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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Vila Flor recebe Ministro do Planeamento e Infraestrutura para assinatura de acordo e contrato final para o Plano de Mobilidade do Vale do Tua



O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, desafiou hoje os autarcas e agentes do Vale do Tua a criarem oferta para fazer os turistas “saltar” para as margens com o regresso do comboio no verão.

O governante assistiu hoje em Vila Flor e Mirandela aos últimos passos para finalmente avançar o Plano de Mobilidade Turística e Quotidiana do Vale do Tua, pensado há dez anos como contrapartida pela construção da barragem que submergiu parte da linha.

As parcerias estão oficializadas e começaram hoje oficialmente as últimas obras para consolidação e segurança do canal ferroviário que deverão estar concluídas no verão, com o operador turístico Mário Ferreira a apontar para “agosto” o início da operação.

O comboio regressa ao Tua apenas numa extensão de 30 quilómetros entre a Brunheda (Cararzeda de Ansiães) e Mirandela, com carruagens para turistas e outras para transporte público das populações ribeirinhas do rio Tua, e também barcos para passeios na nova albufeira, entre a Brunheda e Foz Tua.

O investimento global de 15 milhões de euros neste plano, praticamente a cargo da EDP a concessionária da barragem, “e importante para as populações”, como sublinhou hoje o ministro, mas com um alerta para os agentes locais.

“Quando começarem a chegar os turistas, o Vale do Tua tem de ter um produto turístico para apresentar, o que queremos é que o turista salte para as margens”, avisou Pedro Marques, que não quer apenas que quem visita a região “suba e desça” o Tua ou fique no barco e no comboio.

O projeto que resulta da polémica barragem de Foz Tua, já em produção, juntou hoje em Vila Flor e Mirandela os mais altos representantes das partes envolvidas, desde a Infraestruturas de Portugal (IP), ao Governo, Instituto de Mobilidade Terrestre (IMT), CP, entre outros.

O projeto já passou por três gerações de autarcas, como apontou o presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, lembrando que “alguns duvidaram que podia ser uma miragem” para dizer que hoje “é um dia histórico.

“Ninguém tenha dúvidas, o comboio vai regressar ao Tua”, vincou.

A Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua, também uma contrapartida pela construção da barragem, é a responsável pelos projetos no vale e reúne os cinco municípios da área de abrangência, nomeadamente Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Alijó e Murça, mais a EDP.

O presidente, José Paredes, afirmou hoje que este “é um tempo novo” e que acredita que “se iniciará um novo ciclo de desenvolvimento para a região”.

O operador que vai explorar o vale do Tua é a Mystic Tua, uma nova empresa de Mário Ferreira, o empresário dos passeios de barco no Douro, que hoje afirmou estar pronto há mais de ano e meio para começar a trabalhar.

Comboios, autocarros, barcos “tudo está pronto”, como reiterou hoje e “agora acredita “plenamente que é possível”.

O operador fica responsável pela exploração e manutenção da ferrovia, exceto pontes e obras de arte que continua sob a alçada da IP.

A empresa de Mário Ferreiro assegurará também a mobilidade das populações com as duas antigas carruagens do metro de Mirandela que estão a ser reabilitadas para o efeito e serão transferida para o novo projeto junto com os funcionários.

O empresário afirmou hoje que o seu objetivo neste projeto “não foi o lucro” e que “isto não vai uma atividade lucrativa durante vários anos”.

“Será uma atividade interessante, nós lançamo-nos nisto para o desenvolvimento de um novo negócio numa região que necessitava, que era carente deste negócio. Não temos grandes expectativas em termos de lucro, se não perdermos dinheiro, já ficamos satisfeitos”, declarou.

A linha do Tua foi desativada, em quase toda a extensão, há mais de uma década depois de uma sucessão de acidentes ferroviários, com quatro mortes.

Com o novo plano de mobilidade, o comboio circulará em pouco mais de 30 quilómetros, com uma vertente turística e outra de transporte público.

A CP garante uma verba anual de 600 mil euros para assegurar a mobilidade das populações, como já tinha avançado a Agência.

Quando o plano estiver no terreno, a mobilidade quotidiana será feita com transporte rodoviário onde não há linha, nomeadamente entre o Tua e a Brunheda, e com as antigas carruagens do metro de Mirandela no troço reativado, entre a Brunheda e Mirandela.

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