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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Miranda do Douro reduz IRS municipal para 0%

 A participação variável do Município de Miranda do Douro no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) vai passar de 2,5% para 0%.


A proposta, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal no início de setembro, recebeu também luz verde, por unanimidade, da Assembleia Municipal, reunida na passada sexta-feira, dia 18.

Com a medida, o município estima abdicar de cerca de 140 mil euros de receita, valor que ficará disponível para os contribuintes residentes no concelho.

O vereador da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Vítor Bernardo, explica que a redução para 0% era um compromisso assumido pelo executivo e considera que, perante o atual contexto económico, o dinheiro faz mais falta às famílias:

“Quando foi a campanha eleitoral, nós tínhamos o compromisso de colocar a participação variável da Câmara em 0%.

É óbvio que o 0% não abrange toda a gente, porque nem toda a gente paga IRS. Isto é um imposto progressivo, quem ganha menos não paga nada, quem ganha mais um pouco começa a pagar alguma coisa e depois assim sucessivamente.

Aquilo a que nos propusemos, à semelhança de cerca de 44 municípios que têm esta participação a 0%, foi também dar alguma alavancagem às pessoas.

Nós estamos a falar de 140 mil euros. Não é muito, nós sabemos, mas é melhor estarem no bolso das pessoas do que na conta da Câmara, porque as pessoas têm necessidade agora.”

Quando o atual executivo tomou posse, em outubro de 2021, a participação variável do município no IRS estava fixada nos 5%, o valor máximo permitido.

A autarquia reduziu posteriormente essa participação para 2,5% e, agora, abdica totalmente desta receita. Vítor Bernardo refere que esta opção faz parte de uma estratégia mais alargada de redução da carga fiscal sobre famílias e empresas:

“A participação variável da Câmara era de 5% em 2021, quando nós entrámos, ao máximo. Ou seja, o município ficava com cerca de 280 a 300 mil euros dos contribuintes.

Depois, a Câmara reduziu para 2,5%, para não ser uma redução abrupta, para vermos como é que tínhamos os outros impostos, nomeadamente a derrama municipal, e para devolver às pessoas.

Agora temos a questão do IMI também. Em princípio, isso é uma causa ganha e é um rendimento muito acrescido na receita fiscal da Câmara, que nós podemos depois devolver às pessoas.”

Além do alívio fiscal, o município pretende que a medida se junte a outras políticas destinadas a melhorar as condições de vida e a contribuir para a fixação de população.

Vítor Bernardo reconhece, no entanto, que a redução fiscal, por si só, não é suficiente para atrair novos residentes, apontando o emprego e a habitação como fatores determinantes.

Quanto ao impacto direto da medida, o vereador adianta que será sentido pelos contribuintes na próxima liquidação do IRS:

“Na próxima liquidação do IRS. Ou seja, o IRS que estão a descontar este ano já não vai ter esses 2,5% de participação do município, que pode ser devolvido depois na conta final.”

Com a aprovação da Assembleia Municipal, Miranda do Douro passa, assim, a fixar em 0% a participação variável do município no IRS, depois de ter reduzido a taxa de 5% para 2,5% durante o atual mandato.

Cátia Barreira

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