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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Pelo terceiro ano Orçamento de Estado inclui verba para o Mirandês mas entidades estão desacreditadas porque dinheiro nunca chegou

 A dotação orçamental para se criar uma Unidade Orgânica para preservar a língua mirandesa já esteve, por duas vezes, inscrita no Orçamento do Estado


Apesar da inscrição nada foi criado. A única coisa que se fez foi a constituição de um grupo de trabalho, para delinear as medidas a tomar, mas isso nada custou ao Estado. Agora, foi aprovada, novamente, na Assembleia da República, uma proposta para que o Governo adjudique investimento para a criação deste organismo.

Alfredo Cameirão, presidente da Associação da Língua e Cultura Mirandesa, quer acreditar que é desta mas não está deslumbrado. “Não podemos dizer que ficamos tristes, mas também não podemos dizer que ficamos deslumbrados, porque gatos escaldados de água fria têm medo. Como até agora já esteve inscrita durante dois anos verba para a língua mirandesa e para ser criada uma unidade orgânica e ainda não foi efectivamente criada, nós permitimo-nos estar um pouco desconfiados”, disse.

Inicialmente a dotação orçamental era de 100 mil euros, no ano seguinte passou para 200 mil e agora pode chegar ao meio milhão. Ainda assim, de nada serve aumentar a verba se de facto dinheiro não chegar a Miranda. “O montante de dinheiro vai aumentando, mas estamos bastante desconfiados, porque nada até agora foi concretizado. Qualquer dia estamos num milhão de euros, mas estar num milhão ou no zero se não houve concretização é absolutamente igual”, apontou.

A proposta aprovada, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado, foi uma medida que o Bloco de Esquerda apontou como determinante para a valorização do Interior. Marco Mendonça, da Comissão Política de Bragança do bloco, diz que o partido vai estar atento e, se não for desta, não se vai calar.

A proposta foi aprovada com os votos do Bloco de Esquerda, PS, Livre, PCP, Iniciativa Liberal e PAN. Contou com a abstenção do Chega e os votos contra do PSD e CDS. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Abertura da Terra Natal e de Sonhos em Bragança juntou milhares de pessoas

 A Terra Natal e de Sonhos abriu portas este sábado e vai manter-se até 6 de Janeiro


A magia do Natal chegou este sábado a Bragança. A chegada do Pai Natal e o desfile com vários figurinos encheram as ruas da zona histórica de Bragança com milhares de pessoas.

Os mais novos fizeram questão de ver a figura principal da quadra. “Vi o Pai Natal. O que mais gosto do Natal é da noite da véspera. As luzes de Natal são bonitas, a cidade fica bonita”, disse o pequeno Tiago enquanto via os carrosséis.

Depois do desfile, a multidão juntou-se na Praça da Sé e com um simples clique num botão foram ligadas todas as luzes de Natal na cidade.

Há quem venha de propósito a Bragança assistir ao momento. “Vim ver a chegada do Pai Natal. É a primeira vez que venho. Acho muito bonito, há muita criança, está tudo muito iluminado”, disse Maria Pinheiro.

Este sábado abriu também a Terra Natal e de Sonhos. São 38 dias com pista e rampa de gelo, carrosséis, casa do Pai Natal, doçaria e diversas actividades, como concertos, oficinas, workshops e trail solidário. Um investimento do município de 250 mil euros, que tem um grande retorno, salientou o presidente da câmara, Paulo Xavier. “O retorno é muito maior, para a restauração, para a hotelaria, para o comércio local. Estamos a falar de um valor estimado em três milhões de euros, portanto vale a pena. Este ano ficou mais caro por causa da passagem de ano, é uma aposta”.

A Terra Natal e de Sonhos abriu portas este sábado e vai manter-se até 6 de Janeiro. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹 𝟮𝟬𝟮𝟰 - 𝗜𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶çõ𝗲𝘀 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮𝘀! 🎁🎄✨

 Com o aproximar da época natalícia retornam os Concursos de Natal promovidos pelo Município de Freixo de Espada à Cinta.


As inscrições estão a decorrer e a participação é gratuita.

Inscreva-se e junte-se a nós para espalhar a magia do Natal no concelho de Freixo de Espada à Cinta.

Com a sua participação, ajude-nos também a dinamizar o comércio local (os prémios destes concursos correspondem a vales de compras a gastar exclusivamente no comércio local).

Este ano temos 3 Concursos de Natal preparados para si:

- 𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗱𝗲 "𝗜𝗹𝘂𝗺𝗶𝗻𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹 - 𝗙𝗮𝗰𝗵𝗮𝗱𝗮𝘀, 𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝘀 𝗲 𝗷𝗮𝗻𝗲𝗹𝗮𝘀" - dirigido à população em geral e a todas as instituições do concelho - inscrições até ao dia 13 de dezembro no Gabinete de Comunicação (Balcão Único):

•1° lugar (particular) - 150€
•2° lugar (particular) - 100€
•3° lugar (particular) - 75€
•1° lugar (instituição) - 200€
•2° lugar (instituição) - 150€
•3° lugar (instituição) - 100€

- 𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗱𝗲 "𝗠𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹" - dirigido a todos os agentes de comércio, restauração e outros negócios que possuam estabelecimentos em atividade no concelho - inscrições até ao dia 13 de dezembro no Gabinete de Comunicação (Balcão Único):

•1° lugar - 150€
•2° lugar - 75€

- 𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 "𝗩𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗮𝘀 𝗿𝗼𝘁𝘂𝗻𝗱𝗮𝘀" - realizado pela 1° vez e dirigido às instituições educativas do concelho (Pré-escolar, 1° e 2° ciclos) - inscrições presenciais nos respetivos locais de ensino:

•1° lugar (Pré-escolar) - 150€
•2° lugar (Pré-escolar) - 100€
•1° lugar (1° e 2° ciclos) - 150€
•2° lugar (1° e 2° ciclos) - 100€

Regras de acesso aos concursos de Natal 2024 disponíveis no Gabinete de Comunicação (Balcão Único).

Junte-se a nós e venha celebrar a magia do Natal em Freixo de Espada à Cinta!

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

 Para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Município de Macedo de Cavaleiros em conjunto com a GNR, vão promover, amanhã, um dia repleto de atividades.
O objetivo deste dia é motivar para uma maior compreensão e consciencialização das questões relacionadas com a deficiência e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência.

… “’por quem os sinos dobram”

Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)

A minha mãe morreu… era dezembro… ano triste de 1983. Fazia frio… as árvores do hospital choravam lágrimas brancas… gelo de cristal… eram três horas da tarde… Jesus Cristo morria na cruz depois duma longa caminhada… Eugénia… minha menina… esperaste-me no teu calvário do hospital de Bragança… eram três horas da tarde em ponto… ainda tiveste tempo de me apertar a mão… depois serenamente… foste embora… sem uma lágrima… sem um suspiro… como quem vai à nossa horta dos Linhares… e regressa antes do toque das Trindades… chorei… chorei copiosamente… tu branca de neve… fria… finalmente… como quem se cumpriu… descansaste...
... entardecia… cobri o teu rosto de beijos… e serenei sentindo o abraço apertado dos amigos.
… Hoje murmura-se… quase a medo que muitos idosos morrem penosamente… solitários… institucionalizados… longe dos filhos… do aperto da mão… do beijo quente que amacie o frio da partida…
… morrer assim é doloroso
... mas se é verdade... deixar morrer assim é para toda a humanidade vergonhoso.
.... e quase todos se calam....mas a revolta já se passeia assustadora pelas ruas... pelas casas e pelos casebres da cidade.
... felizmente ainda chamam os filhos para o funeral.


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

𝗙é𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗲 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹 𝟮𝟬𝟮𝟰 - 𝗜𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶çõ𝗲𝘀 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮𝘀!

 Já estão abertas as inscrições para as Férias Desportivas e Culturais Natal 2024, que decorrem entre os dias 19 de dezembro e 3 de janeiro.
A participação nas Férias Desportivas e Culturais Natal 2024 tem o custo de 20€ e a inscrição deve ser efetuada até ao dia 12 de dezembro, no Gabinete de Desporto.

Mais informações disponíveis através dos contactos gabinete.desporto@cm-fec.pt | 935 452 595.

As Férias Desportivas e Culturais Natal 2024 dirigem-se a todas as crianças entre os 6 e os 12 anos.

Vem desfrutar ao máximo das tuas férias de Natal, usufruindo de dias repletos de muita animação, brincadeira e aprendizagem.

Contamos contigo. Inscreve-te já!

Olá a toda a rapaziada do blogue " Memórias..."

Por: Luís Abel Carvalho
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)

Escrevo esta meia dúzia de linhas para dar um abraço Natalício a todos os leitores, comentadores, criticadores, colaboradores e administradores.

No curto espaço de tempo em que colaborei no blogue, senti-me confortável com o vosso carinho e, ao mesmo tempo, orgulhoso por fazer parte de um grupo de gente especial e genuína.

Duas características saltam logo à primeira vista: é um espaço onde cabe sempre mais um membro (como o Rexona) e onde se procura, na diversidade, a unidade e não a unicidade.É um espaço de liberdade e de divulgação dos costumes, dos valores, das crenças, da cultura e do linguajar dos nossos antepassados. Tudo isto sob o humanismo ternurento do timoneiro Henrique, que conduz a nau ao abrigo de qualquer encalhamento. É na verdade, um líder nato, que se impõe sem se impor!!Um abraço especial ao " nosso " Henrique, que é uma espécie de Avô que todos nós gostaríamos de ter..

Ler, comentar e escrever neste blogue, é como um antigo serão transmontano numa longa e fria noite de Inverno.É aconchegante e educativo.

Quanto lamento não ter casado com uma transmontana!! Em primeiro lugar, porque casaria com uma mais bonita, certamente, pois toda a mulher transmontana é bonita! Em segundo lugar, porque praticaria e aprofundaria o nosso linguajar. Todas as injúrias e os insultos que lhe faço nas nossas e tão nossas expressões, ficam sem resposta, o que me deixa muito ofendido e frustrado. Se fosse transmontana, decerto reagiria com genica e a coisa tornar-se-ia mais interessante. Assim não dá. É como pôr um arganel de ouro em focinho de porco!
Apelo para que continuem a divulgar a nossa cultura e os hábitos transmontanos para que continuem vivos nos nossos filhos e netos .

Deixo-vos uma reflexão do Dalai Lama: " Dai a quem mais amais asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar". E eu acrescento: " `Stimende-bos uns ós oitros c´mo eu bos ´stimei " ( E estimo)

Bom...desejo a todos em geral e aos transmontanos em particular, um Natal cheio de saúde e paz.

Luís Abel Carvalho

Um abraço de muita estima para o Henrique


Luís Abel Carvalho
, nasceu no Larinho, uma aldeia transmontana do Concelho de Torre de Moncorvo, Distrito de Bragança. É o filho do meio de três irmãos.
Estudou em Moncorvo, Bragança e no Porto, onde se formou em Engenharia Geotécnica. É casado e Pai de três filhos.
Viveu no Brasil, onde passou por momentos dolorosos e de terror, a nível económico e psicológico. Chegou a viver das vendas de artesanato nas ruas e a dormir debaixo de Viadutos.
No ano de 1980 e 1981 foi Professor de Matemática em Angola, na Província de Kwanza Sul, em Wuaku-Kungo. Aí aprendeu a desmistificar certos mitos e viveu uma realidade muito diferente da propagandeada.
Em Portugal deu aulas de Matemática em diversas cidades, nomeadamente em São Pedro da Cova, Ponte de Lima, Cascais (na Escola de Alcabideche, onde deu aulas aos presos da cadeia do Linhó), Alcácer do Sal, Escola Francisco Arruda e Luís de Gusmão, em Lisboa. Frequentou durante quatro anos, como trabalhador-estudante, o curso de Engenharia Rural, no Instituto Superior de Agronomia.
Em 1995 fundou a empresa Bioprimática – Reciclagem de Consumíveis de Informática, onde trabalha até hoje como sócio-gerente.

Curso “ Empregabilidade – Inovação em Inteligência Artificial | Business Intelligence”

 No âmbito do projeto Desafios Jovens, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ, IP), tem abertas as inscrições até ao dia 04 de dezembro, para a frequência do curso “ Empregabilidade – Inovação em Inteligência Artificial | Business Intelligence”, que irá decorrer de 09 a 12 dezembro em formato online.

Mais informação AQUI.

📚 𝐂𝐮𝐦𝐛𝐞𝐫𝐬𝐚𝐬 𝐧𝐞 𝐥 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐛𝐨

 Vivemos tempos de fragmentação da perceção, dominados por experiências predominantemente visuais, com a escuta a ser relegada para planos que impedem o conhecimento da totalidade cultural. Ouver (ouvir e ver) as festas rituais do Solstício de Inverno, eis a proposta para a sua compreensão global. Se assim não for, não estaremos a vender a sua alma (e magia) ao diabo?
Esta é a nossa proposta de Cumbersa ne l Arquibo, que se realizará no próximo dia 6 de dezembro pelas 20h30, no Arquivo Municipal de Miranda do Douro, que terá como orador o Dr. Mário Correia, do Centro de Musica Tradicional Sons da Terra, subordinada ao tema “RITUAIS DO SOLSTÍCIO DE INVERNO: VENDER A ALMA AO DIABO?”

📲 Saiba mais AQUI.

🎭✨ UMA ABÓBORA PARA O NATAL? 🎃🎄

 A Escola Municipal de Teatro de Vinhais apresenta uma peça mágica e divertida para toda a família! 🌟

📅 Sábado, 14 de dezembro de 2024 às 21h00
📍 Centro Cultural de Vinhais
🎟️ Entrada Gratuita
👉 Adaptação do texto “Mestre Grilo Cantava e a Giganta Dormia” de Aquilino Ribeiro, pela Escola Municipal de Teatro de Vinhais
🎭 Encenação: Bibiana Mota, Luis Pereira e Sofia Duarte
🎨 Direção Artística: David Carvalho
💡 Luz: Luis Pereira
🔊 Som: Pedro Carlos

🌟 Com o apoio da @Filandorra – Teatro do Nordeste

domingo, 1 de dezembro de 2024

Boas Festas

 Por: Manuel Amaro Mendonça
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Para todos os leitores e amigos do "Memórias e Outras Coisas" desejo umas festas muito felizes junto daqueles que amam. Que as memórias dos que já partiram, que são inevitáveis neste período, sejam, não de tristeza pela ausência, mas de agradecimento pelo tempo e o amor que nos dispensaram.

Nesta quadra, não deixem de ler os belos artigos do meu bom amigo Henrique Martins e partilhem com ele o seu amor por essa região, cultura e tradições maravilhosas.

Deixo aqui, com os votos de Feliz Natal e Próspero 2025, um eterno agradecimento por fazer a minha voz, assim como a de muitos outros amantes da palavra escrita, chegar mais longe.
Amigo Henrique, um grande bem-haja e continua a maravilhar-nos com as Memórias e Outras coisas que nos educam, cultivam, divertem e elucidam.

Boas Festas e um grande abraço, não do tamanho de Trás-os-Montes, nem tão pouco de Portugal, mas do tamanho do mundo.

Manuel Amaro Mendonça


Manuel Amaro Mendonça
é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/ 

Três pessoas detidas por furtarem 200 quilos de azeitona em Valverde

 Três pessoas, um homem e duas mulheres, foram detidas, esta tarde, por furtarem azeitona, na aldeia de Valverde, concelho de Alfândega da Fé


O proprietário do olival contactou a GNR quando viu várias pessoas a apanhar azeitona no seu terreno, sem qualquer consentimento.

Os suspeitos, de etnia cigana, foram intercetados pelos militares quando já seguiam na sua própria viatura. Tinham na sua posse cinco sacas com azeitona, o equivalente a cerca de 200 quilos. 

As sacas foram entregues ao proprietário e os suspeitos detidos. Deverão ser presentes a primeiro interrogatório amanhã. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

🎅✨ Milhares de Sonhos na inauguração de 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮, 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹 𝗲 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝗻𝗵𝗼𝘀.

Concurso de Decoração "Magia de Natal"

 O Natal é uma época dedicada aos valores da família, do amor, da amizade, da união e da solidariedade. É um tempo repleto de magia, de festa, de luz e cor, dando mais animação e brilho às casas, às ruas, aos comércios. Ora é também uma altura em que os comerciantes aproveitam para aumentar o seu volume de negócio e para tal, mostram e exibem o seu dinamismo e a sua criatividade, reforçando a sua imagem.
Como tal, o município de Vinhais desafia os comerciantes e as IPSS’s do nosso Concelho a criarem decorações de Natal, nos seus estabelecimentos comerciais e nas IPSS’S, com o objetivo comum de dinamizar e revitalizar esta época, através da promoção das manifestações artísticas e do estímulo do espírito criativo.

É neste sentido que a Câmara Municipal de Vinhais promove o concurso “Magia de Natal” no concelho de Vinhais.

Este concurso está dividido em duas categorias, Comércio e IPSS’s, sendo que serão entregues 5 prémios ao comércio e três às IPSS’s, contabilizando um total de 1750 euros.

Os prémios são atribuídos em vouchers para utilizar nos comércios aderentes à Campanha Natal é no Comércio Local.

Conheça as normas de participação AQUI.

DO ABRAÇO AO … LAÇO

Por: Maria dos Reis Gomes
(colaboradora do Memórias...e outras coisas...)

 Recebi com entusiasmo a proposta do nosso amigo Henrique, incansável criador desta página que nos une, para escrever algo nesta época natalícia que, quer queiramos ou não, é tão especial para a maior parte de nós, independentemente do credo que professamos.
Há luzes e festejos e para os mais “crentes” uma esperança ténue de que guerras e conflitos se esbatam.   Eu perdi essa esperança. As guerras e os conflitos existirão enquanto o negócio das armas “enche bolsos” e responde à “gula” dos insaciáveis. 

 O tempo de Natal transporta-me essencialmente para a minha infância e, depois, para o tempo dos meus filhos ainda pequenos. Fixo-me na preparação da consoada na casa dos meus pais e até, na “minha frustração”, por não poder assistir ao “memorável” Natal dos Hospitais porque, coincidia com a hora de ajudar a mãe na confeção das rabanadas, filhós, do tronco de Natal coberto e decorado com chocolate, entre outras iguarias. O presépio era tarefa dos manos que começava com a faina de procurar o musgo mais verde e macio, para “durar”. Depois o desembrulhar das figuras e dar asas à imaginação. Quanto ao Pai Natal ainda era esperado que se lembrasse de que, junto ao fogão da cozinha, cada um de nós, inocentemente ou não…deixava o sapatinho nessa longa noite de estrelas…

As estradas geladas não afastavam os filhos que já tinham organizado as suas vidas por outras bandas. O encontro da família já alargada e numerosa manteve-se em Bragança enquanto os pais estiveram vivos, depois foi estreitando e mudando de sítio… 

As famílias mudaram. Não mudaram os sentimentos, dizemos, para amenizar as ausências que, o Natal é quando um homem quiser e, sim, a lógica é correta e oxalá que para bem de todos, esse espírito de perdão e concórdia fosse uma prática habitual.

Somos então convidados a celebrar os dias da mãe, do pai, dos filhos dos irmãos, dos amigos da tolerância… Tudo cheio de boas intenções pois, sentimos na pele os efeitos de uma sociedade que se deslaça, que ignora a dor dos que, por vezes, estão tão próximos de nós e não os vemos…

 E, assim imbuída pelo espírito da época, num dezembro que se instala e num inverno que não quer ser, convido amigos e leitores desta página a celebrar “diariamente” O DIA do ABRAÇO. Esse abraço que cura, a que chamam um remédio sem contraindicações, que conforta, que aproxima, que perdoa pequenas guerras e ódios… 

De certeza que este gesto simples aconchega quem amamos, sejam pais, filhos, amigos ou amores, gerando o impulso e o desejo de cuidar. 

Maria dos Reis, 1 de dezembro de 2024


Maria dos Reis Gomes
, nascida e criada em Bragança.
Estudou na Escola do Magistério Primário em Bragança, no Instituto António Aurélio da Costa Ferreira em Lisboa e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação no Porto, onde reside.

Meu caro Henrique

 Fazendo jus à  celebração do 1.° de Dezembro, um grupo de antigos alunos do Liceu Nacional de Bragança que acabou de participar num almoço, no Vila Galé, Ericeira, para não deixar morrer, nem data nem a tradição.

Abraço

Carlos Pires

Para todos os bragançanos…

Por: César Urbino Rodrigues
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Nos primeiros 11 anos de vida, todo o meu mundo se resumia à aldeia de Peredo dos Castelhanos, que teria à volta de 300 habitantes. Aí fui feliz duma forma que nunca mais revivi em lado nenhum.

A adolescência e a juventude passei-as em Macau, onde tive colegas de vários cantos do mundo, desde a gigantesca China de Mao Tsé-Tung à minúscula colónia inglesa de Singapura, passando pela província portuguesa de Timor, pela ilha dos Açores e por vários pontos da metrópole nacional, de que se destacavam os concelhos de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Moncorvo.

Já com 20 anos, regressei a Portugal, tendo passado pelo seminário de Leiria e, um ano depois, pelo serviço militar em Mafra, Lisboa, Santa Margarida e, finalmente, em Bragança, em cujo BC3 “passei à peluda”, como dizíamos na nossa gíria militar, em Outubro de 1972.  
A partir daí, Bragança e a minha aldeia passaram a ser, definitivamente, o centro e a sede do meu mundo. É verdade que Macau também me ficou para sempre no coração e na mente, porque ali me fiz homem, aprendi as bases do que sei e me apercebi da relatividade das raças, das culturas e das nacionalidades. No entanto, mesmo lá tão longe, as memórias da vida na aldeia nunca mais me abandonaram, tanto pela saudade dos familiares e conterrâneos, como pela nostalgia dos jogos de futebol nas Eiras ou pelos convívios inocentes e fraternos a guardar as vacas nos lameiros primaveris e nos restolhos de verão, como ainda pelas paisagens incomparáveis, sobranceiras ao rio Douro, por onde espreitávamos o comboio que se contorcia no sopé dos montes, entre as estações do Côa e do Pocinho, e nos lançava uns apitos de saudação e agradecimento por lhe acenarmos enquanto desaparecia na última curva.

Na altura de escolher uma profissão, os certificados académicos permitiam-me a instalação nas maiores urbes do litoral. Todavia, foi em Bragança que o meu coração repousou e se sentiu sempre em casa, como nos anos passados na aldeia. Em nenhuma outra cidade por onde passei, senti o conforto íntimo que a tranquilidade do modus vivendi de Bragança me dava e que era incompatível com a agitação urbana dos grandes centros. 

Por isso, ao preparar-me para o meu 52º Natal em Bragança e, não obstante as dificuldades que a vida nos traz, seja qual for o local da nossa residência, quero expressar a todos os bragançanos, tanto aos que aqui nasceram como aos que por cá se fixaram por opção ou por obrigação, os votos mais profundos e sinceros dum FELIZ NATAL e dum ANO NOVO de perfeita saúde e de muita fraternidade, não obstante a diversidade de feitios, de ideologias e de crenças, sempre num quadro de tolerância recíproca e de abertura e solidariedade para com o Outro.


César Urbino Rodrigues
, natural da aldeia de Peredo dos Castelhanos, concelho de Moncorvo, estudou 9 anos no Seminário de Macau, fez a licenciatura em Filosofia na Universidade do Porto, o Mestrado em Filosofia da Educação na Universidade do Minho, com uma tese sobre «As Coordenadas fundamentais da Educação no Estado Novo», e o doutoramento na Universidade de Valhadolid, em Teoria e História da Educação, com uma tese sobre a «Representação do Outro No Estado Novo. Foi professor no ensino secundário, na Escola do Magistério Primário de Bragança, no ISLA de Bragança, no Instituto Piaget de Mirandela e DAPP na Escola Superior de Educação de Bragança.

Boas Festas

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...") 

Queridos leitores, amigos, e membros do grupo Memórias e outras Coisas

Nesta época em que as luzes piscam como estrelas em janelas e ruas, deixemo-nos guiar por essa magia que aquece os corações. Que o espírito do Natal e das festas seja como uma manta macia que nos envolve, tecida com os fios dourados da paz, do amor e da esperança.
Pensemos nas nossas vidas como um rio tranquilo que segue o seu curso, carregando nas suas águas tudo o que vivemos neste ano. Que a corrente leve consigo as dores e os desafios, mas deixe na margem os momentos preciosos, como pedras brilhantes a lembrar-nos da força e da alegria que conquistamos.

Que cada abraço que damos seja como uma chama que ilumina e aquece. Que cada palavra que dizemos carregue o poder de unir, confortar e inspirar.

A vocês, que fazem parte desta comunidade tão especial, desejo que as festas tragam serenidade e que o novo ano que se avizinha seja uma página em branco, pronta para ser preenchida com sonhos, conquistas e sorrisos.

Boas Festas, com todo o meu carinho!


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas.

Santo e feliz Natal

Por: António Pires 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...") 

A gratidão é um dos traços de personalidade mais nobres do ser - humano.
Agradeço,  pois, reconhecidamente,  à numerosa, simpática e  cordial família  " Memórias e Outras Coisas", pela gentileza e generosidade com que me tem brindado, sempre que, neste espaço de Memórias e convivialidade, comenta ou "aprova", com um "gosto",  textos ou simples publicações da minha autoria.

Porque acabados de entrar, oficialmente, na mágica quadra natalícia,  para eles e seus familiares desejo um Santo e feliz Natal. Votos que,  como não poderia deixar de ser, são extensíveis ao nosso irrepetível Administrador, Henrique Martins, por quem tenho elevada estima e consideração.  

Estarmos cá é uma bênção. De longe, a melhor prenda.


António Pires, natural de Vale de Frades/S. Joanico, Vimioso. 
Residente em Bragança.
Liceu Nacional de Bragança, FLUP, DRAPN.

Um Natal minimalista

Por: Ernesto Rodrigues
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
 
Um Natal minimalista: sem árvore, 
sorrisos falsos, bacalhau;
amigos que nos lembram – nada mau; 
e modos de dizer o verbo amar.

Muitos, porém, nem isso, se ateias
fogos, nadas em cheias, e no tácito
desprezo dos cobardes, velho hábito
de quem governa, faz tudo a meias.

Vejo notícias sobre povos combalidos, 
à fome, só osso e pele.
(E raro é aquele que se rebele…)

Menino nasce: pouco é, se bomba
matou quatro na Síria. Deus não zomba - 
mas que pensar de quem se serve dEle?


Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é escritor e professor universitário.