Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Câmara de Mirandela chega a acordo para ficar com estação ferroviária da cidade

Depois de dois anos e meio, já há acordo entre a Câmara Municipal de Mirandela e a agora Infraestruturas de Portugal. A estação ferroviária daquela cidade vai passar para a posse do município.
António Branco partilhou a novidade há menos de uma hora, na sua página oficial de Facebook. Ainda que sem adiantar pormenores sobre o negócio, o autarca escreve aos munícipes que “A Câmara Municipal de Mirandela chegou a acordo para aquisição da Estação da CP e regularização dos terrenos da envolvente”.

António Branco escreve ainda que “Este momento não é o fim mas o princípio de uma nova vida para a nossa Estação”.

O líder dos destinos da cidade do Tua relembra na mesma publicação que em 1995, aquando da construção do Metro de superfície, as áreas que agora são da câmara estavam destinadas a um loteamento habitacional. Esse projeto foi reprovado pelo executivo em 2004.

Escrito por ONDA LIVRE

BRAGANÇA AUTÁRQUICAS - Carlos Guerra avança à Câmara de Bragança pelo PS - Francisco Pinheiro é o candidato do CDS

Está desfeito o mistério. Tal como o Mensageiro antecipou há três semanas, Carlos Guerra será o candidato socialista à Câmara da capital de distrito, desafiando Hernâni Dias.
O arquiteto, que já foi diretor do Parque Natural de Montesinho, Diretor Regional de Agricultura ou Diretor do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB, atual ICNF), deverá ser confirmado hoje como candidato numa reunião da Comissão Política Concelhia convocada para o efeito. No entanto, o nome do atual presidente da Federação Distrital de Bragança do PS foi aprovado em reunião de Secretariado concelhio na segunda-feira.
Até ao fecho desta edição não foi possível obter um comentário por parte de Carlos Guerra. Também Luís Silvestre não comenta, apontando apenas para uma conferência de imprensa a realizar esta sexta-feira.
Francisco Pinheiro é o candidato escolhido pelo CDS para encabeçar a corrida à Câmara de Bragança. Filho de José Luís Pinheiro, o primeiro presidente da autarquia no pós-25 de abril, Francisco Pinheiro é o representante dos Democratas Cristãos na Assembleia Municipal, onde tem deixado a sua marca ao longo do atual mandato.

AGR
in:mdb.pt

Concelho de Alfândega da Fé pode ser dos primeiros autosustentáveis a nível energético

Alfândega da Fé e Penela vão participar no Netefficity, um projeto-piloto na área da energia, em colaboração com o Instituto de Energia do Porto, com o objetivo de estudar as possibilidades de os dois concelhos se tornarem autosustentáveis em termos energéticos com recurso a fontes renováveis.
"A ideia é demonstrar que pequenas comunidades, como a nossa, podem produzir energia para autoconsumo", referiu a presidente da câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes.Quatro edifícios públicos da vila transmontana terão painéis solares instalados e vão passar a poder consumir a energia que produzem em vez de, como até aqui, a venderem à rede.
Quando os edifícios, nomeadamente os Paços do Concelho, Biblioteca, Casa da Cultura e Escola EB1, não tiverem tantas necessidades energéticas, como sucede ao fim-de-semana a energia produzida é descarregada na rede, e o excedente vai beneficiar as famílias, através de descontos nas faturas aos consumidores privados que aderirem.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Autarcas não se entendem sobre localização de segundo Núcleo de Apoio à Vítima de Violência Doméstica

A secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino,  voltou a reafirmar que o governo quer “duplicar” o número de Núcleos de Apoio à Vítima de Violência Doméstica nos vários distritos do país, uma vez que normalmente só existe por distrito, mas “são precisos “pelo menos dois”, referiu no final de uma reunião com os autarcas de Bragança, na passada sexta-feira, 27.
Estando sobre a mesa a ideia de criar um segundo Núcleo de Apoio à Vítima no sul do distrito, visto que já existe um em Bragança, que foi o primeiro a ser criado no país, no âmbito do extinto Governo Civil.
O Estado apoia estes núcleos com um financiamento de cerca de 37 mil euros anuais, mais uma viatura, e conta com a colaboração das câmaras, em cerca de dois mil euros, que podem dar contributos monetários ou em géneros, como equipamento, material ou combustíveis. "As câmaras mostraram todas disponibilidade para acolher o Núcleo. 
Há uma disponibilidade grande de Alfândega da Fé porque tem uma instituição que tem tido projetos desta natureza, mas pode ser um dos outros concelhos", garantiu a Secretária de Estado.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Apenas cinco vagas em casa abrigo para vítimas de violência doméstica no distrito

Bragança dispõe apenas de uma casa abrigo para vítimas de violência de 12 concelhos, com cinco vagas, mas em 2016 foram 24 as mulheres, com filhos, que careceram de deixar as suas habitações para fugir aos agressores.
A falta de vagas na região, visto que também o distrito de Vila Real só dispõe de cinco vagas, está a obrigar o Núcleo de Apoio à Vítima de Bragança a encaminhar os casos que lhe chegam para outras regiões do país.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Município de Freixo de Espada à Cinta reduz dívida em cinco milhões de euros

O Município de Freixo de Espada à Cinta reduziu a dívida total em cerca de cinco milhões de euros nos últimos três anos, disse a presidente da Câmara.
Segundo afirmou  Maria do Céu Quintas, os números da dívida inscrita na ficha do município passaram de 18,570 milhões de euros no início do mandato para 13,5 milhões de euros, na atualidade. "Reduzimos cerca de cinco milhões de euros à dívida total do município, estando de momento a divida em 13,5 milhões de euros. 
Esta redução é por nós tida como significativa devido aos parcos rendimentos da autarquia", frisou.

Francisco Pinto
in:mdb.pt

Tradições e Sons da Ruralidade, um novo evento para o verão da aldeia de Carviçais

A Junta de Freguesia de Carviçais, concelho de Torre de Moncorvo, tornou pública a realização de uma nova iniciativa local com o nome “Tradições e Sons da Ruralidade". Este evento será realizado pela primeira vez em Julho de 2017.
O “Tradições e Sons da Ruralidade" será um evento que junta a ancestralidade e contemporaneidade transmontanas na sua expressão cultural, decorrendo durante três dias em diferentes pontos da aldeia de Carviçais, concelho de Torre de Moncorvo. 

Trata-se de um evento que proporciona a vivência e a experiência do património cultural do nordeste transmontano, viajando pela nossa tradição Transmontana. 

Com uma forte componente lúdica, proporciona o contacto com a natureza, com as ritualidades, a música, a gastronomia, as artes e ofícios e as demais expressividades poético-culturais que caracterizam esta região do Nordeste Transmontano. 

Este evento será realizado pela primeira vez em Julho de 2017, nos dias 21, 22 e 23, estando a organização a cargo da Freguesia de Carviçais em parceria com o Município de Torre de Moncorvo, com envolvência ainda do associativismo local.

in:noticiasdonordeste.pt

Turismo em Bragança não pára de subir

O turismo em Bragança dá motivos para sorrir.
Em 2015 os hóteis da cidade de registaram um crescimento superior a 20 por cento, bem acima da média nacional.


Misericórdias apresentam em fevereiro estudo sobre impacto do salário mínimo

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), afirmou hoje que o estudo sobre o impacto da subida do salário mínimo "está quase concluído", revela custos maiores no interior e vai ser apresentado em fevereiro ao Governo.
Manuel de Lemos falava após uma reunião do secretariado nacional da UMP, que decorreu em Boticas, distrito de Vila Real, e onde estiveram em cima da mesa temas nacionais como a questão do aumento do salário mínimo e da TSU (Taxa Social Única).

O responsável referiu que o estudo sobre o impacto do salário mínimo nas Misericórdias "está a ser feito" e deverá ser apresentado na reunião agendada com o ministro da Solidariedade Social, Vieira da Silva, para o dia 13 de fevereiro.

"O estudo está quase concluído e o que posso dizer é que as tendências são para que esse impacto é maior nos territórios de baixa densidade do que nos territórios de alta densidade. Por exemplo o impacto em Évora, Vila Real ou Bragança é maior do que é no Porto ou em Lisboa", salientou.

É que, sobretudo nos distritos do interior, as instituições de uma maneira geral, não têm outras fontes de sustentabilidade que não sejam os acordos de cooperação.

O responsável escusou-se a avançar para já com números, os quais frisou que terão que ser primeiro apresentados ao Governo.

As instituições do setor social pediram ao Governo que aumente o valor dos acordos de cooperação, pelo menos acima do valor da inflação, de maneira a compensar o aumento do salário mínimo e o chumbo da descida da TSU.

O pedido da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS) e da UMP surge depois de ter sido chumbado no Parlamento o decreto que previa a descida temporária da TSU (Taxa Social Única) dos empregadores em 1,25 pontos percentuais como compensação pelo aumento do salário mínimo nacional para os 557 euros em 2017.

Manuel de Lemos referiu que o valor do aumento dos acordos de cooperação vai também "ser negociado" com o Estado".

O responsável fez questão de afirmar que acha "muito bem o aumento do salário mínimo" e enalteceu o "trabalho magnífico" que é desempenhado pelos trabalhadores das misericórdias e que "infelizmente não é remunerado como devia ser".

"Temos a consciência de que essa remuneração é baixa e temos que cooperar com o Governo para a poder aumentar. Agora, no quadro de sustentabilidade das misericórdias não vale de nada fixarmos valores que depois levem as instituições a fecharem e depois é que ninguém ganha nada", referiu.

PLI // JPF
Lusa/Fim

Dentista e óculos gratuitos em cadeia de Bragança

Protocolo abrange reclusos da prisão de Izeda.
Vários entidades públicas e privadas celebraram esta quarta-feira protocolos que vão permitir aos reclusos do Estabelecimento Prisional de Izeda, no distrito de Bragança, beneficiarem de serviços de dentista dentro da cadeia e óculos graduados gratuitos. Um dos protocolos envolve a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste que disponibilizará um profissional para as consultas de dentista num espaço equipado pelos serviços prisionais.
O segundo envolve a Cruz Vermelha de Bragança e uma empresa privada que garantirão a oferta de óculos graduados aos reclusos com comprovada carência económica.
A secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, esteve na cerimónia da assinatura dos protocolos e inaugurou também um espaço para visitas íntimas neste estabelecimento prisional com 251 reclusos e com capacidade para mais meia centena. 
A governante defendeu que cuidar da reinserção social "é fundamental" em todos os aspetos, nomeadamente na área da saúde e que, sem estas parcerias, "far-se-ia com muita mais dificuldade" "Temos problemas ao nível da saúde em ambiente prisional, por isso mesmo está previsto no Orçamento do Estado deste ano uma autorização para o Ministério da Justiça contratar cerca de 60 enfermeiros e mais de vinte médicos porque nos encontramos efetivamente depauperados a esse nível", apontou. 
Segundo explicou, a solução para tratar os reclusos, dá-se através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas na maior parte dos casos o apoio que presta não é no interior do estabelecimento, implica deslocação do recluso com guardas prisionais aos estabelecimentos de saúde". "O que estamos a procurar fazer é que muitos desses cuidados sejam prestados dentro do estabelecimento e, ao mesmo tempo, reforçar a estrutura dos serviços de saúde para que exista um apoio mais imediato", declarou. 
O diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, indicou que existe "um conjunto alargado de protocolos em todas as áreas: na cultura, desporto, trabalho, saúde, segurança". "Nós somos um serviço que nos queremos ligar cada vez mais, quer à comunidade, quer aos outros organismos da Administração Pública, no sentido de todos beneficiarmos com o que cada um tem e no sentido de diminuirmos as despesas que o Estado tem com este tipo de grandes organizações", afirmou. 
O próximo protocolo que deverá ser celebrado, na próxima semana, com a Câmara Municipal de Olhão, no Algarve, "com muita incidência na área laboral", como adiantou. A criação nas cadeias de quartos ou espaços para visitas íntimas é outras das apostas em curso, "numa ótica de regionalização nos 49 estabelecimentos" prisionais portugueses. O diretor-geral explicou que no caso de Izeda, o quarto hoje inaugurado "pode aproveitar não apenas aos presos de Izeda, mas também aos reclusos que estão em Bragança". 
O próximo será em Coimbra, que vai beneficiar Aveiro, a seguir Pinheiro da Cruz e assim sucessivamente, acrescentou. "Vamos a tentar espalhar este tipo de facilidades por todo o território, primeiro criando uma rede e depois quando houver mais meios financeiros podendo dentro do possível daquilo que é uma boa gestão de recursos públicos ter em todo lado", declarou. Um dos parceiros em Bragança é a ótica representada por Rui Santos, que há uma década mantém com o Estabelecimento Prisional de Izeda uma parceria, que passa pela oferta de óculos graduados aos reclusos com poder económico baixo. 
A ótica vai contar agora com a colaboração da Delegação de Bragança da Cruz da Cruz Vermelha para sinalizar e apoiar os casos. 
Este apoio insere-se na responsabilidade social assumida pela empresa de Bragança, que abrange a comunidade em geral, desde que qualquer pessoa "demonstre que tenha rendimentos muito baixos", segundo o representante. 
Ao longo destes anos, a empresa já distribuiu 200 pares de óculos graduados gratuitamente

Correio da Manhã

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Apresentação do Livro “ MEMÓRIAS: VIDA E CORAGEM DE FAMÍLIA”

A Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo recebe no dia 5 de Fevereiro, sábado, pelas 15h00, a apresentação do livro “ Memórias: Vida e Coragem de Família, de Maria Nazaré Sá Martins dos Santos.
Paulo Santos, no prefácio desta obra, refere que “com a apresentação deste livro, ela não procurou criar mais uma de muitas autobiografias altruístas ou doutrinárias, que podemos encontrar no nosso cantinho à beira-mar plantado. A Nazaré que todos conhecemos, apenas procura partilhar com o maior número de pessoas, as suas histórias de vida, de alguém que com a sua fé em Deus e na sua família, conseguiu superar uma variedade de contrariedades que o destino lhe proporcionou.”
A autora, considera que “hoje, na nossa sociedade vive-se muito no “eu” e só “eu” e à margem dos problemas de quem é diferente. Não se pode fugir desta realidade, porque ela existe, temos que acabar com a indiferença: crianças, jovens e adultos “diferentes”, têm o direito de viverem uma vida feliz e condigna. Espero que esta mensagem, de esperança, através deste livro, toque nos corações mais distantes, totalmente afastados da realidade, colaborando esta nossa sociedade, para o bem-estar de quem é diferente.”
A obra é editada pela Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria e conta com o apoio do Município de Torre de Moncorvo.

13ª Montaria Casa do Pessoal da RTP - Mogadouro 2017

António José Pires Grandais

Capitalista, natural de Baçal, concelho de Bragança; filho de Manuel Afonso Grandais, natural de Vale de Lamas, da mesma freguesia, que faleceu a 1 de Agosto de 1797, e de Maria José Pires, natural e moradora que foi em Baçal. Nasceu a 12 de Agosto de 1785 e faleceu em Lisboa no prédio n.° 14 da rua dos Navegantes, freguesia da Lapa, pelas três horas da manhã do dia 18 de Julho de 1860. Deixou universais herdeiros da sua grande fortuna, depois de satisfeitos os legados pios abaixo mencionados, que lhe constituem o título de benemerência porque entra nestas páginas, seus sobrinhos José António Vicente e Maria Teresa Pires, avó materna do autor destas linhas.
Desde 1845 até à época da sua morte, António José Pires Grandais figura dum modo evidente na finança portuguesa, prestando, numa devoção cívica digna de louvor, o concurso do seu crédito nas dificuldades pecuniárias do Estado, nesses tempos de geral retraimento e crises omnímodas, concorrendo deste modo para restabelecer a confiança pública. Em 1846 aparece entre os capitalistas habilitados na conformidade do artigo 3.° da carta de lei de 8 de Junho de 1843 para votarem e serem votados na eleição a que se ia proceder de dois membros efectivos e dois substitutos para a Junta de Crédito Público. Julgavam-se habilitados, no sentido da carta de lei anterior, os indivíduos que recebiam montante superior a 500$000 réis, provenientes de juros de títulos da dívida pública fundada averbados, há mais de um ano, em seus nomes, como se vê pelo Diário do Governo de 30 de Maio de 1848, que, entre a relação dos ditos, menciona Pires Grandais.
Em 1851 entrou para a direcção do Banco de Portugal na qualidade de substituto, eleito nas sessões de 21 e 31 de Janeiro e 8 de Fevereiro desse ano e novamente no ano seguinte, cargo em que se conservou por muito tempo.
Nada mais explícito do que o seguinte trecho para avaliarmos o civismo dos que, como Pires Grandais, nessa época de desconfiança valiam aos apuros do governo, empregando os seus capitais em títulos da dívida pública:
«Repentinamente – diz Barbosa Colen – desapparecera da circulação toda a moeda-metal; o credito até para os estabelecimentos mais solidos era recusado; as fabricas suspenderam os trabalhos; as companhias acabaram as suas transacções. O governo não sabia como vencer todas estas dificuldades.
Na secretaria do ministério da Fazenda realizavam-se, pois, contínuas conferencias do ministro com os directores e com os principaes accionistas do Banco e da Companhia Confiança; com os grandes proprietarios e com os mais abastados capitalistas. Como fazer desapparecer promptamente a crise? Como conseguir baixar o agio das notas do Banco? O expediente para vencer esta ultima difficuldade afigurou-se... ser a creação do que se chamou a Caixa da Prata. Depois resolveu-se fazer a juncção do Banco de Lisboa com a Companhia Confiança, creando-se o Banco de Portugal (1846) – expediente de que resultou... juntar-se a fome com a vontade de comer. O governo, de tudo isso, o que alcançara de tangivel – fôra um esprestimo... de trezentos contos. Era uma gotta d’agua no oceano das despezas!
Assim, o que houve tambem desde logo a fazer, foi suspender o pagamento dos juros do semestre da divida publica. O ministerio publicou a promessa de pagar... no anno proximo. Com isto e com o decreto que mandava receber as notas nos pagamentos pelo seu valor nominal, imagine-se como se accrescentariam as difficuldades da existencia e cresceria o descontentamento geral!».
Mas vejamos a parte notável do testamento de Pires Grandais, feito por mão própria a 7 de Fevereiro de 1856 e aprovado no dia seguinte pelo escrivão José Esperidião de Barros:
«Deixo a cada uma das religiosas do mosteiro do Santissimo Sacramento da Ordem de S.Domingos, em Alcantara, d’esta cidade, a esmolla de 9$000 reis. Deixo a cada uma das religiosas do convento de Santo Alberto, ás Janelas Verdes, d’esta cidade, a esmolla de 9$000 reis, por uma só vez. Deixo a cada uma das religiosas do Real Convento do Sancto Crucifixo, na calçada da Estrella, também d’esta cidade, a esmolla de 9$000 rs. por uma só vez. Deixo a quantia de 200$000 rs. para ser distribuida pelas familias mais necessitadas e residentes n’esta freguezia de Nossa Senhora da Lapa, por uma só vez. Deixo ao Azilo de Mendicidade, d’esta cidade, para ajuda do sustento dos pobres do mesmo Azilo, a quantia de 100$000 rs. por uma só vez».
No Diário do Governo de 12 de Novembro de 1851 lá vemos o seu nome entre os dos subscritores para socorrer os habitantes de Cabo Verde e igualmente no de 4 de Agosto do ano seguinte para o Asilo de Mendicidade.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Autarcas do distrito de Bragança defendem que a descentralização de competências deve ser acompanhada do respectivo envelope financeiro

Perante a proposta de descentralização do governo, alguns autarcas do distrito ouvidos pela Brigantia mostram-se favoráveis à descentralização de competências, no entanto, consideram que esta deve ser acompanhada de um envelope financeiro ajustado às necessidades das autarquias.
O que está em causa no diploma do governo, que já foi remetido aos municípios para consulta, é a atribuição de competências às autarquias nos sectores da saúde, educação, património e acção social.

Os responsáveis políticos da região parecem reconhecer benefícios de uma aproximação dos decisores e dos cidadãos. Mas quanto á forma de concretizar essa descentralização ainda há agulhas a acerta.A presidente do município de Alfândega da Fé considera que a descentralização é um passo em frente, mas entende que “é necessário ir mais além” e “envolver ainda mais os municípios na própria gestão de escolas” e centros de saúde e torná-los responsáveis dos apoios na acção social.

Defensor da descentralização, Jorge Fidalgo, presidente da câmara municipal de Vimioso, defende que realidades diferentes requerem tratamentos diferenciados, e afirma que há matérias em que “é preferível que a descentralização seja feita para as Comunidades Intermunicipais (CIM) e outras para os municípios, esperando que o processo não acarrete custos para as autarquias”.

O autarca de Bragança, Hernâni Dias defende que uma política de “proximidade”, subentendida neste processo de descentralização de competências para as autarquias, “tem mais resultados”, contudo lembra que essa transferência deve ser acompanhada dos recursos humanos e financeiros.

Apesar de um consenso generalizado em relação a este processo de transferência que inclui autarcas, governo e o principal partido da oposição, as propostas dos PS e PSD divergem em pontos como a eleição das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, com o governo a defender que os coordenadores das CCDR’s sejam eleitos por um colégio restrito maioritariamente composto por autarcas e o PSD a discordar. 

Escrito por Brigantia

O Reino Maravilhoso - Espetáculo de Dança - Teatro Municipal de Bragança

Ministro do Ambiente visita Mogadouro

O Ministro do Ambiente visita Mogadouro, João Pedro Matos Fernandes, visita Mogadouro no próximo dia 6 de fevereiro.
Será uma agenda preenchida a de João Pedro Matos Fernandes, na visita ao concelho de Mogadouro. Caberá ao Ministro do Ambiente inaugurar o Centro de Interpretação do Mundo Rural, no dia 6 de fevereiro, pelas 10h45, mas antes disso vai estar também na inauguração da reabilitação e valorização ambiental da Ribeira do Juncal e da Ribeirinha.

O último ato oficial da visita de João Matos Fernandes ao concelho de Mogadouro será a sessão pública da assinatura do protocolo de colaboração técnica e científica no âmbito da reabilitação fluvial em contexto de alterações climáticas entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), Instituto Politécnico de Bragança e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A receção oficial está marcada para as 10H na Câmara Municipal de Mogadouro. 

in:noticiasdonordeste.pt

“Viva Macedo”, a nova app para descobrir Macedo de Cavaleiros

A surpresa foi avançada no I Congresso Terras de Cavaleiros. “Viva Macedo” foi dada a conhecer no segundo dia do congresso, uma aplicação mobile para visitantes e residentes no concelho.
“A tecnologia pode ser grande aliada das pessoas, daí que quiséssemos apresentar esta ferramenta no congresso de ‘Humanizar o Turismo’”, justificou Duarte Moreno, o Presidente da Câmara Municipal. 

Saber o que “visitar”, onde “comer” e “dormir”, conhecer os geossítios do “Geopark”, todas as “localidades” do concelho, os “serviços” disponíveis, a “agenda” de eventos e as “notícias” municipais. Tudo disponível na palma da mão, num qualquer smartphone.

“É um guia turístico, uma espécie de guia de campo, para auxiliar quem pretende visitar este Geopark Mundial da UNESCO e quem aqui se desloca, com a facilidade de utilização do gps entre pontos”, apontou-nos o autarca enquanto mostrava a aplicação no seu telemóvel.

A aplicação, desenvolvida pela empresa transmontana Conteúdo Chave, foi apresentada por Vítor Pereira no Congresso Terras de Cavaleiros. O responsável não deixou de fazer a analogia entre o tema do congresso e a tecnologia, indicando como exemplo “o trabalho da apanha da azeitona.

Todos sabem o quanto é duro. Inicialmente um trabalho solitário, depois em grupo, a que se acrescentou a tecnologia, com as varas mecânicas e os tratores vibradores. Ou seja, a tecnologia veio auxiliar o homem, permitindo um derrube de azeitona em maior quantidade e em muito menor tempo”.

Com isto, Vitor Pereira procurou demonstrar a utilidade da tecnologia ao serviço do homem e “a app ‘Viva Macedo’ é uma ferramenta para auxiliar as pessoas que visitam Macedo de Cavaleiros e mesmo os residentes que podem aceder a informação adicional como informação municipal ou eventos. E tudo isto baseado num trabalho que foi humano e que continuará a ser humano nas permanentes atualizações.”

“Viva Macedo” está disponível para download gratuito na App Store e Play Store.

in:noticiasdonordeste.pt

Escola de Macedo é a única representante da região no projeto “Nós Propomos!”

A Escola Secundária de Macedo de Cavaleiros é a única representante transmontana no projeto “Nós Propomos! Cidadania e Inovação na Educação Geográfica”, que tem como objectivo sensibilizar os jovens do 11º ano para a importância de estar atento à geografia urbana.
Rita Bento é professora de Geografia A no Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros é a mentora da iniciativa na região. Há já cinco propostas para integrar um projeto final, que tem como nome parque urbano/jardim público.

“Esse espaço verde será fora da escola, num espaço central da cidade, e terá duas componentes. Uma de lazer e uma desportiva.

Na desportiva, pretende-se criar um campo multiusos, com basquetebol, que os alunos sentem falta. Na parte de lazer, pretendemos criar uma ciclovia envolvente, uma área onde se possa ter acesso a internet, mas também a uma pequena biblioteca, com acesso aos jornais diários, e com circulação de livros.”

Para já, é só uma ideia, que pode levar os alunos a Bruxelas, ao Parlamento Europeu. Para celebrar o protocolo cooperação, veio Sérgio Claudino, coordenador do projeto e professor do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, que explica o que é, afinal, este “Nós Propomos!”.

“O projeto consiste em desafiar os alunos a olhar para o seu território e para a sua comunidade. Todos nós passamos pela rua, pelas nossas terras. Mas, uma coisa é passar, outra é olhar criticamente. Tentar identificar quais são os problemas. Depois, é necessário fazer recolha de informação e trabalho de campo. E, finalmente, apresentar propostas de solução.”

Também a autarquia macedense faz parte deste protocolo de cooperação. O vice-presidente, Carlos Barroso, considera que os planos dos estudantes podem mesmo ser integrados no Plano de Desenvolvimento Municipal.

E por parte da escola, todas as condições estão asseguradas para que o projeto chegue a bom porto, garante Paulo Dias.

A escola secundária de Macedo de Cavaleiros é a única da região a integrar o “Nós Propomos! Cidadania e Inovação na Educação Geográfica”, que pretende sensibilizar os jovens para a importância de compreender e melhorar a geografia urbana. Os projetos são apresentados a 2 de maio, em Lisboa.

Escrito por ONDA LIVRE

GNR apreende armas e munições em Freixiel

A GNR aprendeu um conjunto de armas em Freixiel, no concelho de Vila Flor, esta terça-feira.
De acordo com a informação disponibilizada pela GNR, esta apreensão resultou de uma operação no âmbito de um processo relacionado com ameaças. Na sequência do processo, a GNR realizou buscas domiciliárias ao suspeito, um homem de 63 anos, que foi identificado pelas autoridades. 

Foram apreendidas duas armas de caça calibre 12; uma carabina calibre 9; diversas munições e um machado. 

Escrito por Brigantia

Estudo premiado de arquitecta brigantina dá origem a livro

A arquitecta brigantina Joana Gonçalves publicou, recentemente, um livro, inspirado num estudo que desenvolveu e que vê nas antigas quintas da região transmontana um modelo para uma arquitectura contemporânea mais sustentável.
Esta investigação, realizada no âmbito do mestrado integrado em Arquitectura, que a jovem concluiu na Universidade do Minho, valeu-lhe o Prémio Ibérico de Investigação da Arquitectura Tradicional, em 2014.

"Tradição em Continuidade – as quintas da Terra Fria Transmontana” é o título do livro, apresentado na passada sexta-feira, em Bragança. Joana Gonçalves explica que “por um lado, é um levantamento histórico, mas, por outro, é um passo para o futuro”, ou seja, “a forma como podemos dar continuida­de a esta tradição, assumindo aquilo que são as nossas ca­racterísticas e tirando parti­do delas”.

A jovem de 26 anos refere que a escolha do tema está intimamente relacionada com a paixão pela região transmontana e pela reabilitação de edifícios, “pelo facto de ser transmontana, ter viven­ciado estas quintas, por ra­zões familiares, e querer per­ceber melhor aquilo que elas podem trazer e dar à socie­dade contemporânea”.

Além de plantas e desenhos que fazem parte do trabalho de investigação da arquitecta, foram seleccionadas para o livro algumas fotografias de Georges Dussaud que captou quintas transmontanas enquanto ainda eram habitadas, sendo que, actualmente, muitas encontram-se abandonadas.

A publicação do livro "Tradição em Continuidade – as quintas da Terra Fria Transmontana” foi assumida pelo Município de Bragança, que considerou o trabalho da jovem arquitecta um importante contributo para a divulgação do património do concelho. 

Escrito por Brigantia
Sara Geraldes