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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Constâncio Arnaldo de Carvalho - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 13.outubro.1917 – 13.dezembro.1917
TORRE DE MONCORVO, 16.11.1876 – PORTO, 12.1.1927

Advogado. Conservador do registo predial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Administrador do concelho de Torre de Moncorvo. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (1911-1914). Governador civil de Bragança (1917). Deputado (1920-1921).
Natural da vila e concelho de Torre de Moncorvo.
Filho de António Manuel da Silva, padre, e de Maria Elisa de Carvalho, costureira.
Casou com Batilde Madalena de Carvalho Silva, de quem teve dois filhos.

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Constâncio Arnaldo de Carvalho nasceu na Rua Nova, bem no centro da vila de Torre de Moncorvo, filho de uma costureira e de um padre que, curiosamente, coadjuvou o seu batismo, na qualidade de “pároco encomendado”, embora só mais tarde viesse a reconhecer a paternidade.
Concluídos os seus estudos superiores na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em finais da década de 1890, Constâncio de Carvalho abriu banca de advogado em Torre de Moncorvo, onde exerceu durante mais de vinte anos. Posteriormente, foi conservador do registo predial no Porto.
Politicamente, durante a Monarquia Constitucional militou no Partido Regenerador, chegando inclusive a ser diretor político do jornal local deste partido, O Trasmontano.
Com o advento da República, aderiu ao Partido Republicano Português e foi nomeado administrador do concelho de Torre de Moncorvo e de seguida eleito presidente da respetiva Câmara Municipal, cargo que exerceu durante praticamente três anos, entre maio de 1911 e janeiro de 1914, a ele se devendo a inclusão da serra de Reboredo no regime florestal e a sua rearborização, sendo homenageando em 1947 com a colocação na serra de um memorial em bronze com a sua efígie, que ainda ali se conserva.
Em outubro de 1917, foi nomeado governador civil de Bragança, tomando posse a 7 de novembro, onde se demorou pouco mais de um mês, até ser exonerado a 13 de dezembro seguinte.
Exerceu ainda as funções de deputado, eleito por Bragança, para a legislatura de 1919-1921, embora só tenha tomado assento no Parlamento a partir de 5 de janeiro de 1920, após a sua eleição ter sido validada pela Comissão de Verificação de Poderes.
Não integrou qualquer comissão parlamentar nem se deteta qualquer intervenção ou atividade da sua parte na Câmara dos Deputados.
Colaborou em várias publicações, em prosa e verso, nomeadamente na Estrela ao Minho, Norma e n’O Comércio do Porto, na sua secção permanente intitulada “Sal e Pimenta”, onde usava o pseudónimo de “Silvalho”. Deixou manuscritos os trabalhos De capa e batina, A ceia dos quintanistas, Meninos da moda, as comédias Muitas amigas, Casa com escritos, Dois raptos numa hora, Um condenado e Figos do Algarve e a farsa Javardo. Todas estas peças foram representadas com o fim humanitário de angariar donativos para o hospital de Moncorvo.
Faleceu na cidade do Porto a 12 de janeiro de 1927, com apenas 50 anos.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo da Universidade de Coimbra, registo de baptismo de Constâncio Arnaldo de Carvalho.
Diário da Câmara dos Deputados, 1919-1921.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.). 2000. Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Lisboa: Assembleia da República.
Câmara Municipal de Moncorvo. Página oficial (disponível em www.cm-moncorvo.pt).

Publicação da C.M. Bragança

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