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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Meditação em Bragança: Berrões e Pelourinhos
Programa apresentado por José Hermano Saraiva sobre a cidade de Bragança, o seu património e história, incluindo especial referência às figuras do Abade de Baçal e de Dom Fernando, 2º Duque de Bragança.
Exposição Era uma vez... Um conto...
Exposição Era uma vez... Um conto... (fotografia digital e analógica), de Elódie Teixeira, e Dois olhares (Pintura), de Maria Antónia Sousa, no Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta, até dia 11 de setembro.
Apresentação da obra "Não está longe da Verdade" de Delmina Pires Amendoeira
Apresentação da obra "Não está longe da Verdade" de Delmina Pires Amendoeira, no dia 12 de setembro, pelas 17 horas, no Salão nobre dos Paços do Concelho.
Sinopse da Obra:
Vim à luz da vida no luminoso Planalto Mirandês a meio da década de vinte do século passado e na aldeia de que falo neste livro. Ainda muito novinha demonstrava mais interesse em ler, escrever e desenhar do que em brincar com bonecas. Filha de família pouco acima de remediada, não era fácil de, entre quatro, mandar uma para a Escola de Belas Artes em Lisboa, como alguns sugeriam a meu respeito. Tinha algum jeito para artes plásticas, gostava de escrever e encontrei nessa prática a discreta amiga a que segredava os meus sonhos, amarguras e desilusões. Com natural propensão para esse “defeito” cedo me tornei diletante e ainda hoje a ele me entrego, feliz por entre a dor e o amor sofrido da palavra.
Obras publicadas:
CRISTAIS de ORVALHO – A Meu Jeito – poesia – 2013;
PALAVRAS NOSSAS – participação. Coletânea de poemas e Contos dos beneficiários do CASOeiras do IASF.
Trabalhos editados: ONTEM E HOJE - pequeno resumo da família a que pertenço; ESTUDOS e ENSAIOS – sobre seis temas.
Sinopse da Obra:
Vim à luz da vida no luminoso Planalto Mirandês a meio da década de vinte do século passado e na aldeia de que falo neste livro. Ainda muito novinha demonstrava mais interesse em ler, escrever e desenhar do que em brincar com bonecas. Filha de família pouco acima de remediada, não era fácil de, entre quatro, mandar uma para a Escola de Belas Artes em Lisboa, como alguns sugeriam a meu respeito. Tinha algum jeito para artes plásticas, gostava de escrever e encontrei nessa prática a discreta amiga a que segredava os meus sonhos, amarguras e desilusões. Com natural propensão para esse “defeito” cedo me tornei diletante e ainda hoje a ele me entrego, feliz por entre a dor e o amor sofrido da palavra.
Obras publicadas:
CRISTAIS de ORVALHO – A Meu Jeito – poesia – 2013;
PALAVRAS NOSSAS – participação. Coletânea de poemas e Contos dos beneficiários do CASOeiras do IASF.
Trabalhos editados: ONTEM E HOJE - pequeno resumo da família a que pertenço; ESTUDOS e ENSAIOS – sobre seis temas.
Passeio Pedestre do Planalto Mirandês “Miranda do Douro - Naso”
Aventura, emoção, animação e muita adrenalina são alguns dos ingredientes que vai encontrar no Passeio Pedestre do Planalto Mirandês, “ Miranda do Douro-Naso”, a realizar no próximo dia 3 de setembro.
A história, a cultura e a tradição vão marcar presença ao longo dos 15 km de percurso entre Miranda do Douro e o Recinto de Nossa Senhora do Naso, Póvoa.
Para além disso, os participantes vão ter a oportunidade de desfrutar de uma das mais belas paisagens do Planalto Mirandês e ao mesmo tempo comunicar com os habitantes de algumas aldeias do concelho.
Inscrições até ao dia 1 de setembro no Posto de Turismo e Juntas de Freguesia.
Programa:
Hora da partida: 8h30m
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda do Douro
Total do percurso: 15 km
Duração: 3.30 horas
Conselhos úteis – chapéu, calçado apropriado, roupa adequada às condições climatéricas do dia e água fresca.
A história, a cultura e a tradição vão marcar presença ao longo dos 15 km de percurso entre Miranda do Douro e o Recinto de Nossa Senhora do Naso, Póvoa.
Para além disso, os participantes vão ter a oportunidade de desfrutar de uma das mais belas paisagens do Planalto Mirandês e ao mesmo tempo comunicar com os habitantes de algumas aldeias do concelho.
Inscrições até ao dia 1 de setembro no Posto de Turismo e Juntas de Freguesia.
Programa:
Hora da partida: 8h30m
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda do Douro
Total do percurso: 15 km
Duração: 3.30 horas
Conselhos úteis – chapéu, calçado apropriado, roupa adequada às condições climatéricas do dia e água fresca.
Universidade Sénior de Mogadouro procura Professores Voluntários
D. PEDRO V E A CAIXINHA VERDE
Por Humberto Pinho a Silva
(colaborador do Memórias...e outras coisas)
Apesar de ser dos monarcas mais inteligentes do seu tempo, e o que mais trabalhou a favor da cultura, em Portugal (comparável ao Rei D. Duarte,) é, para muitos, quase desconhecido.
Durante os curtos anos que esteve à frente da Nação, foram inaugurados os primeiros quilómetros da linha férrea do Norte – 1856 (Lisboa - Porto); fundou-se o Curso Superior de Letras (1859); lançaram-se as primeiras linhas telegráficas (1855); e iniciou-se o primeiro-cabo submarino, entre Lisboa, Açores e Estados Unidos.
Mas, a meu ver, o que merece maior realce, foi o cuidado que teve de se manter sempre atualizado, e, principalmente, o esforço em defesa da liberdade.
A 24 de Março de 1856, D. Pedro, escreveu no seu diário: “…Não sou tão tolo que goste de meu ofício, mas hei-de trabalhar por ele, com zelo e com a perseverança, e fazer bem e florescer um pouco a moralidade.”
Os escrúpulos e o amor à verdade, levaram-no a tomar atitude inédita na política.
Diz Oliveira Martins: “Tinha em tanta conta os que o rodeavam, cria tanto neles, que mandou pôr à porta do seu palácio, uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixar-se, acusar os crimes dos governantes.”
Dizem, que teve que a retirar, porque o povo ou os políticos (?), lançaram, em lugar de pedidos e queixas, insultos e palavras injuriosas.
É bem verdade: quando se pretende dar voz a quem não a tem, os “democratas” não gostam…
Aos 10 anos teve como mestra D. Maria Carolina Mishisch. Seguiu-se Martins Basto. Aprende latim. Com 6 meses de estudo, traduz Eutrópio e Fedro; e aos 12 anos, consegue verter, para a língua pátria, textos de Virgílio, Tito Lívio e Cícero.
Aprende depois: pintura, filosofia e línguas vivas.
Aos 17 anos (1854) viaja para: Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha e França; e no ano seguinte visita: Itália e Suíça. Não viaja para se divertir, mas para aprender e contactar com políticos e homens de cultura.
Lê imenso: livros e revistas generalistas e de economia.
Era de sensibilidade e dedicação invulgar: Quando o pai (Papá), como escreve no diário, estava doente, passava, grande parte do dia, junto do leito, lendo-lhe artigos publicados em jornais, para entretê-lo e para poder estar ao par do que se passava.
Quando a epidemia de Cólera (1855-56) se espalhou por Lisboa, seguido de Febre-amarela (esta iniciou-se no Porto,) parte da população da cidade foge para a província. D. Pedro não só recusa abandonar a Capital, como visita hospitais; entra nas enfermarias, e conversa infectuosamente com os doentes.
Sabendo que há muitas crianças órfãs, auxilia-as, correndo as despesas do seu próprio bolso:
Alves Mendes, na “ Oração Fúnebre”, nas exéquias do Rei, afirma a determinado passo: “ É em balde que alguém o aconselha para que mudasse de sistema. Não! Dizia ele a seus ministros: diante da crise que dizima meus povos, não será meu coração que descanse, nem meu braço que deixe de trabalhar! …”
Em meados de 1861, o Rei desloca-se para Vila Viçosa. Depois, de curta estadia, percorre várias localidades, sendo recebido acaloradamente pelo povo.
Chegado a Lisboa, sente-se mal, e faleceu, decorridos poucos dias (11 de Novembro de 1861, pelas 19H00)
Morreu viúvo e sem filhos.
Foi casado com Dona Estefânia de Hollenzollern-sigmaringer, que faleceu um ano após ter realizado o matrimónio, deixando D. Pedro em profunda nostalgia.
Alexandre Herculano, assevera que o Rei, possuía alma pura e era de nobreza excecional. Por tudo isso ficou conhecido pelo cognome de “Muito Amado”. Por muito ter amado: a Pátria, e principalmente o povo humilde.
(colaborador do Memórias...e outras coisas)
Apesar de ser dos monarcas mais inteligentes do seu tempo, e o que mais trabalhou a favor da cultura, em Portugal (comparável ao Rei D. Duarte,) é, para muitos, quase desconhecido.
Durante os curtos anos que esteve à frente da Nação, foram inaugurados os primeiros quilómetros da linha férrea do Norte – 1856 (Lisboa - Porto); fundou-se o Curso Superior de Letras (1859); lançaram-se as primeiras linhas telegráficas (1855); e iniciou-se o primeiro-cabo submarino, entre Lisboa, Açores e Estados Unidos.
Mas, a meu ver, o que merece maior realce, foi o cuidado que teve de se manter sempre atualizado, e, principalmente, o esforço em defesa da liberdade.
A 24 de Março de 1856, D. Pedro, escreveu no seu diário: “…Não sou tão tolo que goste de meu ofício, mas hei-de trabalhar por ele, com zelo e com a perseverança, e fazer bem e florescer um pouco a moralidade.”
Os escrúpulos e o amor à verdade, levaram-no a tomar atitude inédita na política.
Diz Oliveira Martins: “Tinha em tanta conta os que o rodeavam, cria tanto neles, que mandou pôr à porta do seu palácio, uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixar-se, acusar os crimes dos governantes.”
Dizem, que teve que a retirar, porque o povo ou os políticos (?), lançaram, em lugar de pedidos e queixas, insultos e palavras injuriosas.
É bem verdade: quando se pretende dar voz a quem não a tem, os “democratas” não gostam…
Aos 10 anos teve como mestra D. Maria Carolina Mishisch. Seguiu-se Martins Basto. Aprende latim. Com 6 meses de estudo, traduz Eutrópio e Fedro; e aos 12 anos, consegue verter, para a língua pátria, textos de Virgílio, Tito Lívio e Cícero.
Aprende depois: pintura, filosofia e línguas vivas.
Aos 17 anos (1854) viaja para: Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha e França; e no ano seguinte visita: Itália e Suíça. Não viaja para se divertir, mas para aprender e contactar com políticos e homens de cultura.
Lê imenso: livros e revistas generalistas e de economia.
Era de sensibilidade e dedicação invulgar: Quando o pai (Papá), como escreve no diário, estava doente, passava, grande parte do dia, junto do leito, lendo-lhe artigos publicados em jornais, para entretê-lo e para poder estar ao par do que se passava.
Quando a epidemia de Cólera (1855-56) se espalhou por Lisboa, seguido de Febre-amarela (esta iniciou-se no Porto,) parte da população da cidade foge para a província. D. Pedro não só recusa abandonar a Capital, como visita hospitais; entra nas enfermarias, e conversa infectuosamente com os doentes.
Sabendo que há muitas crianças órfãs, auxilia-as, correndo as despesas do seu próprio bolso:
Alves Mendes, na “ Oração Fúnebre”, nas exéquias do Rei, afirma a determinado passo: “ É em balde que alguém o aconselha para que mudasse de sistema. Não! Dizia ele a seus ministros: diante da crise que dizima meus povos, não será meu coração que descanse, nem meu braço que deixe de trabalhar! …”
Em meados de 1861, o Rei desloca-se para Vila Viçosa. Depois, de curta estadia, percorre várias localidades, sendo recebido acaloradamente pelo povo.
Chegado a Lisboa, sente-se mal, e faleceu, decorridos poucos dias (11 de Novembro de 1861, pelas 19H00)
Morreu viúvo e sem filhos.
Foi casado com Dona Estefânia de Hollenzollern-sigmaringer, que faleceu um ano após ter realizado o matrimónio, deixando D. Pedro em profunda nostalgia.
Alexandre Herculano, assevera que o Rei, possuía alma pura e era de nobreza excecional. Por tudo isso ficou conhecido pelo cognome de “Muito Amado”. Por muito ter amado: a Pátria, e principalmente o povo humilde.
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
Em Podence, as tradições querem-se vivas
A candidatura à UNESCO ficou em suspenso, mas em Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, continua a trabalhar-se nas medidas de salvaguarda da tradição.
A ideia de criar aquilo que poderá ser um centro de arte já tinha sido avançada, e surge agora reforçada pelo presidente da câmara municipal de Macedo de Cavaleiros, que é a entidade promotora da candidatura a Património Cultural Imaterial da UNESCO. Duarte Moreno explica que o objetivo é recuperar a tradição de confecionar todo o traje dos Caretos de Podence naquela aldeia.
Sabemos que os trajes dos Caretos são feitos por meia dúzia de pessoas na aldeia. Por isso, o centro (de arte) seria um sítio onde se poderia fazer o cobertor que é utilizado no fato, fazer as franjas, fazer o chocalho, apesar de ser Património Imaterial do Alentejo. E as máscaras, que são utilizadas por todos aqueles que querem ser Caretos.
E poder fazer também merchandising, porque o que é vendido aqui não é feito localmente.
Neste momento, procura-se um espaço e um modelo para tornar a ideia viável e do agrado da população.
Estamos a trabalhar naquelas que são as ‘partes escritas’ do projeto. Estão a ser desenvolvidas, para que possam ser apresentadas à população, que tem que saber o que se pretende, para que possa dar o seu contributo. Porque não são pessoas de fora que vêem de fora dizer como se deve fazer. Por isso, depois de haver um documento final, em que as regras sejam definidas por todos desta localidade.
Para este projeto, avança ainda Duarte Moreno, há neste momento fundos aproados, no âmbito do programa Valorizar. Para já, concorre às 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, onde é finalista, ao passo de Rio de Onor, no concelho de Bragança.
Escrito por ONDA LIVRE
A ideia de criar aquilo que poderá ser um centro de arte já tinha sido avançada, e surge agora reforçada pelo presidente da câmara municipal de Macedo de Cavaleiros, que é a entidade promotora da candidatura a Património Cultural Imaterial da UNESCO. Duarte Moreno explica que o objetivo é recuperar a tradição de confecionar todo o traje dos Caretos de Podence naquela aldeia.
Sabemos que os trajes dos Caretos são feitos por meia dúzia de pessoas na aldeia. Por isso, o centro (de arte) seria um sítio onde se poderia fazer o cobertor que é utilizado no fato, fazer as franjas, fazer o chocalho, apesar de ser Património Imaterial do Alentejo. E as máscaras, que são utilizadas por todos aqueles que querem ser Caretos.
E poder fazer também merchandising, porque o que é vendido aqui não é feito localmente.
Neste momento, procura-se um espaço e um modelo para tornar a ideia viável e do agrado da população.
Estamos a trabalhar naquelas que são as ‘partes escritas’ do projeto. Estão a ser desenvolvidas, para que possam ser apresentadas à população, que tem que saber o que se pretende, para que possa dar o seu contributo. Porque não são pessoas de fora que vêem de fora dizer como se deve fazer. Por isso, depois de haver um documento final, em que as regras sejam definidas por todos desta localidade.
Para este projeto, avança ainda Duarte Moreno, há neste momento fundos aproados, no âmbito do programa Valorizar. Para já, concorre às 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, onde é finalista, ao passo de Rio de Onor, no concelho de Bragança.
Escrito por ONDA LIVRE
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Picote pede medidas preventivas para parque do Douro Internacional
Autarca, associações e população de Picote, no concelho de Miranda do Douro, reclamam medidas preventivas e não restritivas para evitar incêndios de grandes dimensões na área protegida do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).
O coro de protestos ganhou outra dimensão após o incêndio que deflagrou no sábado em pleno PNDI e que deixou marcas profundas no ecossistema, na agricultura e na paisagem daquele território.
"Só restam as cinzas. É muito desolador ver que a paisagem sofreu muito com a investida das chamas um pouco por todas as arribas do Douro, quer do lado português, que do lado espanhol", contou à Lusa um dos moradores de Picote.
Diogo Rodrigues admitiu mesmo ter ficado "desolado" quando se aproximou da zona do miradouro da Fraga do Puio e viu oliveiras centenárias devastadas pelas chamas e uma paisagem protegida "pintada de negro".
Junto a um dos cafés da aldeia trasmontana, a conversa convergia em torno dos maus momentos vividos pela população do Barrocal do Douro, que chegou a ficar isolada, e pela perda de um valor natural tão importante na região do Douro Internacional, como é a paisagem do PNDI, ouvindo-se também críticas à falta de uma ação concertada para ordenar aquele território protegido.
Alzira Ferreira, habitante em Picote, lembrou como "gostava de olhar para aquela paisagem do miradouro do Puio", lamentando como "agora ficou uma ferida muito grande na paisagem".
"As entidades responsáveis pela gestão do PNDI não compreendem que não é com medidas restritivas, como as que são aplicadas, que vão preservar a natureza", disse à Lusa António Preto, um dos agricultores do PNDI, enquanto observava os prejuízos causados pelas chamas.
Para o Presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, é preciso discutir o plano de ordenamento das áreas protegidas e os municípios ainda não foram consultados.
"Este plano deveria ser discutido com os quatro municípios que fazem parte das áreas do PNDI e daí sair um documento que fosse de encontro aos anseios das populações que aqui trabalham", enfatizou.
O autarca reclama a presença de equipas permanentes de sapadores florestais para esta área protegida, a fim de evitar mais danos na paisagem e na agricultura.
"Continuamos a reivindicar a abertura de novos caminhos e a abertura de pontos de água, e estamos a ser muito limitados por parte do plano de ordenamento em vigor no PNDI", indicou.
Para o presidente da Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, Jorge Lourenço, os momentos foram difíceis, mas agora é hora de apoiar e dar ânimo às pessoas, a quem e deve "dar todo o apoio".
"Temos também que estar atentos ao que é preciso fazer do ponto de vista do turismo, da agricultura, da biodiversidade e da caça, chamando à atenção das entidades competentes para esta realidade", destacou.
Segundo o dirigente associativo, não se pode esquecer que Picote e Barrocal do Douro são locais de visita de muitos turistas que por ali passam.
Agência Lusa
Foto: Luís Preto (facebook)
O coro de protestos ganhou outra dimensão após o incêndio que deflagrou no sábado em pleno PNDI e que deixou marcas profundas no ecossistema, na agricultura e na paisagem daquele território.
"Só restam as cinzas. É muito desolador ver que a paisagem sofreu muito com a investida das chamas um pouco por todas as arribas do Douro, quer do lado português, que do lado espanhol", contou à Lusa um dos moradores de Picote.
Diogo Rodrigues admitiu mesmo ter ficado "desolado" quando se aproximou da zona do miradouro da Fraga do Puio e viu oliveiras centenárias devastadas pelas chamas e uma paisagem protegida "pintada de negro".
Junto a um dos cafés da aldeia trasmontana, a conversa convergia em torno dos maus momentos vividos pela população do Barrocal do Douro, que chegou a ficar isolada, e pela perda de um valor natural tão importante na região do Douro Internacional, como é a paisagem do PNDI, ouvindo-se também críticas à falta de uma ação concertada para ordenar aquele território protegido.
Alzira Ferreira, habitante em Picote, lembrou como "gostava de olhar para aquela paisagem do miradouro do Puio", lamentando como "agora ficou uma ferida muito grande na paisagem".
"As entidades responsáveis pela gestão do PNDI não compreendem que não é com medidas restritivas, como as que são aplicadas, que vão preservar a natureza", disse à Lusa António Preto, um dos agricultores do PNDI, enquanto observava os prejuízos causados pelas chamas.
Para o Presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, é preciso discutir o plano de ordenamento das áreas protegidas e os municípios ainda não foram consultados.
"Este plano deveria ser discutido com os quatro municípios que fazem parte das áreas do PNDI e daí sair um documento que fosse de encontro aos anseios das populações que aqui trabalham", enfatizou.
O autarca reclama a presença de equipas permanentes de sapadores florestais para esta área protegida, a fim de evitar mais danos na paisagem e na agricultura.
"Continuamos a reivindicar a abertura de novos caminhos e a abertura de pontos de água, e estamos a ser muito limitados por parte do plano de ordenamento em vigor no PNDI", indicou.
Para o presidente da Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, Jorge Lourenço, os momentos foram difíceis, mas agora é hora de apoiar e dar ânimo às pessoas, a quem e deve "dar todo o apoio".
"Temos também que estar atentos ao que é preciso fazer do ponto de vista do turismo, da agricultura, da biodiversidade e da caça, chamando à atenção das entidades competentes para esta realidade", destacou.
Segundo o dirigente associativo, não se pode esquecer que Picote e Barrocal do Douro são locais de visita de muitos turistas que por ali passam.
Agência Lusa
Foto: Luís Preto (facebook)
Curto-circuito provoca incêndio em prédio
Um curto-circuito ao final desta tarde provocou um incêndio no terceiro andar de um prédio em Macedo de Cavaleiros, na Rua da Biblioteca.
O fogo começou às 17.30h, e terá tido origem num curto-circuito numa arca congeladora. Suspeita-se que a forte trovoada que se fez sentir na cidade, por volta da mesma hora, possa ter tido influência neste incêndio.
Não há feridos a registar. À hora do sucedido, não estava ninguém em casa, e o alerta foi dado por populares. No local estiveram 16 operacionais e 5 veículos, dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros e da GNR.
Escrito por ONDA LIVRE
O fogo começou às 17.30h, e terá tido origem num curto-circuito numa arca congeladora. Suspeita-se que a forte trovoada que se fez sentir na cidade, por volta da mesma hora, possa ter tido influência neste incêndio.
Não há feridos a registar. À hora do sucedido, não estava ninguém em casa, e o alerta foi dado por populares. No local estiveram 16 operacionais e 5 veículos, dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros e da GNR.
Escrito por ONDA LIVRE
Sessão Solene de agradecimento ao Governo na Câmara de Mirandela - 14 de janeiro de 1973
Vista da assistência; Miguel Vaz, Presidente do Grémio do Comércio, Coronel António Faria, representante dos munícipes, José Gonçalves, Vereador da Câmara Municipal de Mirandela, Rómulo Ribeiro, Vice-Presidente da Comissão Distrital da Acção Nacional Popular, Barreto Chaves, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, e Machado Leonardo na mesa de honra, a assistir e a discursar; assistência aplaude; fotografia de Marcelo Caetano, Presidente do Concelho de Ministros, na parede.
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