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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 2 de setembro de 2017

Torre de Dª Chama- Capela do Sr. dos Aflitos

foto: autor desconhecido

Loja do Povo - Miranda do Douro

foto: autor desconhecido

Largo da Maria da Fonte - Macedo de Cavaleiros

foto: autor desconhecido

Guerra Junqueiro - Freixo de Espada à Cinta

foto: autor desconhecido

Aldeia de Vilar de Perdizes volta a receber congresso de medicina popular

Já arrancou mais um Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes.
Há 31 anos que o evento coloca a pacata aldeia de Montalegre no mapa de quem procura soluções nas plantas, nos bruxos e curandeiros, e nos especialistas em medicinas alternativas.


Seis municípios vão calcular pegada ecológica em projeto promovido pela Zero

Seis municípios portugueses vão calcular a sua pegada ecológica num "projeto inovador a nível mundial", promovido pela Zero e que conta com a participação de universidades, informou hoje a associação ambientalista.
Os seis municípios - Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia - vão participar num projeto que tem a duração de três anos e que procura no final ter calculada a pegada ecológica de cada um dos concelhos, bem como a sua biocapacidade (capacidade do ecossistema em produzir os recursos consumidos), disse à agência Lusa o dirigente da Zero Paulo Magalhães.

O projeto vai utilizar o instrumento de cálculo da pegada ecológica de cidades e regiões da Global Footprint Network, contando com a colaboração da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOOP) da Universidade de Aveiro, a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

A iniciativa, que vai ter uma sessão de apresentação na terça-feira, em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), vai arrancar em 2018 e vai permitir que um município calcule a sua capacidade de produção de recursos, mas também aquilo que consome, sublinhou Paulo Magalhães.

Nesse sentido, no final do projeto, serão apresentadas propostas de realocação de verbas do Orçamento do Estado pelos diferentes municípios, tendo em conta a sua contribuição para a capacidade nacional e o seu peso na pegada ecológica do país, frisou, acrescentando que também estarão disponíveis calculadoras nos 'sites' das câmaras municipais para qualquer munícipe avaliar a sua própria pegada.

"Ao ser medido localmente, conseguimos dizer que uma CIM [Comunidade Intermunicipal] ou um município contribui com 10% da biocapacidade nacional, mas que só consome 1% ou 2% dos recursos, por exemplo. Há aqui um crédito no contexto nacional que deveria ser compensado", aclarou o membro da associação ambientalista.

Nesse sentido, se for calculada a pegada biológica e a biocapacidade de cada região ou município, pode-se olhar para o Orçamento do Estado ou para o Produto Interno Bruto de uma outra forma, valorizando "as infraestruturas ecológicas", sublinhou.

Segundo Paulo Magalhães, "pensar num país diferente implica contas diferentes".

A adesão ao projeto tem um custo - que se escusou a revelar -, tendo sido contactados entre 30 e 40 municípios.

Qualquer autarquia ou CIM poderá aderir ao projeto, esclareceu.

De acordo com a Zero, o instrumento de cálculo da Global Footprint Network (GFN) já foi utilizado em quase 40 cidades de vários países desde 1996, incluindo cidades como Barcelona, Londres, Manila ou Xangai.

A GFN também já realizou avaliações de pegadas ecológicas para "mais de 200 entidades sub-nacionais em todo mundo", revela a Zero, em nota de imprensa.

Segundo a Zero, em 2011, Portugal detinha a nona pegada ecológica mais elevada, entre 24 países do Mediterrâneo.

JYGA // ROC
Lusa/Fim

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Governo autoriza 5,3 milhões para conservação das estradas em Bragança

O Governo autorizou à empresa Infraestruturas de Portugal (IP)uma despesa até 5,3 milhões de euros para aplicar em quatro anos na conservação das estradas do distrito de Bragança, foi hoje publicado em Diário da República (DR).
A autorização dos ministérios das Finanças e do Planeamento e das Infraestruturas diz respeito à empreitada de conservação corrente para quatro anos, até 2020, e determina limites para a despesas em cada um dos anos.

O texto publicado em DR determina a repartição dos valores ao longo do contrato e que os mesmos "não podem exceder" 487.200 euros em 2017, 1.262.400 em 2018, 1.562.400 em 2019 e 1.988.000 em 2020.

O montante fixado para cada ano económico poderá ser acrescido do saldo apurado no ano anterior, segundo o despacho conjunto dos ministérios das Finanças e do Planeamento e das Infraestruturas.

Agência Lusa

XVII Festival Internacional da Música Tradicional - Macedo de Cavaleiros

ITSector inaugura em Bragança Centro de tecnologia avançada devendo criar 60 novos postos de trabalho até final do ano

A ITSector, tecnológica especialista no desenvolvimento de software para o setor financeiro, acaba de expandir a sua atividade para Bragança, onde inaugurou esta tarde, no Brigantia EcoPark, o seu 5º Centro de Tecnologias Avançadas em Portugal.
A partir de Bragança, e à semelhança do que já acontece nas unidades de que a ITSector dispõe no Porto (sede), Lisboa, Braga e Aveiro, a empresa vai centrar a sua atividade no desenvolvimento de projetos em regime de Nearshore, operando à distância projetos no setor financeiro que detém com clientes oriundos de mercados internacionais. 

"Em Bragança, vamos desenvolver projetos para clientes de países europeus e africanos, contemplando todas as fases de desenvolvimento de software e respetivos profissionais, desde os gestores de projeto, aos analistas funcionais, developers e testers. Também continuaremos a investir na área da investigação e desenvolvimento, que é um pilar importante no qual queremos continuar a apostar, contando também com a importante relação e apoio do Instituto Politécnico de Bragança", esclareceu Renato Oliveira, presidente do Grupo ITSector. 

Na presença do presidente da direção do edifício Brigantia Ecopark, Hernâni Dias, o mesmo responsável abordou as razões que motivaram a escolha de Bragança para expandir a atividade da ITSector. 

"Não é novidade a escassez, em termos globais, de recursos na área das tecnologias de informação. Portugal não é exceção, sendo clara a concentração destes profissionais nos grandes centros urbanos no litoral do país, o que obriga as pessoas que vivem no interior a deslocarem-se das suas áreas de residência para poderem apostar numa carreira. Com a abertura do Centro de Tecnologias Avançadas de Bragança, as pessoas desta e de outras localidades circundantes terão a oportunidade de desenvolver uma carreira junto das suas famílias", explicou Renato Oliveira. 

Nesta fase inicial, a unidade da ITSector em Bragança representa um investimento na ordem dos 500 mil Euros, contando com 20 colaboradores de vários níveis de senioridade, sendo que, até final deste ano, a empresa prevê a triplicação deste número, atingindo os 60 colaboradores, beneficiando de um programa de formação intensiva - ITSector Academy -, entretanto realizado com recém-licenciados do Instituto Politécnico de Bragança. 

A médio prazo, a ITSector não descarta a possibilidade de vir a inaugurar mais Centros de Tecnologias Avançadas em território nacional. Contudo, antes deste passo, a empresa deverá optar pelo alargamento dos Centros localizados em Lisboa e em Aveiro.

in:noticiasdonordeste.pt

Gonçalo de Torralva

Sé de Miranda
Parece, a julgar pela carta abaixo transcrita do bispo de Miranda, datada de 15 de Dezembro de 1547, que foi ele o arquitecto da Sé de Miranda. Por outra do mesmo bispo, de 18 de Março de 1548, mostra-se que chegaram a Miranda Jorge Gomes com os oficiais para a obra. No artigo Velasquez se diz dos privilégios concedidos a este em 1560 como empreiteiro da obra da Sé da cidade de Miranda.
«A Sé de Miranda, no estylo classico, é um monumento interessantissimo para a historia da arquitectura em Portugal, pois n’elle se observa já o estylo do renascimento italiano destituido de toda a influencia do chamado estylo manuelino», diz Sousa Viterbo abaixo citado.
Eis a carta desdobrada das muitas palavras em breve que apresenta:
«Sñor. – Aos XIII do passado receby a carta de V. A., que Gonçalo de Torralva me deu com o debuxo e apontamentos para a obra desta see de Myrãde: ho que tudo pratico comyguo e depoys com o dayam e beneficiados da se, de modo que todos ho entendemos e demays disto cordeo e abaliso [cordeou e abalisou, mediu] a dita obra por duas vezes em presença de todos e do corregedor e muytas pessoas da cibdade dos que andam na governãça della e de outras pessoas onrradas do povo e a todos pareceo bem, e como cousa ordenada per mãdado de V. A.
E porem todos beyjaremos as mãos a V. A. seja servydo mãdar que esta obra se asente de maneyra que a capela mor fique casy ao sul como Torralva dyra; porque sendo asy fica ho terreiro grãde, despejado e muy grãdioso como elle he e as portas e fronteria e magestade da obra: a vysta do dito terreyro e a vysta do principal da cibdade a da parte por donde commûmente vay a gente toda a ygreja e asy os estrangeiros que aquy vem, por que todos acudem a praça e da praça a ygreja que he o camynho dereyto por o terreyro e frõteria della, fazêdose como diguo, e fazêdose como esta a ygreja velha ficam casy escondidas as portas por não aver lugar abastãte por onde se extenda a obra sem derribar casas principays, ho que nã cõvem.
Mãde V. A. chamar a Gonçalo de Torralva pera se conformar delle disto e de outras muytas cousas e com sua emformação e com o papel em que vay tirada a cibdade vera muito craro ho que diguo.
Tambem parece a algûas pessoas que a ygreja se podera fazer alguo mays pequena sem yr contra a ordem do debuxo, porem cõforme a meos desejos espero em noso senhor que esta cibdade yra em muyto crecimento e que em vyda de V. A. avera tanta gente nella que V. A. folgue de se aver feyto a see do mesmo tamanho que esta no debuxo......
Tambem por ser esta terra fria parece incõveniente aver tantas janellas, porem mas fria he Salamãca, Burgos e Medina, e pera yso a vydraças, e quando depois de feyta parecerem muytas se podiam tapar as que convyer e fazeremse pequenas…… Pera se ynformar disto e dos preços dos materiaes e servidores e achegas mande V. A. chamar a Gonçalo de Torralva, porque fez en tudo muyta deligencia e mostrara os preços do que dizem dos que nysso pretendem ynteresse e do que costara cada cousa, e asy os contra preços que em a verdade parese se daram as ditas achegas, que seram, ao parecer, muyto menos: e com sua informação vossa A. fará muy grande mercê a esta cibdade e ao cabydo e a mym em que com muyta brevydade mande começar esta obra......
Torralva nestes dias se a mostrado em sua conversação ome manso, de bon juyzo e entendimento para o que convem a esta obra, se elle tomar a obra em o preço que convem parece omem pera yso; finalmente mandenos V. A. a elle ou outro que seja pera ysto poys la os a e seja loguo, e eu folguaria com este por sua mansidão e porque dá muy bem a entender he pratico desta obra e ate agora parece vertuoso: e porem nan sayba elle ysto por que se nan encareça.
E por que elle dos oficiais della se ande a encarecer parecendo-lhes que se desterram a vyr ca tan longe a soo esta obra, poderiam, sendo elles para yso, trazer cargo das obra que por acaso ofrecessem, syquer pera que nan se fezessem com o vagar do que neste castello se a feyto e faz, e ainda segundo a muytas pessoas tenho ovydo o vagar da obra de Freixo, etc. e pera ysto evytar, poys esta se se ade dar de empreytada, por amor de N. S. nos faça V. A. merce que nan nos mando feytores nem escrivãos della nem provedores dobras: nan se vay a tudo en oficiais e en mantimentos, porque os que de lla vyerem custaram muyto, e cá o cabydo e eu prosseremos conforme a como esta na creação da see......
Tambem lembro a V. A. que esta see e sua e he planta de suas mams e com seu favor e ajuda se ade fazer e por em perfeyção. Tem V. A. aquy hûa terça que dizem que rende XXX [30$000 réis] poco mays ou menos, da qual V. A. fez ja merce pera outras partes como pera Freixo: esta cibdade me advertio de fazer lembrança a V. A. que faça merce della a esta só pollos annos que for servydo pera ha obra della. Ho Spirito Sancto reyne sempre na alma de V. A. e lhe de luz como sempre faça a vontade de Deos, amen. De Myranda XV de Dezembro 1547. O bpo. de Miranda».
O mesmo bispo em outra carta, dirigida a el-rei e datada de Miranda a 4 de Fevereiro de 1549, pede-lhe que «emvie os mestres que am de fazer ha obra da dita see pera que a comecem logo, e...... e o mestre a quem se houver de dar a dita obra traga provisões e alvaras de V. A. necessarios, e assi tambem traga provisão de V. A. pera lhe ser entrege todo o dinheiro que hi ouver asi de deposito, como da fabrica».
Diz que o portador da carta é Jerónimo Pires «capellão e cantor de V. A., conego desta sua see de Miranda», na qual serviu de cantor desde o primeiro dia «que todos começamos servir esta see até ho primeiro de setembro do ano proximo pasado...... e por que este ano pasado foi mui seco nesta terra» adoeceu e pediu licença para ir convalescer a Lisboa, onde suplica a el-rei lhe faça mercês como suas boas qualidades merecem.
Em outra carta datada também de Miranda a 31 de Maio de 1549, diz-lhe:
«... Eu sam já importuno com os desejos de ver começada e acabada esta see, e estes me fazem cuidar tanto nos gastos que cada dia se oferecem á fabrica nos custos da obra da see, mormente fazendo-se pelo debuxo que V. A. mandou fazer, o qual he tam suntuoso que pertence mais pera templo e see que tenha um conto de fabrico e pera cidade de mais calidade que pera esta see e cidade, pera qual nos bastara fazer hûa see tan grande e tan lustrosa como a see de Evora, que vay assaz encarecida, fazendose pello estilo comum de outras sees e cidades antiguas e de muyta mais calidade que esta, e que se fará, respective, com pouco dinheiro nem os tempos presentes nem os vindoiros se vam dispondo pera começarmos obras tam suntuosas, que de mais de se não acabar em nosos dias nem de nenhum dos presente desta cidade, por falta de dinheiro, não sei quam licito sera fazer obra tam suntuosa, onde não he necessaria como aqui, e se podera dizer asaz sumtuosa de obra comum conforme a outras ygrejas catedraes de mais calidade.
Beijarei as mãos a V. A. querer ouuir a Julião dalva a quem sobre isto escreuo largo, o qual mostrara a V. A. hum debuxo que vai pera igreja de tres naves ficando enteira a torre e igreja que aguora estaa com acrecentar a dita igreja hûa pouca cousa que se pode mui bem fazer.
E bem sei que estaa V. A. tam afeito a debuxos e obras illustrissimas e tam sumtuosas que a de zombar e rir deste debuxo que lhe mostrara Julião dalva, que vay feito por mãos mui grosseiras e empotadas de trazer ho piquo e escada nellas, e porem deite V. A. os olhos as obras de sees mui antiguas e a perguntar pella see que aguora serue em Salamanca e em outras cidades de Castella, e parecerlhea que sobeja esta pera qui.
E sobre tudo notorio estaa que se a de fazer o que V. A. for seruido, e disso peço a V. A. por amor de nosso Senhor seja seruido mandar execuçam, e aja piedade derribar obra que custou mais de tres mil cruzados podendo seruir mui bem, e represente-se-lhe as necessidades de muitos gastos que alem da obra tera esta see sendo convertida de hûa igreja porochial mui desolada em see catedral».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Dos 3000 hectares com infra-estruturas para regadio no Azibo são usados apenas 500

Há já vários anos que é discutida a forma como é utilizada a área de regadio do Azibo, em  Macedo de Cavaleiros.
Recentemente o director de agricultura e pescas do Norte, Manuel Cardoso, referiu quem na sua opinião aquela é uma área pouco aproveitada, para a capacidade que tem.
“ É uma área que ultrapassa os 3000 hectares de infraestruturas instaladas e todos os anos a área utilizada é de 500 hectares. É um bocadinho estranho como é que numa altura em que tantas pessoas aqui no nordeste pedem para ser feito o regadio no sentido de serem aumentadas as áreas de regadio, como é que uma área com tanta infraestrutura é tão pouco aproveitada”, explica.
Manuel Cardoso considera que sendo Portugal um país exportador de produtos agrícolas, este podia ser um bom local de produção e contribuir para potenciar a economia nacional. A responsabilidade pela pouca utilização é atribuída aos beneficiários. “É uma área onde seria possível muito mais investimento por parte quem detém os terrenos, mesmo que não o queiram fazer, podiam arrendar os terrenos uma vez que tem equipamentos de rega instalados. Se repararmos, o sul do país está dinâmico, em matéria de área de regadio, está a ser aproveitado até ao último metro quadrado. Nós vamos à Vilariça, onde está a ser utilizada toda a área de regadio e depois chegamos ao perímetro de rega de Macedo de Cavaleiros, onde temos milhares de hectares que não estão a ser utilizados, é muito estranho”, refere.

Por seu lado, o presidente da associação de beneficiários de Macedo de Cavaleiros, Hélder Fernandes, considera que essa questão já não é nova e refere que nos últimos anos até há mais área regada, contudo afirma que o problema é falta de organização e de garantias aos produtores.
“É uma realidade que tem vindo a diminuir porque a área regada na última década aumentou para aí 50% só que isso é muito insuficiente em relação à capacidade que o Azibo tem, só que para o regadio se desenvolver é preciso que haja vontades. As pessoas acreditam nos benefícios do regadio mas também é preciso haver organização na produção, para as pessoas produzirem alguma coisa que tenham retorno. Embora se fale em novas culturas não há organização na produção para potenciar e comercializar essas culturas, que são aquelas que necessitariam de água”, argumenta.

Hélder Fernandes critica ainda a falta de apoios no concelho de Macedo de Cavaleiros e aponta o dedo ao município, à cooperativa agrícola e ao ministério da agricultura, que na sua opinião podiam fazer mais nesta área dando estrutura e organização aos produtores. “É preciso falar com as organizações e criar uma estratégia local de desenvolvimento para a agricultura e que não se fale de agricultura e regadio a um mês das eleições e depois durante os próximos 4 anos não se faça rigorosamente nada. O mercado evoluiu e tem outras exigências há muita apetência por produtos e terra em zona de regadio e nós continuamos aqui a ver passar os comboios”, diz indignado. 

Palavras do presidente da associação de beneficiários do regadio do Azibo, que refere que há muito a fazer para que os produtores apostem no regadio naquela zona, para que deixem de o ver como uma despesa e passem a vê-lo como investimento, de forma a que agricultura gere um lucro significativo para a região. 

Escrito por Brigantia/ Foto: Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros 

Cartaz de Cinema MÊS DE SETEMBRO Vila Flor

Reabertura da Piscina Municipal de Mirandela

Após a habitual pausa no mês de agosto, a Piscina Municipal de Mirandela reabre no próximo dia 4 de setembro com acesso gratuito até ao dia 9 de setembro, mantendo-se durante esta semana o horário de verão.
A partir do dia 11 de setembro, a Piscina Municipal retoma o horário de funcionamento normal ( de segunda a sexta-feira das 08h30 às 21h00 e ao sábado das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00), bem como as aulas de Natação Infantil, Natação para Bebés, Natação Sénior, Hidroginástica e Hidroginástica-Sénior.

No dia 4 de setembro reabrem também as instalações desportivas municipais do Pavilhão Inatel e Campo Desportivo da Reginorde, reiniciando-se nesta data os treinos das coletividades desportivas do concelho nestes esquipamentos.

CM de Mirandela

Apresentação do Livro “ESCRITAS DO NORDESTE: ENSAIOS E RECENSÕES SOBRE AUTORES TRANSMONTANOS”

No passado dia 26 de Agosto foi apresentado no Pátio da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo o livro “Escritas do Nordeste: Ensaios e Recensões sobre Autores Transmontanos”, de Norberto Veiga.
A sessão teve início com as boas vindas do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, seguindo-se a intervenção do Tenente Coronel António Lopes – Representante da Editora “Lema d’Origem”. 
A apresentação da obra e do autor ficou ao cuidado do Dr. Francisco Lopes, do autor Dr. Norberto Veiga e do Dr. António Tiza. 
Ernesto Rodrigues, no prefácio desta obra, refere que “Os trabalhos de Norberto Veiga aqui reunidos exaltam a seriedade de leitor, alicerçada em iluminadoras relações intertextuais e no risco, assumido, de várias afirmações. (...) Em termos críticos, cada um de nós tem a sua ‘enciclopédia individual’. Neste quadro, Veiga mostra-se um produtivo estruturalista, ao desvelar planos, andaimes, ligações, uma geral arquitetura de que raros são capazes (…)”.

Para além disso, decorreu uma Inauguração e Exposição Fotográfica “Douro, Lugar de um Encontro Feliz” de António Barreto. A exposição foi comissariada por Ângela Camila Castelo-Branco que selecionou para a mostra fotografias do autor realizadas entre 1978 e 2014. O projeto teve como parceiros a Universidade de Trás – os - Montes e Alto Douro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial. 

No Final da tarde, convidou-se os presentes para degustarem Vinho fino de Honra e produtos tradicionais do concelho, aproveitando o pôr do sol, ao som do grupo de Jazz “JAZZ MOMENTS”.

CM Torre de Moncorvo

Biblioteca de Mogadouro- programação de setembro | 2017

Castelo da Marruça | Preparação da intervenção arqueológica

A Câmara Municipal iniciou um projeto de intervenção arqueológica no Castelo da Marruça, situado na aldeia de Parada. Este povoado fortificado tem uma cronologia enquadrável na idade do ferro e, pelo que é possível perceber, constituído por um campo de pedras fincadas, o que o torna relativamente raro, pois os povoados de pedras fincadas verificam-se principalmente em Trás-os-Montes Oriental, bem como de dois taludes antecedidos de uma linha de muralha e um provável torreão.
É no sentido de recuperar e preservar este património arqueológico que a autarquia vai executar a Intervenção Arqueológica no Castelo da Marruça. Neste momento está na primeira fase que consiste na desmatação e limpeza do local. O objetivo é obter uma leitura pormenorizada do sítio e a possibilidade de torná-lo visitável. Após este trabalho concluído será efetuado o levantamento topográfico de pormenor de todas as estruturas.
As fases seguintes consistirão em sondagens arqueológicas de diagnóstico, alargamentos e escavações em área, bem como a consolidação e reconstrução das estruturas que careçam destas medidas de minimização.

No futuro este poderá vir a ser mais um ponto turístico de interesse, complementando o roteiro de monumentos religiosos, património natural e riqueza cultural que já existem no concelho de Alfândega da Fé.

CM Alfândega da Fé

Construção da nova escola de Vila Flor anda a “bom ritmo”

Foi a primeira obra a começar nas escolas dos municípios da CIM Terras de Trás-os-Montes e é também a que tem a obra mais avançada. Da obra fazem parte a requalificação de um edifício já existente, onde vai funcionar o primeiro ciclo e a construção de um novo espaço, onde vai funcionar o pré-escolar.
“Queremos acolher os 100 alunos que estudam na primária da sede de concelho e este edifício novo e com todas as condições”, explica o presidente da câmara, Fernando Barros.
Acrescenta ainda que “este novo espaço servir de apoio logístico às restantes escolas do concelho, por exemplo, com uma cantina onde são confeccionadas as refeições para serem distribuídas pelas outras 4 primárias a funcionar, que também foram alvo de requalificação há poucos anos.” “Vai também existir uma biblioteca maior, que vai abastecer de livros e equipamentos lúdicos e informática as restantes escolas”, explicou ainda.
No mesmo espaço, está a ser construído um outro edifício que vai receber crianças do pré-escolar. O espaço vai ter duas salas e vai ser contíguo ao infantário da Santa Casa da Misericórdia, que neste momento acolhe mais alunos do que o público, que para já ainda funciona num pré-fabricado. Há cerca de 60 crianças em Vila Flor, entre os 3 e os 6 anos e que vão ocupar esse espaço.
Ao todo o novo projecto vai acolher uma média de 160 crianças, oferecendo-lhes condições que não existem nos espaços que ocupam actualmente. Fernando Barros faz questão de sublinhar que “não há intensões de fechar nenhuma das outras escolas do concelho, onde já foram feitos grandes investimentos. Esta é uma forma de utilizar um espaço de excelência, no coração de Vila Flor, servindo com dignidade todas as crianças de Vila Flor, com uma das melhores escolas do distrito. ”O atraso no início do projecto, é justificado com o atraso do quadro comunitário, o autarca sublinha “que nada tem a ver com a aproximação das eleições, mas sim, com o quadro comunitário quer era previsto ser entre 2014/2020 e só agora está a ser possível avançar com as obras.
Os fundos ainda não chegaram, mas a câmara decidiu avançar com a obra porque tem solidez financeira suficiente, para assegurar os primeiros encargos.” A previsão de conclusão das obras é para 2018. 

Escrito por Brigantia / Foto: CM Vila Flor

Carrazeda com falta de mão-de-obra para apanha da maçã e vindima

O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães lançou hoje um apelo a quem "quiser ganhar dinheiro durante alguns meses" para procurar trabalho na apanha da maçã e na vindima no concelho, atualmente com falta de mão-de-obra.
"Nós temos muita falta de mão-de-obra para a vindima e para a apanha da maçã", vincou, em declarações à Lusa o autarca José Luís Correia que, nos últimos anos, tem reiterado este apelo, num concelho onde a agricultura dá trabalho todo o ano, mas falta população em idade ativa.

A falta de mão-de-obra obriga os produtores a recorrerem a imigrantes ou à prestação de serviços, "só que este ano há muita maçã" e a alternativa revela-se insuficiente, pelo que o presidente da câmara repete: "se alguém está desempregado e quiser ganhar dinheiro durante alguns meses, pode vir a Carrazeda".

Este concelho ribeirinho do Douro é, segundo o autarca, daqueles que no distrito de Bragança "mais mão-de-obra ocupa durante o ano", mas como todos os outros concelhos do interior tem uma população envelhecida e "muito pouco pessoal na vida ativa".

O presidente da câmara garantiu à Lusa que os apelos que tem feito nos últimos anos têm surtido efeito e que chegou a receber "e-mails de pessoas, até do litoral, a perguntarem o que tinham que fazer".

O município reencaminha para quem precisa da mão-de-obra e pede aos interessados que se dirijam diretamente aos produtores ou organizações de produtores que existem no concelho.

Agência Lusa

Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite de Carrazeda de Ansiães promove território e principais produtos da economia local

São 4 dias de Feira e um dos mais importantes certames da região duriense dedicado à divulgação, promoção e venda dos produtos endógenos, com particular destaque para a maçã, o vinho e o azeite.
A Feira da Maçã, como é vulgarmente conhecida, decorre há 22 anos consecutivos em agosto e traz milhares de visitantes a Carrazeda de Ansiães para comprar a famosa maçã produzida no planalto de Ansiães, uma maçã rica em cor, aroma e paladar que tem como principal característica uma doçura e textura inigualáveis.  

Este ano, com a reconversão do antigo mercado municipal em Centro de Apoio Empresarial, que será inaugurado na quinta feira, pelas 17h00, o certame cresceu em número de expositores e em área e irá contar com um novo e renovado espaço com condições de exposição ímpares para a recepção deste tipo de eventos. 

Além da maçã, produzida no planalto, estão também em destaque o vinho e o azeite provenientes dos vales do rio Douro e Tua com a representação de vários produtores locais que aproveitam o certame para dar a conhecer a excelência das suas marcas. 

Como já vem sendo hábito em edições anteriores, o Município de Carrazeda de Ansiães implementou um conjunto de medidas de incentivo à comercialização de produtos agrícolas oferecendo maçã, vinho e azeite a quem fizer a aquisição destes produtos na feira. 

Este ano a aposta do Município de Carrazeda de Ansiães faz-se também na área do turismo, tendo um espaço dedicado exclusivamente à divulgação dos principais pontos de interesse do concelho. Nesta área, o visitante poderá ficar a conhecer o vasto património histórico-cultural do território, com especial destaque para os locais classificados com Monumentos Nacionais, onde se incluem o Castelo de Ansiães, a Fraga Pintada do Cachão da Rapa e a Anta de Vilarinho da Castanheira, a par de uma imensa faixa ribeirinha, do alto douro vinhateiro, classificada pela UNESCO com Património da Humanidade, enquanto Paisagem Cultural Evolutiva e Viva.

Na sexta-feira, dia 1 de Setembro, pelas 17h00 será inaugurada a Estação de Mobilidade de Carrazeda de Ansiães e no Sábado à tarde, pelas 18h00 horas, sairá para a rua mais um cortejo etnográfico, participado por várias instituições e associações locais, que trazem às ruas da vila muita cor e alegria, com a recriação dos mais antigos usos, costumes e práticas artesanais. 

No dia 3 de setembro realizar-se-á pelas 17h00 a eucaristia na igreja matriz seguida da procissão, onde participam todas as paróquias do concelho com o andor da sua padroeira.

A música estará presente durante todas a horas do certame, com animação da feira a cargo da Banda Filarmónica Vilarinhense, do Rancho Folclórico, do Grupo de Cantares e dos Zíngaros de Carrazeda de Ansiães.

À noite, o divertimento está garantido por várias horas com espetáculos musicais bastante diversificados, destacando-se o concerto do D.A.M.A. no dia 2 de Setembro, pelas 23h00. Todos os dias pela noite dentro haverá música “After hours” com a presença de vários Djs.

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Romaria de Santo Antão da Barca: Confraria espera centenas de pessoas nas festividades

No próximo sábado, dia 2 de setembro realiza-se a festa em Honra do Santo Antão da Barca, em Parada-Alfândega da Fé. A romaria realiza-se no Santuário que na sequência das obras da Barragem do Baixo sabor teve de ser transladado pedra por pedra. Movidos pela fé ou pela envolvente natural há cada vez mais visitantes neste local.
No próximo sábado, dia 2 de setembro, todos os caminhos vão dar ao Santuário de Santo Antão da Barca. A pé ou de carro, cada um vai com a sua devoção e vêm de todo o lado. O santo não falha nas promessas e a Confraria também não. Para além da religiosa, há também a festa pagã que se estende noite dentro com o arraial e o fogo-de-artifício. 

São esperadas centenas de pessoas na festa que é em honra do Santo Antão da Barca, do Divino Senhor da Barca e de Nossa Senhora dos Remédios. Vindas de todo o concelho de Alfândega da Fé e dos concelhos vizinhos, há muito quem aguarde pela “Festa do Santo” para cumprir as suas promessas. Mas há também quem vá ao santuário atraído pela sua envolvente natural. 

Este espaço foi melhorado com as recentes intervenções efetuadas na sequência da construção da Barragem do Baixo Sabor. Na altura foi necessária a transladação integral do Santuário para um ponto mais alto, aproveitando-se o momento de reconstrução para renovar o espaço envolvente, criando mais e melhores infraestruturas para receber os visitantes. 

Em projeção está ainda a criação de uma praia fluvial adjacente ao Santuário. Autarquia e Confraria reconhecem as potencialidades turísticas deste local e vêm na construção da praia e de restantes equipamentos de apoio uma mais-valia para a promoção turística do concelho. A iniciativa faz parte das contrapartidas pela construção da barragem, estando a sua concretização a cargo da EDP.

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