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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Dia Internacional da Democracia – 15 de Setembro


 O Dia Internacional da Democracia, celebrado anualmente a 15 de setembro, constitui uma importante ocasião para refletir sobre os valores fundamentais da liberdade, da participação cívica, da igualdade e dos direitos humanos. Esta data recorda ao mundo que a democracia não é apenas um sistema político, mas sobretudo uma forma de convivência social baseada no respeito pela dignidade humana, pela justiça e pela vontade do povo.

Num tempo marcado por profundas transformações sociais, crises internacionais e desafios à liberdade de expressão, o Dia Internacional da Democracia assume uma relevância cada vez maior. A democracia representa um dos pilares essenciais das sociedades modernas e continua a ser uma conquista construída ao longo de séculos de lutas, revoluções e reivindicações populares.

O Dia Internacional da Democracia foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007.

A escolha da data de 15 de setembro está relacionada com a adoção da Declaração Universal sobre a Democracia pela União Interparlamentar, em 1997. Este documento sublinha os princípios fundamentais que sustentam os regimes democráticos e reafirma a importância da participação dos cidadãos na vida política.

A ONU instituiu esta celebração com o objetivo de:

promover os valores democráticos; 
fortalecer as instituições democráticas; 
incentivar a participação cívica; 
defender os direitos humanos; 
sensibilizar para a importância da liberdade e da igualdade. 

Desde então, o Dia Internacional da Democracia passou a ser assinalado em numerosos países através de debates, conferências, atividades educativas, manifestações culturais e iniciativas de cidadania.

A palavra “democracia” tem origem no grego antigo:

demos = povo 
kratos = poder 

Democracia significa, literalmente:

“o poder do povo”.

Este conceito surgiu na Grécia Antiga, particularmente em Atenas, por volta do século V antes de Cristo.

Embora bastante diferente das democracias modernas, o modelo ateniense foi uma das primeiras experiências conhecidas de participação política dos cidadãos nas decisões públicas.

Os cidadãos reuniam-se em assembleias para discutir:

leis; 
impostos; 
guerras; 
questões sociais. 

Contudo, importa recordar que essa democracia antiga era limitada:

mulheres não podiam votar; 
escravos eram excluídos; 
estrangeiros não participavam. 

Mesmo assim, Atenas lançou as bases históricas do pensamento democrático.

Ao longo da História, a democracia conheceu avanços, recuos e profundas transformações.

Após o período clássico grego, muitas sociedades passaram a ser governadas por:

monarquias; 
impérios; 
regimes autoritários. 

No Império Romano surgiram algumas formas de representação política, mas o poder permaneceu concentrado em elites dominantes.

Durante a Idade Média, o poder dos reis era frequentemente absoluto. No entanto, começaram a surgir documentos importantes que limitavam a autoridade monárquica.

Um dos mais conhecidos foi a:

Magna Carta (1215)

Assinada em Inglaterra, a Magna Carta obrigava o rei a respeitar determinados direitos e princípios legais. Embora inicialmente beneficiasse sobretudo a nobreza, este documento tornou-se símbolo da limitação do poder absoluto.

Nos séculos XVII e XVIII surgiram importantes filósofos e pensadores que defenderam:

liberdade; 
igualdade; 
separação de poderes; 
direitos individuais. 

Entre os mais influentes destacam-se:

John Locke; 
Montesquieu; 
Jean-Jacques Rousseau; 
Voltaire. 

As suas ideias inspiraram grandes transformações políticas.

Em 1776, as Treze Colónias inglesas na América proclamaram a independência dos Estados Unidos.

A nova nação adotou princípios democráticos inovadores:

eleições; 
representação política; 
separação de poderes; 
constituição escrita. 

A Declaração da Independência afirmava que:

“Todos os homens são criados iguais.”

Em 1789, a Revolução Francesa transformou profundamente a Europa.

Os revolucionários defendiam:

liberdade; 
igualdade; 
fraternidade. 

A queda da monarquia absoluta abriu caminho ao reconhecimento dos direitos dos cidadãos e ao fortalecimento das ideias democráticas.

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão tornou-se um dos documentos fundamentais da história da democracia.

Ao longo dos séculos XIX e XX, muitos países começaram gradualmente a adotar sistemas democráticos.

Contudo, o direito de voto foi inicialmente limitado:

apenas homens ricos podiam votar; 
mulheres eram excluídas; 
minorias enfrentavam discriminação. 

Diversos movimentos sociais lutaram por:

sufrágio universal; 
igualdade política; 
direitos civis; 
liberdade sindical. 

As mulheres conquistaram o direito de voto em muitos países apenas no século XX.

A História mostra que a democracia nunca esteve garantida de forma permanente.

Durante o século XX surgiram regimes totalitários e ditaduras:

nazismo; 
fascismo; 
estalinismo; 
regimes militares. 

Esses sistemas eliminaram:

eleições livres; 
liberdade de imprensa; 
direitos humanos; 
oposição política. 

As duas Guerras Mundiais demonstraram os perigos do extremismo e da intolerância.

Após a Segunda Guerra Mundial, muitos países reforçaram o compromisso com:

a democracia; 
os direitos humanos; 
a cooperação internacional. 

A democracia em Portugal

Portugal viveu longos períodos sem democracia plena.

Durante séculos, o país foi governado por monarquias absolutas e, mais tarde, por regimes autoritários.

O período mais marcante da ausência de liberdade ocorreu durante o:

Estado Novo (1933-1974)

O regime liderado por António de Oliveira Salazar caracterizou-se por:

censura; 
repressão política; 
falta de eleições livres; 
perseguição a opositores; 
limitação das liberdades. 

A democracia portuguesa foi restaurada com:

a Revolução de 25 de Abril de 1974.

A chamada Revolução dos Cravos pôs fim à ditadura e abriu caminho:

à liberdade de expressão; 
ao pluralismo político; 
às eleições democráticas; 
à Constituição de 1976. 

Desde então, Portugal consolidou-se como uma democracia moderna e integrada nas instituições europeias.

Uma sociedade democrática baseia-se em vários princípios fundamentais:

Liberdade

Os cidadãos devem poder:

expressar opiniões; 
votar livremente; 
manifestar-se; 
escolher representantes. 

Igualdade

Todos os cidadãos possuem os mesmos direitos perante a lei.

Participação

A democracia exige envolvimento ativo da população.

Justiça

As leis devem ser aplicadas de forma justa e imparcial.

Respeito pelos direitos humanos

A dignidade humana deve ser protegida.

Pluralismo

Diferentes ideias e opiniões devem coexistir pacificamente.

Apesar dos avanços democráticos, muitos desafios persistem:

desinformação; 
extremismo; 
corrupção; 
populismo; 
intolerância; 
ataques à liberdade de imprensa; 
manipulação digital; 
baixa participação eleitoral. 

Em várias regiões do mundo continuam a existir:

ditaduras; 
perseguições políticas; 
censura; 
repressão de minorias. 

Por isso, a democracia exige vigilância constante e participação ativa dos cidadãos.

A democracia não vive apenas das eleições.

Uma sociedade democrática fortalece-se através:

do debate; 
do respeito; 
da participação cívica; 
da educação; 
da responsabilidade social. 

Cada cidadão desempenha um papel essencial na defesa da liberdade e da justiça.

Celebrar o Dia Internacional da Democracia significa:

valorizar a liberdade; 
recordar as lutas históricas pelos direitos humanos; 
promover o diálogo; 
incentivar a participação cívica; 
defender sociedades mais justas. 

É também uma homenagem a todos aqueles que lutaram — e continuam a lutar — pela liberdade e pela dignidade humana.

O Dia Internacional da Democracia, celebrado a 15 de setembro, recorda-nos que a liberdade, a justiça e os direitos humanos são conquistas preciosas que devem ser protegidas diariamente.

A democracia não é perfeita, mas continua a ser o sistema que melhor permite:

ouvir a voz do povo; 
respeitar diferenças; 
garantir direitos; 
construir sociedades mais humanas. 

Num mundo em constante mudança, defender a democracia é defender a dignidade humana, o diálogo e a esperança num futuro mais livre e justo para todos.

Texto: HM - com IA e IN

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