cabeça, isto é: nós sabemos que temos um espaço limitado, temos de crescer à medida das condições que temos. Não podemos fazer uma coisa que depois não tenhamos condições e infraestruturas físicas para receber as pessoas", afirmou.
A organização garante que "foi difícil a decisão de, pela primeira vez, o festival ser pago", mas chegaram á conclusão de que mantê-lo de "forma gratuita é insustentável".
Um dos motivos apontado é o impacto ambiental, porque passam por ali, numa zona verde, em pleno Parque Natural de Montesinho, seis ou sete mil pessoas, o que obriga a organizar estruturas de limpeza.
Outra razão é a limitação do próprio o espaço e ainda angariar dinheiro para a associação "deixar algum contributo, fazendo parcerias com a junta de freguesia, com a Associação Protetora Amigos do Maças, no sentido de deixar alguma coisa visível para melhorar as condições de vida da comunidade".
O festival é também um momento de promoção da gastronomia regional com ofertas apenas à base dos produtos e pratos locais e assume-se, este ano, como ibérico com um cartaz constituído por 17 bandas, nove portuguesas e oito espanholas.
Os portugueses Capitão Fausto encabeçam a animação lusitana que conta também com Plus Ultra, Pista, Cave Story, Stone Dead e Galgo.
Do outro lado da fronteira chega o "surf garage" dos madrilenos The Parrots, assim como os Juventud Juché, Baywaves, Tigres Leones, Mahalo e Slien Tango.
Uma das novidades reporta-se aos concertos durante a tarde no palco instalado no lado espanhol do rio Maças, com atuações dos portugueses The Sunflowers e dos espanhóis Yawners e Sorry Kate.
O presidente Hernâni Dias salientou que o município "nunca se alheia de iniciativas que visam promover o território e neste caso particular, sendo um evento ibérico, com os jovens que virão dos dois lados da fronteira, é um evento que deve merecer atenção e deve ser apoiado".
O autarca realçou que o envolvimento da Câmara "é uma forma de dinamizar a própria freguesia, ajudar a associação Articulado no desenvolvimento desta atividade, que se insere também naquilo que é a política municipal de apoio à comunidade estudantil e juvenil".
HFI // JGJ
Lusa/Fim
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