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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Alunos da Emídio Garcia promoveram Fórum Cívico “Redes sociais: participação cívica ou manipulação”

 A Escola Emídio Garcia acolheu o Fórum Cívico “Redes sociais: participação cívica ou manipulação”, uma iniciativa, inserida no Projeto Integrador, intitulado “Mil Vozes, Um Só Propósito: Agir para Transformar”.


Este fórum promoveu uma reflexão profunda sobre o papel da tecnologia na democracia do século XXI, perante uma plateia de cerca de 250 alunos e professores.

O debate contou com um painel diversificado, unindo a visão académica do Professor João Paulo, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a experiência do antigo Secretário de Estado e deputado por Bragança, Adão Silva (PSD), o olhar atento dos jornalistas Sílvia Brandão (RTP) e Francisco Pinto (Agência Lusa), e a perspetiva da comunidade estudantil representada por Joana Martins, vice-presidente da Associação de Estudantes (AE).

O jornalista Francisco Pinto sublinhou que as redes sociais democratizaram o acesso à informação, mas não de qualquer forma.

“Hoje, qualquer cidadão pode ser um veículo de denúncia ou um mobilizador de causas que, de outra forma, seriam invisíveis para o grande público. Mas é necessário confirmar as fontes e a sua origem. É importante questionar, sempre, os visados, para verificar as suas posições e o direito à sua defesa “.

Já Joana Martins, da AE, reforçou a importância destas ferramentas para as camadas mais jovens: “Para nós, estas plataformas são instrumentos de participação direta. É através delas que incentivamos o envolvimento dos alunos na vida pública e divulgamos causas que nos movem.”

“Não podemos ignorar que os algoritmos estão desenhados para nos mostrar apenas aquilo com que já concordamos, criando bolhas de pensamento que dificultam o diálogo democrático,” alertou Adão Silva, acrescentando que “a manipulação de opiniões é um risco real e constante.”

Contudo, o debate derivou para os riscos inerentes ao mundo virtual, sendo a disseminação de notícias falsas (fake news) e a opacidade dos algoritmos os temas mais sensíveis.

Na mesma linha de preocupação, o professor João Paulo, do IPB, trouxe para o debate a questão da segurança e privacidade, alertando para os perigos da exposição excessiva e do rasto digital que deixamos.

“A proteção de dados é hoje um pilar fundamental da nossa liberdade individual,” afirmou o docente, acrescentando que “no mundo digital, os nossos dados pessoais são um ativo valioso; se não soubermos gerir a nossa privacidade e as permissões que concedemos às plataformas, ficamos vulneráveis a abusos que podem condicionar as nossas decisões e a nossa própria segurança.”

Sílvia Brandão corroborou esta preocupação, focando-se na solução: “A nossa melhor defesa contra a manipulação é o desenvolvimento do pensamento crítico. Precisamos de literacia mediática para questionar o que nos aparece no ecrã e proteger os valores democráticos.”

O Fórum encerrou com a conclusão de que o impacto das redes sociais depende inteiramente da literacia e da intenção do utilizador. João Canteiro, aluno do 12.º F, resumiu o sentimento dos participantes: “Saímos daqui com a certeza de que temos de assumir um papel interventivo. Queremos agir para transformar a sociedade, mas temos de o fazer de forma responsável no mundo digital.”

Carla Moreno, docente de Sociologia, diretora de turma e promotora desta modalidade de aprendizagem, destacou o valor pedagógico da iniciativa, disse que "enquanto professora de Sociologia, e diretora de turma e promotora deste tipo de aprendizagem por projetos, considerou esta oportunidade única para trabalhar diversas competências”.

Este Fórum permitiu que os meus alunos saíssem da teoria e entrassem no domínio da análise crítica da realidade social.

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