segunda-feira, 29 de maio de 2017

António Miguel Pinto

Segundo nos informa o nosso amigo António Gonçalves, da Torre de Dona Chama, foi António Miguel Pinto que mandou construir o belo palacete brasonado sito em Vilarinho de Agrochão, de que falámos no tomo VI, pág. 784, destas Memórias. Por sua morte passou o mesmo palacete aos filhos: José Maria Pinto Teixeira de Sá Castro, João Evangelista (morto por um genro em Sonim, concelho de Valpaços) e António Pinto de Sá Castro, que morreu em Elvas, sendo capitão de cavalaria.
O filho José Maria adquiriu a posse de toda a casa por compra aos irmãos das partes respectivas; casou, em segundas núpcias, na Torre de Dona Chama, com D. Inês Maria de Morais Sarmento em 24 de Janeiro de 1872, tendo ele sessenta e cinco anos e ela vinte e sete, e deixou à mulher (D. Inês) o usufruto da referida casa com mais prédios rústicos, mas esta desistiu da casa em favor dos herdeiros de seu marido, a saber: Maria Teresa, actualmente em França, num convento; Maria Félix, residente na Bouça, concelho de Mirandela; José Maria, em Lisboa; Luís Sampaio, no Brasil; Amélia, casada, em Vilarinho de Agrochão, e Carlos, em Valbom, concelho de Mirandela.
José Maria Pinto Teixeira de Sá Castro foi tenente do exército; mas, quando das lutas liberais, abandonou o posto e fugiu para Espanha. A sua viúva, D. Inês Maria de Morais Sarmento, possuía a carta em pergaminho, com tarja belamente iluminada, da formatura em direito canónico na Universidade de Coimbra de Miguel Rodrigues, filho de José Rodrigues, de Castro Avelãs, concelho de Bragança, passada em Julho de 1748, e diz que este Miguel Rodrigues era irmão do fundador da casa brasonada atrás mencionada.
A carta de pergaminho está agora no Museu Regional de Bragança.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

1 comentário:

Antonio Fernandes Ferreira disse...

Finalmente alguém, sabe explicar a origem da família á qual pertenceu este palacete, obrigada por terem satisfeito a minha curiosidade.
Eu nasci nesta aldeia perguntei várias vezes a algumas pessoas pela origem desta família e nunca ninguém me soube responder.
Afinal é sempre interessante saber um pouquinho da história do local que nos viu nascer.