É com um orgulho genuíno e um sentimento de profunda amizade que apresento hoje o Agostinho Jerónimo Pires, não apenas como autor, mas como alguém com quem partilhei os anos mais vibrantes e formativos da nossa juventude em Bragança.
O Agostinho Pires, um filho de Celas, no concelho de Vinhais, chegou a Bragança com apenas 10 anos, trazendo consigo a força e a resiliência das nossas raízes transmontanas. Foi nesta cidade, e nomeadamente nos corredores e no espírito do antigo Liceu Nacional de Bragança, que os nossos caminhos se cruzaram e se entrelaçaram de forma inesquecível.
A nossa juventude foi vivida com a intensidade própria da idade, marcada por cumplicidades que transcendem o tempo. Recordo-o com a mesma garra que exibia em campo, quando defendíamos juntos as cores da equipa de futebol do Liceu, em 1973, ou quando partilhávamos o entusiasmo pela música, pelo convívio e pelo desporto no Saturno Club. Para além das lides desportivas, partilhámos também os palcos e o entusiasmo criativo no Grupo de Teatro "A Máscara" nos idos do "verão quente" de 1975, onde o Agostinho Pires revelava a sensibilidade e a curiosidade intelectual que, agora, florescem de forma plena nesta sua nova faceta como escritor.
Hoje, essas vivências comuns, o espírito crítico e a vivacidade que sempre lhe foram características, encontram um novo caminho no seu livro, "A Corrida Armada da Natureza".
Esta obra é o resultado de um esforço criativo e o reflexo da perspetiva de um homem que sempre soube observar o mundo com atenção e que, através da escrita, nos convida a refletir sobre os grandes desafios que a natureza e o nosso tempo nos impõem.
É um privilégio ver um amigo de tantas jornadas transformar as suas inquietações em páginas impressas. Convido-vos a mergulhar nesta leitura, com a certeza de que, tal como nas nossas aventuras de juventude, o Agostinho Pires nos vai conduzir por caminhos que valem muito a pena percorrer.
HM
27 de Junho de 2026
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