segunda-feira, 5 de junho de 2017

Jorge Gomes desvaloriza as críticas dos bombeiros e garante que nunca chamou amadores aos voluntários

Jorge Gomes desvaloriza as críticas de que foi alvo por parte dos bombeiros e garante que nunca chamou amadores aos soldados da paz. Alguns bombeiros, nomeadamente o presidente da associação humanitária de Mirandela, criticaram o secretário e estado da administração interna, também acerca das declarações sobre a remuneração dos bombeiros no período de incêndios.
No aniversário da associação humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança, Jorge Gomes assegurou que nunca teve intenção de pôr em causa o profissionalismo dos bombeiros.

“O que o senhor presidente da AHBVM afirma a meu respeito deve é prová-lo. De uma mentira é possível transformá-la em verdade, não há nada como todos amplificarem para que se tome como verdade. E aproveitei a vinda a Bragança para afirmar que eu não disse que os bombeiros são amadores, mas se eventualmente o tivesse dito não seria de forma nenhuma para desvalorizar o profissionalismo dos bombeiros voluntários”, frisou.

Quanto à lei que impôs a diminuição do financiamento de 210 corporações do interior do país, depois de uma reunião com a liga dos bombeiros, o ministério da administração interna comprometeu-se a rever alguns pontos e propor alterações até ao final de Setembro.

“A lei, que é de 2015, não é boa. Tivemos uma reunião com a Liga dos Bombeiros Portugueses e chegamos à conclusão que seria melhor procedermos a uma proposta de alteração de lei e criámos para isso um grupo de trabalho”, explica.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, considera que este é “um passo de gigante”, porque caso o financiamento continuasse a diminuir poderia “colocar as associações humanitárias em risco de insolvência”.

“Tem vindo a haver sempre um deficit de 500 mil euros, e tem de se ir à Assembleia da República retirar a cláusula negativa para que nenhuma associação receba menos que no ano anterior, mas tem de haver sempre um aumento anual de 2,5 milhões de euros”, salientou.

Preparar o cartão social do bombeiro, que vai inclui benefícios e incentivos ao voluntariado, e rever a compensação pela actividade de combate aos incêndios florestais são outras das missões do grupo de trabalho criado.

Este sábado, dia em que se comemoraram os 127 anos da associação humanitária dos bombeiros voluntários de Bragança, a prenda foi uma ambulância e a inauguração de um hangar de viaturas pagos na íntegra por fundos próprio como explica o presidente da associação, Rui Correia. 

Escrito por Brigantia

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