domingo, 25 de junho de 2017

Viajar de carro pela rota da terra fria transmontana

São 500 quilómetros de paisagens soberbas e boa comida, com paragens de Bragança a Vinhais. Mais uma sugestão de road trip para este verão.
Fotografia de Pedro Granadeiro/GI
Não é um estrada, é uma rota. Uma rota com quase 500 quilómetros e passagem por estradas nacionais, municipais, aldeias, vilas, cidades e concelhos que se complementam entre si: Vinhais, Bragança, Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro. O nordeste transmontano. Haverá sempre uma dose de injustiça quando se afirma que esta é a região mais pura, dura, tradicional e autêntica do país, mas é indesmentível que aqui se encontra um certo Portugal, uma sensação de fim (de estrada), de comunhão com a terra sem paralelo em outra parte no país. A serra de Montesinho é um dos melhores exemplos.

Vale a pena ir ao encontro das aldeias fronteiriças, entre elas Rio de Onor, durante muito tempo a última aldeia comunitária da Península Ibérica. A passagem por Vinhais é também obrigatória – terra dos fumeiros por excelência – e uma boa opção para passar a noite, no Parque Biológico de Vinhais, espaço com cinco hectares, integrado no Parque Natural de Montesinho.

Tem bungalows devidamente equipados e colocados em redor de uma piscina biológica. Dá ainda a possibilidade de ver javalis, veados e corços, vacas e bois, ovelhas ou cabras e ficar a saber mais sobre os cogumelos de Montesinho. Cogumelos que são a matéria-prima principal do restaurante O Batoque, em Bragança, capital de distrito, cidade de província, mas que não se deixou estar parada no tempo. Além da Sé e do Castelo, destaque para o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais ou o Centro de Fotografia Georges Dussaud.

Como na maioria das rotas não há uma estrada definida, princípio meio e fim, se bem que todos os caminhos deste percurso acabem por ir dar ao Planato Mirandês e ao Parque Nacional do Douro Internacional. Os planaltos, as arribas, o rio, o mirandês (essa língua só sua), os burros e os bois de uma raça e qualidade únicas. Tudo isto é Trás-os Montes.


João Ferreira Oliveira
EVASÕES/tsf

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