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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 5 de setembro de 2026

Conheça as três espécies de abutres de Portugal

 Todos os anos, no primeiro sábado de setembro, celebra-se o Dia Internacional dos Abutres, um grupo de aves que não deixa ninguém indiferente. Conheça as três espécies que ocorrem em Portugal.

Abutre-preto. Foto: Francesco Veronesi / Wiki Commons

Apesar da má imagem que muitos lhes quiseram dar, e dos mitos que ainda existem, os abutres são uma peça essencial no funcionamento dos ecossistemas. Estas aves necrófagas encarregam-se de remover dos campos corpos em decomposição que, de outra forma, poderiam contaminar as águas ou a transmitir doenças.

Além disso, na ausência dos abutres, outras espécies oportunistas – como ratazanas ou cães assilvestrados – iriam proliferar, trazendo problemas sociais, sanitários e alterando processos ecológicos.

Abutre-preto (Aegypius monachus):

Abutre-preto. Foto: Juan Lacruz/Wiki Commons

Temos a sorte de viver num país onde também mora o maior abutre da Europa. O abutre-preto mede três metros da extremidade de uma asa à outra. Desaparecido de Portugal na década de 70, só voltou a nidificar aqui em 2010. Os números têm vindo lentamente a aumentar e hoje a espécie já nidifica em cinco locais diferentes do país, mas ainda há muitas ameaças por resolver e hoje a espécie está classificada como Em Perigo de extinção em Portugal. Entre essas estão as linhas elétricas, os pesticidas químicos e presas contaminadas com chumbo.

Em novembro de 2022 começou um projeto LIFE para tentar duplicar o número de casais a nidificar em Portugal. O esforço coordenado de várias equipas no terreno já está a dar resultados: no ano passado foram registados entre 119 a 126 casais no Tejo Internacional, no Baixo Alentejo (Herdade da Contenda, em Moura), na Reserva Natural da Malcata, na Vidigueira/Portel e no Douro Internacional. 

Saiba aqui o que fazer para conseguir ver este abutre majestoso em Portugal.

Grifo (Gyps fulvus):

Grifo (Gyps fulvus). Foto: Emiliya Toncheva/Wiki Commons

O grifo é a espécie de abutre mais comum do nosso país. Estima-se que existam, pelo menos, 1200 casais em Portugal Continental. Esta espécie vive em colónias e estará em expansão em Portugal e na Europa.

Esta espécie de abutre ocorre no interior do país e concentra a sua população nidificante em dois territórios: o nordeste do país e a Beira Baixa/Alto Alentejo. A maior colónia do país fica nas Portas do Ródão, com 101 casais confirmados.

Segundo o portal Aves de Portugal, o grifo “está presente no nosso país ao longo de todo o ano, mas efectua movimentos amplos fora da época de reprodução, surgindo então noutras zonas do território.”

Abutre-do-egipto (Neophron percnopterus):

Abutre-do-Egipto. Foto: Artemy Voikhansky/Wiki Commons

Também conhecido como britango, esta espécie está classificada como Em Perigo de extinção em Portugal. Em 2016 foi nomeada a Ave do Ano no nosso país.

O abutre-do-egipto, com a sua característica face amarela e plumagem branca e preta, é o mais pequeno dos abutres ibéricos. Tem 65 centímetros de comprimento e dois quilos de peso. Esta ave está em Portugal de Abril a Setembro, para se reproduzir. Passa os meses mais frios em África.

Alimenta-se de carcaças de outras aves e mamíferos e de fruta e vegetais já em estado de decomposição. Por dia, este abutre pode viajar 80 quilómetros em procura de alimento. Segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA/Birdlife), esta é uma das aves mais “inteligentes”. Por exemplo, consegue usar pedras para partir ovos de avestruz para se alimentar, quando está em África.

De acordo com a SPEA, nos últimos 40 anos a população de britangos na Europa tem sofrido um declínio de cerca de 50%. “As principais ameaças são a redução de disponibilidade alimentar, o uso ilegal de veneno, a perturbação dos locais de nidificação, a colisão com linhas elétricas e a electrocussão.”

E sabia que estas aves conseguem atravessar o Estreito de Gibraltar em apenas 20 minutos?

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