Fernando Nascimento trabalha como fotógrafo freelancer e desenvolve a sua atividade em parceria com João Lopes. Juntos realizam fotografia de eventos corporativos, casamentos, sessões familiares e de grávidas, apostando numa abordagem documental e emocional. Foi precisamente essa linguagem visual que chamou a atenção do júri internacional. “São fotografias espontâneas, fotografias de ângulos pensados no momento, que captam as emoções, que captam o realismo de uma cerimónia. Fotografias também, digamos, um bocadinho fora da caixa. As fotografias têm que transmitir essencialmente a emoção e têm que falar connosco, através de sentimentos, de expressões, de olhares, de pequenos detalhes, que foi isso que gerou os prémios na Bride Association.”
As distinções foram alcançadas nas categorias casamentos e família. Fernando Nascimento considera as distinções um feito particularmente relevante tendo em conta a elevada taxa de exclusão do concurso. “Eu competi contra vários fotógrafos. A premiação desta tipologia é um bocado rigorosa porque são fotógrafos de toda a parte do mundo. Os fotógrafos com mais experiência e os jurados são também eles fotógrafos já com muita experiência. Ou seja, ter conseguido chegar ao patamar do prémio já foi muito bom. Há sempre concursos diversificados em várias categorias. Cada candidato pode apresentar até ao máximo de 40 fotos. Portanto, existem inúmeras fotografias nas quais são selecionadas. Primeiramente através de um pré-filtro. Só depois desse pré-filtro é que as fotografias vão aos jurados. Só cerca de 20% dessas fotografias é que vão aos júris.”
Esse resultado nasce de uma atenção constante ao que muitas vezes passa despercebido. “O maior desafio em si é estar sempre atento aos pequenos detalhes e passar-se também um pouco despercebido para evitar que as pessoas entrem em contato com a câmara e com o próprio fotógrafo e estar atento à espontaneidade das próprias pessoas, sejam elas sorrisos, sejam elas lágrimas de alegria. Já acarreto aqui um bocadinho de experiência, um pouco de visão sobre esta matéria.”
A distinção tem ainda mais significado porque ser fotógrafo no interior do país é um desafio. “É um desafio, principalmente pela tipologia de fotografia que nós fazemos em eventos de casamentos, apesar de ser uma tipologia que há todos os anos. Mas só há em períodos sazonais, ou seja, acaba por ser difícil combater aqui um bocadinho nos outros meses, em que temos um período alto e um período baixo, mas também na cidade de Bragança já existem muitos outros bons fotógrafos que também estão a atuar neste campo. Torna-se também um bocadinho mais difícil porque tem havido pouca procura, apesar de agora a fotografia estar a subir exponencialmente e cada vez mais existir uma procura nesta área.”
Quanto ao futuro, Fernando Nascimento quer continuar a competir e chegar, a um top 3 nível internacional. A fotografia entrou na vida do profissional em 2011.

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