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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe, no 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐨 𝐬𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨, dia 7 de fevereiro, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, o espetáculo de dança contemporânea “𝐀𝐋𝐄́𝐍”.

 Esta criação coreográfica para quatro intérpretes, codirigida por 𝐇𝐮𝐠𝐨 𝐏𝐢𝐫𝐞𝐬 𝐏𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 e 𝐄𝐬𝐭𝐡𝐞𝐫 𝐋𝐚𝐭𝐨𝐫𝐫𝐞, situa-se num espaço suspenso entre o tangível e o etéreo, onde se evocam os ciclos essenciais da vida: ligação, transformação e renascimento.


Através do movimento, as intérpretes reencarnam memórias universais esquecidas, ativando um estado sensível partilhado. Trata-se de uma coreografia emocional, intuitiva e simbólica, onde o frágil e o potente convivem numa dramaturgia aberta que interpela diretamente o espectador.

Deixe-se envolver por esta viagem única através da dança.

O bilhete tem um custo de 𝟑€ e pode ser adquirido no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.

𝐇𝐨𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚:

 Dia útil: 10h00 - 12h30 | 13h30 - 17h00
 Dia de espetáculo: 16h00 - 18h00 | 20h30 - 21h30

Setor cinegético quer soluções para a valorização da caça

 A valorização da carne de caça e a necessidade de criar mecanismos que respondam ao aumento da população de javalis em Portugal estiveram em destaque nas declarações do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. O governante, que esteve presente na Feira da Caça de Macedo de Cavaleiros, defende soluções que permitam dar valor económico à carne de caça e evitar a sua saída para outros países:


Segundo o ministro, estas medidas surgem num contexto de desequilíbrio provocado pelo excesso de javalis, que tem causado prejuízos agrícolas e levantado preocupações ambientais e de segurança. José Manuel Fernandes sublinha ainda o papel dos caçadores no equilíbrio dos ecossistemas:

Do lado da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética, o presidente João Alves defende que as políticas públicas para o setor devem ter em conta as realidades regionais e não ser decididas de forma centralizada:

João Alves sublinha ainda o peso económico do setor cinegético e o seu contributo para o desenvolvimento do interior do país, defendendo um maior reconhecimento político desta atividade:

A Federação pretende reforçar o diálogo institucional e utilizar eventos ligados à caça como plataformas de afirmação do setor a nível nacional e internacional:

A valorização da caça e o reconhecimento do impacto económico do setor cinegético marcam assim o debate em torno desta atividade. Governo e representantes dos caçadores apontam para a necessidade de soluções concertadas, capazes de responder às especificidades regionais e de reforçar a sustentabilidade ambiental e territorial.

Cátia Barreira

…das tempestades... das guerras… ou do Apocalipse

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 O Apocalipse cumpre-se todos os dias neste périplo desgraçado da humanidade ao longo de um devir histórico penoso e cheio de contrariedades. 

Entretanto os Católicos espalhados pelo mundo entregam-se nas mãos redentoras de Jesus de Nazaré, num combate perene à filosofia satânica e cabalística. 

Os Muçulmanos, fiéis ao Alcorão revêem-se na mensagem do Profeta e na luta contra o Ocidente infiel e fonte de todo o mal. 

Os Budistas continuam o longo percurso das múltiplas reencarnações até alcançarem a iluminação, o Nirvana onde termina este penoso percurso do regresso à vida e começa a felicidade e a harmonia eterna. 

Os Maçons continuarão para todo o sempre a bater maçonicamente à porta do Templo e a encerrar os seus trabalhos à meia-noite em ponto, esperando que a sociedade caminhe para a igualdade, liberdade e fraternidade. 

A Opus Dei nas pegadas de São Josemaria Escrivá de Balaguer percorre, numa ortodoxia discreta, o caminho da santidade numa aposta clara no trabalho e no sofrimento. 

Os Templários fazem-se caminho na demanda do Santo Graal e da vida eterna, num incómodo contemporâneo com o Código Da Vinci. 

Os Judeus pacientemente esperam a chegada do Messias anunciado por Profetas antiquíssimos. 

E perante tudo isto, Deus olha a humanidade na sua diversidade, na sua alteridade, mas com objetivos comuns, de ultrapassar a precariedade humana e conquistar a eternidade seguindo por caminhos diversos. 

 Mas sem dúvida a “Besta” anda à solta para nosso desassossego e manifesta-se em tempestade medonhas,  em guerras violentas, em confrontos, nos conflitos étnicos e internacionais, na ameaça permanente da destruição nuclear, na ignorância dos Governantes, na corrupção dos poderosos, na violência… enfim, paremos por aqui… pois a “Besta” é enorme e infindável… e a dor e desespero da imensidão dos refugiados é um grito lancinante que brada aos céus…

Terminei…está um dia cinzento…um frio de morte entrou pela janela à mistura com esta chuva torrencial de Fevereiro . Foi a "Besta" que passou…neste crescer apocalíptico que dói, enquanto nós pouco fazemos para resistir à bestialidade mortífera que compromete, até ao final dos tempos, o futuro do Planeta e a dignidade humana.


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Para quem não teve oportunidade de assistir, disponibilizamos aqui o episódio do programa Linha da Frente, da RTP, que aborda o tema do contrabando e no qual o concelho de Miranda do Douro surge em destaque.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Bragança em Agenda - 2026

 Já está disponível o calendário anual com os principais eventos organizados e promovidos pelo Município de Bragança.
Cultura, tradição, desporto, economia e grandes momentos ao longo de todo o ano, para que munícipes, turistas, emigrantes e empresas possam planear 2026 com antecedência.

Consulte as datas e prepare a sua agenda.

Agenda disponível AQUI.

O Envelhecimento das Aldeias e a Herança Cultural


 As aldeias, desde sempre, têm sido núcleos fundamentais de cultura, tradição e memória coletiva. Memórias de um tempo em que a vida andava mais devagar, mas era também mais comunitária. No entanto, atualmente, todas as aldeias enfrentam um processo preocupante. O envelhecimento populacional e o despovoamento. Os jovens migram para cidades, ou continuam a emigrar, em busca de educação, emprego e oportunidades que as pequenas localidades não conseguem oferecer, deixando para trás uma população idosa que, por sua vez, guarda a memória viva desses lugares.

O envelhecimento das aldeias é um fenómeno demográfico mas também um desafio cultural. As tradições, os saberes e as práticas locais, desde o artesanato até a música, a gastronomia e as festas populares, dependem da transmissão entre gerações. Quando os jovens partem, corre-se o risco de que estas tradições se percam, transformando-se em memórias que só sobrevivem em fotografias, livros ou relatos orais. As casas vazias, os campos abandonados e os caminhos pouco frequentados tornam-se símbolos de uma cultura em risco de desaparecer.

Ao mesmo tempo, a memória dessas aldeias não deve ser entendida apenas como sendo passado. Essa memória é uma fonte essencial para construir o futuro. Projetos de revitalização cultural, turismo sustentável e promoção do património podem transformar o envelhecimento. A herança cultural, quando valorizada, pode servir como motor de desenvolvimento local. Museus comunitários, oficinas de artesanato, festivais de tradição e iniciativas de turismo rural permitem que a memória se transforme em ação, preservando a identidade da aldeia enquanto gera valor acrescentado e atrai novas visões e investidores.

A relação entre a memória e o futuro também se manifesta nas histórias das pessoas que permanecem. Os idosos das aldeias são guardiões de narrativas, saberes agrícolas e receitas tradicionais. São eles que mantêm viva a língua e os dialetos, as crenças e as práticas religiosas que moldaram a identidade comunitária. A escuta ativa e o envolvimento desses cidadãos mais velhos em projetos educativos e culturais tornam-se, portanto, essenciais. A memória não pode ser apenas um objeto de estudo, deve ser incorporada na vida presente e usada como alicerce para o desenvolvimento futuro.

Refletir sobre “memória e futuro” implica pensar em soluções integradas. O envelhecimento das aldeias revela a necessidade de políticas públicas que promovam emprego, habitação acessível, transportes, saúde e comunicação, permitindo que os mais jovens retornem ou permaneçam. Significa também reconhecer que o património cultural é dinâmico, capaz de se adaptar sem perder a sua essência. O equilíbrio entre preservar tradições e criar oportunidades modernas é o verdadeiro desafio, é necessário que a aldeia do futuro não seja somente uma lembrança, mas um lugar vivo, onde a memória e a inovação coexistam.

A herança cultural das aldeias não deve ser vista como um peso ou uma nostalgia, mas como uma fonte de inspiração para o futuro. A memória coletiva, preservada e valorizada, pode servir de ponte entre gerações, garantindo que, mesmo diante do despovoamento, as aldeias continuem a existir como lugares de identidade, memória e esperança. O futuro dessas comunidades depende da capacidade de transformar a lembrança do passado em ação presente, garantindo que as suas histórias continuem a ser contadas, vividas e reinventadas por muitas mais gerações.

O investimento do Estado, Governo e Autarquias, no nosso meio rural, é urgente e a última solução. Está para breve a confirmação do que parecia brincadeira... "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem".

HM

Praça da Sé - BRAGANÇA


O TEMPO EM QUE O MUNDO PERDEU O SOM

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


Os dias passam como casas abandonadas: entro, olho em volta, e não encontro ninguém.

Trago o coração cansado, como um pássaro que esqueceu para onde se voa, e mesmo assim continua a bater as asas.

Não por esperança, mas por hábito.

Há uma tristeza mansa, dessas que não gritam, apenas se sentam ao nosso lado e ficam.

E eu fico também, à espera de que a luz se lembre de mim e volte a dizer o meu nome.


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

Ifanes: Cantou-se e leiloou-se o ramo na Festa de São Sebastião

 Na aldeia de Ifanes, no concelho de Miranda do Douro, voltou a celebrar-se a festa em honra de São Sebastião, no sábado, dia 31 de janeiro, uma festividade que tem como caraterísticas distintivas, o canto e a benção do ramo na eucaristia, seguido da procissão e do leilão, no adro da igreja.


Este ano, os mordomos da festa em honra de São Sebastião, em Ifanes, foram os jovens Simão Cabreiro, Maria Inês Cabreiro, Gonçalo Marcos e Joel Antão. A escolha dos jovens para mordomos, tem como propósito assegurar a continuidade da festa e a preservação das tradições que lhe estão associadas.

Coube às mães dos jovens mordomos, Gina Marcos e Marisa Ortega, confecionar ao longo do ano, os saborosos roscos, para angariar dinheiro para a festa e para ornamentar os cinco ramos de oferenda a São Sebastião.

“Em Ifanes, os roscos são feitos com farinha, ovos, essência de aniz e açúcar. A receita é um segredo. Alguns destes ingredientes, como os ovos e o açúcar, são doados pela comunidade de Ifanes, sendo que este ano utilizámos 150 dúzias de ovos”, indicaram.


Feitos os roscos, segue-se a minuciosa tarefa de ornamentar os cinco ramos (pequenas estruturas de madeira), com os roscos e pães. Em Ifanes, cada ramo é encimado por três roscos em forma de pomba e três maçãs.

Outra tradição associada à festa de São Sebastião, em Ifanes, é o jantar das “claras”. A designação advém das claras dos ovos que não são utilizadas na confeção dos roscos e são reaproveitadas para fazer outros doces.

“Com as claras dos ovos, a comunidade de Ifanes decidiu fazer outros doces que são servidos num jantar comunitário, a que se deu o nome de jantar das claras”, explicaram.

Este ano, a missa solene em honra de São Sebastião, celebrou-se ao início da tarde de sábado, dia 31 de janeiro, na igreja matriz. A celebração religiosa começou com a tradição do canto do ramo, entoado pelas mordomas da festa.

“Queremos pedir licença,
para cantar nesta igreja.
Ao mártir, São Sebastião,
Rogai a Deus que assim seja...”

Na homilia da missa, o pároco de Ifanes, padre Manuel Marques, destacou as virtudes da Fé e da Esperança de São Sebastião, que deu a vida em defesa da adesão a Cristo, Filho de Deus.

“O mártir, São Sebastião, sofreu o martírio por causa da prática da caridade. Nas Bem-aventuranças, Jesus chama de bem-aventurados aqueles que sofrem perseguição por amor do Evangelho. Alegrai-vos e exultai porque é grande a vossa recompensa nos céus”, disse o pároco.

A eucaristia conclui-se com a procissão da imagem de São Sebastião, pelas ruas de Ifanes e com o acender da fogueira.


No adro da igreja, realizou-se o tradicional leilão dos ramos, cuja venda destinou-se a angariar dinheiro para pagar as despesas da festa.

Um dos participantes no leilão, o presidente da União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Nélio Seixas, afirmou que na aldeia de Ifanes, a festa em honra de São Sebastião e as tradições que lhe estão associados são um legado cultural que importa preservar.

“Em Ifanes, a festa em honra do mártir, São Sebastião, é a festividade em que há uma maior participação da comunidade local, nas diferentes tarefas como a confeção dos roscos, na ornamentação dos ramos, no leilão, no preparar a fogueira, na missa e procissão. Esta festividade que terá alguns séculos é a mais distintiva de Ifanes”, disse o jovem autarca.

A festa em honra de São Sebastião, na aldeia de Ifanes, prosseguiu durante a tarde de sábado, com as danças das Pauliteiras. Ao serão, a festividade encerrou com as atuações dos grupos musicais NV3 e Zíngarus.


Em várias localidades da Terra de Miranda, o ritual de confeção e oferenda dos ramos, ornamentados com roscos (tradicionalmente feitos com farinha, ovos, açúcar e aguardente ou aniz) está relacionado com o ciclo agrícola. Segundo o etnógrafo, Mário Correia, os roscos são ofertas a Deus, sendo mesmo benzidos pelos sacerdotes no decorrer da eucaristia. 

"Os roscos são feitos com farinha de trigo e por isso simbolizam o pão, considerado um alimento essencial e garante da sobrevivência. As comunidades ao ornamentarem o andor com os roscos ou o pão, estão a agradecer a Deus pela colheita e a pedir a sua intercessão para o novo ano agrícola, que vai começar com a chegada da primavera”, explicou o etnógrafo.

HA

Estações Náuticas podem ser um fator de crescimento para o turismo de interior

 A sazonalidade continua a ser o principal obstáculo enfrentado pelas empresas turísticas sediadas no concelho de Macedo de Cavaleiros, sobretudo no período compreendido entre outubro e fevereiro. Esta foi uma das principais conclusões do 6.º Seminário sobre Turismo, que decorreu paralelamente à Feira da Caça e do Turismo, no passado fim de semana.


Este ano, o tema central do seminário foram as Estações Náuticas, procurando apontar caminhos no âmbito da sustentabilidade, oportunidades e desafios associados a este recurso turístico, inaugurado em agosto do ano passado.

Ângela Costa, da empresa Sun Azibo Cruzeiros e Experiências, instalada em Macedo de Cavaleiros desde 2009, sublinha que, para contornar a sazonalidade, a empresa tem apostado no desenvolvimento de projetos complementares ligados à agricultura.

A responsável explica ainda que a empresa tem registado crescimento ao nível da procura, com clientes provenientes de vários pontos do país e também de Espanha.

A operar igualmente no território desde 2019 está a empresa CIBO Trás-os-Montes. O proprietário, António Teixeira, acredita que a Estação Náutica pode assumir-se como um elemento agregador do território, através da implementação de atividades como canoagem, paddle surf e vela.

O seminário foi encerrado pelo vice-presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Cancela Moura, que considera a Estação Náutica de Macedo de Cavaleiros uma mais-valia para o crescimento do turismo no interior.

Na sua perspetiva, esta estrutura vai promover uma tipologia de turismo de qualidade, assente em valores como a autenticidade, experiências diferenciadoras e as tradições únicas de Trás-os-Montes.

O seminário foi organizado pelo Município de Macedo de Cavaleiros. A responsável pelo pelouro do turismo e vice-presidente da Câmara Municipal, Clementina Gemelgo, defende que é na conjugação de sinergias que a Estação Náutica poderá atingir o seu máximo potencial.

A autarca acredita ainda que a criação de sinergias entre a Estação Náutica de Macedo de Cavaleiros e a Estação Náutica Polinucleada dos Lagos do Sabor poderá trazer resultados positivos ao nível do crescimento turístico, através de um trabalho em rede e de escala entre os municípios e a Associação de Municípios dos Lagos do Sabor.

Maria João Canadas

Aero Clube de Bragança vai levar simulador de voo às escolas

 O Aero Clube de Bragança (ACB) vai iniciar um programa de visitas às escolas com o seu simulador de voo, com o objetivo de inspirar e motivar os mais jovens a considerar uma futura profissão na aviação, incentivar a realização do curso de piloto particular que muito em breve será ministrado por esta entidade.


O anúncio foi feito pelo presidente do clube, Nuno Fernandes, durante a Ceia de Reis, na passada sexta-feira, um evento anual que junta os associados e amigos.

Na mesma altura a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, revelou que o município vai suportar metade das despesas de organização do Careto AirShow 2026, a realizar em julho, um dos maiores eventos de aviação da Península Ibérica, além de facultar todo o apoio logístico habitual.

Este ano o ACB vai ser reconhecido com o Prémio de Mérito” no Dia da Cidade, uma distinção que fica a dever-se a todo o trabalho que o clube tem desenvolvido ao longo dos anos.

No âmbito das ações solidárias em 2025, o ACB apoiou a Associação Sócio - Cultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT). “Foi um ano atípico, tivemos no verão picos de calor que nos impediram de voar tanto como queríamos, cancelamos muitos voos devido às condições meteorológicas, por isso não angariamos tanta verba como desejávamos e vamos continuar este ano com a mesma causa”, referiu o presidente do ACB, Nuno Fernandes, citado num comunicado enviado ao Mensageiro.

A responsável da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) participou no jantar, onde reapresentou o projeto “As Tuas Asas Começam Aqui”, do qual o ACB é parceiro. O conceito central da campanha - “O sonho começa aqui. Ganha asas. Voa.” - tem como objetivo apresentar a aviação como um setor profissional a considerar, bem como um universo de oportunidades, procurando envolver a comunidade educativa e o público em geral.

Entre o Sagrado e o Careto

 Da imperfeição do tronco nasce a identidade.
Estas peças não escondem as marcas da madeira — transformam-nas em rostos que guardam memórias, mistérios e silêncio.

Rostos que não falam… mas dizem muito sobre quem fomos e quem somos.

Uma exposição que cruza o sagrado com a força ancestral do Careto, onde a matéria bruta ganha expressão, história e presença.

Museu do Careto

15 a 28 de março

Venha descobrir como a madeira se torna máscara… e a máscara se torna alma.

Tradições de Inverno - Butelo, Casulas e Caretos

𝑭𝒆𝒗𝒆𝒓𝒆𝒊𝒓𝒐 𝒆𝒎 𝑪𝒂𝒓𝒓𝒂𝒛𝒆𝒅𝒂 𝒅𝒆 𝑨𝒏𝒔𝒊𝒂̃𝒆𝒔: 𝑼𝒎 𝑴𝒆̂𝒔 𝑹𝒆𝒑𝒍𝒆𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑬𝒎𝒐𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔!

 O mês de fevereiro chegou e traz consigo uma agenda cultural vibrante e para todas as idades!
 Prepare a sua agenda e não perca nenhum dos momentos que reservámos para si em Carrazeda de Ansiães:

𝗔𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 "𝗣𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗲 𝗱𝗮 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗮” Autora: Lara Léon - pseudónimo poético de Maria Idalina Alves de Brito

𝗖𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗮 𝗔𝗺𝗲𝗻𝗱𝗼𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗙𝗹𝗼𝗿 𝟮𝟬𝟮𝟲 - 𝗜𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶çõ𝗲𝘀 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮𝘀!

 Estão abertas as inscrições para a Caminhada da Amendoeira em Flor, que decorrerá no dia 7 de março (sábado).
As inscrições têm o valor de 5€/pessoa (com almoço incluído) e devem ser efetuadas no Gabinete de Desporto até ao dia 27 de fevereiro.

O ponto de encontro está marcado para as 9h30, no Espaço Multiusos.

A Caminhada da Amendoeira em Flor 2026 terá uma distância de 5 KM com uma elevação de 538 M.

Mais informações disponíveis através dos contactos  gabinete.desporto@cm-fec.pt | 935 452 595.

Fotógrafo brigantino distinguido por associação internacional de fotografia e vídeo

 Fernando Nascimento tem 30 anos e viu recentemente o seu trabalho reconhecido pela Bride Association, uma associação internacional que tem como missão valorizar profissionais que transformam momentos únicos em memórias eternas


Fernando Nascimento trabalha como fotógrafo freelancer e desenvolve a sua atividade em parceria com João Lopes. Juntos realizam fotografia de eventos corporativos, casamentos, sessões familiares e de grávidas, apostando numa abordagem documental e emocional. Foi precisamente essa linguagem visual que chamou a atenção do júri internacional. “São fotografias espontâneas, fotografias de ângulos pensados no momento, que captam as emoções, que captam o realismo de uma cerimónia. Fotografias também, digamos, um bocadinho fora da caixa. As fotografias têm que transmitir essencialmente a emoção e têm que falar connosco, através de sentimentos, de expressões, de olhares, de pequenos detalhes, que foi isso que gerou os prémios na Bride Association.”

As distinções foram alcançadas nas categorias casamentos e família. Fernando Nascimento considera as distinções um feito particularmente relevante tendo em conta a elevada taxa de exclusão do concurso. “Eu competi contra vários fotógrafos. A premiação desta tipologia é um bocado rigorosa porque são fotógrafos de toda a parte do mundo. Os fotógrafos com mais experiência e os jurados são também eles fotógrafos já com muita experiência. Ou seja, ter conseguido chegar ao patamar do prémio já foi muito bom. Há sempre concursos diversificados em várias categorias. Cada candidato pode apresentar até ao máximo de 40 fotos. Portanto, existem inúmeras fotografias nas quais são selecionadas. Primeiramente através de um pré-filtro. Só depois desse pré-filtro é que as fotografias vão aos jurados. Só cerca de 20% dessas fotografias é que vão aos júris.”

Esse resultado nasce de uma atenção constante ao que muitas vezes passa despercebido. “O maior desafio em si é estar sempre atento aos pequenos detalhes e passar-se também um pouco despercebido para evitar que as pessoas entrem em contato com a câmara e com o próprio fotógrafo e estar atento à espontaneidade das próprias pessoas, sejam elas sorrisos, sejam elas lágrimas de alegria. Já acarreto aqui um bocadinho de experiência, um pouco de visão sobre esta matéria.”

A distinção tem ainda mais significado porque ser fotógrafo no interior do país é um desafio. “É um desafio, principalmente pela tipologia de fotografia que nós fazemos em eventos de casamentos, apesar de ser uma tipologia que há todos os anos. Mas só há em períodos sazonais, ou seja, acaba por ser difícil combater aqui um bocadinho nos outros meses, em que temos um período alto e um período baixo, mas também na cidade de Bragança já existem muitos outros bons fotógrafos que também estão a atuar neste campo. Torna-se também um bocadinho mais difícil porque tem havido pouca procura, apesar de agora a fotografia estar a subir exponencialmente e cada vez mais existir uma procura nesta área.”

Quanto ao futuro, Fernando Nascimento quer continuar a competir e chegar, a um top 3 nível internacional. A fotografia entrou na vida do profissional em 2011.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Tua Festival de Percursos Pedestres aposta nos mais novos e reforça ligação às comunidades

 Este ano o festival inclui um concurso de pequenos vídeos que vai permitir ao vencedor do concurso garantir a sua presença no festival de 2027


O Festival de Percursos Pedestres do Vale do Tua está de volta em 2026, com novidades que prometem envolver toda a família e reforçar a ligação às comunidades locais.

O diretor do Parque Natural Regional do Vale do Tua, António Marques, destaca o programa dedicado aos mais novos. “Para nós é altamente vantajoso e importante. Queremos criar uma condição para quem tem crianças ou jovens, e que não os possa trazer porque não fazem a caminhada, possa ter um espaço dedicado a eles, onde ficam em segurança, onde ficam acompanhados por técnicos com competências e capacidades para estarem com estas crianças e jovens, entre os 6 e os 12 anos, onde terão a possibilidade de ter um contato também com a comunidade local, com o território, com os valores do parque. Para além de ser um acrescento ao nosso serviço, é também um serviço educativo e de aprendizagem que também queremos reforçar junto dos mais novos”, explica.

Além disso, este ano o festival inclui um concurso de pequenos vídeos que vai permitir ao vencedor do concurso garantir a sua presença no festival de 2027.“Queremos que estes micro-vídeos que sejam produzidos tenham um primeiro efeito, é ligar quem nos visita às comunidades locais, porque o vídeo, que vai ser sujeito a uma votação pública vai tentar retratar aquilo que são os valores deste território, sejam eles naturais, sejam eles patrimoniais, sejam eles de cultura, de tradição popular, portanto vai tentar refletir estes valores. Depois, o vencedor ou vencedora terá uma experiência muito boa em 2027 no território do Vale do Tua. Posso adiantar em primeira mão que em 2027 o vencedor deste ano vai ter a possibilidade de participar de forma gratuita nos cinco fins de semana que vamos ter no próximo ano.”

Para António Marques, é cada vez mais importante, aproximar este evento comunidades locais permitindo um crescimento da economia do território. “Queremos que a comunidade se envolva e se envolva mais. O ano de 2025 deu uma nota altamente positiva sobre isso e 2026 não promete que seja, digamos, menor esse envolvimento, mas queremos reforçá-lo por duas razões. Primeiro porque são ações que se passam junto às comunidades, portanto é natural e é desejável que elas sejam conhecedoras e se envolvam e depois também porque queremos que isto tenha impacto económico na economia destes territórios. A economia familiar sai muito a ganhar quando temos atividades com presença de bastantes pessoas”, sublinha.

Festival de Percursos Pedestres do Vale do Tua já é considerado o maior do país. O arranque, desta edição, está marcado para dia 29 de Março em Alijó, com um seminário, a exposição de produtos locais e percursos desafiantes.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Cindy Tomé

Estrutura de Missão vai colocar o mirandês “noutro patamar”

 A Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) foi apresentada, esta segunda-feira, em Miranda do Douro


O organismo terá como missão principal promover e executar políticas relacionadas com o ensino, difusão e valorização do mirandês. O comissário Alfredo Cameirão acredita que esta estrutura irá colocar a língua “noutro patamar”. O plano de atividades já está delineado e vai focar-se na escola e na música. O grande objetivo será “colocar a mocidade mirandesa a falar mais o mirandês”, referiu. Neste plano de trabalho, com ideias próprias e do conselho consultivo, destacou como pontos principais “a formação de professores para lecionar a língua e o próprio estatuto dos professores de mirandês, para lhes dar alguma estabilidade”, reforçou. Prevê-se ainda a criação de conteúdos educativos, manuais escolares e portais digitais onde se poderá encontrar a informação sobre a língua.

O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, marcou presença na cerimónia e destacou os benefícios que esta estrutura terá para o concelho. “Vai ter um impacto no território, nas associações e na cultura. Mas aquilo que gostava de ver, daqui a um ano, é que haja gente do nosso país e até de outros países a visitarem Miranda”, disse. Atualmente a língua é lecionada apenas nas escolas do concelho, mas é uma disciplina de opção. Questionado para quando no ensino nacional, o governante acredita que no futuro poderá haver condições. “É uma decisão que cabe também ao Ministério da Educação, mas acredito que a partir de agora, para além do trabalho que já tem sido feito aqui no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e com esta estrutura de missão a funcionar, havendo condições, havendo também desejo de todos e havendo mobilização, pode ser algo que seja viável e possível”, concluiu.

A Língua Mirandesa foi reconhecida há 27 anos, através da lei 7/99, que fez dela a segunda língua oficial no país. A EMPLM era algo ambicionado há vários anos e vem agora reforçar o valor desta língua, segundo a autarca Helena Barril. “É o momento certo, porque é o momento que está a acontecer, houve uma congregação de vontades durante muitos anos e hoje, sem desvalorizar o percurso que se fez até aqui, é preciso assinalar que, de facto, é extremamente um dia feliz para a língua mirandesa, para o território mirandês, para o planalto mirandês, com este início de funções da estrutura de missão”, salientou. A presidente da câmara também destacou o impacto que terá para o território. “A partir do momento que temos a estrutura de missão a funcionar aqui há toda uma economia que se vai gerar em seu entorno e estou com muita esperança no trabalho que se vai desenvolver a partir desta estrutura de missão”, rematou.

A nova estrutura terá sede na Casa dos Magistrados e será dirigida por um comissário e dois subcomissários, complementados por um conselho consultivo integrado por representantes de várias entidades académicas, culturais e institucionais, incluindo a Direção-Geral da Educação, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., e a Câmara Municipal de Miranda do Douro. O funcionamento da EMPLM será financiado pelo Orçamento do Estado, com uma verba anual de até 500 mil euros, e contará com apoio administrativo assegurado pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC). A estrutura terá vigência até 31 de dezembro de 2029, podendo ser prorrogada pelo Governo.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

Realizou-se o Sarau de Ano Novo, o concurso de Contos de Natal, que contou com a participação de centenas de crianças das escolas do concelho de Bragança.

 Teve também lugar o Sarau de Reis, o concurso de Presépios, nas categorias Inovação e Tradicional, celebrando a criatividade e as tradições da nossa comunidade.