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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Crónicas da aldeia, ou talvez não

Cinco da manhã. Toca a levantar. A minha mana Mila nao permitia atrasos. Era ela que todas as manhãs nos acordava para mais um dia de segada! " Quanto mais cedo melhor." "Segamos melhor pelo fresco." Era com estas palavras que ela nos convencia a levantar àquela hora .
O caminho era percorrido pelo fresco da madrugada. Éramos um grupo de cinco mulheres. A minha mãe, a Mila, que era a mais trabalhadora de todas, a Bina, a Zita, que se sentava no meio dos sucos quando o calor apertava, e eu, a mais nova. Cinco mulheres! Segávamos, atávamos, juntávamos os molhos, fazíamos as medas e quando terminávamos a segada fazíamos a "acarreija". Para fazer o"bornal" a minha mãe chamava um homem. 
O meu pai só chegava da Alemanha pelo mês de agosto, e nessa altura já o trigo e o centeio se encontravam nas "tulhas".
" Ah Domingas, bem podes com as tuas raparigas. Então a mais velha trabalha mais do que um homem." Todos os anos o tio "Musmus" repetia estas palavras cheio de admiração. E a minha mãe sorria de orgulho.

Teresa Tronjo

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