sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Greve fechou Escola Secundária Emídio Garcia em Bragança

A adesão à greve no Agrupamento de Escolas Emídio Garcia, em Bragança, encerrou esta manhã de sexta-feira a escola sede e o centro escolar da Sé, onde 100 % dos assistentes operacionais decidiram não trabalhar.
Também encerrado está o Jardim de Infância de São Tiago. A direção do agrupamento não tem para já indicações sobre a situação nas escolas de Campo Redondo, Rebordãos e Formarigos. Nas restantes escolas do agrupamento, como a Escola Básica Paulo Quintela, a paralisação foi menor. "Apesar dos constrangimentos foi possível abrir os estabelecimentos", referiu Eduardo Santos, o diretor do agrupamento, onde se luta há vários anos com falta de funcionários. "Na cantina das três cozinheiras duas estão com baixa médica prolongada, o que obriga a desviar funcionários de outras funções para o refeitório poder funcionar", acrescentou o responsável. No agrupamento estão em falta pelo menos sete assistentes operacionais "para podermos funcionar com o mínimo", afirmou Eduardo Santos. Os outros dois agrupamentos de Bragança, Abade de Baçal e Miguel Torga, estão a funcionar. 
Um dos problemas ao qual os sindicatos querem que a tutela resolva passa pela substituição de funcionários com contratos emprego-inserção (CEI) e 'tarefeiros' pagos à hora, por valores que rondam os 3,5 euros/hora, por funcionários com formação adequada à função que desempenham na escola, e com um vínculo permanente. Outra reivindicação passa pela revisão das carreiras especiais, descongelar progressões na função pública, rever os rácios para atribuição de recursos humanos às escolas e ver a descentralização de competências para as autarquias esclarecida.

Glória Lopes
in:mdb.pt

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