O ministro do Ambiente informou, esta terça-feira, que as autarquias de Mirandela e Vila Flor vão iniciar, na próxima segunda-feira o processo para remover os resíduos de papel e plástico prensado que continuam por retirar, dos escombros de um armazém do complexo do Cachão, após um incêndio registado, em Fevereiro deste ano. Uma indicação que o presidente do Município de Mirandela diz desconhecer, apesar de revelar que está em aberto a uma solução conjunta para resolver o problema.
O titular da pasta do ambiente, João Matos Fernandes, avançou que as autarquias de Mirandela e Vila Flor vão iniciar, na próxima segunda-feira, o processo de remoção dos resíduos.
Uma informação avançada, esta terça-feira, na comissão parlamentar de ambiente, em resposta a uma questão colocada pelo deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, depois de ter visitado o local, no início deste mês e verificado que os resíduos estavam em "combustão lenta desde Fevereiro".
No entanto, o presidente do município de Mirandela diz “desconhecer” esta informação avançada pelo Ministro do Ambiente. António Branco apenas refere que o proprietário da empresa tem vindo a remover alguns dos resíduos, se bem que de uma forma lenta.
O autarca diz estar receptivo para se encontrar uma solução conjunta, “mas que não seja prejudicial para os municípios de Mirandela e Vila Flor”, proprietárias do espaço do complexo do Cachão, onde estão instalados os armazéns em causa
António Branco diz “não ter qualquer indicação” do Ministério do Ambiente para que os resíduos que ainda se encontram no complexo do Cachão, resultantes do incêndio de Fevereiro deste ano, venham a ser retirados a partir de segunda-feira, ao contrário do que foi avançado pelo Ministro da tutela, na comissão parlamentar de ambiente, na Assembleia da República.
Escrito por Terra Quente (CIR)
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Tio Aurélio, o último aprendiz do meu avô Rabel
Estamos a finalizar o mês de Setembro e como diz o povo “quem não tem vacas nem bois, tem de ser antes ou depois”. Por isso mesmo, já se estão a combinar as vindimas, porque para serem feitas à torna jeira (tu vais para mim, eu vou para ti) é preciso marcar as datas atempadamente. Diz-se que este ano não há muita uva, mas a qualidade é boa. Nas nossas terras a vindima ainda continua a ser uma das festas do lavrador.
Entretanto, neste número vou apresentar-vos o meu avô paterno, que era barbeiro e tinha a alcunha de Rabel.
“Olha! Aquele foi ao Rabel”, ou “Foste ao Rabel?”
são expressões que foram usadas há uns anos, quando alguém tinha ido ao barbeiro, cortar o cabelo. Mas, afinal, quem era o Rabel?
De seu nome António Fernandes Sernadela, nascido a 8/9/1910 e falecido a 20/4/1986, pai de cinco filhos e avô de 19 netos, um dos quais sou eu, criado com ele até à idade dos meus 18 anos.
A história da origem desta alcunha, Rabel, é o que me proponho agora contar e tem a ver com o facto de o meu avô só aos dezasseis anos de idade ter começado a ir à escola, porque até ali andava de pastor de uma cabra. Um certo dia, na escola, num ditado que a professora estava a fazer e que falava de duas personagens que se chamavam Raúl e Isabel, o meu avô, por distracção, juntou as primeiras letras de Raúl e as últimas de Isabel, dando o resultado de RABEL, ficando para toda a vida com esta alcunha.
Foi barbeiro entre 1930 e 1975, estabelecendo-se por conta própria em 1933, na Rua Direita, em Bragança, no tempo em que desfazer uma barba custava uma coroa e um corte de cabelo três coroas, sendo os dias de maior trabalho os sábados, até à meia-noite e os domingos, na sua casa particular, onde habitava, por não poder abrir o estabelecimento. Estes dias eram os escolhidos pelos agricultores para irem ao barbeiro, porque durante a semana tinham os seus afazeres nas aldeias. Foi também durante muitos anos o barbeiro oficial do Seminário, do Patronato e do Paço Episcopal.
Teve muitos aprendizes que, por vezes, pagavam as aulas em géneros alimentícios, como por exemplo, batatas, couves, vinho, azeite e restantes produtos hortícolas da época. O último aprendiz que teve o meu avô foi o Tio Aurélio Pires, actualmente em actividade e com estabelecimento aberto na Rua do Loreto, em Bragança, que nos contou que começou a trabalhar de porta em porta. O pagamento era um alqueire e meio de trigo por ano. Nessa altura tinha de se pôr em bicos-de-pés para chegar às cabeças dos fregueses e esteve em Portugal até 1970, altura em que emigrou para a França, onde se manteve por mais dezasseis anos na arte. Regressado há trinta anos a Bragança, ao lugar onde ainda exerce com o seu filho. Na actualidade, os barbeiros são mais cabeleireiros que barbeiros por ser raro desfazerem barbas. Parabéns Tio Aurélio Pires!
Refira-se que Bragança é dos locais do país onde o corte de cabelo é mais barato.
Tio João
in:jornalnordeste.com
Entretanto, neste número vou apresentar-vos o meu avô paterno, que era barbeiro e tinha a alcunha de Rabel.
“Olha! Aquele foi ao Rabel”, ou “Foste ao Rabel?”
são expressões que foram usadas há uns anos, quando alguém tinha ido ao barbeiro, cortar o cabelo. Mas, afinal, quem era o Rabel?
De seu nome António Fernandes Sernadela, nascido a 8/9/1910 e falecido a 20/4/1986, pai de cinco filhos e avô de 19 netos, um dos quais sou eu, criado com ele até à idade dos meus 18 anos.
A história da origem desta alcunha, Rabel, é o que me proponho agora contar e tem a ver com o facto de o meu avô só aos dezasseis anos de idade ter começado a ir à escola, porque até ali andava de pastor de uma cabra. Um certo dia, na escola, num ditado que a professora estava a fazer e que falava de duas personagens que se chamavam Raúl e Isabel, o meu avô, por distracção, juntou as primeiras letras de Raúl e as últimas de Isabel, dando o resultado de RABEL, ficando para toda a vida com esta alcunha.
Foi barbeiro entre 1930 e 1975, estabelecendo-se por conta própria em 1933, na Rua Direita, em Bragança, no tempo em que desfazer uma barba custava uma coroa e um corte de cabelo três coroas, sendo os dias de maior trabalho os sábados, até à meia-noite e os domingos, na sua casa particular, onde habitava, por não poder abrir o estabelecimento. Estes dias eram os escolhidos pelos agricultores para irem ao barbeiro, porque durante a semana tinham os seus afazeres nas aldeias. Foi também durante muitos anos o barbeiro oficial do Seminário, do Patronato e do Paço Episcopal.
Teve muitos aprendizes que, por vezes, pagavam as aulas em géneros alimentícios, como por exemplo, batatas, couves, vinho, azeite e restantes produtos hortícolas da época. O último aprendiz que teve o meu avô foi o Tio Aurélio Pires, actualmente em actividade e com estabelecimento aberto na Rua do Loreto, em Bragança, que nos contou que começou a trabalhar de porta em porta. O pagamento era um alqueire e meio de trigo por ano. Nessa altura tinha de se pôr em bicos-de-pés para chegar às cabeças dos fregueses e esteve em Portugal até 1970, altura em que emigrou para a França, onde se manteve por mais dezasseis anos na arte. Regressado há trinta anos a Bragança, ao lugar onde ainda exerce com o seu filho. Na actualidade, os barbeiros são mais cabeleireiros que barbeiros por ser raro desfazerem barbas. Parabéns Tio Aurélio Pires!
Refira-se que Bragança é dos locais do país onde o corte de cabelo é mais barato.
Tio João
in:jornalnordeste.com
Sorteio para selecionar quem caça na Lombada revolta caçadores
Caçadores e autarcas da Zona Nacional de Caça da Lombada, no concelho de Bragança, estão descontentes com as novas regras de inscrição para poderem caçar na época de caça que inicia a 23 de outubro.
Este ano, após dois editais afixados nas aldeias, foi divulgado que os proprietários /usufrutuários dos terrenos inseridos na zona de caça devem proceder à sua inscrição individual nos serviços do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em Bragança, pois as listagens com o rol dos proprietários elaboradas pelas juntas de freguesia e enviadas, como nos anos anteriores, “deixaram de contar”, criticou José Carlos Valente, presidente da União de Freguesias de Aveleda e Rio de Onor.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Este ano, após dois editais afixados nas aldeias, foi divulgado que os proprietários /usufrutuários dos terrenos inseridos na zona de caça devem proceder à sua inscrição individual nos serviços do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em Bragança, pois as listagens com o rol dos proprietários elaboradas pelas juntas de freguesia e enviadas, como nos anos anteriores, “deixaram de contar”, criticou José Carlos Valente, presidente da União de Freguesias de Aveleda e Rio de Onor.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Cada vez mais espanhóis visitam o Nordeste
Os turistas espanhóis representam cerca de 60% dos visitantes que passam anualmente em Bragança, cujo posto de turismo entre janeiro e setembro atendeu 20 mil pessoas, ainda assim são muitos os que não se deslocam a este serviço.
O município brigantino quer “incentivar a cooperação” com as entidades de turismo de ambos os fronteira para captar ainda mais visitantes para este território transfronteiriço, deu conta o presidente da câmara, Hernâni Dias, à margem do Encontro de responsáveis de Postos de Turismos de Portugal e Espanha, se realizou em Bragança na passada segunda-feira. “Serve para mostrar o que é mais relevante nesta zona.
Glória Lopes
in:mdb.pt
O município brigantino quer “incentivar a cooperação” com as entidades de turismo de ambos os fronteira para captar ainda mais visitantes para este território transfronteiriço, deu conta o presidente da câmara, Hernâni Dias, à margem do Encontro de responsáveis de Postos de Turismos de Portugal e Espanha, se realizou em Bragança na passada segunda-feira. “Serve para mostrar o que é mais relevante nesta zona.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Em Bragança falta alojamento para estudantes
Há falta de alojamento para os alunos do ensino superior em Bragança. O alerta foi dado pelo presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, que deu conta que “os alunos estrangeiros têm referenciado que há falta de quartos”, referiu.
A instituição já reuniu com as imobiliárias para uma melhor organização com as empresas e proprietários. “Nas escolas disponibilizamos placards para a informação sobre as rendas”, explicou. Alguns alunos têm sido alojados na pousada da juventude. Este ano o IPB foi escolhido por cerca de 1500 alunos de outras nacionalidades para estudar, um aumento que o presidente considera “expressivo”.
Glória Lopes
in:mdb.pt
A instituição já reuniu com as imobiliárias para uma melhor organização com as empresas e proprietários. “Nas escolas disponibilizamos placards para a informação sobre as rendas”, explicou. Alguns alunos têm sido alojados na pousada da juventude. Este ano o IPB foi escolhido por cerca de 1500 alunos de outras nacionalidades para estudar, um aumento que o presidente considera “expressivo”.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Centro Interpretativo do Tua adjudicado por 730 mil euros
A preservação da memória do Tua vai ficar assegurada no Centro Interpretativo do Vale do Tua (CIVT), a instalar no concelho de Carrazeda de Ansiães.
A obra a realizar nos dois pavilhões, onde será instalado o centro, foi adjudicada na passada quarta-feira, 21, em Vila Flor, por 730 mil euros. Trata-se de uma medida de compensação da EDP para o território, decorrente da construção do Aproveitamento Hidroelétrico naquela zona, tal como os percursos pedestres apresentados recentemente.
O projeto global representa um investimento total de cerca de 2 milhões de euros, onde se incluiu o funcionamento do equipamento durante oito anos, sendo promovido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT). O centro será instalado na Estação Ferroviária do Tua, onde vão ser recuperados antigos armazéns ferroviários, entretanto desativados. “Serve para perpetuar a memória do Tua. Vai ficar um registo dinâmico e atual. Devemos honrar o passado para que os vindouros se sintam orgulhosos no trabalho feito”, explicou Fernando Barros, presidente da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT) e autarca de Vila Flor.
Glória Lopes
in:mdb.pt
A obra a realizar nos dois pavilhões, onde será instalado o centro, foi adjudicada na passada quarta-feira, 21, em Vila Flor, por 730 mil euros. Trata-se de uma medida de compensação da EDP para o território, decorrente da construção do Aproveitamento Hidroelétrico naquela zona, tal como os percursos pedestres apresentados recentemente.
O projeto global representa um investimento total de cerca de 2 milhões de euros, onde se incluiu o funcionamento do equipamento durante oito anos, sendo promovido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT). O centro será instalado na Estação Ferroviária do Tua, onde vão ser recuperados antigos armazéns ferroviários, entretanto desativados. “Serve para perpetuar a memória do Tua. Vai ficar um registo dinâmico e atual. Devemos honrar o passado para que os vindouros se sintam orgulhosos no trabalho feito”, explicou Fernando Barros, presidente da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT) e autarca de Vila Flor.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Município de Mogadouro coloca 230 novos sinais de trânsito na estrada que liga à fronteira com Espanha
O município de Mogadouro vai instalar 230 novos sinais de trânsito, no troço de estrada que faz a ligação do Itinerário Complementar (IC5), junto ao cruzamento de Travanca / Urrós, com a fronteira situada na Barragem de Bemposta.
De acordo com o vice-presidente da câmara de Mogadouro, Evaristo Neves, a nova sinalização de trânsito vai permitir mais segurança aos automobilistas que se dirigem para a fronteira, e ao mesmo tempo, dar um toque de modernidade, a uma das principais entradas no território do Planalto Mirandês.
Francisco Pinto
in:mdb.pt
De acordo com o vice-presidente da câmara de Mogadouro, Evaristo Neves, a nova sinalização de trânsito vai permitir mais segurança aos automobilistas que se dirigem para a fronteira, e ao mesmo tempo, dar um toque de modernidade, a uma das principais entradas no território do Planalto Mirandês.
Francisco Pinto
in:mdb.pt
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Sistema de Defesa da Floresta contra incêndio alargado duas semanas
O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra incêndio, que deveria terminar a 30 deste mês, foi estendido até 15 de outubro, comunicou o gabinete do Secretário de Estado das Florestas.
Amândio Torres já assinou a portaria que prorroga este período. No comunicado enviado explica-se que “as condições meteorológicas determinam a adoção desta medida, tendo em conta que se prevê tempo seco e quente e ventos, ou seja, a conjugação de fatores amigos do fogo, que ajudam à propagação de incêndios e que podem transformar qualquer pequena ocorrência num enorme desastre”.
Relembra a Proteção Civil Municipal de Macedo de Cavaleiros que, até findar este período crítico, é proibido Realizar queimadas e fogueiras para recreio ou lazer, ou para confeção de alimentos, utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos, queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração, lançar balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes, fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem e fumigar ou desinfestar apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
Escrito por ONDA LIVRE
Amândio Torres já assinou a portaria que prorroga este período. No comunicado enviado explica-se que “as condições meteorológicas determinam a adoção desta medida, tendo em conta que se prevê tempo seco e quente e ventos, ou seja, a conjugação de fatores amigos do fogo, que ajudam à propagação de incêndios e que podem transformar qualquer pequena ocorrência num enorme desastre”.
Relembra a Proteção Civil Municipal de Macedo de Cavaleiros que, até findar este período crítico, é proibido Realizar queimadas e fogueiras para recreio ou lazer, ou para confeção de alimentos, utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos, queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração, lançar balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes, fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem e fumigar ou desinfestar apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
Escrito por ONDA LIVRE
Empresa responsável pelos resíduos do Cachão foi absolvida do pagamento de coima
O Tribunal entendeu que esta contra-ordenação não se aplica ao caso, sustentando que a empresa é “detentor” e não “produtor” de resíduos e que não era sua intenção abandonar os mesmos.
A empresa responsável pelos resíduos armazenados no Complexo do Cachão, no distrito de Bragança, foi absolvida pelo Tribunal do pagamento de uma coima por depósito ilegal e incumprimento da ordem de remoção.
Depois de quatro anos de litígio judicial entre a Mirapapel e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o Tribunal de Mirandela deu razão à empresa e julgou procedente o recurso da coima de 38.500 euros, numa sentença de Junho, a que a Lusa teve acesso.
O Tribunal entendeu que esta contra-ordenação não se aplica ao caso, sustentando que a empresa é “detentor” e não “produtor” de resíduos e que não era sua intenção abandonar os mesmos, mas guardá-los para um projecto de reciclagem que não avançou devido a dificuldades financeiras.
A apreciação judicial não conseguiu descortinar “como chegou a decisão administrativa à coima à arguida” e concluiu que “dúvidas não restam que os plásticos encontrados nas instalações da arguida não integram o conceito de resíduos” em que se baseou a fiscalização.
A sustentação é de que “todo o material que foi sujeito a fiscalização era reutilizável. Tratava-se nomeadamente de objectos que a sobrinha do arguido (o responsável pela empresa) ia vender na sua loja de antiguidades”.
“Ora, os objectos e materiais em questão não são substância ou objecto de que o detentor se desfaz ou tem intenção ou obrigação de se desfazer”, lê-se na sentença.
Acresce, no entender do Tribunal, que “muito menos a arguida (a empresa) abandonou os resíduos em causa (…) já que pretendia desenvolver um projecto para lavagem e extrusão do plástico que para o efeito adquiriu”.
O Tribunal aceitou o argumento da defesa de que “só ainda não lhes foi dado esse destino porque a empresa passou por fortes dificuldades económicas”.
O processo foi desencadeado por uma fiscalização a 02 de Março de 2013, em que foram encontrados nas instalações da empresa no Complexo do cachão, “500 toneladas de resíduos no interior dos armazéns e cerca de 500 toneladas no exterior, através de sobreposição de fardos.
Nos armazéns em causa ocorreram dois incêndios, um em Agosto de 2013 e outro em Fevereiro deste ano, que alarmaram a população e os restantes ocupantes do antigo complexo industrial, que alberga cerca de uma dezena de empresas e emprega permanentemente mais de uma centena de pessoas, chegando às 250 em trabalhos sazonais.
Os resíduos continuam no local e alguns ainda em combustão como denunciou em Agosto o deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, numa visita ao Cachão.
O partido questionou o Governo, através de iniciativas parlamentares, sobre o problema e emitiu hoje um comunicado a congratular-se com o anúncio feito, na terça-feira, pelo ministro do Ambiente de que os resíduos começarão a ser retirados na segunda-feira.
Agência Lusa
A empresa responsável pelos resíduos armazenados no Complexo do Cachão, no distrito de Bragança, foi absolvida pelo Tribunal do pagamento de uma coima por depósito ilegal e incumprimento da ordem de remoção.
Depois de quatro anos de litígio judicial entre a Mirapapel e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o Tribunal de Mirandela deu razão à empresa e julgou procedente o recurso da coima de 38.500 euros, numa sentença de Junho, a que a Lusa teve acesso.
O Tribunal entendeu que esta contra-ordenação não se aplica ao caso, sustentando que a empresa é “detentor” e não “produtor” de resíduos e que não era sua intenção abandonar os mesmos, mas guardá-los para um projecto de reciclagem que não avançou devido a dificuldades financeiras.
A apreciação judicial não conseguiu descortinar “como chegou a decisão administrativa à coima à arguida” e concluiu que “dúvidas não restam que os plásticos encontrados nas instalações da arguida não integram o conceito de resíduos” em que se baseou a fiscalização.
A sustentação é de que “todo o material que foi sujeito a fiscalização era reutilizável. Tratava-se nomeadamente de objectos que a sobrinha do arguido (o responsável pela empresa) ia vender na sua loja de antiguidades”.
“Ora, os objectos e materiais em questão não são substância ou objecto de que o detentor se desfaz ou tem intenção ou obrigação de se desfazer”, lê-se na sentença.
Acresce, no entender do Tribunal, que “muito menos a arguida (a empresa) abandonou os resíduos em causa (…) já que pretendia desenvolver um projecto para lavagem e extrusão do plástico que para o efeito adquiriu”.
O Tribunal aceitou o argumento da defesa de que “só ainda não lhes foi dado esse destino porque a empresa passou por fortes dificuldades económicas”.
O processo foi desencadeado por uma fiscalização a 02 de Março de 2013, em que foram encontrados nas instalações da empresa no Complexo do cachão, “500 toneladas de resíduos no interior dos armazéns e cerca de 500 toneladas no exterior, através de sobreposição de fardos.
Nos armazéns em causa ocorreram dois incêndios, um em Agosto de 2013 e outro em Fevereiro deste ano, que alarmaram a população e os restantes ocupantes do antigo complexo industrial, que alberga cerca de uma dezena de empresas e emprega permanentemente mais de uma centena de pessoas, chegando às 250 em trabalhos sazonais.
Os resíduos continuam no local e alguns ainda em combustão como denunciou em Agosto o deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, numa visita ao Cachão.
O partido questionou o Governo, através de iniciativas parlamentares, sobre o problema e emitiu hoje um comunicado a congratular-se com o anúncio feito, na terça-feira, pelo ministro do Ambiente de que os resíduos começarão a ser retirados na segunda-feira.
Agência Lusa
Memórias Orais - Amélia Paulo
“No meu tempo, ajudávamos aos vizinhos, os vizinhos ajudavam-nos a nós mas aquilo era uma vida alegre. A gente cantava, ria, o meu pai a tocar o “bajolim” que era muito alegre, chamava-se Benjamim Paulo, e então num instante formávamos ali um jogo de roda , era uma alegria. Mas trabalhava-se, tudo em conjunto, a gente era mais humana, mais humilde...”
A felicidade para si é alegria. Simples e claro como quem deseja tudo com o pouco que tem. Amélia Paulo vive em Lagoaça, a terra que lhe proporcionou as maiores alegrias e lhe mostrou que viver livre era meio caminho para ser feliz. “Aprendi pouco, tenho a terceira classe mas depois também nunca me puxou muito, eu só é rendas e bordados, ao mais livros tenho lá muitos, mas pronto cada um é para o que puxa. Puxava muito pelo campo, ia sempre tudo ao meu pai, plantar melancias, feijões, batatas. Apetecia-me, ainda hoje gosto do campo, tenho um quintalzinho ainda pus uma cebolinhas, umas favas, tudo, gosto de ter, gosto de trabalhar. Quero trabalhar até ao fim da minha vida enquanto puder”.
Casou porque insistiram muito. Por ela não tinha pressa ,queria ter gozado mais a mocidade mas nunca teve motivos para ter mudado os pensares. “Graças a Deus nunca me arrependi, foi uma companhia muito boa e muito séria”. A vida de guarda fiscal obrigava muitas vezes a deslocações para longe da terra e Amélia tinha que acompanhar o marido. No Alentejo deixou dois filhos que não chegaram a ver o dia. Mais tarde, noutro destacamento do marido para a Póvoa de Varzim, haveria de ajudar uma senhora a dar à luz: “Fui por uma rua até que fui dar a um quarto onde estava então uma mulher a ter um filho e eu nunca tal me aconteceu, foi a primeira criança que eu vi nascer. A mulher pediu-me que chamasse a parteira e eu telefonei para Vila do Conde. A criança nasceu (...) e então tratei de matar uma galinha, fiz-lhe um caldinho e dei-lho. Depois lavámos o garoto e tudo aquilo...”.
(Foi assim vida e a gente tem que a saber levar com paciência, diria Amélia dos seus 77 anos...)
Agora governa-se sozinha. Os irmãos estão sempre por perto para qualquer coisa que precise e de vez em quando visita o filho e a neta mas sempre lhe custa deixar a sua terra. E é para ela que canta sempre que se lembra que é alegre:
Somos um rancho da brincadeira
Trazemos ramos da folha da oliveira
Viva Lagoaça com alegria
Viva Lagoaça toda a nossa freguesia
Terra pequena, cheia de rosas
Tens bons rapazes e raparigas formosas
Tens oliveiras e laranjeiras
Tens bons rapazes e raparigas fagueiras
Viva Lagoaça não tem rival
Viva Lagoaça viva também Portugal
Portugal! Portugal!
Texto: Joana Vargas
A felicidade para si é alegria. Simples e claro como quem deseja tudo com o pouco que tem. Amélia Paulo vive em Lagoaça, a terra que lhe proporcionou as maiores alegrias e lhe mostrou que viver livre era meio caminho para ser feliz. “Aprendi pouco, tenho a terceira classe mas depois também nunca me puxou muito, eu só é rendas e bordados, ao mais livros tenho lá muitos, mas pronto cada um é para o que puxa. Puxava muito pelo campo, ia sempre tudo ao meu pai, plantar melancias, feijões, batatas. Apetecia-me, ainda hoje gosto do campo, tenho um quintalzinho ainda pus uma cebolinhas, umas favas, tudo, gosto de ter, gosto de trabalhar. Quero trabalhar até ao fim da minha vida enquanto puder”.
Casou porque insistiram muito. Por ela não tinha pressa ,queria ter gozado mais a mocidade mas nunca teve motivos para ter mudado os pensares. “Graças a Deus nunca me arrependi, foi uma companhia muito boa e muito séria”. A vida de guarda fiscal obrigava muitas vezes a deslocações para longe da terra e Amélia tinha que acompanhar o marido. No Alentejo deixou dois filhos que não chegaram a ver o dia. Mais tarde, noutro destacamento do marido para a Póvoa de Varzim, haveria de ajudar uma senhora a dar à luz: “Fui por uma rua até que fui dar a um quarto onde estava então uma mulher a ter um filho e eu nunca tal me aconteceu, foi a primeira criança que eu vi nascer. A mulher pediu-me que chamasse a parteira e eu telefonei para Vila do Conde. A criança nasceu (...) e então tratei de matar uma galinha, fiz-lhe um caldinho e dei-lho. Depois lavámos o garoto e tudo aquilo...”.
(Foi assim vida e a gente tem que a saber levar com paciência, diria Amélia dos seus 77 anos...)
Agora governa-se sozinha. Os irmãos estão sempre por perto para qualquer coisa que precise e de vez em quando visita o filho e a neta mas sempre lhe custa deixar a sua terra. E é para ela que canta sempre que se lembra que é alegre:
Somos um rancho da brincadeira
Trazemos ramos da folha da oliveira
Viva Lagoaça com alegria
Viva Lagoaça toda a nossa freguesia
Terra pequena, cheia de rosas
Tens bons rapazes e raparigas formosas
Tens oliveiras e laranjeiras
Tens bons rapazes e raparigas fagueiras
Viva Lagoaça não tem rival
Viva Lagoaça viva também Portugal
Portugal! Portugal!
Texto: Joana Vargas
Memórias Orais - Ester Andrade
Se não a interpelassem, Ester de Jesus, Simões do pai, Andrade do marido, como faz questão de dizer, era capaz de falar o dia inteiro. Os 92 anos fazem com que já tenha muito que contar do tanto que se lembra. É natural de Ligares mas atualmente vive no Centro Social da aldeia de Poiares.
A vida seguiu sempre sem grandes preocupações do “viver”, o pai era proprietário e a lavoura dava para o sustento da família de uma forma despreocupada, o que à época não era comum. “Nunca segamos mas a lavoura era grande, colhíamos muito trigo, muito centeio e cevada para os animais, o centeio também para os animais e para vender, e o trigo para o gasto de casa”.
A vida “desafogada” não impediu que Ester não tivesse vontade de trabalhar. Queria ceifar como ceifavam as filhas dos outros lavradores mas o pai achava que não tinha jeito. Um dia calhou ir para a ceifa mas um acidente com a foice fez com que lhe ganhasse medo e esse ofício ficaria para sempre esquecido. Aos 25 anos casou e como quase sempre acontecia, Ester seguiu os passos do marido. “Não me casei mais cedo porque não quis. Tinha medo aos homens. Tinha-lhes medo, porque alguns davam porrada, enchiam-nas de filhos e maltratavam-nas”. Ester teve “sorte”, acompanhou o marido para onde quer que ele fosse e não enumera sequer uma queixa.
Com o marido esteve na Guiné sete anos. Foram sem trabalho e já com um filhos nos braços. O seu último trabalho foi como polícia e numa das vezes que veio de licença a Portugal acabou por não regressar. Os tempos na Guiné eram difíceis de ver e o regresso à terra do marido era o que tinham como certo. Assim foi, e Ester não mais saiu da aldeia de Poiares. O tempo agora passa-o no Centro Social e Paroquial onde as ausências e esse passar de tempo talvez lhe pareçam menores.
Texto: Joana Vargas
A vida seguiu sempre sem grandes preocupações do “viver”, o pai era proprietário e a lavoura dava para o sustento da família de uma forma despreocupada, o que à época não era comum. “Nunca segamos mas a lavoura era grande, colhíamos muito trigo, muito centeio e cevada para os animais, o centeio também para os animais e para vender, e o trigo para o gasto de casa”.
A vida “desafogada” não impediu que Ester não tivesse vontade de trabalhar. Queria ceifar como ceifavam as filhas dos outros lavradores mas o pai achava que não tinha jeito. Um dia calhou ir para a ceifa mas um acidente com a foice fez com que lhe ganhasse medo e esse ofício ficaria para sempre esquecido. Aos 25 anos casou e como quase sempre acontecia, Ester seguiu os passos do marido. “Não me casei mais cedo porque não quis. Tinha medo aos homens. Tinha-lhes medo, porque alguns davam porrada, enchiam-nas de filhos e maltratavam-nas”. Ester teve “sorte”, acompanhou o marido para onde quer que ele fosse e não enumera sequer uma queixa.
Com o marido esteve na Guiné sete anos. Foram sem trabalho e já com um filhos nos braços. O seu último trabalho foi como polícia e numa das vezes que veio de licença a Portugal acabou por não regressar. Os tempos na Guiné eram difíceis de ver e o regresso à terra do marido era o que tinham como certo. Assim foi, e Ester não mais saiu da aldeia de Poiares. O tempo agora passa-o no Centro Social e Paroquial onde as ausências e esse passar de tempo talvez lhe pareçam menores.
Texto: Joana Vargas
"Capas e Casacas antigas Alistano-Mirandesas" da autoria de Carlos Maria de Flores Pazos
"A Queda dum Anjo" de Camilo Castelo Branco traduzido para língua mirandesa
O livro de Camilo Castelo Branco "A Queda dum Anjo", que conta a história de um político transmontano que se deslumbra com Lisboa quando chega a deputado, terá uma versão em mirandês, indicaram hoje os responsáveis pela iniciativa.
"Faz todo o sentido esta tradução do livro de Camilo Castelo Branco, porque um das principais personagens da história [Calisto Elói] é natural de Caçarelhos, uma aldeia do concelho de Vimioso, onde, estou certo, que há 150 se falava o mirandês", frisou à agência Lusa o tradutor e escritor Alfredo Cameirão.
A edição é da Câmara de Vila Nova de Famalicão, em parceria com a Casa de Camilo, um espaço localizado naquele concelho do distrito de Braga onde há quase três décadas são realizadas atividades relacionadas com a vida e obra de Camilo Castelo Branco, que ali viveu.
A tradução de "A Queda dum Anjo" para língua mirandesa é um dos destaques de uma programação que assinala os 150 anos desta obra camiliana, sendo que, na opinião de Alfredo Cameirão, a afirmação da língua mirandesa fica enriquecida ao ter no seu "corpus" a tradução de "uma obra tão importante" para a literatura portuguesa como é o romance de Camilo Castelo Branco.
"Trata-se de um trabalho minucioso, na sua tradução. No entanto, só havia duas soluções: ou fazer a tradução, ou recusar o convite [das entidades de Famalicão], e nessa medida, não estamos em tempo de recusar um convite desta dimensão cultural. A língua mirandesa não poderia perder esta oportunidade", enfatizou, o escritor e investigador, contando que demorou "largos meses" a fazer a tradução.
O diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, explicou à Lusa o porquê desta tradução, lembrando que Calisto Elói é oriundo das Terras de Miranda e a língua mirandesa a segunda língua oficial em Portugal.
"Acredito que deve ser inédito na história da edição literária em Portugal fazer um livro que tem exclusivamente a língua da própria personagem", referiu.
A obra será apresentada na tarde de 18 de outubro na biblioteca da Assembleia da República, em Lisboa, depois de um passeio no Chiado, pelo roteiro de infância de Camilo Castelo Branco que nasceu na Rua da Rosa.
A apresentação em Lisboa inclui uma mesa redonda com Francisco José Viegas e Pedro Mexia sob o tema "A atualidade da "Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco" e integra o programa da 3.ª edição dos Encontros Camilianos que têm início a 07 de outubro e vão desenvolver-se em quatro localidades.
Em Famalicão será entregue o Grande Prémio de Conto à escritora Teresa Veiga, bem como apresentado o carimbo dos CTT evocativo dos 150 anos da primeira edição de "A Queda dum Anjo".
No dia 15 de outubro, será realizada uma visita a Caçarelhos e Miranda do Douro, cenários do romance camiliano.
Uma peça de teatro, uma exposição e uma feira do livro encerram um programa, cuja parte científica conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros, algo destacado por José Manuel Oliveira.
Também o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, apontou o "objetivo de promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas", lembrando que é finalidade destas iniciativas "melhor divulgar da vida e da obra de Camilo Castelo Branco e sedimentar a sua política de intervenção cultural e científica a favor da língua e da cultura portuguesas".
"Mensagem", de Fernando Pessoa ou "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões são outros trabalhos literários mais emblemáticos já traduzidos para a segunda língua oficial em Portugal, nesses casos pelo já desaparecido escritor e investigador Amadeu Ferreira.
FYP/PYT // JGJ
Lusa/Fim
"Faz todo o sentido esta tradução do livro de Camilo Castelo Branco, porque um das principais personagens da história [Calisto Elói] é natural de Caçarelhos, uma aldeia do concelho de Vimioso, onde, estou certo, que há 150 se falava o mirandês", frisou à agência Lusa o tradutor e escritor Alfredo Cameirão.
A edição é da Câmara de Vila Nova de Famalicão, em parceria com a Casa de Camilo, um espaço localizado naquele concelho do distrito de Braga onde há quase três décadas são realizadas atividades relacionadas com a vida e obra de Camilo Castelo Branco, que ali viveu.
A tradução de "A Queda dum Anjo" para língua mirandesa é um dos destaques de uma programação que assinala os 150 anos desta obra camiliana, sendo que, na opinião de Alfredo Cameirão, a afirmação da língua mirandesa fica enriquecida ao ter no seu "corpus" a tradução de "uma obra tão importante" para a literatura portuguesa como é o romance de Camilo Castelo Branco.
"Trata-se de um trabalho minucioso, na sua tradução. No entanto, só havia duas soluções: ou fazer a tradução, ou recusar o convite [das entidades de Famalicão], e nessa medida, não estamos em tempo de recusar um convite desta dimensão cultural. A língua mirandesa não poderia perder esta oportunidade", enfatizou, o escritor e investigador, contando que demorou "largos meses" a fazer a tradução.
O diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, explicou à Lusa o porquê desta tradução, lembrando que Calisto Elói é oriundo das Terras de Miranda e a língua mirandesa a segunda língua oficial em Portugal.
"Acredito que deve ser inédito na história da edição literária em Portugal fazer um livro que tem exclusivamente a língua da própria personagem", referiu.
A obra será apresentada na tarde de 18 de outubro na biblioteca da Assembleia da República, em Lisboa, depois de um passeio no Chiado, pelo roteiro de infância de Camilo Castelo Branco que nasceu na Rua da Rosa.
A apresentação em Lisboa inclui uma mesa redonda com Francisco José Viegas e Pedro Mexia sob o tema "A atualidade da "Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco" e integra o programa da 3.ª edição dos Encontros Camilianos que têm início a 07 de outubro e vão desenvolver-se em quatro localidades.
Em Famalicão será entregue o Grande Prémio de Conto à escritora Teresa Veiga, bem como apresentado o carimbo dos CTT evocativo dos 150 anos da primeira edição de "A Queda dum Anjo".
No dia 15 de outubro, será realizada uma visita a Caçarelhos e Miranda do Douro, cenários do romance camiliano.
Uma peça de teatro, uma exposição e uma feira do livro encerram um programa, cuja parte científica conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros, algo destacado por José Manuel Oliveira.
Também o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, apontou o "objetivo de promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas", lembrando que é finalidade destas iniciativas "melhor divulgar da vida e da obra de Camilo Castelo Branco e sedimentar a sua política de intervenção cultural e científica a favor da língua e da cultura portuguesas".
"Mensagem", de Fernando Pessoa ou "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões são outros trabalhos literários mais emblemáticos já traduzidos para a segunda língua oficial em Portugal, nesses casos pelo já desaparecido escritor e investigador Amadeu Ferreira.
FYP/PYT // JGJ
Lusa/Fim
Programa Comunicar traz à região Secretário de Estado da Juventude
O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, vai estar amanhã na região para se encontra com algumas associações juvenis. A visita insere-se no âmbito do programa comunicar que tenta incentivar a juventude para o associativismo local.
Prossegue o programa de visitas a associações juvenis de base local em articulação com a Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ). Depois de Viseu, Faro, Guarda, Leiria e Vila Real, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, incentiva, no distrito de Bragança, ao associativismo juvenil tendo em conta, entre outros, o impacto no desenvolvimento local e regional.
Associação Grupo de Caretos de Podence - Macedo de Cavaleiros, a Associação Recreativa da Juventude Mirandesa – Miranda do Douro, a Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural – Uva, Bragança e a FISGA – Associação de Intervenção Social, Cultural e Produção Artística - Bragança, foram as associações escolhidas para a visita do governante.
No final do dia decorrerá também um encontro nas instalações de Bragança da Direção Regional do Norte do IPDJ,IP com todas as Associações Juvenis da Região, jovens, grupos informais e estudantes com o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, devendo ainda estar presentes o representante do IPDJ e da FNAJ.
Prossegue o programa de visitas a associações juvenis de base local em articulação com a Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ). Depois de Viseu, Faro, Guarda, Leiria e Vila Real, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, incentiva, no distrito de Bragança, ao associativismo juvenil tendo em conta, entre outros, o impacto no desenvolvimento local e regional.
Associação Grupo de Caretos de Podence - Macedo de Cavaleiros, a Associação Recreativa da Juventude Mirandesa – Miranda do Douro, a Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural – Uva, Bragança e a FISGA – Associação de Intervenção Social, Cultural e Produção Artística - Bragança, foram as associações escolhidas para a visita do governante.
No final do dia decorrerá também um encontro nas instalações de Bragança da Direção Regional do Norte do IPDJ,IP com todas as Associações Juvenis da Região, jovens, grupos informais e estudantes com o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, devendo ainda estar presentes o representante do IPDJ e da FNAJ.
Academia Idade Maior/Idade Melhor regressa a Macedo
Academia sénior Idade Maior/Idade Melhor vocacionada para "jovens" com mais de 50 anos inicia ano letivo após pausa de verão e inscrições ainda se encontram abertas.
Todos aqueles que queiram aprender, tenham 50, 60 ou mesmo 100 anos, podem fazê-lo em Macedo de Cavaleiros. Isto porque está de regresso a academia sénior Idade Maior/Idade Melhor, depois da pausa relativa aos meses de verão.
O programa de atividades do novo ano letivo que está prestes a começar foi apresentado ontem, terça-feira, perante uma sala repleta de interessados. A apresentação levada a cabo no Centro Cultural esteve a cargo do vereador da Ação Social, José Luís Afonso.
E se o mote era apresentar o novo período de trabalhos do programa dirigido à população com idade superior a 50 anos, a verdade é que o encontro serviu mais para revisitar o passado, isto é, o ano letivo anterior, do que para preparar o futuro. Numa espécie de nostalgia palpável, recordaram-se as diferentes atividades realizadas, entre visitas a exposições, as aulas de inglês, a célebre educação física, a motivadora hidroginástica, as experiências musicais e a arte dramática, os passeios pelo concelho ou fora dele e, inclusive, os trabalhos de arte plástica que resultaram numa exposição final na Biblioteca Municipal.
Com o passado relembrado, novos e velhos alunos aguardam ansiosamente o recomeço de aulas, até porque para muitos é mais do que aprender, é a companhia, é conviver. O tempo, concluiu-se, foi pouco de tão bem preenchido, sempre com experiências enriquecedoras e que terão continuidade neste ano letivo que prestes se inicia.
Entretanto, o novo horário já foi dado a conhecer, sendo que as inscrições podem ainda ser feitas.
Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com
Todos aqueles que queiram aprender, tenham 50, 60 ou mesmo 100 anos, podem fazê-lo em Macedo de Cavaleiros. Isto porque está de regresso a academia sénior Idade Maior/Idade Melhor, depois da pausa relativa aos meses de verão.
O programa de atividades do novo ano letivo que está prestes a começar foi apresentado ontem, terça-feira, perante uma sala repleta de interessados. A apresentação levada a cabo no Centro Cultural esteve a cargo do vereador da Ação Social, José Luís Afonso.
E se o mote era apresentar o novo período de trabalhos do programa dirigido à população com idade superior a 50 anos, a verdade é que o encontro serviu mais para revisitar o passado, isto é, o ano letivo anterior, do que para preparar o futuro. Numa espécie de nostalgia palpável, recordaram-se as diferentes atividades realizadas, entre visitas a exposições, as aulas de inglês, a célebre educação física, a motivadora hidroginástica, as experiências musicais e a arte dramática, os passeios pelo concelho ou fora dele e, inclusive, os trabalhos de arte plástica que resultaram numa exposição final na Biblioteca Municipal.
Com o passado relembrado, novos e velhos alunos aguardam ansiosamente o recomeço de aulas, até porque para muitos é mais do que aprender, é a companhia, é conviver. O tempo, concluiu-se, foi pouco de tão bem preenchido, sempre com experiências enriquecedoras e que terão continuidade neste ano letivo que prestes se inicia.
Entretanto, o novo horário já foi dado a conhecer, sendo que as inscrições podem ainda ser feitas.
Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com
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