O Governo espanhol já decidiu. Otero de Sanabria, uma pequena aldeia com apenas 30 habitantes a cerca de 47 quilómetros de Bragança, vai ter uma estação do AVE, o Comboio de Alta Velocidade espanhol.
Motivos sociais, económicos, turísticos e argumentos de coesão transfronteiriças justificaram a decisão dos responsáveis do país vizinho, que autorizaram a construção de uma estação do TGV espanhol às portas de Bragança.
A estação deverá servir cerca de sete mil habitantes da região de Sanabria, mas esta população praticamente duplica durante o verão. Mas os benefícios de mobilidade devem repercutir-se numa população de 135.000 habitantes que habita no Nordeste Transmontano e que são vistos pelos responsáveis espanhóis como potenciais clientes do AVE Madrid-Galiza.
A escolha de Otero de Sanabria para a localização da estação também teve em conta motivos técnicos, uma vez que este é um dos poucos locais planos naquela zona.
A notícia foi divulgada pelo jornal ABC que cita o presidente da Câmara Municipal de Bragança Hernâni Dias. O autarca mostrou-se contente com a decisão. “Estaremos mais perto da Europa. A estação contribuirá para uma maior mobilidade de pessoas e negócios num mundo cada vez mais global e competitivo”, disse.
Hernâni Dias também evocou as potencialidades da A4 e o fluxo que ela permitirá com o litoral, mas considerou de extrema necessidade a melhoria da comunicação rodoviária entre Puebla de Sanabria e Bragança, um troço de estrada que atravessa o Parque Natural de Montesinho.
in:noticiasdonordeste.pt
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Jornadas discutiram o estado da Saúde no interior do país
Mirandela acolheu as primeiras jornadas da saúde da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Um evento que reuniu pela primeira vez as entidades publicas e privadas do setor em torno das necessidades médicas da região.
Um evento que reuniu pela primeira vez as entidades publicas e privadas do setor em torno das necessidades médicas da região.
Bragança vai ter uma estação de TGV…em Espanha
O governo espanhol autorizou a construção de uma ligação entre Madrid e Galiza que vai passar muito perto da fronteira portuguesa. Autarca de Bragança está entusiasmado com as oportunidades.
Foi aprovada na semana passada a construção de uma estação da futura linha de TGV entre Madrid e a Galiza que ficará a cerca de 47 quilómetros de distância de Bragança. Otero de Sanabria é uma pequeníssima aldeia da região de Zamora com pouco mais de vinte habitantes e, em 2018, vai ser a última paragem do comboio de alta velocidade em Castela — La Mancha, antes de entrar na Galiza.
A escolha desta localidade para a estação justifica-se não só por motivos técnicos — é um dos poucos locais planos daquela zona — mas sobretudo pela população que vai servir. Na região de Sanabria moram cerca de sete mil pessoas durante o ano e muitas mais durante o verão, altura em que o local é procurado pela beleza do lago com o mesmo nome. Bragança, ali tão perto, é uma cidade com pouco mais de 35 mil habitantes e, em Trás-os-Montes, há 135 mil potenciais utilizadores do TGV.
É isso que diz ao jornal espanhol ABC o presidente da Câmara Municipal de Bragança. “Estaremos mais perto da Europa. A estação contribuirá para uma maior mobilidade de pessoas e negócios num mundo cada vez mais global e competitivo”, disse Hernâni Dias, que reivindica um investimento na estrada que liga Bragança a Puebla de Sanabria, junto ao lago.
Quando a linha estiver concluída, a viagem entre Otero de Sanabria e Madrid vai demorar duas horas. Ou seja, será mais rápido ir de Bragança à capital espanhola do que a Lisboa. A capital de distrito não tem ligações ferroviárias e só muito recentemente recebeu os primeiros quilómetros de autoestrada.
Do lado espanhol, a obra é encarada com entusiasmo. “Nenhum habitante de Otero vai apanhar o comboio, o que queremos é que venha gente”, admite o presidente da câmara Antonio Prada, ao El Diario Vasco. “Tínhamos casas rurais, mas os bancos estão a ficar com elas. Esta é a nossa última oportunidade para sobreviver, estamos a caminhar para o desastre”, acrescenta o político.
Manuel Teles
Agência Lusa
Foi aprovada na semana passada a construção de uma estação da futura linha de TGV entre Madrid e a Galiza que ficará a cerca de 47 quilómetros de distância de Bragança. Otero de Sanabria é uma pequeníssima aldeia da região de Zamora com pouco mais de vinte habitantes e, em 2018, vai ser a última paragem do comboio de alta velocidade em Castela — La Mancha, antes de entrar na Galiza.
A escolha desta localidade para a estação justifica-se não só por motivos técnicos — é um dos poucos locais planos daquela zona — mas sobretudo pela população que vai servir. Na região de Sanabria moram cerca de sete mil pessoas durante o ano e muitas mais durante o verão, altura em que o local é procurado pela beleza do lago com o mesmo nome. Bragança, ali tão perto, é uma cidade com pouco mais de 35 mil habitantes e, em Trás-os-Montes, há 135 mil potenciais utilizadores do TGV.
É isso que diz ao jornal espanhol ABC o presidente da Câmara Municipal de Bragança. “Estaremos mais perto da Europa. A estação contribuirá para uma maior mobilidade de pessoas e negócios num mundo cada vez mais global e competitivo”, disse Hernâni Dias, que reivindica um investimento na estrada que liga Bragança a Puebla de Sanabria, junto ao lago.
Quando a linha estiver concluída, a viagem entre Otero de Sanabria e Madrid vai demorar duas horas. Ou seja, será mais rápido ir de Bragança à capital espanhola do que a Lisboa. A capital de distrito não tem ligações ferroviárias e só muito recentemente recebeu os primeiros quilómetros de autoestrada.
Do lado espanhol, a obra é encarada com entusiasmo. “Nenhum habitante de Otero vai apanhar o comboio, o que queremos é que venha gente”, admite o presidente da câmara Antonio Prada, ao El Diario Vasco. “Tínhamos casas rurais, mas os bancos estão a ficar com elas. Esta é a nossa última oportunidade para sobreviver, estamos a caminhar para o desastre”, acrescenta o político.
Manuel Teles
Agência Lusa
Apoio a doentes terminais com 1.300 visitas em dois anos em Alfândega da Fé
A equipa de Alfândega da Fé que presta cuidados paliativos em casa a doentes terminais acompanhou, em dois anos, mais de 40 famílias em mais de 1.300 visitas domiciliárias neste concelho do distrito de Bragança.
O balanço do trabalho e "um olhar sobre o cuidar em fim de vida" estarão em destaque, na quarta-feira, num seminário organizado pela Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos de Alfândega da Fé (UDCP-AF).
Esta equipa de apoio é uma iniciativa da Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Alfândega da Fé e possibilita a permanência de doentes com patologias crónicas sem perspetiva de cura nos seus domicílios durante o maior tempo possível e com um menor sofrimento nas fases avançadas da doença, através de assistência especializada facultada nas suas próprias casas.
Com o seminário, os responsáveis pretendem "promover um espaço de reflexão e partilha de saberes sobre o cuidar do doente em fase terminal, bem como do seu cuidador, divulgar boas práticas e conhecer abordagens e experiências relevantes e inovadoras realizadas nas equipas hospitalares e nas equipas domiciliárias", segundo informação disponibilizada à Lusa.
A Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos de Alfândega da Fé começou a trabalhar em janeiro de 2015 com uma equipa composta por dois médicos, dois enfermeiros, uma psicóloga, uma terapeuta de reabilitação, uma assistente social e o apoio de alguns voluntários da Liga dos Amigos do centro de Saúde de Alfândega da Fé.
Ao longo de quase dois anos, a equipa apoiou mais de 40 famílias e fez mais de 1.300 visitas domiciliárias, tendo ainda prestado apoio através de cerca de 600 contactos telefónicos, de acordo com os dados da coordenação.
A média de idades destes doentes situa-se nos 77 anos, "um dado que vai ao encontro das estatísticas mais recentes, segundo as quais a população do distrito de Bragança é uma das mais envelhecidas do país".
A equipa dá resposta aos utentes semanalmente das 08:00 às 20:00, mas está sempre disponível um elemento por contacto telefónico 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados.
No distrito de Bragança existem outras duas unidades domiciliárias mais abrangentes, as da Terra Fria e do Planalto Mirandês, que cobrem metade dos concelhos da região, nomeadamente Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, a primeira, e Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro, a segunda.
Estas duas equipas estão sob a tutela da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, a entidade responsável por todos os cuidados de Saúde no distrito de Bragança.
A equipa de Cuidados Paliativos Domiciliários de Alfândega da Fé é um projeto autónomo, mas que, como frisam os responsáveis, "não pretendendo substituir os serviços do Serviço Nacional de Saúde, mas completar esta tipologia de serviços".
A ULS do Nordeste é também parceira da unidade desenvolvida pela Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Alfândega da Fé, assim como a Câmara Municipal, Cruz vermelha Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian, juntas de freguesia do concelho, Santa casa de Misericórdia e os Bombeiros Voluntários.
O Seminário sobre Cuidados Paliativos - um olhar sobre o cuidar em fim de vida decorrerá na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, na quarta-feira, e destina-se a profissionais de saúde e comunidade em geral, com entrada gratuita.
HFI // MSP
Lusa/fim
O balanço do trabalho e "um olhar sobre o cuidar em fim de vida" estarão em destaque, na quarta-feira, num seminário organizado pela Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos de Alfândega da Fé (UDCP-AF).
Esta equipa de apoio é uma iniciativa da Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Alfândega da Fé e possibilita a permanência de doentes com patologias crónicas sem perspetiva de cura nos seus domicílios durante o maior tempo possível e com um menor sofrimento nas fases avançadas da doença, através de assistência especializada facultada nas suas próprias casas.
Com o seminário, os responsáveis pretendem "promover um espaço de reflexão e partilha de saberes sobre o cuidar do doente em fase terminal, bem como do seu cuidador, divulgar boas práticas e conhecer abordagens e experiências relevantes e inovadoras realizadas nas equipas hospitalares e nas equipas domiciliárias", segundo informação disponibilizada à Lusa.
A Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos de Alfândega da Fé começou a trabalhar em janeiro de 2015 com uma equipa composta por dois médicos, dois enfermeiros, uma psicóloga, uma terapeuta de reabilitação, uma assistente social e o apoio de alguns voluntários da Liga dos Amigos do centro de Saúde de Alfândega da Fé.
Ao longo de quase dois anos, a equipa apoiou mais de 40 famílias e fez mais de 1.300 visitas domiciliárias, tendo ainda prestado apoio através de cerca de 600 contactos telefónicos, de acordo com os dados da coordenação.
A média de idades destes doentes situa-se nos 77 anos, "um dado que vai ao encontro das estatísticas mais recentes, segundo as quais a população do distrito de Bragança é uma das mais envelhecidas do país".
A equipa dá resposta aos utentes semanalmente das 08:00 às 20:00, mas está sempre disponível um elemento por contacto telefónico 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados.
No distrito de Bragança existem outras duas unidades domiciliárias mais abrangentes, as da Terra Fria e do Planalto Mirandês, que cobrem metade dos concelhos da região, nomeadamente Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, a primeira, e Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro, a segunda.
Estas duas equipas estão sob a tutela da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, a entidade responsável por todos os cuidados de Saúde no distrito de Bragança.
A equipa de Cuidados Paliativos Domiciliários de Alfândega da Fé é um projeto autónomo, mas que, como frisam os responsáveis, "não pretendendo substituir os serviços do Serviço Nacional de Saúde, mas completar esta tipologia de serviços".
A ULS do Nordeste é também parceira da unidade desenvolvida pela Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Alfândega da Fé, assim como a Câmara Municipal, Cruz vermelha Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian, juntas de freguesia do concelho, Santa casa de Misericórdia e os Bombeiros Voluntários.
O Seminário sobre Cuidados Paliativos - um olhar sobre o cuidar em fim de vida decorrerá na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, na quarta-feira, e destina-se a profissionais de saúde e comunidade em geral, com entrada gratuita.
HFI // MSP
Lusa/fim
Coisas que o mundo inteiro deveria aprender com Portugal
Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal.
Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas: ingratidão e pessimismo. Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui- embora pareça-me que muitos nem percebam.
Não estou dizendo que Portugal seja perfeito. Nenhum lugar é. Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém. Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente. Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.
Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses. Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém. Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata. Os ingleses aprenderiam tudo do zero. Bacalhau e pastel de nata? Não. Estamos falando de muito mais. Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.
Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam. Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima. Saber que o porco é alentejano, que o vinho é do douro. Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.
O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses. A história da quinta do avô, as origens trasmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó. O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos. E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.
O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.
De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem. O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político. Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal. Os portugueses- de direita ou de esquerda- não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.
Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos. Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.
Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar. Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia. Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.
Todo idioma deveria carregar afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal carrega. Gosto de ser chamada de miúda. Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de putos. Gosto do uso constante de diminutivos. Gosto de ouvir “magoei-te?” quando alguém pisa no meu pé. Gosto do uso das palavras de forma doce.
O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses -embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse país do que costumam ter. Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las. A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.
O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe. Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos. Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.
Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal. Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos.
Ruth Manus é advogada e professora universitária.
in:observador.pt
Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas: ingratidão e pessimismo. Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui- embora pareça-me que muitos nem percebam.
Não estou dizendo que Portugal seja perfeito. Nenhum lugar é. Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém. Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente. Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.
Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses. Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém. Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata. Os ingleses aprenderiam tudo do zero. Bacalhau e pastel de nata? Não. Estamos falando de muito mais. Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.
Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam. Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima. Saber que o porco é alentejano, que o vinho é do douro. Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.
O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses. A história da quinta do avô, as origens trasmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó. O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos. E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.
O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.
De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem. O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político. Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal. Os portugueses- de direita ou de esquerda- não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.
Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos. Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.
Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar. Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia. Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.
Todo idioma deveria carregar afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal carrega. Gosto de ser chamada de miúda. Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de putos. Gosto do uso constante de diminutivos. Gosto de ouvir “magoei-te?” quando alguém pisa no meu pé. Gosto do uso das palavras de forma doce.
O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses -embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse país do que costumam ter. Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las. A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.
O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe. Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos. Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.
Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal. Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos.
Ruth Manus é advogada e professora universitária.
in:observador.pt
Pai Natal chega a Bragança dia 1 de dezembro
A Chegada do Pai Natal, que marca o começo de "Bragança, Terra Natal e de Sonhos" é já no dia 1 de dezembro, às 16h30, na Praça Cavaleiro de Ferreira, em Bragança.
Depois um vasto programa de animações natalícias estará à disposição dos nordestinos neste período festivo.
Depois um vasto programa de animações natalícias estará à disposição dos nordestinos neste período festivo.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Horas a mais no trabalho: “Estamos passivamente a aceitar um novo tipo de esclavagismo”
Pedro Afonso, que acaba de apresentar um estudo sobre o impacto do excesso de carga horária laboral na saúde psíquica e na vida familiar, não tem dúvidas: trabalhar mais horas não significa produzir mais. E diz que é precisa acabar com ideias como esta: “Quem sai a horas é criticado porque é pouco empenhado, porque não se esforça”.
Trabalhar mais horas não significa produzir mais. É o psiquiatra Pedro Afonso quem o afirma, para alertar em seguida para os riscos da carga horária laboral excessiva, não apenas doenças físicas, mas também do foro psíquico: sintomas depressivos, ansiedade, perturbações do sono.
É um mal muito moderno. O médico, também professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina de Lisboa, no Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e na AESE-Business School, fala mesmo numa nova forma de “esclavagismo”. Quando a tecnologia, criada para nos facilitar a vida profissional e nos devolver tempo de descanso, nos transforma em funcionários a tempo inteiro e quando a pressão para estarmos sempre disponíveis faz com que se olhe de lado para o colega que respeita o horário de saída, acusando-o de ser pouco empenhado, a solução pode residir na capacidade de as empresas assumirem um compromisso ético, que respeite o tão necessário período de lazer e promova uma saudável vida familiar.
Isso mesmo sublinhou esta quinta-feira o autor de “Quando a mente adoece”, durante o debate “O impacto do excesso de carga horária laboral na saúde psíquica e na vida familiar”, promovido pela ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores.
É possível traçar uma fronteira entre o ser-se cumpridor e profissional e o saber parar porque se está a trabalhar demasiadas horas?
Há uma linha estabelecida por padrões internacionais que o define. A OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] proíbe o trabalho além das 48 horas semanais, incluindo já as horas extraordinárias. Mas isto não é respeitado, embora seja uma realidade que o excesso de horas de trabalho está associado ao desenvolvimento de doenças físicas, como hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes, mas também psiquiátricas (ainda que existam poucos estudos no que a esta última dimensão diz respeito).
Apresentou esta quinta-feira o resultado de um estudo sobre o tema. Quais as principais conclusões?
A AESE - Business School fez um estudo para avaliar precisamente as implicações de trabalhar mais de 48 horas por semana. Foram ouvidas 439 pessoas e verificamos que 53% estavam em situação de carga horária excessiva. Em média, trabalhando 54 horas semanais, referindo-se o estudo a participantes com uma média etária um pouco acima dos 40 anos. Mais, 75% das pessoas disseram trabalhar também em casa. Ou seja, o que devia ser exceção transformou-se na regra.
E não é difícil impor um limite, quando os telemóveis, o correio eletrónico e até as redes sociais nos fazem estar potencialmente sempre disponíveis?
Vivemos um paradoxo. As novas tecnologias apareceram para supostamente nos facilitar a vida e nos libertar para usufruirmos mais tempo de lazer e o que acontece é exatamente o contrário, com o que isso representa em prejuízos para a nossa saúde e vida familiar. Além disso, perdeu-se um certo pudor e reserva, que existiam há uns anos. Não se respeitam sequer os períodos de refeição, liga-se a qualquer hora... As fronteiras entre vida profissional e vida familiar diluíram-se.
E como é isto se pode inverter?
O que se verifica é que esta carga horária excessiva é algo que vem de cima. Parte dos diretores, chefias e é imposto verticalmente até aos funcionários, o que torna mais difícil promover a mudança. Creio que é um problema que só poderá ser resolvido com o assumir de um compromisso ético por parte das empresas. Esse caminho começou a ser seguido no Japão, por exemplo, e produziu já resultados. Nos anos de 1980, este país assistiu a um número crescente de mortes súbitas devido ao excesso de trabalho. Foi de tal ordem que as empresas foram obrigadas a assumir esse compromisso ético e o Ministério de Saúde teve de intervir. À semelhança do que existe em relação à responsabilidade social, por exemplo, defendo a criação de uma certificação de responsabilidade familiar.
Que se traduziria em...?
No assumir de compromissos que passem por permitir a flexibilização dos horários de trabalho, não enviar emails a todas as horas, criar protocolos com creches próximas dos locais de trabalho, para facilitar a vida dos pais com filhos pequenos...
Na pressão do dia-a-dia, nas rotinas de trabalho que temos instaladas, há sinais que devemos tomar como alarme?
Um dos sinais de alarme é passar a dormir menos tempo, o que abre caminho para o aparecimento dos quadros de ansiedade e depressão. Se dormimos menos, tornamo-nos menos produtivos. E não há como o organismo se adaptar a descansar menos.
Por outro lado, é um erro acreditar que trabalhar 10 ou 12 horas significa produzir mais. Tal como estudar oito horas não significa que o estudo renda efetivamente oito horas. O que se passa é que estamos passivamente a aceitar o que eu chamo ‘novo tipo de esclavagismo’, porque aos escravos não era permitido ter família e a sua vida e saúde podia ser posta em risco em função de um interesse material.
Mas num contexto económico como o que temos vivido, as pessoas vivem pressionadas também pelo medo de perderem os empregos...
É verdade. E há uma certa coação, mesmo entre colegas. Quem sai a horas é criticado porque é pouco empenhado, porque não se esforça. Para mães com filhos pequenos, conheço exemplos, isto é particularmente angustiante. Na minha experiência clínica, encontro também muitos jovens com quadros de exaustão física e psíquica. São licenciados de várias áreas - direito, jornalismo, engenharias - que não aguentam a carga horária enorme, que acontece logo nos seus primeiros empregos.
Na sua vida profissional, consegue impor limites?
[Sorriso] Ainda ontem me perguntaram se podiam ligar às nove da noite. Disse que não. Teria de interromper o jantar.
Mafalda Ganhão
Semanário Expresso
Trabalhar mais horas não significa produzir mais. É o psiquiatra Pedro Afonso quem o afirma, para alertar em seguida para os riscos da carga horária laboral excessiva, não apenas doenças físicas, mas também do foro psíquico: sintomas depressivos, ansiedade, perturbações do sono.
É um mal muito moderno. O médico, também professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina de Lisboa, no Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e na AESE-Business School, fala mesmo numa nova forma de “esclavagismo”. Quando a tecnologia, criada para nos facilitar a vida profissional e nos devolver tempo de descanso, nos transforma em funcionários a tempo inteiro e quando a pressão para estarmos sempre disponíveis faz com que se olhe de lado para o colega que respeita o horário de saída, acusando-o de ser pouco empenhado, a solução pode residir na capacidade de as empresas assumirem um compromisso ético, que respeite o tão necessário período de lazer e promova uma saudável vida familiar.
Isso mesmo sublinhou esta quinta-feira o autor de “Quando a mente adoece”, durante o debate “O impacto do excesso de carga horária laboral na saúde psíquica e na vida familiar”, promovido pela ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores.
É possível traçar uma fronteira entre o ser-se cumpridor e profissional e o saber parar porque se está a trabalhar demasiadas horas?
Há uma linha estabelecida por padrões internacionais que o define. A OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] proíbe o trabalho além das 48 horas semanais, incluindo já as horas extraordinárias. Mas isto não é respeitado, embora seja uma realidade que o excesso de horas de trabalho está associado ao desenvolvimento de doenças físicas, como hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes, mas também psiquiátricas (ainda que existam poucos estudos no que a esta última dimensão diz respeito).
Apresentou esta quinta-feira o resultado de um estudo sobre o tema. Quais as principais conclusões?
A AESE - Business School fez um estudo para avaliar precisamente as implicações de trabalhar mais de 48 horas por semana. Foram ouvidas 439 pessoas e verificamos que 53% estavam em situação de carga horária excessiva. Em média, trabalhando 54 horas semanais, referindo-se o estudo a participantes com uma média etária um pouco acima dos 40 anos. Mais, 75% das pessoas disseram trabalhar também em casa. Ou seja, o que devia ser exceção transformou-se na regra.
E não é difícil impor um limite, quando os telemóveis, o correio eletrónico e até as redes sociais nos fazem estar potencialmente sempre disponíveis?
Vivemos um paradoxo. As novas tecnologias apareceram para supostamente nos facilitar a vida e nos libertar para usufruirmos mais tempo de lazer e o que acontece é exatamente o contrário, com o que isso representa em prejuízos para a nossa saúde e vida familiar. Além disso, perdeu-se um certo pudor e reserva, que existiam há uns anos. Não se respeitam sequer os períodos de refeição, liga-se a qualquer hora... As fronteiras entre vida profissional e vida familiar diluíram-se.
E como é isto se pode inverter?
O que se verifica é que esta carga horária excessiva é algo que vem de cima. Parte dos diretores, chefias e é imposto verticalmente até aos funcionários, o que torna mais difícil promover a mudança. Creio que é um problema que só poderá ser resolvido com o assumir de um compromisso ético por parte das empresas. Esse caminho começou a ser seguido no Japão, por exemplo, e produziu já resultados. Nos anos de 1980, este país assistiu a um número crescente de mortes súbitas devido ao excesso de trabalho. Foi de tal ordem que as empresas foram obrigadas a assumir esse compromisso ético e o Ministério de Saúde teve de intervir. À semelhança do que existe em relação à responsabilidade social, por exemplo, defendo a criação de uma certificação de responsabilidade familiar.
Que se traduziria em...?
No assumir de compromissos que passem por permitir a flexibilização dos horários de trabalho, não enviar emails a todas as horas, criar protocolos com creches próximas dos locais de trabalho, para facilitar a vida dos pais com filhos pequenos...
Na pressão do dia-a-dia, nas rotinas de trabalho que temos instaladas, há sinais que devemos tomar como alarme?
Um dos sinais de alarme é passar a dormir menos tempo, o que abre caminho para o aparecimento dos quadros de ansiedade e depressão. Se dormimos menos, tornamo-nos menos produtivos. E não há como o organismo se adaptar a descansar menos.
Por outro lado, é um erro acreditar que trabalhar 10 ou 12 horas significa produzir mais. Tal como estudar oito horas não significa que o estudo renda efetivamente oito horas. O que se passa é que estamos passivamente a aceitar o que eu chamo ‘novo tipo de esclavagismo’, porque aos escravos não era permitido ter família e a sua vida e saúde podia ser posta em risco em função de um interesse material.
Mas num contexto económico como o que temos vivido, as pessoas vivem pressionadas também pelo medo de perderem os empregos...
É verdade. E há uma certa coação, mesmo entre colegas. Quem sai a horas é criticado porque é pouco empenhado, porque não se esforça. Para mães com filhos pequenos, conheço exemplos, isto é particularmente angustiante. Na minha experiência clínica, encontro também muitos jovens com quadros de exaustão física e psíquica. São licenciados de várias áreas - direito, jornalismo, engenharias - que não aguentam a carga horária enorme, que acontece logo nos seus primeiros empregos.
Na sua vida profissional, consegue impor limites?
[Sorriso] Ainda ontem me perguntaram se podiam ligar às nove da noite. Disse que não. Teria de interromper o jantar.
Mafalda Ganhão
Semanário Expresso
Mais Algumas Lendas do Concelho de Vinhais
As mulheres do linho e as mouras
Perto da aldeia de Celas, no concelho de Vinhais, há umas fragas que têm aí uns dez metros ou mais de altura, as quais o povo conhece como "Torre de Celas".
Diz-se que noutros tempos viveram ali os mouros.
Conta-se na aldeia que as mulheres iam para os campos mondar o linho, deixando os seus filhos sozinhos. Então as mouras da "Torre de Celas" gritavam-lhes:
– Ó mulheres do linho, olhai os meninos que estão a chorar!
Porque não os ides acarinhar?
E as mulheres respondiam:
– Deix'ós chorar,
quem os lá deixou que os vá buscar!
E não ligavam nenhuma ao que as mouras diziam.
Fonte: Inf.: Francisco Brás, 86 anos; rec.: Celas, Vinhais, 1999.
Lenda das Fragas do Carvalhal
Há no termo de Vilar de Peregrinos, concelho de Vinhais, umas fragas que são conhecidas como as “Fragas do Carvalhal”. Diz a crença popular que nelas habitaram os mouros, e que um dia, não se sabe bem porquê, ficou ali uma moura encantada a tecer num tear de ouro também encantado. Diz-se ainda que quem encontrasse o tear, ficaria com ele, quebraria o encanto à moura e poderia ficar também com ela.
O povo da aldeia sente que estas fragas têm grande mistério. Há lá uma entrada de forma circular, igual a um forno de lenha, e que depois se divide em vários túneis subterrâneos. Num deles se diz que está a moura a tecer.
Conta-se na aldeia que, há uns anos atrás, uns rapazes, levados pela curiosidade, foram espreitar esses túneis e que meteram lá um cão para ver o que acontecia. Ora o cão demorou dois dias a sair, e diz que foi aparecer do outro lado do monte, a uns dez quilómetros dali, e que estava todo peladinho. O povo acha que foi a moura quem o pelou, e por isso acredita que ela continua lá. E há também, ainda hoje, quem diga que na manhã de S. João é costume ouvir-se lá o ruído do tear.
Fonte: Inf.: Olema Natércia Gonçalves 33 anos; rec.: Vilar de Peregrinos, Vinhais, 1999.
A fraga da Moura de Sobreiró de Cima
Diz-se que perto de Sobreiró de Cima, num monte que fica entre esta povoação e a de Lagarelhos, no concelho de Vinhais, há a Fraga da Moura. Há até uma quadra que diz:
“Sobreiró, terra tão linda,
Tão linda não deve haver!
E lá na fraga da Moura
Há um tear a tecer!”
Conta-se que um rapaz de Sobreiró de Cima ia a passar no monte e encontrou no chão um cordão de ouro. Agarrou nele e pôs-se a enrolá-lo, a enrolá-lo, e foi fazendo um novelo. Só que o cordão nunca mais acabava. E como a dada altura já era grande e pesado demais, o rapaz vai e corta-o. Nesse instante, o cordão ficou negro como carvão. E apareceu-lhe então uma rapariga desconhecida, que lhe disse:
– Ah, ladrão, que me dobraste o encanto!
Dito isto desapareceu. Dizem-se que se ouve ali, em certos dias, o barulho de um tear. E a tecedeira é ela, só que ninguém a consegue ver.
Fonte: Inf.: Graciano Augusto Morais, 81 anos; rec.: Espinhoso, Vinhais, 1999.
O tesouro da Cerca
Diziam os mais antigos de Gestosa de Lomba que, num lugar chamado Cerca, onde viveram os mouros, havia um tesouro enterrado e que no livro de S. Cipriano se dizia como encontrá-lo. Ora, como só o padre sabia ler o livro, uns poucos de homens da povoação pediram-lhe que fosse lá com eles a ver se davam com o tesouro.
O padre aceitou. O pior é que um deles teria de entregar, em troca, a alma ao diabo. E voluntários não os havia. Resolveram então fazer a proposta a um galego que andava a trabalhar por estes lados e que aceitou logo, pois era muito pobre e tinha a família na sua terra a passar necessidade.
E lá foram numa certa noite. Os homens escavavam, escavavam, e o padre lia o livro de S. Cipriano. Às tantas, deparam com uma porta, de onde sai o diabo para levar a alma do galego. Este, coitado, vendo uma coisa tão feia à sua frente, ficou de tal modo assustado que só soube dizer:
– Jesus, mi vida, mi alma és para Dios!
Ditas estas palavras, a porta fechou-se de repente e o diabo desapareceu. E os homens voaram para longe, o padre também. Ficaram sem vontade de lá voltar. A cova que abriram ainda hoje se pode ver.
Fonte: Inf.: António Joaquim, 75 anos; rec.: Gestosa de Lomba, Vinhais, 2001.
Mouros Míticos em Trás-os-Montes – contributos para um estudo dos mouros no imaginário rural a partir de textos da literatura popular de tradição oral.
Alexandre Parafita
Perto da aldeia de Celas, no concelho de Vinhais, há umas fragas que têm aí uns dez metros ou mais de altura, as quais o povo conhece como "Torre de Celas".
Diz-se que noutros tempos viveram ali os mouros.
Conta-se na aldeia que as mulheres iam para os campos mondar o linho, deixando os seus filhos sozinhos. Então as mouras da "Torre de Celas" gritavam-lhes:
– Ó mulheres do linho, olhai os meninos que estão a chorar!
Porque não os ides acarinhar?
E as mulheres respondiam:
– Deix'ós chorar,
quem os lá deixou que os vá buscar!
E não ligavam nenhuma ao que as mouras diziam.
Fonte: Inf.: Francisco Brás, 86 anos; rec.: Celas, Vinhais, 1999.
Lenda das Fragas do Carvalhal
Há no termo de Vilar de Peregrinos, concelho de Vinhais, umas fragas que são conhecidas como as “Fragas do Carvalhal”. Diz a crença popular que nelas habitaram os mouros, e que um dia, não se sabe bem porquê, ficou ali uma moura encantada a tecer num tear de ouro também encantado. Diz-se ainda que quem encontrasse o tear, ficaria com ele, quebraria o encanto à moura e poderia ficar também com ela.
O povo da aldeia sente que estas fragas têm grande mistério. Há lá uma entrada de forma circular, igual a um forno de lenha, e que depois se divide em vários túneis subterrâneos. Num deles se diz que está a moura a tecer.
Conta-se na aldeia que, há uns anos atrás, uns rapazes, levados pela curiosidade, foram espreitar esses túneis e que meteram lá um cão para ver o que acontecia. Ora o cão demorou dois dias a sair, e diz que foi aparecer do outro lado do monte, a uns dez quilómetros dali, e que estava todo peladinho. O povo acha que foi a moura quem o pelou, e por isso acredita que ela continua lá. E há também, ainda hoje, quem diga que na manhã de S. João é costume ouvir-se lá o ruído do tear.
Fonte: Inf.: Olema Natércia Gonçalves 33 anos; rec.: Vilar de Peregrinos, Vinhais, 1999.
A fraga da Moura de Sobreiró de Cima
Diz-se que perto de Sobreiró de Cima, num monte que fica entre esta povoação e a de Lagarelhos, no concelho de Vinhais, há a Fraga da Moura. Há até uma quadra que diz:
“Sobreiró, terra tão linda,
Tão linda não deve haver!
E lá na fraga da Moura
Há um tear a tecer!”
Conta-se que um rapaz de Sobreiró de Cima ia a passar no monte e encontrou no chão um cordão de ouro. Agarrou nele e pôs-se a enrolá-lo, a enrolá-lo, e foi fazendo um novelo. Só que o cordão nunca mais acabava. E como a dada altura já era grande e pesado demais, o rapaz vai e corta-o. Nesse instante, o cordão ficou negro como carvão. E apareceu-lhe então uma rapariga desconhecida, que lhe disse:
– Ah, ladrão, que me dobraste o encanto!
Dito isto desapareceu. Dizem-se que se ouve ali, em certos dias, o barulho de um tear. E a tecedeira é ela, só que ninguém a consegue ver.
Fonte: Inf.: Graciano Augusto Morais, 81 anos; rec.: Espinhoso, Vinhais, 1999.
O tesouro da Cerca
Diziam os mais antigos de Gestosa de Lomba que, num lugar chamado Cerca, onde viveram os mouros, havia um tesouro enterrado e que no livro de S. Cipriano se dizia como encontrá-lo. Ora, como só o padre sabia ler o livro, uns poucos de homens da povoação pediram-lhe que fosse lá com eles a ver se davam com o tesouro.
O padre aceitou. O pior é que um deles teria de entregar, em troca, a alma ao diabo. E voluntários não os havia. Resolveram então fazer a proposta a um galego que andava a trabalhar por estes lados e que aceitou logo, pois era muito pobre e tinha a família na sua terra a passar necessidade.
E lá foram numa certa noite. Os homens escavavam, escavavam, e o padre lia o livro de S. Cipriano. Às tantas, deparam com uma porta, de onde sai o diabo para levar a alma do galego. Este, coitado, vendo uma coisa tão feia à sua frente, ficou de tal modo assustado que só soube dizer:
– Jesus, mi vida, mi alma és para Dios!
Ditas estas palavras, a porta fechou-se de repente e o diabo desapareceu. E os homens voaram para longe, o padre também. Ficaram sem vontade de lá voltar. A cova que abriram ainda hoje se pode ver.
Fonte: Inf.: António Joaquim, 75 anos; rec.: Gestosa de Lomba, Vinhais, 2001.
Mouros Míticos em Trás-os-Montes – contributos para um estudo dos mouros no imaginário rural a partir de textos da literatura popular de tradição oral.
Alexandre Parafita
Ramalho Eanes e Alípio Tomé Pinto lamentam desvalorização dos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975
A importância de ter travado a tentativa de golpe de Estado de 25 de Novembro de 1975 não está ainda a ser suficientemente valorizada.
A constatação é do próprio General Ramalho Eanes, que no sábado passado esteve em Torre de Moncorvo, na apresentação da biografia do General Alípio Tomé Pinto, que teve um papel decisivo nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, em que o grupo de militares chefiado por Ramalho Eanes, travou a tentativa de revolta levada a cabo pelas forças políticas radicais.
Ramalho Eanes fez questão de frisar que foram os acontecimentos do 25 de Novembro que levaram à consolidação da democracia em Portugal. “O que importa é ver que aquele momento permitiu que as promessas de Abril fossem respeitadas e perceber que, ao 25 de Abril e ao 25 de Novembro, que são dois momentos que se conjugam, a eles se deve o país que hoje temos, a tolerância política de que hoje usufruímos, o desenvolvimento, que, apesar de tudo, se verificou, mas, sobretudo, a liberdade democrática que se mantém”, frisou ex-presidente da República.
Já o General Alípio Tomé Pinto, natural de Maçores, no concelho de Torre de Moncorvo, lamenta que os acontecimentos do 25 de Novembro estejam a ser reiteradamente desvalorizados”. “O 25 de Abril não seria comemorado, se não tivesse havido um 25 de Novembro. Como o 25 de Novembro não se justificaria, se não tem havido um 25 de Abril. Não há ninguém dono da história… Há uns que pensam que são donos do 25 de Abril e o 25 de Novembro ficou um bocado esmagado e esquecido… Lamento que assim seja, porque, estudado, vê-se que, ao fim e ao cabo, concretizou alguns dos objectivos do 25 de Abril que estavam postos em causa”, reforçou Alípio Tomé Pinto.
Declarações à margem da apresentação da obra “Tenente General Alípio Tomé Pinto-O capitão do Quadrado”, da autoria de Sarah Adamoupoulos e Alípio Tomé Pinto e que retracta a vida do moncorvense, desde os tempos que passou em Trás-os-Montes, passando pelas três comissões de serviço em Angola e na Guiné, ao seu papel nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, entre outros episódios menos conhecidos do Tenente General”.
Escrito por Brigantia
Sara Geraldes
A constatação é do próprio General Ramalho Eanes, que no sábado passado esteve em Torre de Moncorvo, na apresentação da biografia do General Alípio Tomé Pinto, que teve um papel decisivo nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, em que o grupo de militares chefiado por Ramalho Eanes, travou a tentativa de revolta levada a cabo pelas forças políticas radicais.
Ramalho Eanes fez questão de frisar que foram os acontecimentos do 25 de Novembro que levaram à consolidação da democracia em Portugal. “O que importa é ver que aquele momento permitiu que as promessas de Abril fossem respeitadas e perceber que, ao 25 de Abril e ao 25 de Novembro, que são dois momentos que se conjugam, a eles se deve o país que hoje temos, a tolerância política de que hoje usufruímos, o desenvolvimento, que, apesar de tudo, se verificou, mas, sobretudo, a liberdade democrática que se mantém”, frisou ex-presidente da República.
Já o General Alípio Tomé Pinto, natural de Maçores, no concelho de Torre de Moncorvo, lamenta que os acontecimentos do 25 de Novembro estejam a ser reiteradamente desvalorizados”. “O 25 de Abril não seria comemorado, se não tivesse havido um 25 de Novembro. Como o 25 de Novembro não se justificaria, se não tem havido um 25 de Abril. Não há ninguém dono da história… Há uns que pensam que são donos do 25 de Abril e o 25 de Novembro ficou um bocado esmagado e esquecido… Lamento que assim seja, porque, estudado, vê-se que, ao fim e ao cabo, concretizou alguns dos objectivos do 25 de Abril que estavam postos em causa”, reforçou Alípio Tomé Pinto.
Declarações à margem da apresentação da obra “Tenente General Alípio Tomé Pinto-O capitão do Quadrado”, da autoria de Sarah Adamoupoulos e Alípio Tomé Pinto e que retracta a vida do moncorvense, desde os tempos que passou em Trás-os-Montes, passando pelas três comissões de serviço em Angola e na Guiné, ao seu papel nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, entre outros episódios menos conhecidos do Tenente General”.
Sara Geraldes
Congresso Monsenhor José de Castro - 9 de dezembro
A Diocese de Bragança-Miranda vai promover o Congresso ‘Monsenhor José de Castro: vida, obra e pensamento’, que inclui uma homenagem com a colocação de uma lápide evocativa, a 9 de dezembro na sala de atos da Câmara Municipal de Bragança.
O Congresso ‘Monsenhor José de Castro: vida, obra e pensamento’ pretende “revisitar/descobrir o percurso biográfico” e o “extraordinário legado cultural” da personalidade da história portuguesa contemporânea.
A Diocese de Bragança explica que o evento vai assinalar a passagem dos cinquenta anos da morte de monsenhor José de Castro (1886-1966) conta com a presença de investigadores de várias universidades.
Do programa de 9 de dezembro destaca-se uma cerimónia de homenagem às 12h00 onde vão colocar uma lápide evocativa junto à sepultura do sacerdote no cemitério da cidade.
A diocese transmontana informa ainda no seu sítio online que o evento científico é promovido com a Câmara Municipal de Bragança em parceria com a Universidade Católica Portuguesa e a Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares e a Globalização (Universidade Aberta).
Agência Ecclesia
O Congresso ‘Monsenhor José de Castro: vida, obra e pensamento’ pretende “revisitar/descobrir o percurso biográfico” e o “extraordinário legado cultural” da personalidade da história portuguesa contemporânea.
A Diocese de Bragança explica que o evento vai assinalar a passagem dos cinquenta anos da morte de monsenhor José de Castro (1886-1966) conta com a presença de investigadores de várias universidades.
Do programa de 9 de dezembro destaca-se uma cerimónia de homenagem às 12h00 onde vão colocar uma lápide evocativa junto à sepultura do sacerdote no cemitério da cidade.
A diocese transmontana informa ainda no seu sítio online que o evento científico é promovido com a Câmara Municipal de Bragança em parceria com a Universidade Católica Portuguesa e a Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares e a Globalização (Universidade Aberta).
Agência Ecclesia
Nova direção da ACISMC promete dois anos “de muito trabalho”
Sem surpresas, Rui Fernandes foi eleito presidente da direção da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISM).
As eleições decorreram esta sexta-feira à noite, com uma única lista a sufrágio. Rui Fernandes assumia, recorde-se, a função de presidente desde o final do ano passado, depois de António Cunha se ter demitido e deixado o mandato a meio, e de Pedro Canelha, vice-presidente, ter renunciado ao cargo. Agora, Rui Fernandes foi eleito para dar continuidade aos trabalhos, para um mandato de 2 anos.
Rui Fernandes promete dois anos de muito trabalho.
“Dois anos de muito trabalho. De muito trabalho, mesmo.
Já havíamos feito uma reunião ou duas antes da eleição se realizar, já com estes membros e com esta força nova na direção. Vão ser 2 anos desafiadores, de muito trabalho, com muita responsabilidade, porque temos realmente vontade de fazer.
Já outrora nos candidatamos, com uma outra lista, e não nos foi possível na altura poder trabalhar. Tivemos agora um ano praticamente de gestão, onde de foram implementando algumas ideias mas em que não se levou um trabalho muito sério para a frente.
Agora temos 2 anos, e temos oportunidade de implementar algumas coisas que venham a trazer fruto ao tecido empresarial macedense.”
Até ao final do ano, o plano de atividades para 2017 vai ser apresentado aos sócios em assembleia.
Além de ações de Natal e de Páscoa viradas para o comércio tradicional, cursos de vitrinismo e a repetição da Gala do Comércio, realizada pela primeira vez este ano, está prevista uma feira de emprego, vocacionada para a fixação de jovens na região.
“Cada vez mais, vai ser uma das nossas grandes batalhas – a reformulação na forma de fazer comércio, a captação de clientes para os nossos comerciantes e para as nossas empresas. Basicamente, a captação dos macedenses para Macedo.
Com isto tudo vamos implementar dentro da Associação Comercial um gabinete para os nossos jovens universitários, que estão fora da cidade, do concelho. Vamos realizar um festival para eles, com uma feira de emprego, já no decorrer de 2017. Isto para conseguirmos trazer a nossa massa produtiva, a nossa gente de qualidade, a nossa gente formada, novamente para o nosso tecido empresarial e para a nossa região, de maneira a que não se vão embora, porque é gente de valor, é gente transmontana. E, acima de tudo, é aqui que eles estão bem.”
Outra preocupação da Associação Comercial tem a ver com a zona industrial do concelho. O Orçamento e Opções do Plano para 2017 tem acautelados 7 milhões de euros destinados a melhorar as infraestrutras existentes. Rui Fernandes aponta os aspectos que causam mais inquietação, e também algumas soluções.
Rui Fernandes em declarações após a nomeação para o cargo de presidente da direção da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros, para o próximo biénio.
Carlos Azevedo é o vice-presidente. Hélder Fernandes, também presidente da Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros, é tesoureiro desta nova direção. A fechar, Cláudio Santos e Maria João Cabeça, como 1ª e 2ª vogal, respectivamente.
Escrito por ONDA LIVRE
As eleições decorreram esta sexta-feira à noite, com uma única lista a sufrágio. Rui Fernandes assumia, recorde-se, a função de presidente desde o final do ano passado, depois de António Cunha se ter demitido e deixado o mandato a meio, e de Pedro Canelha, vice-presidente, ter renunciado ao cargo. Agora, Rui Fernandes foi eleito para dar continuidade aos trabalhos, para um mandato de 2 anos.
Rui Fernandes promete dois anos de muito trabalho.
“Dois anos de muito trabalho. De muito trabalho, mesmo.
Já havíamos feito uma reunião ou duas antes da eleição se realizar, já com estes membros e com esta força nova na direção. Vão ser 2 anos desafiadores, de muito trabalho, com muita responsabilidade, porque temos realmente vontade de fazer.
Já outrora nos candidatamos, com uma outra lista, e não nos foi possível na altura poder trabalhar. Tivemos agora um ano praticamente de gestão, onde de foram implementando algumas ideias mas em que não se levou um trabalho muito sério para a frente.
Agora temos 2 anos, e temos oportunidade de implementar algumas coisas que venham a trazer fruto ao tecido empresarial macedense.”
Até ao final do ano, o plano de atividades para 2017 vai ser apresentado aos sócios em assembleia.
Além de ações de Natal e de Páscoa viradas para o comércio tradicional, cursos de vitrinismo e a repetição da Gala do Comércio, realizada pela primeira vez este ano, está prevista uma feira de emprego, vocacionada para a fixação de jovens na região.
“Cada vez mais, vai ser uma das nossas grandes batalhas – a reformulação na forma de fazer comércio, a captação de clientes para os nossos comerciantes e para as nossas empresas. Basicamente, a captação dos macedenses para Macedo.
Com isto tudo vamos implementar dentro da Associação Comercial um gabinete para os nossos jovens universitários, que estão fora da cidade, do concelho. Vamos realizar um festival para eles, com uma feira de emprego, já no decorrer de 2017. Isto para conseguirmos trazer a nossa massa produtiva, a nossa gente de qualidade, a nossa gente formada, novamente para o nosso tecido empresarial e para a nossa região, de maneira a que não se vão embora, porque é gente de valor, é gente transmontana. E, acima de tudo, é aqui que eles estão bem.”
Outra preocupação da Associação Comercial tem a ver com a zona industrial do concelho. O Orçamento e Opções do Plano para 2017 tem acautelados 7 milhões de euros destinados a melhorar as infraestrutras existentes. Rui Fernandes aponta os aspectos que causam mais inquietação, e também algumas soluções.
Rui Fernandes em declarações após a nomeação para o cargo de presidente da direção da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros, para o próximo biénio.
Carlos Azevedo é o vice-presidente. Hélder Fernandes, também presidente da Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros, é tesoureiro desta nova direção. A fechar, Cláudio Santos e Maria João Cabeça, como 1ª e 2ª vogal, respectivamente.
Escrito por ONDA LIVRE
“Sensibilidades” em ferro e pedra para sentir em Macedo
Se o ano passado foi amor esculpido em pedra que se fazer sentir em Macedo de Cavaleiros, este ano, o mesmo autor da exposição C’est L’amour volta a trazer emoção aos macedenses.
“Sensibilidades” é o nome da exposição patente desde sábado no Centro Cultural da cidade, da autoria do lisboeta Ricardo Tomás, um artista que procura, acima de tudo, a beleza feminina, caraterística que converte em esculturas que este ano não são só em pedra, mas também em ferro.
“Este ano convidaram-me para expor aqui e eu achei que deveria trazer algo diferente. Como um ano de vida a nível de escultura é muito pouco, resolvi trazer a minha arte em ferro também. O ferro já é uma forma de trabalhar diferente pois é quase como se desenhasse, e nessa linha tenho trabalhos totalmente diferentes e com mais sentimentos, daí o nome da exposição ser “Sensibilidades”.
O que eu procuro que os macendeses criem sentimentos com as obras, principalmente alegria e que fiquem felizes.”
Um artista de renome nacional, que, pelo segundo ano, traz arte e emoção a uma sala de exposições que é já uma referência na região. Palavras de Carlos Barroso, vice-presidente do município macedense.
“É sempre de salientar que é mais um evento de escultura e exposição da mesma que fazemos aqui nesta sala que já é de referência na região em termos de exposições. De referir ainda que este escultor gostou tanto de estar cá a primeira vez que resolveu voltar para expor a sua arte. É, sem dúvida, neste momento, um artista em franco progresso de aceitação a nível nacional, o que a nós, em Macedo de Cavaleiros, nos deixa orgulhosos.”
A exposição “Sensibilidades” pode ser visitada no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até 16 de janeiro.
Escrito por ONDA LIVRE
“Sensibilidades” é o nome da exposição patente desde sábado no Centro Cultural da cidade, da autoria do lisboeta Ricardo Tomás, um artista que procura, acima de tudo, a beleza feminina, caraterística que converte em esculturas que este ano não são só em pedra, mas também em ferro.
“Este ano convidaram-me para expor aqui e eu achei que deveria trazer algo diferente. Como um ano de vida a nível de escultura é muito pouco, resolvi trazer a minha arte em ferro também. O ferro já é uma forma de trabalhar diferente pois é quase como se desenhasse, e nessa linha tenho trabalhos totalmente diferentes e com mais sentimentos, daí o nome da exposição ser “Sensibilidades”.
O que eu procuro que os macendeses criem sentimentos com as obras, principalmente alegria e que fiquem felizes.”
Um artista de renome nacional, que, pelo segundo ano, traz arte e emoção a uma sala de exposições que é já uma referência na região. Palavras de Carlos Barroso, vice-presidente do município macedense.
“É sempre de salientar que é mais um evento de escultura e exposição da mesma que fazemos aqui nesta sala que já é de referência na região em termos de exposições. De referir ainda que este escultor gostou tanto de estar cá a primeira vez que resolveu voltar para expor a sua arte. É, sem dúvida, neste momento, um artista em franco progresso de aceitação a nível nacional, o que a nós, em Macedo de Cavaleiros, nos deixa orgulhosos.”
A exposição “Sensibilidades” pode ser visitada no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até 16 de janeiro.
Carta ao Pai Natal
“Querido Pai Natal
Há muitos anos que não te escrevia! Como tens passado?
Sei que já não esperavas cartas de “meninos da minha idade”. (já não se escrevem cartas, mandam-se (quanto muito) e-mails!) Mas este ano resolvi dar notícias, é que tenho andado a pensar numas coisas…
Vou ser breve, sei que não tens tempo, sei que já deves andar muito atarefado de um lado para o outro a preparar pedidos e presentes para os meninos do Mundo!
Não te preocupes! Este ano não vou escrever nenhuma lista de compras.
Sabes querido Pai Natal: eu até me preocupo com o ambiente e com o buraco na camada do ozono e gostaria muito de contribuir para ajudar a diminuir estes “males” e…vai daí gostaria que me desses de prenda de Natal um carro elétrico.
Não sei se dá para escolher mas enamorei-me deste modelo que vi em Bragança. Sei que é um bocadito caro… Pai Natal tu que sabes e vês tudo o que achas disto?
Provavelmente não seria boa escolha já que tem que estar sempre ligado à corrente, como acontece com este da imagem, e em viagens longas se calhar tinha que ter uma extensão de muitos, muitos quilómetros.
Querido Pai Natal, se me pudesses oferecer esta prendinha agradecia muito.
Obs* Não te esqueças de me mandar igualmente a extensão…aí com uns 300 quilómetros.
Obrigado querido Pai Natal e Boas Festas para ti, para a Mãe Natal e para os Duendes que, coitadinhos, não têm mãos a medir nesta altura do ano.
Há muitos anos que não te escrevia! Como tens passado?
Sei que já não esperavas cartas de “meninos da minha idade”. (já não se escrevem cartas, mandam-se (quanto muito) e-mails!) Mas este ano resolvi dar notícias, é que tenho andado a pensar numas coisas…
Vou ser breve, sei que não tens tempo, sei que já deves andar muito atarefado de um lado para o outro a preparar pedidos e presentes para os meninos do Mundo!
Não te preocupes! Este ano não vou escrever nenhuma lista de compras.
Sabes querido Pai Natal: eu até me preocupo com o ambiente e com o buraco na camada do ozono e gostaria muito de contribuir para ajudar a diminuir estes “males” e…vai daí gostaria que me desses de prenda de Natal um carro elétrico.
Não sei se dá para escolher mas enamorei-me deste modelo que vi em Bragança. Sei que é um bocadito caro… Pai Natal tu que sabes e vês tudo o que achas disto?
Provavelmente não seria boa escolha já que tem que estar sempre ligado à corrente, como acontece com este da imagem, e em viagens longas se calhar tinha que ter uma extensão de muitos, muitos quilómetros.
Querido Pai Natal, se me pudesses oferecer esta prendinha agradecia muito.
Obs* Não te esqueças de me mandar igualmente a extensão…aí com uns 300 quilómetros.
Obrigado querido Pai Natal e Boas Festas para ti, para a Mãe Natal e para os Duendes que, coitadinhos, não têm mãos a medir nesta altura do ano.
Autor devidamente indentificado
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