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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 31 de julho de 2022

Paulo Bragança prepara um “grande” concerto de homenagem a Adriano

 Um “grande” concerto de homenagem a Adriano Correia de Oliveira está a ser preparado pelo cantor Paulo Bragança para 16 de outubro, 40 anos após a morte do cantautor de intervenção, que se junta aos discos “Adriano80”, editado em junho, e “Adriano40”, a editar.


Para Paulo Bragança homenagear Adriano Correia de Oliveira “é imperativo”. “O facto de ter morrido tão cedo terá contribuído também [para o esquecimento], mas não se justifica”.

“Parece que é algo de propósito. Penso que algo maléfico. Penso que é algo de cruel, dado também todo o seu historial com o PCP. Mas é injusto porque Adriano Correia de Oliveira é, sem dúvida, um marco importantíssimo da música portuguesa, de sempre”, disse Paulo Bragança em entrevista à agência Lusa.

Visivelmente feliz por ter a banda inteira no Festival Músicas do Mundo de Sines (FMM), onde atuou na segunda-feira, uma vez que “nem sempre é possível ter cinco músicos em palco”, o cantor garante que, “ao vivo, é sempre mais dinâmico e orgânico”.

No presente, a gravação digital levanta-lhe “algumas questões”. “Sim, é um grande som, mas tenho de arranjar uma forma de equilibrar o analógico e o digital e fazer discos assim”, confessa. O fadista prefere uma “boa” gravação de um concerto “ao vivo”, do que um álbum de estúdio.

No dia 16 de outubro de 2022, 40 anos após o dia da morte de Adriano Correia de Oliveira, sairá “Adriano40”. Sobre o concerto ainda não há um local “fechado”, mas a ideia é fazer um “grande concerto”. É forma de Paulo Bragança agradecer e dizer “olha toma, Adriano, é para ti”.

“E gostaria de o gravar ao vivo. Gravar os dois discos num só. Vamos ver”, afirma. Uma homenagem ao Adriano faz hoje “mais sentido” do que faria logo a seguir ao 25 de Abril ou nos anos oitenta.

Quando se fala em renovação do fado, é inevitável falar de Paulo Bragança. A sua aparição na música portuguesa, no início dos anos de 1990, foi um sopro de modernidade e sensibilidade, desconfortável para alguns, estimulante para muitos.

"Amai", o seu segundo álbum, de 1994, que viria a ser integrado no catálogo da Luaka Bop de David Byrne, é um marco na história da música portuguesa. Artista no sentido mais autêntico (e romântico) da palavra, passou por uma fase de desencanto e ausência do país. Em 2017, regressou em definitivo a Portugal para uma segunda fase da sua carreira.

Utilizando o tempo verbal presente, Paulo Bragança refere-se ao músico João Aguardela (Sitiados, Linha da Frente, Megafone e A Naifa), que morreu em 2009, como a única pessoa que tem como amigo na música. E di-lo porque ainda hoje o considera e só terá percebido isso depois de algum tempo.

“O João acompanhou-me a um festival na Bretanha {França] e durante o ensaio de som diz-me que não o considero um cantor. Arrepiei-me a dizer isto. Querido João”, diz emocionado. Paulo Bragança partilhou a mesma 'manager', Laura Diogo (ex-Doce), com os Sitiados.

A música “Soldado”, dos Sitiados, integra “Cativo” (EP de 2018) e faz parte do alinhamento do concerto no FMM.


“Todas e quaisquer homenagens que se façam ao João Aguardela serão sempre poucas. Dentro de uma grande memória dos últimos trinta anos. o João merece todas as homenagens, tem temas tão bonitos, como 'As Sete Baladas'. Abraço-te, João”, remata Paulo Bragança.

Texto: Filipe Pedro/Lusa,
fotografia: Nuno Fernandes para o Diário de Trás-os-Montes

Jovem ferida num acidente em Carrazeda de Ansiães acabou por morrer no hospital de Vila Real

 Uma das jovens que ficou ferida com gravidade, num acidente em Carrazeda de Ansiães, esta manhã, acabou por morrer


Tinha sido encaminhada para o hospital de Vila Real, onde acabou por não resistir aos ferimentos. 

A jovem seguia com mais seis, todos do sexo masculino, numa carrinha que se despistou à entrada da vila. 

Há mais dois rapazes em estado grave, um deles foi helitransportado para o Hospital de Santo António no Porto. O acidente aconteceu por volta das 5h45.

Escrito por Brigantia

Festa CARVIÇAIS - Agosto 2022

sábado, 30 de julho de 2022

FESTIVAL AÉREO REGRESSOU AOS CÉUS DE MOGADOURO COM MAIS DE 100 AERONAVES

Festa Cigana - NASO 2022

Festival PAN

 

Santulhão: Comemora 734 anos de foral

 No próximo Domingo, dia 31 de julho e no âmbito da comemoração da atribuição de foral, a aldeia de Santulhão vai dinamizar a primeira edição do “Dia Dionisino”, uma jornada cheia de atividades que vão desde uma caminhada matinal, o almoço convívio, jogos tradicionais, oficinas, o jantar e um concerto ao final do dia.


De acordo com o município de Vimioso, o rei D. Dinis (1261-1325) concedeu foral – carta de cedência de terras – às localidades de Argozelo, Pinelo e Santulhão, no dia 4/07/1288, há portanto 734 anos.

Recorde-se que D. Dinis, foi o sexto rei de Portugal, tendo governado durante 46 anos. O monarca ficou conhecido pelo cognome de “o Lavrador” pois interessou-se pela agricultura e por toda a população na exploração das terras, facilitando a sua distribuição.

Em Trás-os-Montes, o rei adotou um regime coletivista: as terras eram entregues a um grupo que repartia entre si os encargos; determinados serviços e edifícios eram comunitários, tais como o forno do pão, o moinho e a guarda do rebanho.

Segundo a autarquia de Vimioso, o Dia Dionisino vai celebrar-se, rotativamente, pelas três localidades do concelho vimiosense.

Este ano, cabe à aldeia de Santulhão organizar o evento. Segundo o programa, o Domingo, dia 31 de julho, vai iniciar-se com uma caminhada de 12 quilómetros, que será concluída ao final da manhã. com um almoço convívio.

À tarde, vai realizar-se a eliminatória concelhia, do campeonato de jogos tradicionais (fito, raiola, relha, corrida de sacos, jogos da corda), que está a ser promovida pela Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TT).

Em simultâneo, vão realizar-se oficinas de cinema, fotografia, contadores de histórias.

Às 19h30 é a hora do jantar, para o qual é necessário inscrever-se previamente nas juntas de freguesia de Santulhão, Argozelo de Pinelo.

A primeira edição do Dia Dionisino vai encerrar com o concerto do grupo musical “Zingarus”.

HA

Evento | V Feira Romana

 Nos dias 13 e 14 de agosto, a Junta de Freguesia de Lamalonga organiza a V Feira Romana, com diversas atividades que prometem recriar o passado, levando os visitantes aos tempos Romanos.
Aceite a nossa proposta e regresse aos tempos Romanos, em Lamalonga.

Combate à vespa da galha do castanheiro começa a fazer efeito mas seca preocupa

 O combate à vespa da galha do castanheiro, que nos últimos cinco anos tem ameaçado a produção de castanhas no distrito de Bragança, começa a produzir efeitos e a recuperar alguns dos castanheiros atingidos. Contudo, a seca que se faz sentir este ano preocupa os especialistas e os produtores, que temem uma quebra acentuada na produção.


Albino Bento, investigador da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança e um dos responsáveis pela implementação do combate à vespa da galha do castanheiro na região, revelou ao Mensageiro que as quebras de produção atribuídas a este insecto verificadas noutros países, como Itália, não deverão acontecer em Portugal.

“Este foi o ano em que se fizeram mais largadas, sobretudo em Bragança, onde foram feitas mais de 250. Estava, previstas inicialmente 200. Este ano também houve a possibilidade de um ou outro particular também fazer a largada, mesmo não cumprindo a regra dos 500 metros de afastamento. Foram aplicadas cerca de 15 largadas assim e houve ainda cerca de 20 oferecidas pelo centro em diversas freguesias.

No distrito foram mais de 450. Vinhais começa a ter menos largadas. Macedo este ano subiu, foram feitas 75. Nos outros concelhos são pontuais. Três ou quatro em Vimioso, cinco em Mogadouro, uma em Vila Flor, três em Mirandela...

Numa ou noutra zona há impactos mas no global da região não acredito, até porque já temos zonas em recuperação. Já temos zonas onde os castanheiros já estão muito mais folheados do que em anos anterior e temos zonas em que a praga começa a regredir e isso foi o que nos possibilitou fazer já um conjunto grande de largadas de parasitóides obtidos Portugal e não recorrer a importação para a totalidade. Um terço das largadas já foram feitas por nós aqui em Bragança”, explicou ao Mensageiro.

Por isso, o investigador mostra-se confiante que os efeitos nefastos, que chegaram a reduzir a produção de Itália em 60 por cento, não serão sentidos com a mesma intensidade nesta região.

“No global da região não. E temos sempre que contar com uma coisa. Houve um crescimento muito grande da área de castanheiro que está agora a entrar em produção e que tem mitigado um bocadinho as perdas de produção devido à vespa. Se não, tinha sido pior.

Vamos ter áreas em recuperação, como acontece em Macedo, por exemplo, onde temos taxas de parasitismo muito elevadas. Em Vinhais e Bragança também.

Há áreas onde a vespa está a crescer muito mas há zonas onde ela começa a estar a regredir e no global não vamos atingir os números de Itália. É uma boa notícia para os agricultores”, sublinha.

Seca preocupa

No entanto, as condições atmosféricas registadas este ano, com muito menos chuva do que o normal e com dias de frio no final de maio, altura de floração dos castanheiros, está a criar outros problemas.

Sónia Geraldes, Grã-Mestrina da Confraria Ibérica da Castanha, revela que a meteorologia atípica levou a um adiantamento do ciclo vegetativo do castanheiro.

“Devido aos dias quentes, o ciclo vegetativo adiantou-se bastante ao que era normal. E este ciclo pode comprometer a formação da castanha”, explicou.

Para este problema, “não há nada a fazer”.

“Apenas estarmos alertas e atentos. Era bom que as entidades governamentais preconizassem algum apoio para os agricultores por eventuais perdas que possam vir a acontecer”, frisou.

Isto porque Sónia Geraldes lembra que “o castanheiro tem uma relevância ímpar para esta região mas também é completamente desprotegido de apoio para estas situações”.

“os agricultores podem fazer seguros mas gostaríamos que o Governo tivesse medidas específicas para os castanheiros para estas situações, até porque nos últimos anos tem havido fenómenos que comprometem a produtividade, e temos tido quebras de 70 a 80 por cento”, apontou.

Carla Alves, Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Norte, admite que possa haver complicações com a produção deste ano.

António G. Rodrigues

Produtos inovadores para reduzir o colesterol e aumentar vitamina D2 chegam ao mercado no próximo ano

 Três dos produtos mais inovadores desenvolvidos pelo Instituto Politécnico de Bragança no âmbito dos laboratórios colaborativos criados há quatro anos devem chegar ao mercado no próximo ano.


Entre eles, são produtos que ajudam a reduzir o colesterol, a aumentar a vitamina D2 e alguns corantes naturais e foram desenvolvidos no âmbito do projeto Valor Natural, cujas conclusões foram apresentadas segunda-feira, em Bragança.

“Foram quatro anos de trabalho e temos balanços muito positivos. Conseguimos desenvolver ingredientes naturais, especialmente em três áreas fundamentais: os corantes, os bioativos e os aromas. Conseguimos produzir protótipos e incorporá-los em produtos que agora estamos no processo de fazer o escalonamento a nível industrial para as empresas poderem produzir estes ingredientes e fornecer as empresas que fazem os produtos e colocar os produtos finais no mercado, já com estes ingredientes incorporados, como o pão ou o queijo.

Também foram incorporados os corantes em pastas de açúcar”, explicou Lilian Barros, a responsável pelo projeto.

A mesma responsável indicou que nos bioativos foram produzidos dois ingredientes, um rico em vitamina D2.

“Há uma grande carência dessa vitamina e o que pretendemos fazer é incorporar esse ingrediente nas farinhas de um dos elementos do consórcio e no pão produzido por outro dos parceiros, que terá a dose diária recomendada.

Essa vitamina foi obtida através de desperdícios de cogumelos.

Outro bioativo que produzimos através de cogumelos é um bioativo micoesterol. É um ingrediente que tem efeitos na redução do colesterol.

Foi introduzido numa bebida, como um iogurte, e em queijos. Ao comermos queijo estamos a ingerir colesterol mas, ao mesmo tempo, conseguimos reduzir esse colesterol que ingerimos em 30 por cento”, explicou.

Todos estes produtos estão patenteados.

Lilian Barros tem esperança que estes produtos possam estar disponíveis para os consumidores “brevemente”.

“Esperemos que os produtos cheguem ao mercado dentro de um ano. Agora é preciso fazer um grande investimento a nível das empresas, pois é preciso montar a nível industrial os processos desenvolvidos a nível laboratorial. Estes processos demoram algum tempo ao nível do desenho dos equipamentos, que não existem no mercado. Será necessário trabalhar com uma empresa metalúrgica para fazer o escalonamento de forma a termos aqui uma indústria a produzir este tipo de ingredientes”, destacou.

Por outro lado, em fase mais adiantada está um outro produto inovador criado pelos laboratórios do Politécnico de Bragança, com base na flor do castanheiro, que atua como conservante natural do vinho.

“O ingrediente da flor do castanheiro já está a ser aplicado no vinho, não só em Portugal mas em toda a Europa, pois já tivemos uma aprovação para produzir este ingrediente em 50 mil hectolitros de vinho. Estamos numa fase de acreditação do produto para o podermos colocar numa maior quantidade de vinho”, disse ainda.

António G. Rodrigues

Seis municípios com apoio de um milhão de euros para garantir água

 Seis municípios transmontanos vão receber uma ajuda de cerca de um milhão de euros para combater os efeitos da seca, nomeadamente através do reforço do abastecimento de água às populações, disse hoje à Lusa um dos autarcas.


O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, é um dos beneficiários do apoio financeiro da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o anfitrião da sessão marcada para quarta-feira, 03 de agosto, para a assinatura dos protocolos, que envolvem ainda os municípios de Mogadouro, Vimioso, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, e Alijó, no distrito de Vila Real.

De acordo com o autarca, o secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, estará presente na cerimónia da assinatura dos protocolos que vão garantir aos seis municípios de Trás-os-Montes um apoio financeiro da APA que ronda “um milhão de euros”.

A ajuda corresponde apenas a uma parte do investimento que os municípios estão a realizar para mitigar os efeitos da seca e que no caso de Carrazeda de Ansiães se aproxima dos 400 mil euros com um apoio “até 150 mil euros”, como exemplificou à Lusa o autarca.

Este município é dos que enfrenta uma das situações de maior escassez de água para consumo humano no distrito de Bragança e o presidente da Câmara já tinha anunciado que iria ter que recorrer ao transporte de água em camiões para garantir o abastecimento.

Segundo disse à Lusa, a autarquia lançou esta semana o concurso público para adjudicar a prestação do serviço de “aluguer de camiões-cisterna para fazer o transporte rodoviário” de água captada na barragem de Foz Tua, na zona da Brunheda, para a Estação de Tratamento de Água (ETA) que abastece o concelho.

O aporte de água do rio Tua foi a solução encontrada para suprir a que falta na barragem de Fontelonga, que, já em junho, estava com 30% da capacidade, menos de metade do volume habitual nesta altura do ano, devido à seca.

Se a população continuasse a ser abastecida apenas pela habitual barragem, a água só daria “até outubro”, segundo ainda o autarca.

O município já lançou também uma campanha de sensibilização junto da população que “está a ter alguns efeitos em termos de mitigação do consumo”, mas a situação exige que sejam tomadas mais medidas como o transporte de água do rio Tua para a ETA.

Este município pediu ajuda para fazer face aos encargos e que será garantida nos protocolos que vão ser assinados, na quarta-feira, em Carrazeda de Ansiães.

A cerimónia relativa aos problemas da seca decorre durante a manhã e à tarde, também em Carrazeda de Ansiães, serão discutidas as consequências dos incêndios florestais das últimas semanas na região.

O autarca local adiantou à Lusa que está agendada uma reunião entre o secretário de Estado João Paulo Catarino, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e os municípios afetados pelos fogos.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

TORRE DE DONA CHAMA RECEBE PRIMEIRO PASSEIO DE MOTAS PARA DAR A CONHECER O PATRIMÓNIO

 É já no próximo domingo que Torre de Dona Chama vai acolher o primeiro passeio de motas com um modelo bem original.


O passeio dos amantes das duas rodas vai passar por 4 concelhos da região. “Mirandela, Chaves, Vinhais e Valpaços sendo um itinerário que engloba a visita a locais e a monumentos como a pedra Bulideira, a ponte de Vale de Telhas, a ponte da Pedra, isto dentro da antiga rota romana da Via Augusta e conta ainda com pequeno-almoço junto ao rio, em Segirei, um refresco no rio Rabaçal e o almoço vai ser na nossa vila de Torre de Dona Chama. Todo o contributo monetário reverte a favor das festas que começam dia 4 com a Novena, conta Patrícia Bernardo da Comissão da Festa do Divino Senhor dos Passos, que organiza o evento.

Mais do que angariar fundos para a realização da festa da Vila de Torre de Dona Chama, a ideia é mesmo divulgar o património da freguesia e de outras localidades vizinhas. “É uma iniciativa que achamos ser muito válida para divulgar o nosso património e como alguns dos inscritos vêm de fora do concelho queremos mostrar o que a nossa região tem de importante e queremos replicar esta iniciativa no futuro”, adianta.

Patrícia Bernardo sublinha que esta é mais uma das várias iniciativas que todos os fins-de-semana, a comissão tem vindo a realizar na vila de Torre de Dona Chama. “Temos tido várias iniciativas no Bar da Praça, que também é uma novidade, já que a nossa comissão pôde contar com essa estrutura que está localizada no jardim da praça central e para isso também temos de agradecer o apoio do Município de Mirandela e da Junta de Freguesia da Torre e já fizemos um torneio da sueca, o jantar das bifanas e um jantar internacional da Paella em que contamos com a colaboração dos torreenses que estão fora e querem partilhar estes eventos connosco”.

As inscrições para o primeiro passeio de motas de Torre de Dona Chama, que acontece no próximo domingo, a partir das oito e meia da manhã na praça central, terminam esta sexta-feira.

Segue-se depois a festa do Divino Senhor dos Passos que começa no dia 4 de agosto.

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

Projeto que está a salvar a Águia-caçadeira da extinção inicia libertação esta sexta-feira das 27 crias resgatadas no Norte

 A abertura da instalação de aclimatação e o início da libertação gradual das 27 crias de Águia-caçadeira resgatadas no Nordeste Transmontano, desde maio, marca o arranque da Jornada Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-caçadeira, que se realiza esta sexta-feira, em Miranda do Douro.

Cria de águia-caçadeira na instalação de aclimatação. Fotografia Pedro Alves/Palombar.

Em maio deste ano foi formalmente assinado o Protocolo Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-caçadeira, que une, numa parceria inédita, o Clube de Produtores Continente, a Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/BIOPOLIS) da Universidade do Porto e a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural. O objetivo comum destes parceiros é contribuir para salvar esta espécie, em vias de extinção no país, identificando ações e medidas de gestão para salvaguardá-la, mas também para promover um sistema alimentar mais amigo do ambiente.

A Jornada que decorre esta sexta-feira, em Miranda do Douro, organizada pela Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, tem como objetivo fazer um balanço sobre as diversas ações que integraram este projeto desde fevereiro de 2022, assim como apresentar resultados preliminares.

Assim, durante a manhã, o momento alto do programa da Jornada será a devolução à Natureza das crias de Águia-caçadeira resgatadas e das crias provenientes da incubação dos ovos resgatados de ninhos no Nordeste Transmontano, cuja manutenção foi inviável. A instalação de aclimatação garante todas as condições de segurança e bem-estar para a espécie, com vigilância 24 sobre 24 horas e acompanhamento por técnicos especializados.

Para o resgate das crias e ovos e para a sua incubação artificial, bem como para a instalação e funcionamento dessa estrutura de aclimatação, foi fundamental o contributo dado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, razão pela qual estas entidades e a Palombar assinam agora um Acordo de colaboração, dando continuidade à cooperação prosseguida.

Adicionalmente, realizou-se uma cooperação institucional transfronteiriça com a organização não governamental espanhola AMUS - Acción por el Mundo Salvaje e a Junta da Extremadura espanhola, que permitiu trazer para a instalação de aclimatação águias-caçadeiras tutoras, que estão a ensinar as jovens crias a ganharem autonomia, nomeadamente a saberem caçar e reconhecerem situações de perigo, assim como a viverem em liberdade quando forem devolvidas à Natureza. Sem o salvamento e resgate destas crias e ovos em ninhos inviáveis, estas novas gerações de Águia-caçadeira dificilmente sobreviveriam.

As ações de salvamento e resgate enquadram-se numa iniciativa alargada de âmbito nacional e envolvem ainda outras entidades, como a Liga para a Proteção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

Da parte da tarde, do programa da Jornada, que será já aberto ao público e que decorrerá no Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro, constam a apresentação das diversas ações desenvolvidas e a formalização da adesão de novos agricultores à Rede de Proprietários Amigos da Águia-caçadeira, que compreende já cerca de duas dezenas de agricultores, gestores e proprietários de terremos agrícolas.

Ao longo destes cinco meses de projeto, foi iniciado o primeiro Censo Nacional da população da Águia-caçadeira, que está previsto decorrer até ao final de 2023. Os resultados preliminares deverão ser conhecidos em breve.

No âmbito da campanha de salvamento prevista, foram realizadas diversas ações consideradas urgentes e que têm como objetivo aumentar o sucesso reprodutor e, consequentemente, a população de Águia-caçadeira, o que incluiu a prospeção de colónias e ninhos, a monitorização da reprodução, o resgate de ovos e a proteção de ninhos.

Em paralelo, desde fevereiro deste ano, foram realizadas dezenas de reuniões de trabalho, proposta uma medida agroambiental, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027, para a gestão da espécie, e efetuadas diversas sessões de formação e capacitação de Vigilantes da Natureza, assim como ações de sensibilização a agricultores e proprietários rurais sobre a necessidade de proteção da Águia-caçadeira.

Graças a esta parceria, as sete toneladas de farinha de trigo utilizadas diariamente nas padarias das lojas Continente têm origem em searas das regiões do Alentejo e de Trás-os-Montes, que são monitorizadas de forma a proteger a biodiversidade e a conservação desta ave.

📌 𝗦𝗨𝗚𝗘𝗦𝗧𝗔̃𝗢 𝗗𝗘 𝗙𝗜𝗠 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗠𝗔𝗡𝗔

 Este fim de semana vai ser em grande, com atividades e eventos para todas as idades.
𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗠𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 - 𝗟𝗼𝗺𝗯𝗮𝗱𝗮 (𝗣𝗮𝗹𝗮́𝗰𝗶𝗼𝘀 - 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮), "𝗦𝗼𝗺𝗼𝘀 𝗣𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼" 𝗲 𝗩𝗲𝗿𝗮̃𝗼 𝗻𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗰̧𝗮.

🖊 Tome nota dos horários:

📆 𝗦𝗮́𝗯𝗮𝗱𝗼, 𝗱𝗶𝗮 𝟯𝟬 

09h30 - Festival de Música e Tradição - Lombada - Segada Manual (Aldeia de Palácios)

21h30 - "Verão na Praça" (Praça Camões)

22h00 - Espetáculo "WANTED" (Praça da Sé)

📆 𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗴𝗼, 𝗱𝗶𝗮 𝟯𝟭  

21h30 - "Verão na Praça" (Praça Camões)

21h30 - Espetáculo "Genius Loci" (Aldeia de Palácios)

"Red Burros Fly-In" regressa a Mogadouro com mais de 100 aeronaves

 O Festival Aéreo “Red Burros Fly-In” está de regresso a Mogadouro, depois da paragem forçada devido à pandemia.


A iniciativa está marcada para amanhã, conta com mais de 100 aeronaves e um novo formato.

Este ano o festival vai realizar-se em dois pontos diferentes: o Aeródromo Municipal e toda a zona envolvente ao Castelo. “Este ano fizemos algumas alterações. Nos anos anteriores toda a actividade se desenvolvia junto ao aeródromo e este ano quisemos trazer o evento para junto das pessoas. Por isso, grande parte das acrobacias vai ser realizadas aqui, junto ao castelo para que toda a gente possa assistir”, explicou António Pimentel, presidente do Município de Mogadouro.

Para António Pimentel o festival aéreo é já uma marca identificativa de Mogadouro. “O Red Burros é um evento que marca Mogadouro já há uns anos. Veio para Mogadouro justamente porque tivemos a capacidade de construir uma infra-estrutura, que é o aeródromo, de o munir com um quadro técnico que permitiu criar a escola de voo planado”, acrescentou o autarca.

Está prevista a passagem de uma patrulha de aviões F-16 da Força Aérea Portuguesa e o lançamento de paraquedistas. Do programa constam as aguardadas acrobacias com o conhecido piloto Luís Garção, os YakStar e a Patrulha Fantasma.

O “Red Burros Fly In” vai para a 11ª edição, conta com pilotos nacionais e estrangeiros, sobretudo espanhóis, num total de 108. O festival está marcado para amanhã, em Mogadouro, com início às 14h00, junto ao Castelo.

Jornalista: Susana Madureira

Ana Abrunhosa garante que especificidades do território vão pesar na distribuição dos Fundos Comunitários

 A ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, diz que é preciso definir muito bem as necessidades dos territórios para que haja um a boa execução dos Fundos do Portugal 2030. 
O tema esteve em debate, em Macedo de Cavaleiros, num encontro promovido pelos deputados do PS eleitos por Bragança.

Ana Abrunhosa assume que os recursos são limitados e as regiões têm uma palavra a dizer sobre as diferentes necessidades.

7,3 milhões de euros para reabilitar 100 habitações em Torre de Moncorvo

 A Estratégia Local de Habitação, que o município de Torre de Moncorvo aprovou em 2019, vai beneficiar 202 pessoas


A melhoria de 106 habitações sem condições vai ser apoiado pelo programa 1.º direito e pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

 “Neste momento estamos com a recuperação de 42 apartamentos do bairro do Santo Cristo, segue-se a recuperação de cinco casas no bairro José Leandro, cuja aquisição já foi concretizada e temos a decorrer 14 candidaturas de beneficiários directos e uma candidatura do Centro Social e Paroquial do Larinho, que vai recuperar dois apartamentos”, explicou a vereadora da câmara municipal de Torre de Moncorvo, Piedade Meneses.

A Estratégia Local de Habitação de Torre de Moncorvo está a ser actualizada e alargada para ser mais abrangente.

“Para incluir novas famílias e novos objectivos de construção de habitação, nomeadamente para arrendamento acessível para a classe média, para os jovens no centro histórico da vila e nas aldeias, assim como a manutenção e recuperação de equipamentos municipais”, acrescentando.  

O executivo salientou que a falta de mão-de-obra e o aumento do custo das matérias-primas podem condicionar alguns prazos de execução das empreitadas.

A secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, que ontem esteve em Torre de Moncorvo para visitar as obras de habitações de dois bairros, garantiu que o IHRU vai ter em conta o aumento dos preços e adequar o financiamento.

“Quando iniciámos este caminho o custo das empreitadas era bastante abaixo daquilo que é a realidade actual. Dentro daquilo que são os limites da habitação a custos controlados de regime legal e isso está tudo enquadrado na estratégia local, nós podemos financiar e devemos ajustar o valor àquilo que é a evolução dos preços das matérias-primas, que esperamos que não se mantenha até 2026. Neste momento temos uma estimativa e depois o valor real é o que será financiado”, referiu.

O município tem também receio que por causa da falta de mão-de-obra e das matérias primas não seja possível concluir as empreitadas até 2026, prazo do PRR que financia estas obras a 100%, no entanto, a governante respondeu apenas que o programa 1.º direito não vai terminar nesse ano.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Um Pastor foi encontrado morto, perto da localidade do Vilar do Monte no concelho de Macedo de Cavaleiros

 Um pastor, de 61 anos, foi encontrado morto, esta quinta-feira, em Vilar do Monte, no concelho de Macedo de Cavaleiros.


O homem tinha saído de manhã com as ovelhas e não regressou para almoçar, como fazia habitualmente.

A mulher, alarmada, alertou um vizinho, que foi à procura do pastor e que o encontrou já sem vida, numa zona de difícil acesso, junto das ovelhas.

O óbito foi declarado no local. O homem estaria morto há pelo menos quatro ou cinco horas, segundo fonte das autoridades, citada pelo Correio da Manhã.

No local estiveram os Bombeiros de Macedo de Cavaleiros, uma Viatura de Médica de Emergência e ainda a GNR.

Escrito por Onda livre
Foto: CM

Macedo de Cavaleiros – Três arguidos por tráfico de estupefacientes

 O Comando Territorial de Bragança, através do Posto Territorial de Macedo de Cavaleiros, no dia 26 de julho, constituiu arguidos três homens, com idades compreendidas entre os 37 e os 46 anos, por tráfico de estupefacientes, no concelho de Macedo de Cavaleiros.


No decorrer de uma ação de fiscalização rodoviária, os militares da Guarda abordaram uma viatura em que os seus ocupantes demonstraram um comportamento suspeito, pelo que foi realizada uma revista pessoal de segurança aos suspeitos e uma busca ao veículo, culminando na apreensão de 58,5 doses de heroína

Os suspeitos foram constituídos arguidos, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros.

Escrito por Onda Livre

13 agosto, 10h - Inauguração da Estação de Biodiversidade de Serapicos

 Sabe o que é uma Estação de Biodiversidade?
“As Estações da Biodiversidade são percursos pedestres curtos, sinalizados no terreno através de 9 painéis informativos sobre as riquezas biológicas a observar pelos visitantes. 

Cada estação está localizada num local de elevada riqueza específica e paisagística, representativa dos habitats característicos da área. Os painéis funcionam como uma espécie de guia de campo e fazem referência a espécies emblemáticas e comuns. É dado particular destaque aos insetos e plantas, que são a base para a conservação dos ecossistemas terrestres.”