Com 55 anos de prática de xadrez, Victor Sil vê agora reconhecido um percurso iniciado há várias décadas:
“É, de facto, um prazer. É agradável ter este reconhecimento para uma pessoa que joga xadrez há mais de 55 anos.”
Este título não surge de forma isolada. Victor Sil tem uma longa experiência competitiva, com passagens por vários clubes e participação em provas nacionais e internacionais.
Atualmente, representa o GDM, onde procura também transmitir a sua experiência às gerações mais novas:
“O meu trabalho neste momento com o Grupo Desportivo Macedense é, no fundo, mais de ajuda e de acompanhamento pelo trabalho que está a ser desenvolvido pelo clube, nomeadamente naquilo que o GDM está a fazer com as camadas jovens, que é muito importante.”
A ligação é valorizada pelo clube. O presidente da secção de xadrez, Ricardo Batista, destaca o percurso de Victor Sil e considera que esta conquista motiva também os elementos do Grupo Desportivo Macedense:
“Nós vamos ter competições muito em breve, a nível distrital, nomeadamente para ver se lutamos pelo tricampeonato distrital, em que contamos naturalmente com o Victor, e também para servir de inspiração.
Esta parte também é importante, não só para ele, mas também para os jogadores do nosso clube e para todos os jogadores que jogam xadrez no distrito de Bragança, que podem vê-lo como um exemplo, uma referência para também poderem evoluir e continuar a lutar, e quiçá também eles poderem lá chegar.”
É precisamente essa experiência que Victor Sil quer transformar em inspiração para os mais jovens:
“A minha intenção é fazer com que os jovens possam melhorar o seu nível de jogo, fazer com que os jovens vejam em mim um exemplo de persistência ao longo dos anos e da prática do xadrez em si.
Por outro lado, também com esta minha experiência de muitos anos e agora com este reconhecimento internacional, quero fazer com que eles próprios também se motivem.”
Para o atleta, o reconhecimento internacional é importante, mas não chega. Victor Sil defende mais apoio, sobretudo para permitir que os clubes continuem a apostar nesta modalidade:
“Para que possa haver uma mais-valia, nomeadamente para os praticantes mais jovens, importa que haja patrocínio. Importa que haja patrocinadores que vejam o xadrez como uma modalidade desportiva que ajuda os jovens no seu percurso escolar e académico.”
A quem aposta nesta modalidade, Victor Sil aconselha persistência:
“A persistência é muito importante. Tem que haver alguma consistência, tem que haver alguma regularidade. E é aqui que deixo o apelo aos jovens que praticam xadrez: que se dediquem a jogar xadrez.”
Victor Sil não vê este título apenas como uma conquista pessoal, mas também como uma oportunidade para ajudar a dar mais visibilidade ao xadrez e inspirar uma nova geração de jogadores na região e no país.
Fotografia: Victor Sil


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