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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Bragança entre os distritos com salários mais baixos

 Bragança é o terceiro distrito do país com os salários mais baixos, com um valor médio declarado de 1302,99 euros. Com ordenados inferiores só os trabalhadores dos distritos de Beja (1271,30) e Portalegre (1299,77). Em Vila Real o salário médio anda pelos 1304,27 euros e na Guarda pelos 1304,89.


Segundo as conta da Randstad, trabalhar em Lisboa vale, em média, 493,7 euros mais por mês do que em Bragança. “O interior de Portugal continua a lutar contra um 'teto salarial' que não chega aos 1300 €, enquanto a capital dispara para perto dos 1800 €”, conferiu aquela organização.

Os dados das remunerações declaradas ao IEFP mostram um mapa de desigualdade económica onde o "prémio salarial" está ligado à natureza do setor de atividade, existindo um fosso remuneratório de 525 € mensais entre quem trabalha na capital e quem trabalha no Baixo Alentejo ou de pouco mais de 493 euros em Trás-os-Montes.

“A liderança de Lisboa e Setúbal reflete a concentração de centros de decisão, serviços financeiros e indústrias tecnológicas de alto valor acrescentado. O facto de o Porto ocupar a terceira posição confirma a força do cluster industrial do Norte, mas ainda assim com uma diferença de mais de 230 € face à capital”, sublinha a Randstad.

A diferença salarial é uma realidade que muitos transmontanos sentem na pele, o que os leva a emigrar ou a procurar outras zonas do país. “Vivo na área da grande Lisboa, porque foi lá que consegui emprego num escritório de uma empresa de construção. Ganha-se mais do que em Bragança e o custo de vida a nível de compras alimentação e vestuário é idêntico, ou até mais baixo porque há mais oferta. Só que nos últimos anos o custo da habitação em Lisboa disparou e isso dificulta a vida. Antigamente compensava mais”, contou Ana Pires ao Mensageiro.

O cenário mais preocupante revela-se no interior e no Alentejo (Beja e Portalegre), Bragança, Guarda, Vila Real. Estes distritos não só têm as remunerações mais baixas, como apresentam uma estrutura salarial que parece imune à dinâmica de crescimento dos grandes centros. “Esta diferença de mais de 500 € entre Lisboa e Beja é um motor primário para a fuga de talentos e para a desertificação do interior: um profissional qualificado tem um incentivo financeiro para se deslocar 200 km para o litoral” acrescentam.

Lisboa é a única região que consegue romper significativamente a barreira dos 1.400 € líquidos. A diferença para o Algarve é de 292 € mensais. Um profissional em Lisboa recebe, em termos líquidos, o equivalente a quase mais 3 meses de salário por ano do que um trabalhador no Algarve.

GL

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