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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros assinala arranque do ano letivo com gala cultural

 A Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros assinala hoje o arranque do ano letivo com uma Gala Cultural, que decorre, às 21h00, no Auditório do Mercado Municipal, integrada nas comemorações do Dia Internacional do Idoso.


As celebrações prosseguem no sábado, 3 de outubro, com a iniciativa “Viver sem Idade”, nas Naves do Parque de Exposições. O programa inclui jogos, atividades, um lanche-convívio e a atuação do Coro da Universidade Sénior.

O Dia Internacional do Idoso celebra-se anualmente a 1 de outubro e pretende sensibilizar a sociedade para a importância da população idosa, promover o envelhecimento ativo e alertar para a defesa dos direitos das pessoas mais velhas.

A data foi instituída, em 1990, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e começou a ser assinalada a 1 de outubro de 1991.

As aulas da Universidade Sénior vão decorrer de segunda a sexta-feira, entre as 09h30 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h30.

Maria João Canadas

Unidade Móvel de Saúde de Macedo de Cavaleiros será reforçada no próximo ano

 A Unidade Móvel de Saúde de Macedo de Cavaleiros deverá passar a contar, no próximo ano, com novas áreas de intervenção, nomeadamente ao nível da psicologia e da ação social.


O serviço é atualmente assegurado através de um protocolo entre o Município de Macedo de Cavaleiros e a Santa Casa da Misericórdia, estando já a ser preparada a sua evolução para dar resposta a novas necessidades da população.

Numa altura em que o município identifica uma população cada vez mais envelhecida e com necessidades que vão além dos cuidados de saúde física, a intenção passa por integrar profissionais com competências nas áreas da saúde mental e da intervenção social.

A vereadora da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Cristina Pires, refere que o objetivo é reforçar a resposta atualmente prestada e criar uma equipa mais multidisciplinar:

A Unidade Móvel de Saúde de Macedo de Cavaleiros deverá passar a contar, no próximo ano, com novas áreas de intervenção, nomeadamente ao nível da psicologia e da ação social.

O serviço é atualmente assegurado através de um protocolo entre o Município de Macedo de Cavaleiros e a Santa Casa da Misericórdia, estando já a ser preparada a sua evolução para dar resposta a novas necessidades da população.

Numa altura em que o município identifica uma população cada vez mais envelhecida e com necessidades que vão além dos cuidados de saúde física, a intenção passa por integrar profissionais com competências nas áreas da saúde mental e da intervenção social.

A vereadora da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Cristina Pires, refere que o objetivo é reforçar a resposta atualmente prestada e criar uma equipa mais multidisciplinar:

“Muitas pessoas procuram a enfermeira, não apenas por uma questão de saúde, mas também para conversar, para pedir orientação, para expor problemas sociais e familiares, e isto tudo demonstra que existe uma necessidade que vai para além da resposta exclusivamente de saúde física.”

É neste contexto que o município pretende alargar a intervenção da Unidade Móvel de Saúde. Numa primeira fase, o reforço deverá passar pela integração de uma psicóloga e de um educador social, aumentando a capacidade de acompanhamento psicológico e de apoio social.

A intenção é que a Unidade Móvel continue a aproximar os serviços da população, mas com capacidade para responder de forma mais abrangente a diferentes tipos de necessidades.

“Queremos assim que a unidade móvel continue a aproximar os serviços das pessoas, mas que possa dar uma resposta cada vez mais integrada às diferentes necessidades da nossa população e, sobretudo, daqueles que se encontram numa situação de maior vulnerabilidade.”

O reforço da Unidade Móvel de Saúde está previsto para o próximo ano e, para já, o projeto encontra-se em fase de preparação por parte do município.

Filipe Ventura Alves

Câmara condenada a pagar 400 mil euros de indemnização a proprietários de casas danificadas

 O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela condenou o Município local a indemnizar, em cerca de 96 800 euros, cada uma das quatro famílias (uma delas desistiu da ação) que, em janeiro de 2014, foram surpreendidas por um deslizamento de terras, no loteamento "Retiro da Princesa".


A Câmara foi condenada a pagar um total de 387 mil euros por "omissão do dever de fiscalização e de controlo da legalidade urbanística" em obras que provocaram uma derrocada de muros de suporte, arrastou logradouros e danificou estruturas de vivendas bifamiliares, obrigando cinco famílias a abandonar as habitações, até hoje, por razões de segurança,

O juiz entendeu não condenar o Município na totalidade do pedido das famílias lesadas porque, para além de já ter pago as obras provisórias em que foi condenado na providência cautelar, “existe também culpa concorrente para a derrocada dos proprietários de dois lotes”, revela a sentença datada de 15 de setembro.

Fernando Pires

Assembleia Municipal autoriza executivo a adquirir prédio rústico para centralizar as festas da cidade

 A Assembleia Municipal de Mirandela (AMM) autorizou, na passada sexta-feira, o executivo da Câmara a comprar uma parcela de um prédio rústico privado, situado na zona verde do Parque Dr. José Gama, por cerca de 1 milhão e 128 mil euros, um espaço onde, futuramente, o Município pretende centralizar as festas da cidade.


Em setembro de 2025, a AMM já tinha autorizado o executivo da Câmara a avançar para a aquisição do referido prédio, mas com uma área total superior a 18 mil metros quadrados. Foi objeto de avaliação por parte de um Perito Avaliador da Lista Oficial de Avaliadores da Administração da Justiça, que apresentou como presumível valor de transação o montante de 898 mil euros.

Um ano depois, o executivo pediu à Assembleia Municipal autorização para a aquisição, por via do direito privado, mas agora de apenas parte do mesmo prédio rústico, com uma área de cerca de 13 mil metros quadrados, ou seja, menos cinco mil metros quadrados, agora por um valor de um milhão, 128 mil e 600 euros, mais 230 mil euros do que o valor avaliado, há um ano.

Fernando Pires

Município mantém IMI na taxa mínima e devolve 3% da participação variável do IRS

 A Assembleia Municipal de Mirandela (AMM) aprovou, por unanimidade, na reunião da passada sexta-feira, a manutenção da taxa mínima do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), ou seja, 0,3%.


Os municípios, por deliberação das Assembleias Municipais, definem a taxa aplicável aos prédios urbanos que varia entre uma taxa mínima de 0,3 % e um limite máximo de 0,45 %.

Dando um exemplo prático. Uma habitação com um valor patrimonial de 150 mil euros, os proprietários que tenham imóveis no concelho de Mirandela vão pagar de IMI 450 euros. O Município também opta pela dedução fixa por agregado, que abrange quem ainda tenha filhos a cargo. Pegando no mesmo exemplo, de uma habitação com valor de 150 mil euros, quem tiver um dependente a cargo o valor do IMI terá uma redução de 30 euros, ou seja, pagará 420 euros.

Fernando Pires

Processos de maior acompanhado quase duplicaram em sete anos

 Os processos de maior acompanhado praticamente duplicaram desde a entrada em vigor do atual regime jurídico, há mais de sete anos, e continuam a aumentar, revelou o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, em Bragança.


“No primeiro semestre de 2026 já tivemos mais 14 por cento de processos face a idêntico período do ano passado”, adiantou, durante o seminário “Idade e vulnerabilidade: onde deve ir o Direito”, realizado na sexta-feira e no sábado.

Amadeu Guerra defendeu a criação de soluções profissionais para o exercício das funções de acompanhante quando não existam familiares disponíveis ou estes não sejam as pessoas mais indicadas para proteger os interesses do beneficiário.

A solução poderia passar por empresas especializadas, devidamente certificadas e com profissionais preparados para exercer estas funções. “Tem de ser uma iniciativa do Governo e da Assembleia da República, legislando nesse sentido e optando por essa solução”, explicou aos jornalistas.

O procurador-geral reconheceu que a profissionalização não resolveria todos os problemas do regime, mas permitiria avançar com processos que ficam condicionados pela impossibilidade de indicar uma pessoa adequada para assumir o acompanhamento.

“Muitas vezes, o Ministério Público não tem acompanhantes para indicar e não pode propor as ações nesse sentido”, esclareceu.

Segundo Amadeu Guerra, a escolha de familiares também não constitui uma garantia absoluta, uma vez que podem existir situações em que a preocupação principal esteja relacionada com o património da pessoa acompanhada e não com a sua proteção.

O responsável defendeu, paralelamente, maior rigor na seleção dos casos que chegam aos tribunais. Alguns processos são instaurados apenas porque determinados serviços públicos, nomeadamente a Segurança Social, exigem uma decisão judicial para o pagamento de prestações ou para a prática de atos administrativos.

Na sua opinião, parte dessas situações poderia ser resolvida sem o recurso obrigatório aos tribunais, reduzindo o número de ações desnecessárias e permitindo concentrar os meios judiciais nos casos em que existe uma efetiva necessidade de proteção.

O procurador-geral alertou, contudo, que a idade não pode ser automaticamente associada à incapacidade.

“Ser mais velho não significa necessariamente ser vulnerável”, afirmou, defendendo uma avaliação individual das capacidades, necessidades e vontade de cada pessoa.

A audição da pessoa acompanhada deve igualmente ser feita numa linguagem acessível e ao ritmo de quem necessita de mais tempo para compreender as perguntas e expressar a sua vontade. Para Amadeu Guerra, ouvir não pode constituir apenas uma formalidade processual.

O responsável salientou ainda que devem ser respeitadas as orientações anteriormente manifestadas pela pessoa, incluindo diretivas registadas há vários anos, declarações não formalizadas ou vontades transmitidas a familiares e amigos.

Amadeu Guerra enquadrou o aumento dos processos no envelhecimento da população portuguesa. De acordo com os dados apresentados, as pessoas com 65 ou mais anos representavam cerca de 24 por cento da população em 2024, percentagem que poderá chegar aos 37 por cento em 2100.

Os Censos de 2021 identificaram mais de meio milhão de idosos a viver sozinhos. Já a Operação Censos Sénior, da GNR, sinalizou mais de 43 mil pessoas em situação de isolamento ou vulnerabilidade no país.

“Só no distrito de Bragança este número é de quase cinco mil idosos”, afirmou.

O procurador-geral defendeu, por isso, uma resposta interdisciplinar, envolvendo a Justiça, a Saúde, a Segurança Social, as autarquias, as forças de segurança, as instituições sociais e as estruturas comunitárias.

As bolsas de acompanhantes criadas através de protocolos com municípios, como sucede em Bragança e Vila Real, são soluções “muito meritórias”, mas insuficientes para responder ao problema em todo o país.

A estratégia do Ministério Público para os adultos vulneráveis prevê a criação de uma estrutura interdisciplinar capaz de articular comissões locais e envolver municípios, freguesias, Segurança Social, unidades de saúde, IPSS, forças policiais, ordens profissionais e outras entidades públicas e privadas.

Entre os problemas que exigem uma resposta integrada está também o dos adultos vulneráveis que permanecem internados apesar de terem alta clínica, por não disporem de condições familiares ou sociais que permitam a saída do hospital.

António G. Rodrigues

Alfândega da Fé lançou primeira rede nacional de missionários digitais

 O I Encontro Nacional de Missionários Digitais reuniu, no sábado, em Alfândega da Fé, comunicadores, criadores de conteúdos, sacerdotes e especialistas nacionais e internacionais para refletirem sobre a presença da Igreja no ambiente digital. A iniciativa terminou com um concerto do padre Guilherme, que juntou mais de três mil pessoas no recinto da feira, segundo a organização.


A Casa da Cultura Mestre José Rodrigues esgotou a lotação durante as sessões de reflexão e debate, nas quais participaram mais de 20 oradores. O encontro marcou também o início da Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal, destinada a promover a formação, a comunhão e a cooperação entre quem evangeliza através das plataformas digitais.

O bispo de Bragança-Miranda considerou que a realização da iniciativa constituiu “um primeiro passo” no país, mas também uma responsabilidade para a diocese, por exigir “um exame de consciência pessoal e comunitário” sobre a forma como a Igreja está presente nas redes.

AGR

Bragança registou mais de 900 ações de maior acompanhado desde 2018

 O Ministério Público da comarca de Bragança instaurou mais de 900 ações especiais de maior acompanhado desde a entrada em vigor do novo regime, em 2018, e abriu mais de mil dossiês administrativos relacionados com situações que poderiam justificar o recurso a esta medida de proteção.


Os números foram apresentados por Filipa Araújo, magistrada do Ministério Público coordenadora da comarca de Bragança, durante o seminário “Idade e vulnerabilidade: onde deve ir o Direito”, realizado na sexta-feira e no sábado.

A magistrada revelou que existem pelo menos duas situações em que poderá ser necessário recorrer à Bolsa de Acompanhantes de Maior do distrito, constituída através de um protocolo assinado em 28 de maio.

A bolsa destina-se a responder aos processos em que não existem familiares ou outras pessoas próximas com condições para assumir as funções de acompanhante.

Filipa Araújo sublinhou que os acompanhantes precisam de receber formação e informação permanente para exercerem adequadamente as suas funções.

“Se o beneficiário tem cada vez mais de tomar decisões informadas, o acompanhante também tem de ser informado pelo Ministério Público e pelas diferentes entidades”, afirmou.

AGR

MOGADOURO | CAMINHADAS 2027 👟

DIA MUNDIAL DA MÚSICA 🎵

 Para assinalar a efeméride, Vila Flor vai encher-se de ritmo, harmonia e muita animação! No próximo dia 4 de outubro, junte-se à celebração cultural promovida pela associação ComCordas Com Arte (Bombos Cavaquinhos), num programa pensado para toda a família:

08h00 – Arruada "ACordas" com a Orquestra de Percussão
11h45 – Momento Musical no Adro da Igreja Matriz de Vila Flor
14h00 – Grande Concerto com os Grupos Convidados e os ComCordas
16h00 – Bailarico animado com "Gui Show" (Centro Cultural)

Traga os amigos e a família e venha celebrar a música.

Local: Vila Flor
Data: Dom, 4 de Outubro
Apoio: Município de Vila Flor

Terminou o registo gratuito dos terrenos rústicos

Dia Internacional dos Idosos - 1 de Outubro


O Dia Internacional dos Idosos, celebrado anualmente a 1 de outubro, constitui uma das mais importantes datas de reconhecimento da dignidade, da experiência e do valor humano das pessoas idosas na sociedade contemporânea. Mais do que uma simples homenagem, esta efeméride representa um momento de reflexão coletiva sobre o envelhecimento, os direitos das pessoas mais velhas, os desafios sociais associados à longevidade e o papel essencial que os idosos desempenham na preservação da memória, da cultura e dos valores humanos.

A história da Humanidade está profundamente ligada ao respeito pelos mais velhos. Desde as civilizações antigas, os idosos eram frequentemente vistos como guardiões da sabedoria, conselheiros das comunidades e transmissores de conhecimentos acumulados ao longo da vida. Nas sociedades tradicionais, a experiência era valorizada como uma riqueza indispensável para a sobrevivência coletiva. Os anciãos ocupavam posições de prestígio e autoridade, sendo responsáveis por orientar famílias, tribos e comunidades.

Na Grécia Antiga, os idosos eram frequentemente associados à prudência e à sabedoria filosófica. Em Roma, o próprio termo “senado” deriva da palavra latina senex, que significa “velho”, refletindo o reconhecimento da experiência dos mais velhos na vida política e pública. Em muitas culturas africanas, asiáticas e indígenas, os anciãos continuaram durante séculos a desempenhar funções centrais na organização social, espiritual e cultural.

Contudo, com a industrialização e a modernização das sociedades, sobretudo a partir do século XIX, o estatuto social dos idosos começou a transformar-se. O ritmo acelerado da produção industrial, o crescimento urbano e as mudanças económicas alteraram profundamente as estruturas familiares e sociais. Em muitos casos, a valorização da juventude, da produtividade e da rapidez passou a sobrepor-se à experiência e à memória histórica representadas pelas gerações mais velhas.

Apesar disso, o aumento da esperança média de vida ao longo do século XX trouxe uma nova realidade demográfica ao mundo. Os avanços da medicina, da alimentação, das condições sanitárias e da proteção social permitiram que milhões de pessoas vivessem mais anos e com melhor qualidade de vida. O envelhecimento da população tornou-se então uma das maiores transformações sociais da era moderna.

Foi perante esta nova realidade que as Nações Unidas começaram a desenvolver políticas e iniciativas dedicadas à proteção e valorização das pessoas idosas. Em 1982 realizou-se, em Viena, a Primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, organizada pela ONU. Este encontro internacional representou um marco histórico na criação de estratégias globais relacionadas com o envelhecimento populacional e os direitos dos idosos.

Mais tarde, em 1990, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou oficialmente o dia 1 de outubro como o Dia Internacional dos Idosos. A primeira celebração ocorreu em 1991, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as questões relacionadas com o envelhecimento e promover o respeito, a inclusão e a proteção das pessoas idosas em todo o mundo.

Ao longo dos anos, esta data ganhou crescente importância internacional. Todos os anos, governos, instituições sociais, organizações culturais, escolas e comunidades promovem iniciativas dedicadas à valorização dos idosos, destacando o seu contributo para a sociedade e alertando para os desafios que muitos enfrentam.

O envelhecimento populacional é atualmente uma das maiores transformações demográficas globais. Em muitos países, o número de pessoas com mais de 60 anos cresce rapidamente, alterando estruturas económicas, sociais e familiares. Este fenómeno exige novas políticas públicas relacionadas com saúde, segurança social, mobilidade, habitação, inclusão digital e participação social.

Mas falar de envelhecimento não significa apenas abordar desafios. Significa também reconhecer conquistas humanas extraordinárias. Hoje, muitas pessoas idosas mantêm uma vida ativa, participativa e culturalmente rica. Continuam a trabalhar, ensinar, criar, aprender, cuidar das famílias e participar ativamente nas comunidades. A idade avançada deixou de ser sinónimo inevitável de incapacidade ou dependência.

O Dia Internacional dos Idosos procura precisamente combater preconceitos relacionados com a idade, frequentemente designados por “idadismo”. Este tipo de discriminação manifesta-se através da marginalização social, da invisibilidade cultural ou da ideia errada de que os idosos são menos capazes ou menos importantes. A valorização da pessoa idosa passa por reconhecer que cada vida acumula experiências, memórias, afetos e conhecimentos únicos.

Os idosos desempenham um papel fundamental na transmissão da memória histórica e cultural entre gerações. São eles que preservam tradições, histórias familiares, saberes populares, costumes e valores humanos. Em muitas famílias, os avós representam o elo afetivo e emocional que une diferentes gerações.

Além disso, milhões de idosos continuam a desempenhar funções essenciais na sociedade, muitas vezes de forma silenciosa e pouco reconhecida. Cuidam de netos, apoiam familiares, colaboram em instituições sociais, participam em atividades culturais e mantêm vivas tradições locais e comunitárias.

O envelhecimento digno tornou-se também uma questão central dos direitos humanos. A proteção contra o abandono, os maus-tratos, a violência, a negligência e a exclusão social é hoje uma prioridade internacional. Em muitos países existem ainda situações preocupantes de isolamento social, pobreza e vulnerabilidade entre a população idosa, especialmente em zonas rurais ou economicamente desfavorecidas.

A pandemia de COVID-19 veio demonstrar de forma dramática a fragilidade de muitos idosos perante crises sanitárias e sociais. Ao mesmo tempo, evidenciou a necessidade de construir sociedades mais solidárias, humanas e inclusivas, capazes de proteger e valorizar os mais velhos.

O Dia Internacional dos Idosos é também uma oportunidade para refletir sobre o próprio significado do envelhecimento. Envelhecer é uma conquista da vida. Cada ruga, cada memória e cada experiência representam um percurso humano irrepetível. Uma sociedade verdadeiramente desenvolvida não é aquela que valoriza apenas a juventude, mas aquela que respeita todas as etapas da vida.

A data de 1 de outubro recorda-nos que os idosos não são apenas parte do passado: são parte ativa do presente e elementos fundamentais na construção do futuro. O conhecimento acumulado pelas gerações mais velhas continua a ser indispensável para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.

Celebrar este dia é, portanto, reconhecer o valor da experiência humana, da memória coletiva e da solidariedade entre gerações. É afirmar que o respeito pelos idosos é um sinal de civilização, humanidade e maturidade social.

Porque cada idoso transporta consigo histórias de vida, sacrifícios, aprendizagens e afetos.

Porque cuidar dos idosos é preservar a nossa própria memória coletiva.

Porque uma sociedade que honra os seus idosos constrói um futuro mais humano, mais justo e mais digno para todos.

Texto: HM - com IA e IN

Dia Internacional da Não Violência - 2 de Outubro


O Dia Internacional da Não Violência, celebrado anualmente a 2 de outubro, constitui uma das mais significativas datas dedicadas à promoção da paz, da tolerância, do diálogo e do respeito entre os povos. Esta comemoração recorda à Humanidade que a verdadeira força não reside na agressão, no ódio ou na destruição, mas sim na capacidade de resolver conflitos através da compreensão, da justiça e da dignidade humana.

A escolha do dia 2 de outubro não é casual. A data assinala o nascimento de Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido mundialmente como Mahatma Gandhi, uma das figuras mais influentes da História contemporânea e símbolo universal da resistência pacífica. A sua vida e pensamento transformaram profundamente os movimentos de libertação, os direitos civis e as lutas sociais em todo o mundo.

Mahatma Gandhi nasceu a 2 de outubro de 1869, em Porbandar, na Índia, então sob domínio britânico. Desde cedo demonstrou grande interesse pelos valores da justiça, da espiritualidade e da verdade. Formado em Direito, Gandhi viveu durante vários anos na África do Sul, onde testemunhou diretamente práticas de discriminação racial e violência contra comunidades indianas. Foi nesse contexto que começou a desenvolver a filosofia da resistência pacífica e da desobediência civil não violenta.

A sua visão assentava no princípio do ahimsa, palavra de origem sânscrita que significa “não causar dano” ou “não violência”. Contudo, para Gandhi, a não violência não era apenas a ausência de agressão física. Era uma atitude moral, espiritual e política baseada na verdade, no respeito pelo próximo e na recusa do ódio. Defendia que a transformação social deveria acontecer através da coragem moral e da resistência pacífica, nunca pela destruição do adversário.

Outro conceito fundamental na filosofia gandhiana era o satyagraha, expressão que pode ser traduzida como “força da verdade” ou “persistência na verdade”. Gandhi acreditava que a injustiça poderia ser combatida sem recorrer à violência, utilizando métodos como manifestações pacíficas, boicotes, greves, marchas e atos de desobediência civil.

A sua liderança tornou-se decisiva na luta pela independência da Índia. Um dos episódios mais emblemáticos foi a famosa Marcha do Sal, em 1930, quando Gandhi conduziu milhares de pessoas numa caminhada de cerca de 400 quilómetros para protestar contra o monopólio britânico sobre a produção de sal. Este ato pacífico tornou-se um símbolo internacional da resistência não violenta.

Ao longo da sua vida, Gandhi enfrentou prisões, perseguições e violência, mas manteve sempre a convicção de que “a não violência é a arma dos fortes”. O seu exemplo inspirou inúmeros líderes e movimentos em diferentes partes do mundo, incluindo Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, Nelson Mandela na África do Sul e diversas lutas pelos direitos humanos e pela liberdade.

Reconhecendo o impacto universal da mensagem de Gandhi, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou oficialmente, em 2007, o dia 2 de outubro como o Dia Internacional da Não Violência. A iniciativa teve como objetivo promover uma cultura global de paz, tolerância, compreensão e respeito pelos direitos humanos.

A criação desta data reflete também a preocupação crescente da comunidade internacional perante os conflitos armados, o terrorismo, o extremismo, a violência doméstica, o bullying, a discriminação e todas as formas de agressão física ou psicológica que continuam presentes no mundo contemporâneo.

A não violência não significa passividade ou fraqueza. Pelo contrário, exige coragem, autocontrolo, empatia e capacidade de diálogo. Resolver conflitos sem violência requer inteligência emocional, respeito pela dignidade humana e vontade de construir soluções justas e duradouras.

Historicamente, muitas das maiores transformações sociais ocorreram através de movimentos pacíficos. A luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, liderada por Martin Luther King Jr., utilizou princípios inspirados diretamente na filosofia de Gandhi. Também Nelson Mandela, apesar do contexto extremamente difícil do apartheid, procurou construir um caminho de reconciliação nacional baseado no diálogo e no perdão.

Ao longo das décadas, a ideia da não violência expandiu-se para diferentes áreas da sociedade. Hoje, fala-se de não violência na educação, nas relações familiares, na política, na comunicação social e até na proteção ambiental. A construção de sociedades pacíficas depende não apenas da ausência de guerras, mas também da existência de justiça social, igualdade, respeito e inclusão.

O Dia Internacional da Não Violência convida igualmente à reflexão sobre as formas subtis de violência presentes no quotidiano. A violência pode manifestar-se através de palavras, discriminação, intolerância, exclusão social, racismo, xenofobia, abuso psicológico ou disseminação do ódio. Muitas vezes, estas atitudes silenciosas criam divisões profundas dentro das comunidades e alimentam conflitos maiores.

Num mundo marcado por crises internacionais, guerras, tensões políticas e desigualdades sociais, a mensagem da não violência mantém-se profundamente atual. A paz não é apenas a ausência de conflito armado; é a construção contínua de relações humanas baseadas no respeito e na solidariedade.

A educação desempenha um papel essencial nesta transformação. Ensinar crianças e jovens a dialogar, respeitar diferenças, resolver conflitos pacificamente e valorizar os direitos humanos é fundamental para criar culturas de paz. Escolas, famílias, instituições e meios de comunicação possuem responsabilidade na promoção destes valores.

A data de 2 de outubro é também uma homenagem a todos aqueles que, ao longo da História, escolheram a paz em vez do ódio, a palavra em vez da agressão e a reconciliação em vez da vingança. É um convite à responsabilidade individual e coletiva na construção de um mundo mais humano.

Cada pequeno gesto de compreensão, respeito ou solidariedade representa uma forma de resistência contra a violência. A mudança começa frequentemente nas atitudes mais simples do quotidiano: ouvir o outro, respeitar diferenças, evitar discursos de ódio, promover o diálogo e praticar a empatia.

Celebrar o Dia Internacional da Não Violência é reafirmar que a paz não nasce da imposição do medo, mas da força da consciência humana. É reconhecer que a verdadeira grandeza de uma sociedade mede-se pela forma como resolve os seus conflitos e protege a dignidade das pessoas.

Porque a violência destrói, mas a não violência transforma.

Porque a paz não é sinal de fraqueza, mas expressão de coragem e humanidade.

Porque o futuro do mundo depende da capacidade de construir pontes em vez de muros, diálogo em vez de conflito e esperança em vez de ódio.

Texto: HM - com IA e IN