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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Caçarelhos: Teatro com uma centena de pessoas

 No serão de sábado, 14 de março, a aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso, foi o palco da peça de teatro “A Formosa Pelicana”, uma atividade cultural que reuniu uma centena de pessoas, locais e visitantes, para assistir à representação de um episódio da história de Portugal.


A representação teatral teve lugar no Centro de Promoção de Produtos Locais e Tradições, em Caçarelhos e a peça foi interpretada pelo Grupo Alma de Ferro. O grupo de Torre de Moncorvo representou a história de Violante Gomes, uma cristã-nova (descendente de judeus) que se casou secretamente com D. Luís de Portugal, sobrinho do rei D. Manuel I. Este casamento deu origem a D. António, Prior do Crato, que viria a ser Rei de Portugal, embora o seu reinado tenha sido curto e contestado.

Segundo a história, o casamento foi uma cerimónia privada e confidencial, realizada por razões de Estado, impostas pelo rei D. João III. A boda realizou-se na localidade de Adeganha, no concelho de Torre de Moncorvo, na Ermida da Senhora do Castelo.


O presidente do município de Vimioso, António Santos, sublinhou a importância de dar a conhecer a cultura e a história de Portugal, através do teatro à população do concelho.

“Esta peça de teatro leva-nos a recordar a história de Portugal, num momento marcante como foi a independência de Portugal, cada vez mais ameaçada pelos espanhóis. O filho deste casamento que a peça de teatro representa, D. António, o Prior do Crato, opôs-se à unificação de Portugal com Espanha. Neste conflito, o prior do Crato chegou a ser aclamado rei, na vila de Santarém, no entanto foi vencido na batalha de Alcântara, a 25 de agosto de 1580”, recordou o presidente do município de Vimioso.

O anfitrião do evento cultural, o presidente da Freguesia de Caçarelhos, Licínio Martins, destacou a novidade de trazer o teatro à aldeia.

“Se é verdade que a maioria das nossas aldeias sofre com o despovoamento e o envelhecimento das populações, também é verdade que quem aí vive, sejam as pessoas idosas, adultos, jovens e até as crianças gostam de participar e assistir a eventos culturais, como o teatro. Por isso, compete aos autarcas, sempre que possível, organizar e proporcionar eventos culturais como esta peça de teatro, interpretada pelo Grupo de Teatro Alma de Ferro”, disse o autarca de Caçarelhos.

A população de Caçarelhos ficou agradada com a vinda do teatro à aldeia e segundo o habitante local, Pedro Magalhães, os eventos culturais são ocasiões de convívio entre a população e os visitantes.

“Dou os parabéns ao município de Vimioso e à freguesia de Caçarelhos pela organização deste teatro na aldeia. Para além do valor cultural do teatro em si, estes eventos também propiciam o encontro e a confraternização entre a população da aldeia e quem nos visita”, realçou.


Em Caçarelhos, a peça teatral reuniu uma centena de pessoas, entre eles dezenas de visitantes, como Uliana Castro, que veio de Vimioso acompanhada do filho de oito anos, para assisitirem à peça de teatro “A Fermnosa Pelicana”.

«Dada a raridade de eventos culturais no interior do país, decidi proporcionar ao meu filho, um serão diferente, com a vinda até Caçarelhos, para assistirmos à peça de teatro. Ambos gostamos da representação teatral, que nos levou a conhecer um pouco da história de Portugal, numa região próxima como é Torre de Moncorvo. A afluência de tanto público comprova que as pessoas interessam-se pela cultura e por isso há que proporcionar mais eventos como este teatro à população do concelho de Vimioso”, sugeriu.

A peça “A Fermosa Pelicana”, em Caçarelhos, assim como a representação, a 27 de março, da comédia musical “ Filhas da Mãe”, em Carção, fazem parte da programação do município de Vimioso, para assinalar o Dia Mundial do Teatro.

HA

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