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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

16 aldeias de Bragança participaram nos Jogos Tradicionais, que este ano se realizaram na aldeia de Pinela.

As bandas filarmónicas…nas festividades!...

        Opinião
Nuno Pires
Terminada a Semana Santa e a Festa da Páscoa, já em plena primavera, com o tempo quente a aproximar-se, começam a surgir os acontecimentos festivos que, com maior o menor impacto, se revestem sempre de animação acrescida, com particular significado no meio rural. 
O dia de festa numa aldeia é, talvez, o maior acontecimento social que acontece num burgo e aquele que potencia mais entusiasmo e dinamismo convergente, suscitando uma interatividade diferente do resto do ano. A mobilização é geral, com efeitos motivacionais especiais, quer no próprio ambiente onde a festa acontece, quer nas localidades vizinhas. Festa é festa, e pronto. Vive-se e sente-se, refletindo a disponibilidade e o grau de união de uma comunidade em torno do mesmo objetivo, em respeito pelas tradições locais e religiosas. 
Uma das tradições que mais ambiente festivo potencia numa aldeia é, na minha opinião, a presença de uma banda filarmónica. Por exemplo, na minha aldeia, a festa não pode acontecer sem a animação de uma banda filarmónica. Recordo-me, quando ainda em criança, de acordar na manhã da festa da aldeia, ao som melodioso da música da banda, percorrendo as ruas, e com o estoirar dos foguetes. O encantamento da banda e a euforia potenciada pelos foguetes dava, desde logo, uma animação singular à povoação. A recordação da imagem dos mordomos, à frente da banda, e a garotada atrás da mesma, ainda perdura na minha memória, como perdurará na de muitos “jovens” do meu tempo, e não só. Confesso que estou ansioso por ver a reação da minha neta, a Ritinha, quando, no próximo dia 15 de Agosto, em Frieira, estiver na varanda da casa da aldeia, ver a banda passar na rua. Acredito que vai ficar eufórica, a transbordar de alegria e simpatia. Para mim, a banda, é o símbolo da identidade de uma festa de aldeia. Pelo menos no meio onde cresci. Ainda me recordo, num dos vários anos em que fui um dos responsáveis pela festa da minha aldeia que, por lapso, ficou uma casa/família sem lhe ter sido atribuído um músico, ou seja, em elemento da banda. Era, e continua a ser, tradição, um agregado familiar, ter como hóspede, um músico, pelo menos. A reação não foi, como se depreende, positiva, antes pelo contrário, pois o chefe da família fez questão de mostrar o seu descontentamento. É assim mesmo, o prestígio de uma casa/família da aldeia passa, também, por hospedar um músico no dia festa. Desde logo, para “matar-o-bicho”, pela manhã. Depois, a Procissão de uma festa sem a solenidade do acompanhamento de uma banda filarmónica, não é, para mim, a mesma coisa. A presença da banda confere uma outra dignidade a este ato religioso, até para promover a concentração dos fiéis que, muitas vezes, sem algo que motive a concentração, perdem até a noção do contexto e o respeito pelo sagrado, conversando como se numa tertúlia de café estivessem. O respeito e o silêncio, devem imperar, religiosamente, na manifestação de fé de numa Procissão. Depois, após as celebrações religiosas, que devem constituir a parte mais importante das festividades, é tão agradável ouvir, junto à capela, ou ao adro da igreja, umas “penadas”, como o meu pai dizia, e, felizmente ainda diz, da banda. Até dá a ideia que o som da música prolonga o efeito do bem-estar inerente à participação na Eucaristia!... Não pode ser esquecida, também, a cerimónia da Entrega da Festa aos novos mordomos, com a banda a percorrer, de novo, as ruas da aldeia, como que a jeito de despedida. Um cenário de pura tradição rural, sem igual, que promove e potencia a interação positiva e a harmonia. Percebo que os tempos mudam e as realidades e as vontades são outras, mas continuo a guardar na memória os arraiais festivos, com a banda a tocar à noite, à luz dos candeeiros, a petróleo, ou mesmo à das fracas lâmpadas elétricas alimentadas por gerador, cujo motor que o movia, por vezes, avariava. Enfim, foram tempos que não voltam, mas espero e desejo que a banda filarmónica volte, todos os anos, à festa da minha aldeia, tal como eu pretendo voltar enquanto puder, já que até agora, marquei sempre presença com alegria e bem-estar.
Para terminar, aproveitando o contexto, gostava de endereçar o meus parabéns a todas as pessoas que contribuem para manter vivas as nossas bandas filarmónicas e a todas as comissões de festas que apostam na contratação das mesmas, contribuindo, assim, para o desenvolvimento cultural das nossa região. "

in:Bandas Filarmónicas Bandamusical

Aldeia de Alfaião - Caracterização

Localizada bem no “coração” do território concelhio, esta freguesia distará uma meia dúzia de quilómetros para sudeste da urbe brigantina, ligando-se a esta através da EN 217 (Bragança – Izeda - Mogadouro) e de um estreito caminho camarário (via S. Pedro de Serracenos ).
Este território paroquial apresenta uma topografia de cariz planáltico, oscilando as cotas de altitude entre os 500 e os 750 metros. O rio Sabor banha a metade oriental da freguesia, correndo de norte para sul em trecho particularmente tortuoso e acidentado. A despeito da sua condição periférica em relação ao núcleo urbano brigantino, esta freguesia tem visto a sua taxa demográfica em franco declínio desde os meados do século, altura em que registaria 331 habitantes.
As raízes do povoamento local hão-de, por seu turno e pelo mínimo, recuar à época castreja da Idade do Ferro, como adiantava já o articulista da “Grande Enciclopédia”, firmando em autores dos séculos XVIII e XIX. De facto, já nas “Memórias Paroquiais” de 1758 se alude a achados de objectos metálicos nos restos de um fortificado chamado “Castelo”. 
Volvido mais de um século, Pinto Leal voltaria a dar notícias do referido “Castelo”, que diz ser “dos Romanos” e onde teriam surgido “armas antigas”. O reduto defensivo castrejo teria ainda seu “fosso e contrafosso, abertos na rocha”, pelo flanco ocidental. Deixando entender a possível existência de um segundo local fortificado, este autor oitocentista acrescentava ainda que “no cume do monte também houve um Castelo antiquíssimo, e ainda se vê ao sul uma estacada de lousas feita ao uso antigo”. O Abade de Baçal e , na sua esteira, alguns outros investidores mais recentes (Neto, Esparza e A.C.F. Silva) confirmariam por seu turno a existência de dois diferentes povoados castrejos em Alfaião, localizando-se um deles no chamado “Castelo das Freiras” e o outro no “Alto da Veiga” ou “Vale de Castro”.
Quanto à génese da freguesia propriamente dita, pouco se saberá de concreto, pois que os
primeiros documentos a referi-la serão já algo tardios, respeitando a meados do século XIII.
Reportamo-nos, num dos casos e muito concretamente ás ”Inquirições” de 1258, ordenados por D. Afonso III à “parrochia Sancti Martini de Alfayãa”, em “terra” de Bragança. Baseado no texto deste inquérito medieval, o articulista da “Grande Enciclopédia” atreve-se a supor que “o repovoamento de Alfaião se fizera alguns decénios antes, talvez sob o domínio de D. Sancho I” e que “os paroquianos deviam ter sido os fundadores, integrando-se nos trabalhos paralelos aos da fundação de Bragança naquela época”. 
Após a criação do bispado de Miranda do Douro, o padroado desta igreja de S. Martinho de Alfaião irá surgir, durante algum tempo, na alçada do cabido daquela diocese, regressando posteriormente a Bragança. Entre o património edificado local de cariz religioso conta-se, para além da Igreja Matriz, as Capelas de S. Sebastião e de N. Sra. da Veiga.

in:cm-braganca.pt

Tradições Culturais: O Entrudo de Podence

Careto de Podence
Consideramos ser nas tradições culturais que Podence tem uma das suas maiores riquezas. De entre todas as que existem na aldeia, a tradição dos Caretos é a que reúne uma maior representatividade, dado tratar-se de uma tradição secular.
Estamos perante uma forma insólita de ritual carnavalesco, onde o binómio “Careto/rústico transmontano” é garantia para uma fascinante experiência, ímpar na sedução e mistério. Mas, o que são afinal os Caretos? Os Caretos são personagens que representam figuras diabólicas e misteriosas, que todos os anos, desde tempos que se perdem na história, saem à rua no dia de Entrudo, aparecendo em magotes barulhentos, espalhando o terror, excitação e riso.
A aparição dos Caretos de Podence, no Carnaval, simboliza a despedida do Inverno e louva a chegada da Primavera. O Carnaval é, assim, um rito entre o pagão e o religioso. Por um lado, temos os excessos do vinho, comida, etc., como nas antigas saturnais romanas e, por outro lado, o início da Quaresma, um período de contenção no calendário religioso.
Grande parte do fascínio dos Caretos, provém das suas curiosas indumentárias confeccionadas na própria aldeia, a partir de grandes colchas de lã ou linho, trabalhadas em teares caseiros e do equipamento que carregam, ou seja, os barulhentos chocalhos e as bandoleiras.
O espectáculo dos Caretos nas suas loucas debandadas pelas ruas, acompanhadas por forte gritaria e pelo barulho ensurdecedor dos chocalhos – característica de qualquer entidade demoníaca que se preze – não conhece ordem nem chefias, deslocando-se em grupo.
Estas trupes não estão sujeitas a qualquer tipo de organização tendo, cada elemento, autonomia suficiente para levar a cabo as provocações que bem entender, não estando ninguém livre de se tornar alvo das suas investidas. As vítimas principais das suas tropelias são as mulheres, principalmente novas e solteiras.
Manda a norma que a rapariga cercada por uma das trupes seja sujeita ao ritual do chocalhar. No “chocalhar” a rapariga solteira é abraçada lateralmente e o Careto, com movimentos rápidos de semi-rotação da cintura, faz com que os chocalhos que transporta à cinta lhes batam repetidamente nas nádegas, transformando-os em verdadeiros chicotes.
Morais, refere alguns pormenores, referentes a este ritual afirmando que os Caretos «ensaiam estranhas danças com um conteúdo erótico, agitando a cintura e batendo com chocalhos nas ancas das vitimas que, para bem do corpo acompanham a dança.» (Manuel Morais 2002: p.1)9
Os Caretos, nesta região, saem à rua nas festas solsticiais de Inverno e na altura do Carnaval assumindo, actualmente, funções meramente profanas, bem distintas das que estão na origem do seu aparecimento. Relembram de facto as suas origens, mas já não com o intuito de saudar a Primavera e pedir um bom ano de colheitas e sim com um intuito mais turístico, chamar turistas a esta região.

Luperco
O mascarado é um ser superior, que goza de uma força e liberdade ilimitadas, estando acima de toda a lei humana. É como se se tratasse de um ente sagrado, mas possuído pelo diabo, que se liberta de todos os entraves e dá largas às suas faculdades de destruir e de castigar, de troçar e de acariciar, de dançar e de gritar, a seu bel-prazer.
O Carnaval em Podence é festejado de forma a fazer lembrar as suas remotas origens. Neste ritual são visíveis as raízes que ligam o Carnaval de Podence às antigas festas dos Romanos, as Lupercais, efectuadas no dia 15 de Fevereiro, segundo uns em louvor de Pan, deus dos rebanhos, dos pastores e da fecundidade, enquanto outros sustentam que seriam realizadas em honra de Luperco, também ele deus pastoril da protecção dos rebanhos contra os lobos.
Os Caretos são as figuras principais da festa, os seres quase fantásticos destes rituais pagãos, transmitidos de pais para filhos, a quem tudo é permitido.
As raparigas, nestes dias, preferem ficar em casa, vendo os Caretos da janela. Contudo, mesmo assim, acontece que os mascarados trepam muros, sobem telhados, entram pelas janelas e portas, sem pedir licença a ninguém, sempre com o intuito de irem atrás das raparigas, que nem em casa conseguem ficar a salvo de serem chocalhadas.
As “Marafonas” ou “madamos”, são os únicos elementos que são poupados das fúrias e dos ataques dos Caretos, dado que ao taparem a cara, tal como os Caretos, são considerados elementos da mesma sociedade. Os Caretos prefiguram seres demoníacos, que utilizam a arte das chocalhadas, são invasores e causadores de toda a desordem e abuso instaurados na aldeia, a que não é possível pôr termo.
Os Caretos não importunam só as raparigas. Surgem sempre em grupo e em qualquer lugar, agindo cada um por si nas suas atitudes libertárias, não desdenhando o oferecimento das portas abertas das adegas dos conterrâneos, postas à sua disposição, onde entram para saborear o fumeiro, que sempre que podem surripiam das adegas e das casas, e o vinho que os irá tornar, ao longo do dia e noite, mais atrevidos e infernais.
Contudo, os Caretos têm duas regras que cumprem rigorosamente. A primeira é dar-se a conhecer, descobrindo o rosto, sempre que se encontrem dentro de uma casa ou de uma adega, embora não lhes seja autorizado fazê-lo, nunca, em plena rua. A segunda, é poupar dos seus ataques e atrevimentos as “marafonas” (homens vestidos de mulher), visto não lhes ser permitido, em caso algum, importunar aqueles que se apresentam igualmente mascarados, de rosto coberto, ocultando a sua identidade.

Marafonas
Na peugada dos Caretos adultos seguem as suas réplicas, a uma escala reduzida, ou seja, os “facanitos”. Isto, porque manda a tradição que as crianças do sexo masculino se devem mascarar e comportar de forma semelhante à das figuras tutelares, o que prova a vitalidade da tradição transmontana. Estamos, assim, perante a aplicação prática do provérbio: “É de pequenino que se começa a torcer o diabinho…”

Mariana Especiosa do Rosário
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Trabalhadores denunciam perda de direitos

Ontem assinalou-se o Dia do Trabalhador. A data é comemorada na sequência dos direitos adquiridos por quem trabalha após a revolução do 25 de Abril.
A Brigantia foi saber se os transmontanos consideram que os trabalhadores ainda gozam dos direitos adquiridos nesta data.
Algumas pessoas acreditam que só com outra revolução é que se pode voltar a implementar na prática os direitos dos trabalhadores.
A opinião dos transmontanos em relação à perda de direitos dos trabalhadores.

Escrito por Brigantia

Bragança - Feira de Artesanato já abriu

Abriu ontem a Feira de Artesanato de Bragança, integrada na Feira das Cantarinhas.
Este ano, o certame regressa às ruas do centro da cidade. Os artesãos estão instalados no Jardim António José de Almeida.
No início da feira, os expositores mostraram-se satisfeitos com a localização e esperam boas vendas até domingo.
Esta manhã, na abertura oficial da feira, o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, disse ter boas expectativas em relação ao sucesso desta edição das Cantarinhas.
O presidente da Associação Comercial de Bragança, Vítor Carvalho, acredita que esta localização vai trazer gente ao centro da cidade e dinamizar o comércio local.
A Feira de Artesanato abriu hoje e decorre até domingo. A Feira das Cantarinhas começa esta sexta-feira e também termina no domingo.

Escrito por Brigantia

Instituições Sociais já têm posto de venda em Bragança

As Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho de Bragança já têm um posto de venda para os artigos artesanais e trabalhos manuais elaborados pelos utentes. 
O projecto é da União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, como explica o autarca, José Pires. “A ideia é que este espaço seja congregador de vontades quer seja da junta, quer seja das IPSS. Que vão poder vender os artigos feitos pelos seus utentes e assim ajudar mais pessoas”, realça o autarca.
O “Posto de Venda Solidário” está instalado na Rua Alexandre Herculano, em Bragança.

Escrito por Brigantia

Semana do bacalhau em Miranda do Douro

Decorre até Domingo a Semana Gastronómica do Bacalhau em Miranda do Douro.
Este é já um evento de referência na região transmontana que anualmente atrai milhares visitantes ao concelho mirandês, segundo o presidente da Associação Comercial de Miranda do Douro.“Este é já um evento de referência na região transmontana que anualmente atrai milhares de visitantes ao concelho mirandês.
Tal como aconteceu em edições anteriores são vários os restaurantes que aderem a esta iniciativa, nove este ano que  oferecem os melhores pratos de bacalhau aos apreciadores do “fiel amigo” dos portugueses”César João refere que até agora o certame está a correr bem segundo os restauradores.
A Semana Gastronómica do Bacalhau em Miranda do Douro decorre até domingo.

Escrito por Brigantia

Vinhais - “A Caminho da Ciradelha”

Tal como habitual, o município de Vinhais associou-se à comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, através de um conjunto de actividades organizadas pelo pelouro da Cultura.
O tema deste ano foi “Lugares de Memória” e nada melhor do que aliar natureza, desporto e Historia para assinalar a data. Nesse sentido foi organizado um percurso pedestre pelo Pr3 “A Caminho da Ciradelha”, no qual os cerca de 60 participantes puderam conviver em perfeita harmonia com a natureza e ficar a conhecer um pouco mais da história local. Do percurso, que perfez aproximadamente 14 quilómetros, fez parte um pequeno desvio até ao alto do monte da Ciradelha onde, depois de um pequeno reforço servido no Miradouro da Ciradelha, se ouviram algumas curiosidades a respeito do antigo Castro da Ciradelha. Também foi possível conhecer as ruínas deste sítio, que foi alvo de sondagens arqueológicas, visitando-se alguns restos de muralha, o fosso e o local de uma casa circular onde ainda são visíveis os alicerces que as escavações puseram a descoberto.

in:jornalnordeste.com

Os milagres de S. Lázaro

É conhecida pela Festa das Laranjas, mas o que move as pessoas é mesmo a fé em S. Lázaro. Quinze dias antes da Páscoa, milhares de pessoas rumam ao sopé de Bragança para venerarem o santo milagreiro.
A tradição é antiga e são muitas as histórias que dão conta dos milagres concedidos por este santo.
“Muita gente é devota de S. Lázaro e a romaria tem crescido muito. Há muitas pessoas que têm feito promessas a este santo”, assegura o presidente da Obra de S. Lázaro, Isidro Afonso.
É na fonte de pedra mesmo em frente à capela que muitas pessoas procuram a cura para doenças. “Há pessoas que vêm lavar os pés e a cabeça à fonte”, conta Isidro Afonso.
Os fiéis garantem que aquela água tem propriedades curativas. Margarida Afonso tem 50 anos e assume-se como devota de S. Lázaro. Garante que desde sempre ouviu falar nos milagres concedidos por este santo e quando precisou não hesitou em pedir. “Eu tive uma doença na pele, vim aqui à fonte de S. Lázaro, lavei-me com esta água no dia da festa e realmente curei. A partir daí fiquei ainda mais devota”, garante.
Também Natércia Barrigão, de 73 anos, conhece o local do santuário desde criança e não tem dúvidas sobre os poderes curativos deste santo. “Eu quando era garota parti o braço em três sítios e a minha mãe prometeu o braço direito ao S. Lázaro e felizmente não fiquei aleijada. A partir daí a minha fé continuou. Estava a mais de 20 quilómetros, mas todos os anos vínhamos ao S. Lázaro. Tenho muita fé neste santo. Já houve muitas curas que eu pedi ao S. Lázaro e que foram feitas”, assegura Natércia Barrigão.

in:jornalnordeste.com

Macedo de Cavaleiros - Crianças dão sugestões a Duarte Moreno

Criar uma ciclovia, um parque com espaços verdes, arranjos de passeios, construção de um parque onde idosos e crianças possam fazer exercício físico e partilhar saberes, autocarros ecológicos e hortas biológicas foram as sugestões entregues por quatro turmas do 1.º Ciclo ao presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.
Esta iniciativa realizou-se no âmbito das comemorações do Dia das Eco- Escolas, na passada terça-feira, que contou, ainda, com um roteiro pela cidade. As mais de 80 crianças percorrem sete pontos diferentes, assinalados com o nome de outros tantos Geossítios, conheceram a sua importância e anotaram as suas propostas para a “diminuição da pegada ecológica” e uma mobilidade sustentável e inclusiva, que é o tema deste ano do programa Eco-Escolas.
Duarte Moreno congratulou-se com a participação das crianças e comprometeu-se em “dar a maior atenção a cada uma das sugestões”. O autarca assumiu que “algumas das ideias apresentadas fazem parte do plano já traçado e outras poderemos considerar que, de alguma forma, já existem.” É muito importante contar com o contributo vindo dos mais novos, que sempre nos trazem um ponto de vista diferente das coisas”, concluiu o edil macedense.

in:jornalnordeste.com

IV Curso de Maneio e Tracção Animal Aldeias de Atenor e Paradela – Miranda do Douro Dias 9, 10 e 11 de Maio

A Assembleia das Nações Unidas proclamou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar. O objectivo é dar maior visibilidade à agricultura familiar e aos pequenos agricultores, chamando a atenção mundial para o seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, na provisão de segurança alimentar e nutricional, na gestão dos recursos naturais, na protecção do meio ambiente e na consolidação do desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
No âmbito da agricultura familiar é importante destacar o uso de tracção animal, muitas das vezes a única ferramenta do tipo à disposição do agricultor. Além de apresentar vantagens em regiões acidentadas ou em propriedades de menor dimensão, locais onde o tractor é difícil de manobrar, o uso da tracção na agricultura familiar contribui para a sustentabilidade desse sistema produtivo, uma vez que utiliza animais em vez de máquinas de alto custo de aquisição e manutenção. Além disso, os animais podem ainda ser utilizados em outras actividades e o seu estrume aproveitado para fertilizar as terras, sendo ainda a compactação do solo bem menor sem a utilização de máquinas pesadas.
Neste contexto, a AEPGA procura demonstrar com mais uma edição do Curso de Maneio e Tracção Animal que o aprimoramento da força animal – neste caso do Burro de Miranda -, aliado ao melhoramento dos instrumentos agrícolas, proporciona um processo de mecanização intermédia, coerente com as condições dos pequenos e médios produtores, provando que a tracção animal deve ser encarada como uma solução eficiente, economicamente viável.

in:noticiasdonordeste.pt

Município de Torre de Moncorvo promove homenagem a Júlia Ribeiro

Dia 1 de Maio, pelas 15h00, teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho uma homenagem a Júlia Ribeiro promovida pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo. A cerimónia contou ainda com a apresentação do livro “Contos no Terreiro ao Luar de Agosto” da autoria de Júlia Ribeiro, que será apresentado por Rogério Rodrigues.
Maria Júlia Ferreira de Barros Ribeiro, nasceu em Torre de Moncorvo em 1938. Licenciou-se em Filosofia Germânica na Faculdade de Letras de Coimbra e começou a dar aulas no Liceu da Figueira da Foz.
Lecionou ainda no Liceu Nacional de Leiria, dirigiu a Escola do Magistério Primário de Leiria e trabalhou no ISLA onde desempenhou os cargos de Diretora do Curso Superior de Tradutores e Coordenadora Académica do Departamento de Línguas.
Depois de se aposentar dedicou-se à escrita tendo publicados diversos livros, como “Contos ao Luar de Agosto”, “De Olvido e de Silêncio”, “Constantino Rei dos Floristas”, “… e chegaram três Reis Magos em Agosto”, “Recordar Guarda Ribeiro”, “Duas Rosas Vermelhas que Nunca Cheguei a Receber”, “Primeira Comunhão”, “Mulheres da Marinha Grande - Histórias de Luta e Coragem” “Os contos da Minha Avó” e “A Parábola dos Três Anéis”.
No dia 2 de Maio, pelas 11h30, realiza-se um passeio pela Corredoura com os alunos da Escola Secundária Dr. Ramiro Salgado.

in:noticiasdonordeste.pt

Alfredo Augusto Vaz homenageado a título póstumo pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros

Antigo Presidente da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros será homenageado, a título póstumo, com a Medalha Municipal de Mérito.
Falecido em 2013, Alfredo Vaz manteve uma ligação à Junta de Freguesia desde 1960, exercendo as funções de Presidente entre 1982 e 2008, ano em que renunciou por motivos de saúde. Por inerência do cargo, foi também membro da Assembleia Municipal.
A Assembleia Municipal, reunida ontem em Reunião Ordinária, por coincidência no dia em que se completou um ano sobre o falecimento de Alfredo Vaz, emitiu por unanimidade parecer positivo à homenagem, dando provimento à proposta do Partido Socialista, deliberada também de forma unânime a 14 de abril pela Câmara Municipal.
Conforme o Regulamento das Distinções Honoríficas do Município, a Medalha Municipal de Mérito, destina-se a distinguir “as pessoas singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras, de cujos atos advenham assinaláveis benefícios para o concelho de Macedo de Cavaleiros, melhoria nas condições da vida da sua população, desenvolvimento ou difusão da sua arte, divulgação ou aprofundamento da sua história, ou outros de notável importância que justifiquem este reconhecimento.”
A cerimónia solene decorrerá no dia 29 de junho próximo, sendo a distinção entregue aos familiares, na pessoa do filho do antigo autarca.

in:noticiasdonordeste.pt

Albufeira do Azibo volta em 2014 a exibir a Bandeira Azul

Duas praias, duas Bandeiras Azuis. As praias da Albufeira do Azibo voltam a exibir em 2014 o galardão que atesta as condições de segurança e conforto dos banhistas, a informação e sensibilização ambiental, bem como a qualidade da água das zonas balneares europeias.
O anúncio foi feito ontem em conferência de imprensa pela Associação da Bandeira Azul da Europa (ABAE). Macedo de Cavaleiros tem assim duas das três praias interiores galardoadas a norte do rio Douro.
A Praia da Fraga da Pegada exibe a Bandeira Azul pelo 11º ano seguido, enquanto que a Praia da Ribeira, uma das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, entra na 5ª época balnear com este símbolo de qualidade.

in:noticiasdonordeste.pt

Miranda do Douro presente na Feira Ibérica de Turismo na Guarda

De 1 a 4 de Maio, o município e Miranda do Douro vai estar presente na Feira Ibérica de Turismo (FIT) que decorre na cidade da Guarda.
A FIT Guarda é um projeto pioneiro onde operadores e agentes do setor do Turismo, de Portugal e Espanha, terão a oportunidade de apresentar e promover os seus produtos, serviços e recursos.
Promover o progresso, o intercâmbio transfronteiriço, estimular o relacionamento comercial e o desenvolvimento económico do setor são os objetivos primordiais da realização deste evento.
Segundo a organização “este evento procurará assim ser uma plataforma de divulgação, promoção, captação e desenvolvimento de fluxos turísticos e de valorização dos recursos endógenos desta vasta e riquíssima região transfronteiriça. Paralelamente, aposta-se num evento diferenciador com a vivência de experiências únicas de Aventura e Eco Turismo”.

in:noticiasdonordeste.pt

12º Transportugal Race arranca de Bragança no próximo dia 10 de maio

No próximo dia 10 de Maio vai ter início em Bragança a 12.º Transportugal Race. É uma competição de aventura e resistência em bicicleta Todo-o-Terreno, por etapas, em que os atletas percorrem em nove dias um traçado que os leva de Bragança a Sagres, atravessando o nosso país de Norte a Sul, por caminhos rurais, florestais e estradas secundárias, numa distância total de 1117 quilómetros.
Vão participar nesta prova 55 atletas, originários de 18 países diferentes, com idades entre os 31 e 66 anos, incluindo 3 senhoras. Os países de origem são Portugal, Holanda, Bélgica, Austrália, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Espanha, Inglaterra, Itália, Estados Unidos, Noruega, Canadá, Suécia, Brasil, França, México e Irlanda.
Deste lote de atletas irá surgir o sucessor de Vítor Gamito, o popular ciclista português, vencedor da edição de 2013 da Transportugal e que este ano, com 44 anos, vai participar novamente como profissional na Volta a Portugal.
Utilizando apenas GPS para navegação no terreno, a prova pode ser seguida em directo no site da prova (www.trans-portugal.com), através da colocação de aparelhos de localização em tempo real em todos os atletas.
A primeira etapa, no dia 10 de Maio, é uma das mais duras da Transportugal. Liga Bragança a Freixo de Espada à Cinta, num percurso com 142 quilómetros. A partida é dada às 9:00, no Hotel São Lázaro, com passagem pelas localidades de Gimonde, Refega, Quintanilha, Paradinha, Vale de Frades, São Joanico, Caçarelhos (a partir das 11:00), Vilar Seco, Sendim (a partir das 11:50), Urrós, Bemposta, Tó, Vila da Eira (a partir das 12:50), Lagoaça, Fornos e Mazouco. Prevê-se que o atleta mais rápido corte a linha de meta em Freixo de Espada à Cinta às 14:20.
No dia seguinte, a partida é dada em Freixo de Espada à Cinta às 10:00, terminando a etapa na Guarda.

in:noticiasdonordeste.pt

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Semana Académica de Bragança chega ao fim..

Portugal quer impulsionar maior consumo na Europa com projecto "Coma, mel"

A Federação Nacional de Apicultores de Portugal (FNAP) lançou hoje um projeto europeu para impulsionar a produção e consumo de mel na Europa com o apoio de Bruxelas.
"Coma, mel" é o desafio lançado pelo programa "A Excelência do Mel" que nos próximos três anos espera aumentar a s vendas deste produto em "15 por cento" com ações de promoção pela Europa financiadas em mais de 1,2 milhões de euros pela Comissão Europeia.
O projeto foi apresentado hoje em Bragança pelo presidente da FNAP, Manuel Gonçalves, que sublinhou o propósito também de estimular a produção portuguesa, que já apresenta "um valor económico de 31 milhões de euros", e que espera venha a duplicar as atuais 650 mil colmeias até ao final do novo quadro comunitário de apoio, em 2020.
Durante os próximos três anos, o projeto "A Excelência do Mel" vai promover este produto nas principais feiras e salões agroalimentares europeus, em eventos de moda, como o Portugal Fashion ou a Moda Lisboa, nos aeroportos, nas escolas e com a recriação da "aldeia do mel" em cidades portuguesas.
O presidente da FNAP acredita no potencial de crescimento do setor na União Europeia, que é o maior consumidor de mel e o segundo maior produtor mundial.
A produção europeia continua a se deficitária em cerca de 30 por cento, sendo um dos seus maiores fornecedores a China e continente asiático o maior produtor mundial.
Os países do norte da Europa são, segundo os dados avançados pelos responsáveis do projeto, os principais consumidores de mel com a Alemanha a liderar a procura, estimando-se que cada alemão consuma em média cerca de um quilo de mel por ano.
A Espanha é o maior produtor europeu, enquanto Portugal ocupa "o sexto/sétimo lugar", de acordo ainda com o presidente da FNAP.
Manuel Gonçalves acredita que o país tem potencial para crescer e sustenta a convicção no facto de "em 15 anos o setor ter passado de uma atividade complementar para atividade económica de relevância".
A federação representa "60 por cento dos apicultores" portugueses.
O programa apresentado hoje, em Bragança, "quer dar a conhecer a qualidade do produto, aumentar a sua notoriedade e ganhar mercado", como adiantou João Pedro Borges, da empresa responsável pela execução das ações previstas nos próximos três anos.
Segundo disse, a meta é "chegar a 1,5 milhões de consumidores nos diferentes eventos programados".
O mel consumido na Europa destina-se essencialmente a fins alimentares.
Segundo um estudo da FNAP sobre o consumo do mel em Portugal, "cada família portuguesa gasta em média, por ano, 20 euros", no consumo deste produto que adquire, maioritariamente, junto de produtores da região de onde é originária.
Os responsáveis pelo projeto realçam "as propriedades benéficas do mel" enquanto alimento, desde as suas características nutricionais às potencialidades terapêuticas".

HFI // JGJ
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Profissionais da reabilitação associam-se para melhorar vida dos doentes renais

Um grupo de profissionais de diferentes áreas, ligados à reabilitação, decidiu constituir uma associação para fazer chegar às pessoas com insuficiência renal crónica novos avanços para melhorar a qualidade de vida destes doentes.
A Associação Portuguesa de Reabilitação de Insuficientes Renais recentemente constituída por profissionais de todo o país tem como presidente um jovem enfermeiro de Bragança, André Novo, distinguido com um prémio internacional pelos resultados de um trabalho que melhorou a qualidade de vida de doentes com exercício físico.
Outros dos membros desta associação é o médico João Viana, que publicou um artigo a nível mundial em que evidenciava que simples caminhadas protegem o sistema imunitário destes doentes.
Fazer chegar estes conhecimentos aos doentes, famílias e instituições de saúde é o propósito da nova associação, como explicou à Lusa André Novo, realçando que reúne profissionais das áreas da medicina, dietética e nutrição, enfermagem, fisioterapia, fisiologia do exercício.
Promover a autonomia funcional das pessoas com insuficiência renal crónica é o trabalho que estes profissionais desenvolvem, apostando "na reabilitação física e mental dos pacientes, hábitos alimentares adequados, exercício físico, e na recolha e divulgação de informação científica".
A associação está a apresentar-se aos potenciais parceiros e admite que encontrará algumas dificuldades, desde logo porque "há uma renitência muito grande relativamente ao exercício físico em populações com problemas de saúde, nomeadamente problemas de saúde crónicos".
O problema que pretendem desmistificar, continuou, "é da sociedade que entende que as pessoas com doenças crónicas devem estar sossegadas em casa, devem estar muito protegidas das agressões do dia-a-dia".
"Aquilo que queremos é mudar mentalidades, seja nos profissionais de saúde, seja nas próprias famílias que também muitas das vezes protegem em demasia as pessoas com este tipo de problemas e também os doentes que, de alguma forma, acabam por ter também condicionada a sua opinião mediante o ambiente que os rodeia", indicou.
André Novo lembrou que é sabido "que o exercício físico é benéfico para a população dita saudável, portanto os insuficientes renais crónicos não são exceção e o exercício tem também um efeito protetor para estes doentes que está amplamente já comprovado".
O presidente da nova associação reconheceu ainda que a nível das instituições "é sempre mais difícil "entrar" no Serviço Nacional de Saúde, uma vez que a práticas estão também implementadas há mais tempo, há mais resistência à mudança".
Segundo dados da associação, estima-se que em Portugal mais de 800 mil pessoas sofram da doença.
Todos os anos são registados 2.200 novos casos de insuficiência renal crónica terminal, existindo atualmente 14 mil doentes dependentes de diálise, dos quais 5.000 são transplantados.

HFI // JGJ
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