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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Macedo de Cavaleiros assina protocolo com a CIG para mitigar casos de violência, discriminação e desigualdade

Macedo de Cavaleiros foi um dos dez municípios do distrito que assinou recentemente um protocolo de cooperação com Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) que visa a promoção, execução, monitorização e avaliação de medidas e ações que contribuam para a implementação da Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação 2018/2030 – Portugal Mais Igual.
Elsa Escobar, vereadora da área de Ação Social do município de Macedo, explica que este documento prevê um série de medidas que visam prevenir e ajudar a diminuir casos associados à desigualdade entre géneros, violência contra mulheres e doméstica e combate a várias formas de discriminação:

“Exatamente. Eu gosto sempre de pensar que, acima de tudo, este tipo de protocolos nos obriga a encarar as coisa de forma diferente e a trabalhar no sentido de prevenir.

O que se pretende é que os municípios correspondam àquilo que é solicitado. Devemos cumprir algumas obrigações que estão descritas nesse protocolo, no sentido de concretizar os objetivos estipulados no âmbito da estratégia nacional para igualdade e não discriminação, nomeadamente, através da nomeação de conselheiros locais para a igualdade e com a criação de uma equipa para a igualdade na vida local. Devemos conceber, adoptar e implementar um plano municipal para a igualdade e não discriminação, e garantir serviços de atendimento, informação, encaminhamento para pessoas vítimas de violência (contra as mulheres, doméstica e contra homens). Para além disso, temos de analisar as medidas de política local em função do seu impacto de género, designadamente ao nível orçamental, entre outras.”

Trata-se de uma nova geração de protocolos, que contemplam outras vertentes que os anteriores, assinados em 2013, não previam:

“Já havia um protocolo anterior que o nosso município já o tinha assinado em 2013.

O que agora assinamos traz algumas novidades, nomeadamente através da criação da equipa para a igualdade na vida local, o que não estava previsto no protocolo anterior. O que eu espero, essencialmente, é que este documento faça a diferença, no sentido da implementação.

O objetivo é de a equipa criada acompanhe os casos sinalizados, estejam atentos, vejam o que é que acontece, que promovam ações de formação, ações de divulgação, que possam alertar as pessoas mais para os seus direitos e ajudá-las a saber como deixar de ser vítimas, eventualmente. “

Os protocolos foram assinados no final do mês de janeiro e contaram com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, que homologou os documentos em Mirandela.
Entretanto, na passada terça-feira, foi assinado um segundo protocolo em Coimbra, entre a CIG e a Associação de Municípios, que contou com representantes de todo o país no sentido de dar às vítimas mais poder de decisão e ação, adianta Elsa Escobar:

“Nós subscrevemos esse protocolo que foi assinado, no sentido de, podermos promover aquilo que se chama o empoderamento das vítimas.

Além disso, este protocolo também tem a ver com as novas políticas de habitação, para poder ajudar as pessoas a sair de situações de conflito e violência, arranjando casa mais facilmente. Muitas vezes as pessoas se mantêm-se numa situação que é má, para si, porque não conseguem ver uma saída. Deixar a casa é sempre difícil, as pessoas questionam “e agora para onde vamos?”. Está provado que é muito mais fácil mantermos-nos, por vezes, numa situação que é má para nós, mas que conhecemos e temos a ideia de que dominamos, do que, eventualmente, enfrentarmos o desconhecido. Se houver alguém que nos ajude a enfrentar esse desconhecido é muito mais fácil.”

Além de Macedo de Cavaleiros, outros nove municípios do distrito também assinaram protocolos de colaboração com a CIG, nomeadamente Vimioso, Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Carrazeda de Ansiães, Mogadouro, Mirandela, Torre de Moncorvo, Vinhais e Vila Flor.

Escrito por ONDA LIVRE

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