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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ANTESTREIA DO FILME "A DANSA DOS PAULITOS"

 Convidamos todos os intervenientes a assistir à apresentação do mesmo, que terá lugar no dia 27 de junho, às 21h, no miniauditório de Miranda do Douro.


A DANSA DOS PAULITOS

Realizado por Gonçalo Mota
Curta-metragem Documental
2026 | 30 minutos | V.O. Mirandês, Português

Em 1898, os Pauliteiros de Constantim atuaram pela primeira vez fora da Terra de Miranda, a convite da Sociedade de Geografia de Lisboa. Desde então, a dança dos paulitos percorreu Portugal e o mundo, tornou-se património nacional, símbolo regional e atração turística.

As suas origens são disputadas e os mitos perpetuaram-se, sobretudo a partir do romantismo: vestígio de treino militar, eco de rituais pré-romanos… Durante séculos, a prática foi exclusivamente masculina, associada a ritos de passagem e a uma ideia de virilidade comunitária. Na década de 1940, António Maria Mourinho, etnógrafo e pároco local, fixou a dança e cristalizou um arquétipo: uma versão dos Pauliteiros que seria doravante a versão de referência. O Estado Novo encontrou nessa imagem arcaizante um símbolo útil à Política do Espírito de António Ferro.

Hoje, a dança existe em dois registos: no palco, onde é exibida para o outro, e na festa do padroeiro da aldeia, onde é dançada entre conhecidos como gesto comunitário. Através de imagens de arquivo e de testemunhos de pauliteiros, ex-pauliteiros e dos novos grupos de mulheres que reconfiguram esta prática historicamente masculina, o filme acompanha uma dança que atravessou séculos. Entre a folclorização e a identidade vivida, entre o arquivo e o presente, questiona o lugar e o futuro dos Pauliteiros na Terra de Miranda.

LA DANÇA DE LS PALOS

Deregido por Gonçalo Mota
Curta-metraige decumental
2026 / 30 minutos / V.=. Mirandés, Pertués

An 1898, ls Dançadores de Custantin dançórun pula purmeira beç fuora de la Tierra de Miranda, ambitados pula Sociadade de Geografie de Lisboua. Dezde anton, la Dança de ls Palos corriu Pertual i l mundo, fizo-se patrimonho nacional, símbelo regional i chamadeiro de turistas.

Las sues raízes son anciertas i ls mitos fúrun quedando, mormente a partir de l romantismo: seinhas de treino melitar, retombos de rituales pré-romanos... durante seclos, fui solo cousa de homes, apegada a ritos de passaige i a ua eideia de fuorça quemunitaira. Na década de 1940, António Maria Mourinho, eitnógrafo i cura destas tierras, amanhou la dança i criou un arquétipo: uns Dançadores que habien de ser la maneira citre de bestir i dançar. L Stado Nuobo biu nessa eimaige antiga un símbelo buono para la Política de l Sprito de António Ferro.

Hoije, hai la Dança de dues maneiras: ne l trabiado, adonde se dança pa l outro, i nas fiestas de ls lhugares, adonde se dança antre conhecidos i cumo géstio quemunitairo. Culas eimaiges d’arquibo i teçtemunhos de dançadores, antigos dançadores i de ls nuobos tagalhos de rapazas que le dan nuoba figura a estas prática storicamente de rapazes, l filme acumpanha ua dança que arrepassou ls seclos. Antre la folclorizaçon i l’eidentidade bibida, antre l arquibo i l persente, questiona l campo i l feturo de ls Dançadores na Tierra de Miranda.

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