Um investimento superior a 25 milhões de euros que permite passar de 430 para mais de 900 camas disponíveis para os alunos bolseiros.
A residência Mira tua, edificada num antigo hotel no centro urbano de Mirandela, onde está a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, terá capacidade para 60 camas, e brevemente vai ficar pronto uma nova residência no campus da mesma escola com 120 camas, com um investimento superior a 9 milhões de euros.
Em Chaves, já no distrito de Vila Real, onde funciona a Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar, a futura residência terá 120 camas, fruto de um investimento de cerca de 7 milhões de euros.
Em fase de conclusão, está também a residência de estudantes em Bragança, a maior de todas, com capacidade para 200 camas, que vai custar 9,6 milhões de euros.
As quatro novas residências vão permitir “duplicar a oferta de alojamento estudantil”, confirma o agora Reitor da Universidade Politécnica de Bragança. “Não cobre todos os alunos bolseiros que temos, fica longe disso, ainda não, mas já é uma ajuda substancial”, sublinha Orlando Rodrigues, revela que tem havido “um desajustamento entre a oferta e a procura”, uma vez que houve um crescimento acentuado do número de alunos, nos últimos anos, atingindo já os 10 mil alunos, admitindo que a escassa oferta “levou mesmo à desistência de alguns estudantes”.
Orlando Rodrigues considera que as novas infraestruturas vão “estabilizar o mercado de arrendamento local e apoiar os estudantes bolseiros que enfrentam dificuldades com os preços dos quartos” e acredita ainda que vão contribuir para colocar um referencial de qualidade no alojamento estudantil. “Estas residências foram feitas por mais de uma portaria com especificações muito rigorosas e têm também um padrão de qualidade que é importante que ocorra”, diz.
Este também pode ser “um trunfo importante” para trazer sustentabilidade ao novo estatuto, agora adquirido, de Universidade, “em particular para os alunos das pós-graduações”afirma Orlando Rodrigues.
As quatro novas residências vão custar 25,6 milhões de euros, cerca de 18,8 milhões assegurados pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e o Plano de Recuperação e Resiliência, e os restantes 6,8 milhões assegurados pelo orçamento da instituição de ensino superior.


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