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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Assembleia Municipal aprova moção recomendando ao Governo a manutenção do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros

 A Assembleia Municipal de Bragança aprovou, esta quinta-feira, uma moção pela manutenção do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros, que dividiu a votação.


A moção foi proposta por Bruno Veloso, membro da bancada do Partido socialista, defendendo que "o distrito de Bragança apresenta características geográficas e demográficas que tornam particularmente indispensável a manutenção deste equipamento no interior do território". "A dimensão do distrito, a dispersão dos seus concelhos torna o helicóptero uma peça insubstituível do sistema de emergência.

Não está apenas em causa a rapidez do transporte. Está em causa o tempo de resposta em situações em que minutos podem significar a diferença entre a vida e a morte.

Importa ainda sublinhar que a relevância deste meio não se limita à emergência médica em sentido estrito. O helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros integra uma lógica mais ampla de coesão territorial e de compromisso do Estado com as populações do interior. Sempre que os pressupostos que estiveram na base da sua colocação permanecem válidos, como sucede atualmente, qualquer alteração que fragilize esta resposta compromete a confiança das populações", lê-se no texto apresentado.

A Assembleia deliberou, então, reafirmar "a sua posição favorável à manutenção integral da base do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros", e recomendar "ao Governo que salvaguarde a continuidade deste meio essencial ao serviço das populações do Nordeste Transmontano".

A moção "rejeita qualquer solução que reduza a capacidade de resposta imediata no distrito de Bragança e territórios vizinhos" e "recomenda ao Governo a reavaliação de qualquer decisão que ponha em causa a permanência deste recurso estratégico no interior do país".

"A presente moção deve ser remetida aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ao Governo, ao Presidente da República e às Assembleias Municipais do distrito de Bragança", termina o texto.

A moção foi aprovada com 33 votos a favor, sobretudo socialistas, nove abstenções e 27 votos contra, sobretudo da bancada do PSD e alguns presidentes de junta.

O momento da votação provocou ainda uma pequena discussão entre o presidente da Mesa, Eduardo Malhão, e o proponente, Bruno Veloso, pela forma como os trabalhos estavam a ser conduzidos.

AGR

Concurso Nacional de Jovens Agricultores 2026

 A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) anunciou esta quinta-feira a abertura, das candidaturas ao Concurso Nacional de Jovens Agricultores 2026, uma iniciativa que visa reconhecer e promover os melhores projetos agrícolas desenvolvidos por jovens em Portugal.


“Este concurso tem como objetivo reforçar a importância da renovação geracional no setor agrícola, dando visibilidade a projetos inovadores, sustentáveis e geradores de valor económico e social para os territórios rurais”, explicou a CAP.

As candidaturas são gratuitas e devem ser submetidas em formato digital, através da plataforma oficial do concurso, até dia 2 de junho.

O vencedor será anunciado no dia 8 de junho, durante a conferência “Ser Jovem Agricultor em Portugal”, que se realiza no CNEMA, em Santarém, no âmbito da Feira Nacional da Agricultura.

O projeto vencedor representará Portugal no Congresso Europeu de Jovens Agricultores, que terá lugar a 18 de novembro, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, onde estarão em competição os melhores projetos dos Estados-Membros da União Europeia.

GL

Escolas Profissionais de Agricultura vão passar para as mãos dos municípios

 As escolas profissionais de agricultura vão ser geridas pelos municípios. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, durante uma audição regimental na Comissão de Educação e Ciência.


A posição do Governo surgiu em resposta à deputada do PS eleita por Bragança, Júlia Rodrigues, que questionou o Governo sobre futuro destas escolas, em particular da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, em Mirandela. “Nós temos 14 escolas públicas que estão abandonadas. Já temos uma avaliação interna das escolas e agora, com as CCDRs, vamos ter uma avaliação da rede e vamos olhar para essa rede e para aquilo que é o papel de cada uma dessas escolas. Elas precisam de grandes valores de investimento, mas não vão ficar dependentes das CCDRs. A leitura que foi feita pelo Governo do Partido Socialista foi que elas não se enquadravam na descentralização, nós não vemos razão nenhuma para isso. Elas podem e devem estar, tal como as outras escolas, ligadas aos municípios. Não há razão nenhuma na lei para isso não ter acontecido. É isso que vai acontecer”.

Na audição, Fernando Alexandre sublinhou que a continuidade e valorização destas escolas dependerá também da sua “capacidade de demonstrar relevância”. “A importância estratégica de uma instituição como esta tem de ser demonstrada pela própria escola, com o projeto que tem, mas também pelos agentes do território, pelas autarquias, ou seja, não é apenas a autarquia onde está baseada a escola, mas as autarquias à volta. As 14 escolas têm cerca de 1800 alunos, sendo que uma parte significativa da sua oferta não é na área agrícola. E, por isso, é preciso, de facto, pensar a oferta destas escolas e alinhá-la com as estratégias dos territórios”.

A requalificação da rede implicará, segundo o ministro, “investimento público significativo”, tanto ao nível das infraestruturas como dos recursos humanos, reconhecendo que várias destas escolas enfrentam carências acumuladas.

Governo diz que IPB vai ter de esperar mais algum tempo para se transformar em universidade

 A proposta de transformação do Instituto Politécnico de Bragança em universidade não vai a Conselho de Ministros, juntamente com os processos do Porto e de Leiria. A garantia foi deixada pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. “Não, o Instituto Politécnico de Bragança, a proposta que tem, não vai a Conselho de Ministros na mesma altura em que vai a proposta de criação da Universidade de Leiria do Oeste e da Universidade Técnica do Porto. Não vai porque não têm a mesma maturação. O Governo vê com bons olhos essa proposta, nós transmitimos isso à direção do Instituto Politécnico, mas a criação de uma nova universidade pública é algo que exige uma maturação e nós temos a proposta há cerca de 2 meses e ainda não foi sequer alvo dos pareceres que são obrigatórios”.


O ministro esclarece que os processos do Instituto Politécnico de Leiria e do Instituto Politécnico do Porto resultam de “vários anos de preparação”, envolvendo diferentes entidades e avaliações estratégicas, estando já “praticamente fechados” os diplomas legais que permitirão criar a Universidade de Leiria e Oeste e a Universidade Técnica do Porto. O mesmo não acontece com o IPB. “No caso da Leiria, há um estudo sobre como é que a transformação de uma instituição de ensino superior pode e deve alicerçar toda uma estratégia de desenvolvimento. Foi um processo que durou cerca de 4 anos, que envolveu 24 municípios. E no caso da Universidade Técnica do Porto, há também um estudo que mostra a importância que aquela instituição vai ter na captação de capital humano, já que é uma região que perde imenso capital humano, ou seja, a área metropolitana do Porto, em particular, perde imensos candidatos para o ensino superior para outras regiões. Em relação ao Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Bragança fez-nos chegar uma proposta há cerca de 2 meses, não falaram sequer connosco primeiro”.

Apesar disso, o governante deixou uma avaliação positiva sobre a instituição. “Enviaram-nos a proposta e, depois, pedimos um plano de desenvolvimento estratégico que não vinha com a primeira proposta. Foi-nos enviado em março. O Instituto Politécnico de Bragança é uma instituição importantíssima, tem investigação que é melhor que em algumas universidades públicas, é preciso dizer isso. Como nós ainda não temos pareceres para o IPB, eu não gostaria muito de falar sobre o caso, mas já percebem que eu avalio esta instituição de uma forma muito positiva”.

Declarações de Fernando Alexandre na última Comissão de Educação e Ciência. Depois de questionado pelos deputados eleitos por Bragança, Hernâni Dias, da Aliança Democrática, e Júlia Rodrigues, do PS, o governante explicou que a candidatura do Instituto Politécnico de Bragança ainda não tem o mesmo grau de “maturidade” das restantes.

INEM garante que não vão mexer na localização dos helicópteros de emergência médica até 2030

 O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garantiu hoje que o contrato de helicópteros de emergência médica se mantém em vigor até 30 de junho de 2030, “não havendo qualquer alteração ao modelo operacional atualmente existente até essa data”.


Segundo a informação enviada pelo INEM “as bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé mantêm-se em pleno funcionamento”.

Glória Lopes

quarta-feira, 29 de abril de 2026

𝑷𝒓𝒆́𝒎𝒊𝒐𝒔 𝒆𝒎 𝑫𝒆𝒔𝒕𝒂𝒒𝒖𝒆 - 𝐴𝑏𝑟𝑖𝑙 - 2026

 A rubrica “Prémios em Destaque” evidencia, mensalmente, conquistas alcançadas por brigantinas e brigantinos, em diversas áreas, valorizando o talento e o trabalho desenvolvido no concelho.

FUGIR DE TI

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


 Há amores que nunca terminam, apenas se calam, como incêndios que ardem debaixo da terra. Ardem em silêncio, e consomem tudo devagar.

Afastar-me de ti não foi coragem, foi uma espécie de naufrágio consciente.

Foi escolher afundar o meu próprio barco para que as ondas não destruíssem outros portos inocentes.

Ficar teria sido mais fácil para o coração, mas cruel para quem nunca mereceu carregar os destroços de uma paixão impossível.

Por isso fugi.

Mesmo sabendo que fugir de ti, era deixar a vida perder cor.

Mesmo sabendo que, longe de ti, os dias passariam a ter o sabor húmido das casas vazias e o silêncio pesado das estações sem comboios.

Há despedidas que não salvam quem parte, salvam apenas quem fica.

E talvez amar também seja isto:

transformar o próprio peito em exílio, para que outro coração possa continuar a dormir em paz.

M.C.M (São Marques)


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

Notícias da aldeia de Milhão

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)

Fotos de Emídio Galvão

 O meu primo Emídio Galvão quase me adivinha os pensamentos. Secretário da Junta de Freguesia, devolve-nos as memórias e ouvem-se de novo as vozes que há muito se calaram.

Andava eu incomodado com o abandono da Fonte de Cima, a fonte de mergulho da minha infância.

- Vê lá se cais à fonte, meu rei! — avisava a velha empregada da casa, quase mãe. Nunca caí à fonte, Sara! Mas tantas vezes me caíram lágrimas, misturadas com as silvas que esplendorosamente ocultavam a fonte e silenciavam o ribeiro que timidamente corria por baixo da ponte, que já não dava passagem para a outra margem.

A obra fez-se… urbanizou-se o espaço e a fonte esquecida renasceu das cinzas… fénix renascida em plena alvorada. O Emídio ia avisando que a obra estava quase pronta. Já vi o arranjo final com olhos marejados… mágoas antigas.

- Não sabia que havia aí uma fonte! — dizem muitos.

Havia uma fonte… há uma fonte… renasce o ribeiro e regressa tanta gente que, de cântaro no braço, vai à fonte… bebem água… dizem segredos em surdina… lavam a roupa, que fica a corar na relva fresca… e é madrugada… e a cegonha passa rasante à beira da saudade.

… e é quase Verão… com segadores…  cheios de sede que descansam no aconchego da fonte.

… Obrigado


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

A freguesia de 𝐌𝐮𝐫𝐜̧𝐨́𝐬 recebe, no próximo fim de semana, dias 𝟎𝟐 e 𝟎𝟑 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨, a 𝐈 𝐅𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐞 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐜̧𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬.

 O certame contará com a venda de produtos locais, largada de perdizes e pombos, exposição de cães de caça, passeio TT, desfile e bênção das matilhas, workshop sobre produção biológica, exposição dos Artistas da Terra, apresentação do livro “O Puto de Vale dos Amieiros”, animação musical, entre outras atividades e momentos de convívio.
Dois dias dedicados à 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨𝐦𝐢𝐚, 𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐫𝐮𝐫𝐚𝐢𝐬, que convida a visitar Murçós.

XXII Encontro de Anciãos do Município de Mogadouro

 O Município de Mogadouro convida todos os seniores do concelho a participar em mais um momento de convívio, partilha e celebração!

30 de maio de 2026

Este encontro é já uma tradição no nosso concelho e representa uma justa homenagem a quem tanto contribuiu para a nossa história, identidade e comunidade.

Programa:

🕥 10h30 – Concentração nos Paços do Concelho
🕚 11h00 – Missa no Convento de São Francisco
🕧 12h30 – Almoço convívio no Parque de Exposições e Feiras
🕑 14h00 – Animação musical

Um dia pensado para celebrar a vida, fortalecer laços e promover o bem-estar dos nossos idosos, num ambiente de alegria e amizade.

Contamos com a sua presença!

Inscreva-se na sua Junta de Freguesia

A Mentira da Verdade

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


 Houve tempos em que os seres humanos eram mais complexos, mais difíceis de classificar. Felizmente, hoje, isso já não acontece. A simplificação ganhou terreno e a espécie parece ter descoberto forma eficaz de se organizar, praticamente, em dois grandes modelos. 

Se é oficial? Claro que não. Se houve lugar a decreto? Também não foi necessário. Bastou-nos a conveniência, a repetição, a indiferença e, sobretudo, a preguiça de pensar. 

E a máquina segue, iludida de que gira exatamente como deveria girar. Observemos com alguma atenção para compreender como tudo se organiza quando o mundo acorda. 

A luz acende-se. Os gestos repetem-se. Há trânsito. Os semáforos mudam de cor, as pessoas atravessam. Cafés apressados. Reuniões e opiniões muito urgentes. Pouca coisa exige paragem suficiente para ser entendida. Afinal, está tudo a acontecer. E parece funcionar.

Hoje é Dia da Consciência Social e do Bem-Estar Coletivo. Dizem que há um evento público patrocinado por uma conhecida marca de produtos dietéticos e um banco qualquer: o Fórum Nacional Para a Proximidade Humana. Título suficientemente elucidativo para dispensar explicações. 

Obviamente, por razões diversas, quer Osório Frio como Glorinha da Ribalta sabem que é pertinente marcarem presença.

À entrada do moderno auditório, a palavra “transformação” salta à vista em vários painéis cheios de cores. 

Osório Frio é meticuloso no cumprimento de horários. Educado nos gestos, atencioso nas palavras, com notáveis competências para deixar os seus interlocutores sentirem-se importantes. 

Não nasceu assim, irrepreensível, digno homem de valor. Aperfeiçoou-se para se tornar ator de excelência num papel pelo qual tem um sentimento de total desprezo. Aprendeu a imitar emoções, de modo assaz preciso, com o objetivo de persuadir os outros. 

Sem se distrair com desnecessidades nem com rostos, Osório Frio dirige-se, passo calculado, para um lugar estratégico da sala. Posiciona-se num ponto onde pode ser visto sem se mostrar largamente disponível. Fundamental para observar fragilidades, ambições e vaidades. Analisar riscos, benefícios e eventual préstimo daqueles que se cumprimentam, vão conversando ou que se evitam.

Glorinha da Ribalta. As primeiras horas da manhã começam logo, em modo monólogo, a fazer perguntas aos espelhos como se estivesse a interpelar uma assembleia. Prefere chegar atrasada a qualquer lugar. Os atrasos não são inocentes. É para ter oportunidade de se fazer notar enquanto gravita em torno dos presentes. 

Sente que aquele dia, para si, irá ser renovador. Entusiasmada com a antecipação das emoções, verte nos palcos digitais uma sequência de episódios e sucessos que ainda não aconteceram, legendados por frases sem conteúdo. Um “spoiler” do seu futuro fantástico ao longo das próximas 24 horas, repletas de múltiplas aprendizagens sobre a vida (sim, 24 horas, porque Glorinha da Ribalta acredita convictamente conseguir viver maravilhosos acontecimentos universais até mesmo enquanto dorme).

Quando chega, a primeira intervenção já decorre há uns largos minutos. Um orador fala sobre empatia e a importância de cada um se colocar no lugar do outro. Glorinha da Ribalta, com uma expressão de felicidade exagerada, desliza, saltitante, por entre cadeiras e corpos alinhados em filas ordenadas, a uma velocidade de quem não encontra o lugar certo para ficar.

Algumas cabeças viram-se. Quer acreditar que é por admiração.

— Peço imensa desculpa, estive numa sessão de meditação… — disse a ninguém em particular pois ninguém, em particular, se mostra efetivamente interessado nela. 

Antes de se sentar faz uma pausa dramática. Pensa que aquele auditório parece indiferente ao seu estado interior. O meio que a circunda, afinal, não entende a sua profundidade.

Não muito distante, Osório Frio observa e avalia. Desconsidera.

O discurso prossegue. Fala-se sobre as grandes competências essenciais dos tempos modernos. Construir sociedades mais despertas, responsáveis e ligadas entre si. Osório Frio, contido nos movimentos, escuta com interesse disfarçado e a certeza absoluta de que nada alcançará de produtivo se abandonar o próprio lugar para habitar o daqueles que não são vantajosos para os seus interesses.

Por sua vez, Glorinha da Ribalta transborda sem direção. Comenta, concorda com fervor, acrescenta.

— Estas coisas tocam-me extraordinariamente! — Não compreende exatamente porque o diz, mas sabe que o sente.

Ninguém pergunta nada. Ela inquieta-se e aumenta o volume.

Intervalo. O público, satisfeito, aplaude.

Glorinha da Ribalta levanta-se.

— Tenho de ir partilhar isto.

Osório Frio levanta-se.

— Tenho de ir aproveitar isto.

No recinto, pessoas circulam. Outras acenam. Por cima da máquina de café, um cartaz policromático aconselha: “Seja a mudança que quer ver no mundo”. Paira um aroma a poucas expetativas. Ninguém parece muito disposto a interpretar a frase para além do mero registo visual. 

Osório Frio, olho astuto, e Glorinha da Ribalta, cara de luz artificial, cruzam-se pela primeira vez. Sorrisos simulados.

— Há qualquer coisa em si que me inquieta — declara Glorinha da Ribalta.

— É possível. Costuma sentir isso frequentemente?

— Sim. Sabe que tenho uma conexão muito intensa com as pessoas?

Osório Frio sorve um golo de café e pousa o copo de plástico na palma da mão. Ouve. Não interrompe. Recolhe dados enquanto Glorinha da Ribalta lhe fala, num exercício impecável de escuta ativa de si própria, sobre o seu percurso, sobre abraçar quem se é de modo autêntico e sobre permanecer conectado com as pessoas, em especial, as que têm medo de sentir.

— Interessante. E em que medida isso lhe é útil?

— Utilidade? Estou a contar-lhe sobre ser… humano. As pessoas precisam de sentir-se.

— As pessoas precisam de funcionar. Tenho preferência por compreender.

— Compreender não chega.

— Sentir também não.

— Você tem um vazio que inquieta. 

— Você tem um exagero que incomoda.

— Você usa as pessoas.

— Você usa-se a si própria.

— Pelo menos sou verdadeira.

— Não. É apenas convincente.

— Olha quem fala! Você é desumano e isso é assustador! É certamente um homem muito só. 

— E você é irrelevante e isso é terrível. É, sem dúvida, uma mulher muito sozinha.

Olham um para o outro como dois dialetos que partilham somente vocábulos, mas não o significado. Duas lógicas incompatíveis a tentar ocupar o absurdo do mesmo espaço. Duas peças do mesmo sistema convencidas do problema estar instalado, inequivocamente, no outro extremo.

De novo sentados nos respetivos lugares. De um lado, os que gostam de usar. Do outro, os que gostam de ser vistos. Nos dois lados, os que tiram partido. Perigosamente eficazes numa sociedade que tem uma relação abundantemente superficial com a verdade e em que a aparência dita a decisão final.

No fim da peça, à saída, a agenda temática de boas intenções do dia, evapora-se pelas condutas do ar condicionado. A matriz coletiva regressa ao seu estado de decoração. Crentes de terem retirado daquele encontro tudo o que pretendiam, Osório Frio ajeita os óculos em cima do nariz e o colarinho da camisa, Glorinha da Ribalta digita, no telemóvel, os discursos do dia como se fossem inspirações da sua autoria. 

E a vida continua.

Paula Freire


Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

VINHAIS ALERTA PARA AUMENTO DE NINHOS PRIMÁRIOS DE VESPA ASIÁTICA E APELA À COLABORAÇÃO DA POPULAÇÃO

 A Câmara Municipal de Vinhais lançou um alerta à população para a atual fase de atividade da vespa asiática, que se encontra neste momento em período de construção de ninhos primários no concelho.


De acordo com a autarquia, estes ninhos iniciais são habitualmente instalados em locais abrigados, como casas devolutas, garagens, armazéns e também em árvores, podendo passar despercebidos numa fase precoce. No entanto, a sua identificação atempada é considerada fundamental para um controlo eficaz desta espécie invasora.

O município sublinha que a deteção precoce permite uma intervenção rápida por parte do Serviço Municipal de Proteção Civil de Vinhais, garantindo não só a destruição do ninho, como também da respetiva rainha, evitando assim a proliferação de novas colónias.

Face a esta situação, a Câmara Municipal de Vinhais apela à vigilância da população e solicita que qualquer avistamento seja comunicado às Juntas ou Uniões de Freguesia da área de residência, ou diretamente aos serviços municipais de proteção civil, através do contacto telefónico 273 772 134.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Vinhais

FREIXO DE ESPADA À CINTA RECEBE ENCONTROS SUPERQUINAS COM CENTENAS DE ALUNOS DO 1.º CICLO

 O concelho de Freixo de Espada à Cinta prepara-se para acolher, no dia 06 de maio, mais uma edição dos Encontros SuperQuinas, iniciativa integrada no projeto “Jogam Todos – A Hora dos SuperQuinas”, promovido pela Federação Portuguesa de Futebol.


Esta será a primeira paragem do presente ano letivo deste evento de âmbito intermunicipal, que reúne alunos do 3.º e 4.º anos do 1.º Ciclo do Ensino Básico dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Alfândega da Fé.

A iniciativa promete um dia marcado pela prática desportiva, pelo convívio e pelo entusiasmo dos mais jovens, com atividades pensadas para incentivar estilos de vida ativos e saudáveis. Para além da componente lúdica, o evento pretende também reforçar valores fundamentais associados ao desporto, como o respeito, o trabalho em equipa e o espírito de fair play.

Os Encontros SuperQuinas continuam, assim, a afirmar-se como uma importante ferramenta de promoção da atividade física junto da população escolar, contribuindo para o desenvolvimento integral das crianças e para o fortalecimento das relações entre municípios da região.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO RECEBE PRIMEIRA BIENAL DO TEATRO POPULAR MIRANDÊS

 O concelho de Miranda do Douro vai acolher, nos dias 22 e 23 de maio, a primeira Bienal do Teatro Popular Mirandês (TPM), uma iniciativa que pretende preservar, valorizar e projetar uma das mais autênticas manifestações culturais da Terra de Miranda.


A iniciativa, promovida pela Associação Tradifols, Artes e Ritmos (fundada em 2024) decorrerá em vários pontos do concelho brigantino e reunirá grupos de teatro, investigadores, artistas e comunidade local em torno de um património profundamente ligado à memória coletiva e à identidade mirandesa.

O regrador e estudioso do TPM, António García, sublinhou que esta bienal nasce da necessidade de manter viva uma tradição secular que resistiu ao tempo graças à forte ligação das populações às suas raízes culturais.

“O Teatro Popular Mirandês ultrapassa a dimensão do simples entretenimento, afirmando-se como um espaço de expressão cultural, transmissão de saberes e resistência identitária”, afirmou.

Historicamente associado a contextos rurais, festividades religiosas, romarias e momentos de convívio comunitário, o TPM constitui uma expressão artística singular do Planalto Mirandês, marcada pela oralidade, pela participação popular e pela adaptação contínua dos textos às realidades locais.

A programação da primeira edição inclui a apresentação do auto “A Confissão do Marujo”, recolhido na aldeia da Póvoa, em Miranda do Douro, bem como a estreia de “A Tia Lucrécia”, pelo Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC), parceiro da organização.

Para António García, a Bienal assume-se como muito mais do que um simples evento cultural.

“É um encontro, uma celebração e um espaço de criação que pretende unir diferentes gerações e agentes culturais, funcionando também como motor de desenvolvimento social, cultural e económico do Planalto Mirandês”, destacou.

Também envolvido no projeto, o linguista, escritor e investigador António Bárbolo Alves defende que o Teatro Popular Mirandês resulta de um complexo processo de cruzamento cultural, impossível de explicar a partir de uma única origem.

“O que hoje designamos como Teatro Popular Mirandês é fruto de várias correntes culturais que se fundiram no isolamento geográfico do Planalto Mirandês”, explicou.

Segundo o académico, os textos revelam influências diretas da escola vicentina e de dramaturgos peninsulares dos séculos XVI e XVII, como Baltasar Dias, Afonso Álvares, António Pires Gonge ou António Cândido de Vasconcelos, além de autores castelhanos cujas obras circulavam livremente nas feiras e romarias da região fronteiriça.

No entanto, António Bárbolo Alves sublinha que foram os chamados “regradores” locais os verdadeiros responsáveis pela preservação e reinvenção desta tradição.

“Eram encenadores, copistas e guardiões da memória coletiva. Não se limitavam a reproduzir os textos: adaptavam as falas, transformavam as palavras e aproximavam as histórias da realidade concreta das aldeias”, referiu.

A riqueza linguística do TPM é outro dos elementos destacados pelo investigador, que aponta a coexistência do português e do castelhano profundamente marcados pela oralidade mirandesa.

“Trata-se de um registo precioso sobre a forma como as comunidades locais se apropriaram de textos vindos de fora e os transformaram em património seu”, concluiu.

A Redação com Lusa
Foto: DR

VALES RECEBE PRIMEIRO PRÉMIO DE MOTOCROSS DA CEREJA EM MAIO

 A aldeia de Vales, no concelho de Alfândega da Fé, prepara-se para acolher, no dia 24 de maio, a primeira edição do Prémio de Motocross da Cereja, uma iniciativa que promete dinamizar a região e atrair amantes da modalidade.


A prova terá início pelas 09h30 e conta com várias classes em competição, nomeadamente MX1, MX2, Quad e diferentes categorias de 50cc, incluindo livres, com radiador, sem radiador e clássicas, abrangendo assim um leque alargado de participantes.

As inscrições já se encontram abertas, devendo os interessados formalizar a sua participação através de contacto telefónico disponibilizado pela organização, a cargo do Circuito MX-Enduro Luís Ferreira.

Com esta iniciativa, Vales associa o desporto motorizado à promoção do território, numa altura em que a cereja, produto emblemático da região, ganha especial destaque, contribuindo para a afirmação local e para a dinamização económica e turística do concelho.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES ASSINALA “MINUTO AZUL” EM ALERTA PARA OS MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA

 O concelho de Carrazeda de Ansiães assinala amanhã, dia 30 de abril, uma ação simbólica de sensibilização para a problemática dos maus-tratos na infância, através da iniciativa “Minuto Azul”.


Promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Carrazeda de Ansiães, a ação está marcada para as 10h00, momento em que será acionada a sirene dos Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães, assinalando o início de um minuto de silêncio em homenagem a todas as crianças vítimas de negligência, maus-tratos ou outras situações de risco.

Esta iniciativa pretende mobilizar a comunidade para a reflexão e consciencialização coletiva, incentivando os cidadãos a associarem-se ao momento através de um gesto simbólico, o uso de uma peça de roupa azul, cor que representa a proteção da infância e o compromisso com esta causa.

A CPCJ apela à participação ativa da população, sublinhando a importância de reforçar uma cultura de cuidado, respeito e responsabilidade na defesa dos direitos das crianças.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: DR

VILA FLOR PROMOVE INCLUSÃO ESCOLAR COM PROGRAMA INOVADOR DE ACESSIBILIDADE À COR

 O concelho de Vila Flor recebeu, ontem, dia 28 de abril, o programa ColorADD Social, uma iniciativa pedagógica que visa promover a inclusão e a igualdade de oportunidades no contexto escolar.


A ação envolveu alunos do 3.º ano do Agrupamento de Escolas de Vila Flor, que participaram numa sessão prática e interativa dedicada à compreensão da perceção da cor, particularmente no que diz respeito ao daltonismo. Através de uma abordagem lúdica, os estudantes foram desafiados a conhecer o denominado “alfabeto das cores”, um sistema que permite identificar cores por meio de símbolos, facilitando a inclusão de pessoas com dificuldades na sua distinção.

No âmbito desta iniciativa, foi ainda realizado um rastreio visual junto dos alunos, com o objetivo de contribuir para a deteção precoce de possíveis casos de daltonismo, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento adequado.

Reconhecido internacionalmente e destacado pela Organização das Nações Unidas como uma das melhores soluções de acessibilidade, o programa pretende não só melhorar o desempenho escolar, mas também combater situações de exclusão e bullying associadas a esta condição.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: DR 

PROJETO “SEMEAR + CEDO” LEVA ARTE E NATUREZA ÀS ESCOLAS DO VALE DO TUA

 O Instituto Politécnico de Bragança, através da EsACT-IPB, encontra-se a dinamizar no terreno o projeto “Semear + Cedo”, uma iniciativa promovida pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua, dirigida a alunos do 4.º ano de escolaridade e centrada na valorização do território envolvente.


Nesta fase do projeto, docentes da EsACT-IPB estão a deslocar-se a diferentes estabelecimentos de ensino da região do Vale do Tua para desenvolver atividades artísticas, nomeadamente pintura e escultura, inspiradas no universo da floresta e no património natural local.

A iniciativa dá continuidade ao trabalho previamente realizado em oficinas de campo, reforçando a ligação das crianças ao meio ambiente e promovendo uma abordagem pedagógica assente na criatividade e no conhecimento do território.

Jornalista;: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDELA ACOLHE EXPOSIÇÃO “AS MULHERES NA HISTÓRIA” NO ÂMBITO DO DIA DA MÃE

 A Estação das Artes de Mirandela recebe, este domingo, 03 de maio, pelas 16h30, a inauguração da exposição “As Mulheres na História”, da autoria de Mónica Silva.


A mostra propõe uma reflexão sobre o papel determinante das mulheres ao longo dos tempos, evidenciando contributos frequentemente esquecidos, mas essenciais para a evolução das sociedades. Através desta exposição, a artista convida o público a revisitar figuras femininas que marcaram a história, sublinhando a sua influência em diferentes áreas da vida social, cultural e política.

Esta iniciativa assume um significado especial por assinalar o Dia da Mãe, destacando o papel das mulheres enquanto agentes de mudança, muitas delas também mães, cuja ação teve impacto nas gerações seguintes.

A inauguração decorrerá na Mirandela e estará aberta à comunidade, reforçando a aposta na dinamização cultural do concelho e na valorização de temáticas ligadas à igualdade e à memória coletiva.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Mirandela

Alfândega da Fé adquire máquina de rastos para reforço da proteção civil

 O Município de Alfândega da Fé adquiriu uma nova máquina de rastos, num investimento cofinanciado pelo NORTE 2030, com o objetivo de reforçar os meios materiais de proteção civil no concelho.


Segundo a autarquia, o equipamento destina-se a apoiar ações de prevenção e combate a incêndios florestais, contribuindo para reduzir a vulnerabilidade dos territórios rurais e reforçar a capacidade de resposta em situações de emergência.

A operação visa ainda fortalecer as infraestruturas e os recursos disponíveis para a proteção civil, aumentando a segurança das populações e mitigando os riscos associados a catástrofes naturais.

De acordo com o município, a aquisição insere-se numa estratégia de reforço dos meios locais de intervenção, com o objetivo de melhorar a eficácia das ações de prevenção e resposta no terreno.

Fotografias: Câmara Municipal de Alfândega da Fé

Jodie Pinto