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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 9 de março de 2022

EPA de Carvalhais lança programa de Hortas Comunitárias

 A EPA (Escola Profissional de Agricultura) de Carvalhais, no concelho de Mirandela, arrancou, esta segunda-feira, com o projeto “Hortas Comunitárias”.


A escola cede um terreno que será dividido em 30 talhões, cada um com 190 metros quadrados, que vão ser entregues a famílias que pretendam cultivar e dali retirar produtos para o seu consumo.

As candidaturas estão abertas para toda a comunidade, mas o processo de atribuição de talhões prioriza pessoas ou agregados familiares economicamente carenciados, desempregados, famílias numerosas e beneficiários do rendimento social de inserção,

Dez anos depois de a EPA de Carvalhais ter promovido o projeto “Hortas Sociais”, na altura com a parceria do Município e da fundação EDP, e que durou pouco mais de dois anos, agora o projeto é mais ambicioso porque, para além de ter uma área maior, passou de 24 para 30 talhões, contempla a possibilidade de cada talhão poder ser entregue a seis famílias para cultivarem os produtos para seu consumo.

Há ainda a vertente solidária, já que alunos da escola também vão ter terrenos com os produtos a serem entregues a instituições de solidariedade social do concelho, explica João Ribeiro, o coordenador do projeto “Hortas comunitárias”

“Este projecto é mais ambicioso porque, para além de ter uma área maior, com cerca de 190 metros quadrados, passou de 24 para 30 talhões, contempla a possibilidade de cada talhão poder ser entregue a seis famílias para cultivarem os produtos para seu consumo. Há duas hortas que têm 250 metros quadrados que foram atribuídas a turmas do primeiro e do segundo ano de agro que vão produzir para instituições do concelho ou para pessoas que sejam necessitadas”, conta o coordenador deste projecto.

A EPA vai dar apoio técnico na produção com ações de formação sobre técnicas de agricultura biológica, manutenção de espaço público, trabalho comunitário, compostagem e promoção ambiental.

A água para rega também será suportada pela escola

“Estamos a instalar a rega e a água vai ser gratuita, com a escola a custear a água até determinada quantia. Vamos ter um contador e até aos metros cúbicos que forem determinados nós suportamos, a partir daí teremos depois de falar com as pessoas”, diz.

João Ribeiro acredita que a procura será elevada e que rapidamente vão ser entregues os 30 talhões.

“Estou convencido que vai haver muita gente e o terreno vai ser insuficiente”.

O diretor da EPA, Marcelino Martins, sublinha que esta é mais uma iniciativa que pretende abrir as portas da escola à comunidade e fomentar o espírito comunitário, onde diferentes gerações poderão conviver e partilhar

“Nesta altura de pandemia, as pessoas estiveram fechadas durante muito tempo e aquele espaço na natureza também serve para as pessoas poderem conviver umas com as outras quando estiverem a produzir a sua agricultura sustentável”, diz Marcelino Martins.

As candidaturas às Hortas Comunitárias podem ser feitas na secretaria da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais. Estão abertas para toda a comunidade, se bem que a prioridade de atribuição de talhões vai para pessoas ou agregados familiares economicamente carenciados, desempregados, famílias numerosas e beneficiários do rendimento social de inserção. 

Escrito por Terra Quente (CIR)

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