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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

OS FIDALGOS

 
VALBOM DE MASCARENHAS
(TAMBÉM CHAMADO VALBOM DOS FIGOS)

JOÃO AFONSO VAZ, residente em Cabanelas, o licenciado Mateus de Cepeda, abade de Freixedelo, e Domingos Esteves, reitor de Alvites, todos irmãos, naturais de Valbom de Mascarenhas, erigiram em 1719 uma capela em Valbom, concelho de Mirandela, com vínculo de morgadio, junto às casas onde nasceram, dedicada a Nossa Senhora da Conceição.
Em 1742 era administrador desta capela Francisco Teixeira de Sousa, capitão-mor de Lamas de Orelhão, onde residia (590).
Ver Cabanelas, pág. 199.

VALE DE ASNES

1º D.MARIA JOSEFA ALEXANDRINA, filha de José de Meireles Pinto, capitão-mor de Vale de Asnes, e de D. Maria do Ó Albuquerque Telo, professou em 1773 no convento de S. Bento de Bragança.
2º D.MARIA DO CARMO, irmã da precedente, professou no mesmo convento em 1788, obrigando-se ao pagamento do dote, além de sua mãe, seu irmão João António de Meireles Antas, de Castro de Avelãs, e sua mulher D. Francisca Bernarda de Castro Carvalho (591).
3º D. ALEXANDRINA TERESA DE MEIRELES ANTAS DE ALBUQUERQUE, recolhida no convento de S. Bento de Bragança, fez testamento em 1832 deixando por herdeira sua sobrinha D. Maria Ermelinda de Meireles, recolhida no mesmo convento.
Tinha duas irmãs: D. Antónia Bernardina e D. Ana Bernardina, também freiras no mesmo convento, e um sobrinho, Francisco de Meireles (592).

VALE BENFEITO

1º ALEIXO BORGES DE SÁ, tenente de cavalaria, cavaleiro professo na Ordem de S. Tiago, sua mulher D. Maria Correia da Conceição e Doroteia de Sá, sua tia, erigiram em 1755 uma capela com vínculo de morgadio em Vale Benfeito, concelho de Macedo de Cavaleiros, junto às suas casas de moradia, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Ao tempo os fundadores residiam em Nabo, concelho de Vila Flor (593).
Ver Nabo, pág. 343.
2º D. BERNARDA MARIA BORGES, de Vale Benfeito, obteve em 1777 licença para oratório particular nas suas casas de moradia, onde se celebrasse missa (594).
3º ANTÓNIO BORGES DE MORAIS, sargento-mor de infantaria, instituiu em 1523, o morgadio de Vale Benfeito, concelho de Macedo de Cavaleiros.
Sucedeu-lhe seu filho:
4º JOSÉ BORGES DE OLIVEIRA, doutor em Cânones, provisor e vigário geral no bispado de Bragança, abade de Montonto, que acrescentou o morgadio e o legou a seu sobrinho:
5º JOÃO DE MORAIS.
A este sucedeu seu filho:
6º Doutor LUÍS DE MORAIS.
E a este sucedeu outro João de Morais, pai de Salvador de Morais, que em 1721-1724 possuía este morgadio. Com geração (595).

VALE DE GOUVINHAS

ANTÓNIO DOMINGUES, presbítero, confirmado em Vale de Gouvinhas,concelho de Mirandela, fez em 1649 doação de bens à capela que tencionava erigir na mesma povoação dedicada a Santo António. Os bens constam principalmente de oliveiras (596).

VALE DE JANEIRO

1º ANTÓNIO BORGES DE MORAIS e sua mulher D. Josefa da Silva e Meneses, de Vale de Janeiro, concelho de Vinhais, obtiveram em 1781 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (597).
2º CIPRIANO FERRO, presbítero, erigiu em 1836 uma capela na povoação de Vale de Janeiro, junto às suas casas de moradia, dedicada a Nosso Senhor Jesus (598).

VALE DE LAMAS

MANUEL CAMELO DE MORAIS, abade de S. João, de Bragança, erigiu em 1715 uma capela da invocação do Calvário, na povoação de Vale de Lamas, concelho de Bragança «para acabar ally a via-sacra daquelle lugar, e lhe dotou por fabrica a Quinta contigua á dita capella que só de vinho rende em cada hum anno 200 ou tresentos Almudes». A quinta estava tapada e murada sobre si e constava de vinha, pomar e hortas. O documento não menciona as confrontações da quinta vinculada e parece que era um morgadio.
Nada resta hoje da capela; apenas a tradição de que ficava ao norte da povoação e contígua a esta na propriedade que fica entre os dois caminhos que, indo de Baçal, se bifurcam a quinhentos ou seiscentos metros antes da povoação (599).

VALE DE LAGOA

1º JOSÉ CAETANO REIMÃO, seus filhos Francisco Reimão, Manuel José, D. Maria Xavier, D. Luísa Josefa e D. Ana, de Vale de Lagoa, concelho de Mirandela, obtiveram em 1795 licença para oratório particular nas suas casas de moradia, onde se celebrasse missa (600).
2º JOSÉ CAETANO REIMÃO E MENESES, residente em Vale de Lagoa, freguesia de Alvites, concelho de Mirandela, obteve a 6 de Março de 1762 carta de nobreza e brasão de armas, que foi registada no Cartório da Nobreza, livro 2º, fólio 38 v (601) e lhe concede escudo esquartelado: no primeiro quartel as armas dos Reimões; nos segundo e terceiro as dos Meneses e no quarto os dos Reimões. Por timbre o dos Reimões, que é um reimão da sua cor com um ramo de árvore na boca, e por diferença uma brica de ouro com uma almofada azul.
Era filho de Francisco José Pinto Pereira e de D. Isabel Maria, residentes em Vale de Lagoa.
Neto de José de Sá Coutinho e de D.Maria Pinto de Meneses.
Bisneto de Luís Pires e de D. Francisca Reimão de Meneses.
Terceiro neto de João de Sequeira Reimão de Meneses.
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(590) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(591) Ibidem, maço Freiras de S. Bento.
(592) Ibidem, Cartório Administrativo, livro 216, fol. 6.
(593) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(594) Ibidem.
(595) BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da Cidade de Bragança, notícia XI – Dos morgados, § 18.
(596) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(597) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(598) Ibidem.
(599) Ibidem.
(600) Ibidem.
(601) A certidão autêntica desta carta de brasão de armas, escrita em quatro fólios de pergaminho, o primeiro envolvido por cercadura iluminada e o segundo todo ocupado pelo escudo igualmente iluminado, encontra-se em Travanca, concelho de Macedo de Cavaleiros, em poder de Álvaro Pegado de Sousa Barroso, a quem agradecemos o favor de no-lo haver comunicado.
Em poder do mesmo nobre fidalgo há a carta régia de 19 de Fevereiro de 1814 que promove António de Sá Pinto a sargento-mor das ordenanças da vila de Mirandela, lugar vago pela promoção de António Pereira da Costa Cabral a capitão-mor do mesmo distrito.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

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