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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

“Os caçadores não são vilões” Ministro da Agricultura defende que caça e carne cinegética devem ser valorizados

 José Manuel Fernandes esteve presente em Macedo de cavaleiros na inauguração da Feira da Caça e do turismo que vai já na vigésima oitava edição e na Festa dos Caçadores do Norte vai na trigésima edição. Ambas decorreram em simultâneo este fim de semana


O Ministro da agricultura diz que os caçadores não são vilões e ajudam no equilíbrio da biodiversidade. Durante a feira da caça e turismo, que decorreu este fim de semana em Macedo de Cavaleiros, José Manuel Fernandes, frisou ainda que a carne de caça deve ser valorizada.

“Baixamos o IVA para ao mínimo, 6% para a carne de caça. Estamos a avançar com o decreto-lei para podermos ter matadouros móveis mas também para poderem existir projetos piloto para que haja, no fundo refrigeração para essa carne. Nós temos que a valorizar para que ela não vá para o estado-membro vizinho e depois voltar a entrar. Nós temos excesso de javalis neste momento, causam destruição e os caçadores ajudam a esse equilíbrio. Até em termos da própria biodiversidade, nós não vemos o caçador como um vilão, vemo-lo como alguém que respeita o ambiente, que cumpre as regras e que, pelo contrário, se quer caçar, quer que as espécies continuem e existam."

Para o ministro, eventos como a Feira da Caça e do turismo são uma mais valia para a coesão territorial e uma montra dos produtos locais. “Olho para estes eventos como uma mais-valia, que combatem aquilo que é sazonalidade até do ponto de vista turístico. Eventos que atraem, são a montra dos nossos produtos, incentivo para a produção. Nesse ponto de vista eu só posso agradecer às câmaras municipais que fazem um trabalho notável em termos do reforço do território, da sua promoção, dos nossos produtos e isto funciona também como alavanca, como incentivo e desse ponto de vista é importante", disse.

Uma montra que é importante para expor os produtos, mas também para quem os produz.

“Venho para divulgar o meu produto e vender. Vem bastante gente de vários sítios”, disse Rute Anes que foi, pelo terceiro ano à feira, para expor o azeite macedense.

Outro expositor da região adiantou que “sempre se fazem boas vendas, criam-se novas amizades, novos contactos e basicamente também é a festa, é a nossa festa atrás dos montes, é a festa dos caçadores.”

Mas também vêm de outras zonas do país. É o caso de José Mendes que veio pela 14ª vez da Serra da Estrela até Macedo de Cavaleiros para expor o seu queijo. Para ele “a Espanha costuma trazer muitos caçadores, costuma trazer muita gente a acompanhar. Também costuma vir muita gente da Zona Norte, do Porto, do minho”, contou.  

Para quem trabalha no setor da caça, esta feira é também uma oportunidade para dar a conhecer a atividade cinegética. Tiago Tacão, distribuidor de material de caça, lembra que a caça é uma prática, cada vez mais, dispendiosa. Apesar dos custos frisa que ser caçador é muito mais que puxar o gatilho:

“Para caçar precisamos de pagar muita coisa e incluímos licenças, seguros, incluímos tudo para estarmos legais a fazer a nossa atividade favorita e este tipo de equipamentos ainda encarecem mais. Nós temos aqui equipamentos a partir dos 400€ até aos 5.000€ e ainda temos de alimentar os animais, porque um caçador que é caçador Não é só caçar, não é só matar, não é só puxar o gatilho. Ao contrário do que se pode pensar, nós alimentamos, elegemos um animal. Não andamos a tirar de tudo, a caçar tudo. Portanto, nós também ajudamos na fauna. Nós não temos ajuda, por exemplo, para comprar alimento para os animais. É do nosso bolso”

A Feira da Caça e do turismo vai já na vigésima oitava edição, já a Festa dos Caçadores do Norte vai na trigésima edição. Ambas decorreram em simultâneo este fim de semana em Macedo de Cavaleiros.

Escrito por Rádio Brigantia.
Foto: CM Macedo de Cavaleiros 
Jornalista: Cindy Tomé

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