Após os últimos 𝐬𝐡𝐨𝐰𝐜𝐨𝐨𝐤𝐢𝐧𝐠𝐬 𝐝𝐨 𝐃’𝐆𝐮𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐓𝐫𝐚́𝐬-𝐨𝐬-𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬, que contaram com a presença da 𝐂𝐨𝐧𝐟𝐫𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐉𝐚𝐯𝐚𝐥𝐢, foram entregues os prémios e certificados, encerrando uma edição especial que celebrou 30 anos da Festa dos Caçadores do Norte.
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
𝐀𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐬𝐞 𝐯𝐢𝐯𝐞𝐮 𝐨 𝐮́𝐥𝐭𝐢𝐦𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐗𝐗𝐕𝐈𝐈𝐈 𝐅𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐂𝐚𝐜̧𝐚 𝐞 𝐓𝐮𝐫𝐢𝐬𝐦𝐨.
Após os últimos 𝐬𝐡𝐨𝐰𝐜𝐨𝐨𝐤𝐢𝐧𝐠𝐬 𝐝𝐨 𝐃’𝐆𝐮𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐓𝐫𝐚́𝐬-𝐨𝐬-𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬, que contaram com a presença da 𝐂𝐨𝐧𝐟𝐫𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐉𝐚𝐯𝐚𝐥𝐢, foram entregues os prémios e certificados, encerrando uma edição especial que celebrou 30 anos da Festa dos Caçadores do Norte.
Municípios querem dar escala às festas da amendoeira flor com organização conjunta
“Foi apresentada uma proposta considerada mobilizadora para a organização conjunta das festividades da amendoeira em flor, com a finalidade de lhes dar uma maior escala e dinamismo às várias iniciativas previstas”, explicou o presidente da AMDS, José Meneses.
Esta iniciativa pretende juntar cinco dos oitos concelhos que integram este organismo intermunicipal.
O também presidente da Câmara de Torre de Moncorvo indicou que nestas iniciativas estão também envolvidos o concelho de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo e Vila Nova de Foz Côa, sendo mais um passo no reforço da identidade do território do Douro Superior.
“Esta iniciativa permitirá ganhar escala, trabalhar em conjunto e criar uma agenda anual partilhada e promover de forma integrada um dos maiores ícones da identidade cultural e paisagística da região: a amendoeira em flor”, disse.
𝗥𝗲𝗰𝗼𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗯𝗲𝗻𝘀 | 𝗩𝗶́𝘁𝗶𝗺𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗲𝘀𝘁𝗮𝗱𝗲 𝗞𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻 - 2 a 7 de Fevereiro - Torre de Moncorvo
Os bens devem ser entregues nos seguintes locais:
👉Edifício da Ação Social do Município de Torre de Moncorvo
👉Instalações do CLDS Moncorvo 5G
FEIRA DA ALHEIRA REGRESSA A MIRANDELA NO FINAL DE FEVEREIRO
A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Mirandela em colaboração com a ACIM e a Mircom, afirma-se como um dos maiores acontecimentos da região, reunindo produtores, visitantes e apreciadores da gastronomia tradicional portuguesa.
Com mais de duas décadas de história, a feira tornou-se uma referência nacional, atraindo milhares de visitantes provenientes de várias zonas do país, bem como da vizinha Espanha. Durante quatro dias, Mirandela celebra a sua alheira, produto de excelência e identidade local, num ambiente de convívio, cultura e dinamização económica.
O evento volta a reforçar o papel de Mirandela como capital da alheira e como destino gastronómico de destaque no calendário nacional.
Município de Bragança vai assumir 50% dos custos do Careto AirShow 2026
Este ano, o Careto AirShow, que habitualmente decorre no mês de junho, em Bragança, vai ser novamente apoiado pelo município de Bragança, mas desta vez a autarquia garantiu que “vai assumir 50% dos custos”, com base no orçamento já apresentado, adiantou o Aero Clube de Bragança (ACB), organização do festival aéreo.
O compromisso foi assumido durante a “Ceia de Reis”, o jantar anual que o ACB realiza com os associados, onde a autarca também revelou que no dia da cidade “o ACB vai ser reconhecido com o Prémio de Mérito”, uma distinção que a autarca justifica com todo o trabalho que o ACB tem desenvolvido ao longo dos anos. “Reconhecemos o caminho que fizeram sozinhos, o papel do ACB na solidariedade, na vertente do Turismo”, apontou Isabel Ferreira, referindo-se aos voos solidários, que oferecem à comunidade e visitantes a possibilidade de voar a custos controlados, revertendo essa receita para o apoio de causas sociais.
Recorde-se que em 2025 a Associação Sócio - Cultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT) foi a entidade beneficiada e que irá continuar a ser este ano. “2025 foi um ano atípico, tivemos no verão picos de calor que nos impediram de voar tanto como queríamos, cancelamos muitos voos devido às condições meteorológicas, por isso não angariamos tanta verba como desejávamos e vamos continuar este ano com a mesma causa”, explicou o presidente do ACB, Nuno Fernandes.
No jantar esteve também presente a responsável da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), que uma vez mais apresentou o projeto “As Tuas Asas Começam Aqui”, do qual o ACB é parceiro. O conceito central da campanha - “O sonho começa aqui. Ganha asas. Voa.” - tem como objetivo apresentar a aviação como um setor profissional a considerar, bem como um universo de oportunidades, procurando envolver a comunidade educativa e o público em geral, e despertar o interesse por um setor vital para a sociedade e em constante evolução.
No âmbito desta campanha, e em parceria com a autarquia de Bragança, o ACB avançou que irá iniciar visitas às escolas com o seu simulador de voo, com o objetivo de inspirar e motivar os mais jovens a considerar uma futura profissão na aviação, incentivar a realização do curso de piloto particular, que muito em breve poderão ser feitos no ACB, e promover a adesão dos jovens ao Aero Clube.
Segundo dados divulgados em 2025, o Careto AirShow é um dos maiores festivais aeronáuticos da Península Ibérica e gera 1,3 milhões de euros na região. As acrobacias aéreas são uma das grandes atrações durante o festival, com pilotos portugueses e espanhóis, onde habitualmente marcam participam mais de 100 aeronaves.
Rota do Javali atrai visitantes e dinamiza Macedo de Cavaleiros
A iniciativa contou com a adesão de 15 restaurantes do concelho e voltou a atrair visitantes provenientes de várias regiões do país.
Entre os espaços aderentes esteve a Pizzeria di Roma. Segundo o responsável pelo restaurante, João Borges, registou-se uma forte afluência ao longo do fim de semana:
Apesar de resultados semelhantes aos do ano passado, João Borges sublinha que houve momentos de grande procura, sobretudo no período do jantar:
Também no restaurante A Moagem o balanço é positivo. A responsável pelo espaço, Catarina Dizideio, refere que a Rota do Javali continua a despertar interesse junto dos clientes:
No que diz respeito à confeção, o restaurante manteve a tradição da casa, apostando numa receita já bem conhecida e apreciada por quem procura este prato típico:
A importância da Rota do Javali na valorização da gastronomia tradicional é igualmente sublinhada pela Confraria do Javali. O grão-mestre, António Silva, destaca o papel da iniciativa na preservação das receitas tradicionais e na promoção do território:
Segundo a Confraria do Javali, a adesão dos restaurantes tem sido fundamental para o sucesso da iniciativa e para a afirmação do javali como produto gastronómico de referência em Macedo de Cavaleiros.
O próximo fim de semana gastronómico no concelho será dedicado ao Festival do Grelo, que decorre entre os dias 13 e 17 de fevereiro.
Mirandela celebrou o rancho transmontano com casa cheia
No mercado municipal juntaram-se 35 restaurantes da cidade para oferecer o famoso rancho transmontano. Uma iniciativa que para o presidente da associação comercial e industrial de Mirandela, Filipe Carvalho, valoriza esta iguaria transmontana e potencia o turismo na região. “É importante promovermos a restauração, os produtos, isto dá um impulso à economia local, chamar as pessoas a provarem vários restaurantes, dão a conhecer cada um o seu gosto particular, apesar de ser um produto igual para todos, mas é diferente entre cada um dos restaurantes e fica, por assim dizer, para o futuro visitar em Mirandela e, como digo, potenciar o turismo gastronómico da nossa região, de Mirandela e de Trás-os-Montes”
Perto de 4 mil pessoas estiveram no festival. O autarca Vítor Correia mostrou-se satisfeito e destacou que nem as condições meteorológicas impediram as pessoas de marcar presença. “Correu muito bem, atendendo aos condicionalismos que tínhamos de tempo. O tempo foi nosso amigo e até foi bom, não chuveu, o que ajudou muito ao espetáculo. Tivemos aqui casa cheia, muita participação. Tínhamos à volta de 5.800 litros de rancho e vendeu-se todo. Os kits que tínhamos, 2.600 kits venderam-se. Portanto, correu na plenitude, naquilo que era a nossa expectativa”, disse.
Vítor Correia explica que além da degustação de rancho, o festival ofereceu ainda animação musical e muito convívio. “É um festival do território, onde as pessoas convivem, participam, dançam, também tem animação musical e há envolvimento do comércio local. É feito na Praça do Mercado, que é um local muito ligado ao território, à agricultura, aos produtos endógenos e tudo isso, digamos, 35 restaurantes aqui a participar e tudo isso cria um envolvimento muito para além do festival gastronómico. É um festival gastronómico, sim, mas com um cariz popular, com um cariz festivo, onde há um envolvimento de toda a comunidade e isso é que é extraordinário”, rematou.
A 10ª edição do festival gastronómico do rancho decorreu este sábado no Mercado Municipal em Mirandela. O festival reuniu cerca de 4 mil pessoas e esgotou os perto 5 800 litros de rancho confecionados por 35 restaurantes locais.
“Os caçadores não são vilões” Ministro da Agricultura defende que caça e carne cinegética devem ser valorizados
O Ministro da agricultura diz que os caçadores não são vilões e ajudam no equilíbrio da biodiversidade. Durante a feira da caça e turismo, que decorreu este fim de semana em Macedo de Cavaleiros, José Manuel Fernandes, frisou ainda que a carne de caça deve ser valorizada.
“Baixamos o IVA para ao mínimo, 6% para a carne de caça. Estamos a avançar com o decreto-lei para podermos ter matadouros móveis mas também para poderem existir projetos piloto para que haja, no fundo refrigeração para essa carne. Nós temos que a valorizar para que ela não vá para o estado-membro vizinho e depois voltar a entrar. Nós temos excesso de javalis neste momento, causam destruição e os caçadores ajudam a esse equilíbrio. Até em termos da própria biodiversidade, nós não vemos o caçador como um vilão, vemo-lo como alguém que respeita o ambiente, que cumpre as regras e que, pelo contrário, se quer caçar, quer que as espécies continuem e existam."
Para o ministro, eventos como a Feira da Caça e do turismo são uma mais valia para a coesão territorial e uma montra dos produtos locais. “Olho para estes eventos como uma mais-valia, que combatem aquilo que é sazonalidade até do ponto de vista turístico. Eventos que atraem, são a montra dos nossos produtos, incentivo para a produção. Nesse ponto de vista eu só posso agradecer às câmaras municipais que fazem um trabalho notável em termos do reforço do território, da sua promoção, dos nossos produtos e isto funciona também como alavanca, como incentivo e desse ponto de vista é importante", disse.
Uma montra que é importante para expor os produtos, mas também para quem os produz.
“Venho para divulgar o meu produto e vender. Vem bastante gente de vários sítios”, disse Rute Anes que foi, pelo terceiro ano à feira, para expor o azeite macedense.
Outro expositor da região adiantou que “sempre se fazem boas vendas, criam-se novas amizades, novos contactos e basicamente também é a festa, é a nossa festa atrás dos montes, é a festa dos caçadores.”
Mas também vêm de outras zonas do país. É o caso de José Mendes que veio pela 14ª vez da Serra da Estrela até Macedo de Cavaleiros para expor o seu queijo. Para ele “a Espanha costuma trazer muitos caçadores, costuma trazer muita gente a acompanhar. Também costuma vir muita gente da Zona Norte, do Porto, do minho”, contou.
Para quem trabalha no setor da caça, esta feira é também uma oportunidade para dar a conhecer a atividade cinegética. Tiago Tacão, distribuidor de material de caça, lembra que a caça é uma prática, cada vez mais, dispendiosa. Apesar dos custos frisa que ser caçador é muito mais que puxar o gatilho:
“Para caçar precisamos de pagar muita coisa e incluímos licenças, seguros, incluímos tudo para estarmos legais a fazer a nossa atividade favorita e este tipo de equipamentos ainda encarecem mais. Nós temos aqui equipamentos a partir dos 400€ até aos 5.000€ e ainda temos de alimentar os animais, porque um caçador que é caçador Não é só caçar, não é só matar, não é só puxar o gatilho. Ao contrário do que se pode pensar, nós alimentamos, elegemos um animal. Não andamos a tirar de tudo, a caçar tudo. Portanto, nós também ajudamos na fauna. Nós não temos ajuda, por exemplo, para comprar alimento para os animais. É do nosso bolso”
A Feira da Caça e do turismo vai já na vigésima oitava edição, já a Festa dos Caçadores do Norte vai na trigésima edição. Ambas decorreram em simultâneo este fim de semana em Macedo de Cavaleiros.
🤝 𝐀𝐏𝐎𝐈𝐎 𝐔𝐑𝐆𝐄𝐍𝐓𝐄 | 𝐑𝐄𝐂𝐎𝐋𝐇𝐀 𝐃𝐄 𝐁𝐄𝐍𝐒
O Município de Miranda do Douro associa-se à recolha solidária de bens para apoiar as vítimas da Tempestade Kristin, que deixou várias famílias em situação de grande necessidade.
𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚
Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro
Bombeiros Voluntários de Sendim
𝐃𝐞 𝟎𝟐 𝐚 𝟎𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨
Toda a ajuda conta. O seu contributo hoje é essencial para garantir condições de dignidade e apoiar a reconstrução de amanhã.
Tempo do racionamento
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
- Vou-lhe contar um caso, que isto não interessa nada, mas é um modo de falar, para passarmos o tempo! E isto tem a ver com este temporal! Pois é o seguinte, uma ocasião, por altura do Natal o bacalhau andava escasso no soto do seu pai, do tio Serafim que Deus o tenha em bom lugar. Tempo do racionamento. Mas eu nunca fui de me acanhar e então vou-me a Bragança, falar com um amigo que tinha um soto ali para os lados da rua do Tombeirinho, que até era irmão dum gajo que esteve preso por causa do contrabando e tinha uma irmã que até era criada de servir em casa duma minha comadre… bem, mas vamos lá que isto não interessa para o caso… pois como lhe estava a contar, o certo é que à tarde eu vim para casa, com um peixe de bacalhau que até se ria para a gente… grosso, mais duma mão travessa… pois com esta tempestade passa-se agora o mesmo, só que pior. Já não basta conhecer alguém, já não chega o jeito, nem o desenrascanço. E, no entanto, continuam a aparecer os de sempre, convencidos de que com manha e conversa se resolvem tragédias.
Anoitecia… o meu amigo, de chapéu na mão, regressou a casa…arrastando os anos da sua provecta idade… desconfiado que não me tinha convencido… mas ia satisfeito como quem cumpriu um dever de dar uma lição de ancestral sabedoria.
Como num desabafo murmurou para si mesmo: - quem tem unhas toca guitarra!
… só que agora o bacalhau é outro! Embora, infelizmente, continue a haver bons guitarristas, sempre prontos, para tocar a pérfida guitarra do oportunismo!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
Na Quarta-Feira de Cinzas, 18 de Fevereiro, a zona histórica de Bragança será visitada por um trio muito peculiar, a Morte, o Diabo e a Censura.
Um ritual de origem medieval que perdura até aos nossos dias para gaudio da população.
📢 𝑪𝒂̂𝒎𝒂𝒓𝒂 𝑨𝒃𝒆𝒓𝒕𝒂 – 100 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝑴𝒂𝒏𝒅𝒂𝒕𝒐 - Sexta-feira, 6 de fevereiro (14h00)
Uma oportunidade para conhecer o funcionamento dos serviços municipais, os projetos em curso e participar num momento de diálogo direto.
*Participação é aberta aos munícipes, mediante inscrição prévia, estando limitada a 100 participantes por questões de operacionalização, selecionados por ordem de inscrição.
Inscrições AQUI.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Documento do mês de fevereiro de 2026 – Sebastião da Costa, Escultor
O documento do mês enaltece, a partir do registo paroquial do batismo de Bento, que nasceu aos 09 dias do mês de setembro do ano de 1683, freguesia de Santa Maria, concelho de Bragança, filho de Sebastião da Costa e Maria da Sumpsão.
O seu pai, Sebastião da Costa, exercia a profissão de Escultor, sendo esta singularidade, patente no registo, tornando-o interessante e curioso pelo ofício. Assim, podemos inferir a partir desta nobre arte, que o escultor, trabalhava principalmente para a Comunidade Religiosa e Nobreza, criando retábulos, imagens sacras (Santos, Virgens), cruzeiros e obras em madeira ou pedra, muitas vezes em estilo Barroco, para decorar igrejas, conventos e capelas, transmitindo a fé e devoção da irmandade.
Podemos constatar, que os registos paroquiais são em si mesmos cruciais para a genealogia, permitindo reconstruir histórias familiares e provar laços de parentesco, sendo fontes insubstituíveis antes do registo civil. Essenciais e imprescindíveis para a história social e demográfica, revelam movimentos populacionais, profissões, e a vida quotidiana, fornecendo provas e factos, como nascimentos, casamentos e óbitos, e são fundamentais para estudos de história local, sendo transversais à antropologia e sociologia e outras ciências.
Citamos por último, um excerto de Francisco Manuel Alves, mais conhecido por Abade Baçal, onde coloca uma questão pertinente, destacando a importância dos artistas (escultor), a partir dos rendimentos, bens ou benefícios económicos das rendas eclesiásticas, que deviam ser aplicados em prol destes, dado que tinham um papel importante para com a comunidade.
“Eram pois as rendas eclesiásticas um fundo, um banco, como hoje diríamos, a que o goveno recorria em ocasiões de apuro; uma reserva de aposentações; uma caixa económica dos desvalidos; um cómodo para os serventuários da igreja — sineiros, moços do coro, charameleiros, músicos; um manancial para ferreiros, serralheiros, carpinteiros, pedreiros, entalhadores, sirgueiros e artífices têxteis; e foram durante séculos o amparo quase exclusivo dos cultores das artes nobres — escultores, pintores, arquitectos. O que seria das obras de arte, dos monumentos, que mostramos desvanecidos ao estrangeiro, todos, com pequenas excepções, de carácter religioso, sem o amparo conservador tirado das rendas eclesiásticas?”.
(ALVES, Francisco Manuel. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança: Tomo IV, pág. 608).
Fonte: Arquivo Distrital de Bragança










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