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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Santa Casa pondera investir na construção de lar especializado para idosos com demência

 A direção da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela (SCMM) está a ponderar avançar para a construção de um lar residencial especializado para idosos com demência, tendo em conta que, atualmente, dos cerca de 250 idosos que aquela IPSS alberga nos cinco lares que gere, “cerca de 50% sofre de demência e muitos deles estão acamados”, revela o Provedor, João Matias.


A instituição gere cinco lares no concelho: três na cidade e ainda os lares de Vale de Salgueiro e de São Pedro Velho, com capacidade para 250 idosos. Tem um serviço de apoio domiciliário a cerca de 300 utentes e uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados com capacidade para 42 utentes.Tem também dois centros de infância para 150 crianças e pré-escolar para outras 300. Sob a sua gestão está ainda um Centro de Acolhimento Temporário para 12 crianças e jovens.

No total, entre idosos e crianças, a IPSS “serve cerca de mil refeições diárias e a sua lavandaria lava mais de 500 quilos de roupa todos os dias”, revela o Provedor.

Para fazer face “à extensa lista de espera para entrar nos lares e criar melhores condições”, João Matias, revela que a SCMM vai avançar para a construção de novos equipamentos. A capacidade de resposta “está deficitária, precisamos de melhorar a qualidade e pensamos em unidades novas que podem vir a ser construídas na zona industrial em lotes, para os quais estamos a concorrer agora no concurso que a Câmara abriu”, explica.

E dentro dessas novas unidades, o Provedor adianta que está a ser “ponderada” a possibilidade de vir a ser construído um equipamento residencial especializado para idosos com demência. “Quase cerca de 50% dos utentes que temos são dementes e muitos deles acamados, pelo que temos de preparar novos lares para este tipo de utentes”, admite.

Para este tipo de situações, há falta de resposta nos lares atuais. “Muito recentemente, os lares ainda podiam estar de portas abertas e os utentes ir à rua conforme a sua vontade. Atualmente, temos que ter os lares de porta fechada porque corremos o risco de utentes saírem e não conseguirem saber voltar”, acrescenta.

Entretanto, após a conclusão das obras de requalificação do Lar Bom Samaritano, que permitiram reabrir aquele equipamento após o incêndio que deflagrou, há um ano, e que resultou na morte de sete utentes, João Matias diz agora que há outras obras que são urgentes naquele edifício. “Precisa de uma vedação de todo o recinto, que já está em marcha, de uma revisão completa do telhado, porque temos várias infiltrações, e precisa de uma requalificação de alguns quartos que estão a nascente e que no verão têm temperaturas muito elevadas, precisamos de criar condições para o controle dessas temperaturas”, sublinha João Matias.

Para fazer face a todos estes investimentos, que a direção da SCMM pretende fazer, João Matias admite ser necessário vir a aumentar a mensalidade dos utentes. “De uma forma geral, os nossos utentes têm uma comparticipação para a Santa Casa relativamente reduzida, mesmo perante o que a lei prevê. Provavelmente, vamos ter que mexer nessa parte, porque temos de equilibrar a casa e para poder responder em qualidade, tem que ter equipamentos de qualidade”, justifica o Provedor desta IPSS que gere um orçamento anual a rondar os 12 milhões de euros e tem 350 funcionários.

Fernando Pires

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