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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

José António Furtado Montanha

Nasceu em Bragança a 6 de Maio de 1882; filho de José Cândido Furtado Montanha e de D. Felismina de Assunção Furtado, de Bragança. Foi em 1918 nomeado director da agência do Banco de Portugal nesta cidade.
Não é por questões de letras, apesar de muito com elas ter lidado e de ter colaborado, nos seus belos tempos, mui especialmente nos jornais da terra, que aqui incluímos cheios de satisfação o José Montanha; é pelo seu fervente regionalismo e pelos seus excelsos sentimentos humanitários; é pelas lágrimas que tem enxugado, pelas dores e misérias que tem suavizado, pela fome que tem apagado, pelas suas benemerências em prol da humanidade sofredora. É que ninguém melhor que ele tem realizado o pertransiit benefaciendo. O fácies de José Montanha ilumina-se por tal forma após a esmola ao necessitado – enquanto os olhos, num quase marejamento de lágrimas, traduzem a tortura causada pela miséria alheia – que só a luz divinal pode explicar a emotividade psíquica que lhe vai na alma.
É enorme e indescritível a lista das suas benemerências morais. E as regionalistas?! Lápide epigráfica, faiança; espécie numismática, etnográfica, bibliácea; artefacto artístico de difícil obtenção é só dizer:
José: F... tem isto que devia estar no Museu Regional de Bragança, por ser nele que pode utilizar à ciência, à arte, à humanidade estudiosa, mas não o cede. O Zé Montanha, o nosso J-o-s-é corre a mão pelo mento, fixa os olhos num ponto interno que só ele vê, esboça o gesto de um passo, rociando-lhe ao mesmo tempo leves tons de sorriso a comissura dos lábios e diz: arranja-se... e tantas voltas dá que tudo se aplana.
É que ele e o doutor Raul Manuel Teixeira são a alma do Museu e do movimento regionalista da nossa terra; sem eles, aquele não passaria de um armazém de velharias... Quantas notícias para esta obra temos obtido por intermédio destes dois bragançófilos, que seriam impossíveis sem a sua cooperação! São os grandes Mecenas da mesma, juntamente com os quatro memorados no oferecimento da primeira página deste volume.
O José Montanha casou a 10 de Agosto de 1914 com D. Elisa do Céu Fernandes, nascida em Bragança a 11 de Fevereiro de 1890; é filha de Jesuíno Augusto Fernandes e de D. Cristina dos Anjos Fernandes.
Há deste matrimónio os seguintes filhos: Lia do Céu Fernandes Montanha, nascida em Bragança a 21 de Maio de 1915; José António Fernandes Montanha, nascido nesta cidade a 18 de Dezembro de 1924, e Raquel do Céu Fernandes Montanha, nascida na mesma cidade a 20 de Abril de 1929.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

1 comentário:

  1. Meu nome é João Luiz Montanha Leite , sou bisneto de Anibal Montanha , irmão do pai de José Montanha
    moro no Recife/ Pe , e conheci o Museu do Abade em Bragança pt .
    Recife , 21/11/2019

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