No decorrer da Feira das Colheitas, em Vilar Seco, o presidente do município de Vimioso, António Santos, avançou que vão candidatar os “Escrinhos”, os cestos feitos de palha centeia e casca de silva, tradicionalmente utilizados para guardar ou levedar o pão, ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Com a mecanização e as sucessivas transformações tecnológicas, os trabalhos manuais e o artesanato têm vindo a perder praticantes. Antigos ofícios correm o risco de desaparecer, como em Vilar Seco, a manufatura dos escrinhos, os cestos feitos de palha centeia e casca de silva, tradicionalmente utilizados para guardar ou levedar o pão.
Atualmente, na freguesia de Vilar Seco, no concelho de Vimioso, há apenas um casal, Aníbal Delgado e a esposa, Rosa Delgado, que se dedicam à manufatura dos escrinhos.
Com o propósito de salvaguardar este ofício, o presidente do município de Vimioso, informou que estão a preparar uma candidatura para inscrever os “Escrinhos” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
“Entendo que o desenvolvimento do concelho de Vimioso, faz-se não só com obras físicas e materiais, mas também com a valorização e promoção do património cultural imaterial, como é a arte ou manufatura dos escrinhos, em Vilar Seco. Acredito que a inscrição deste antigo ofício é um valioso legado cultural que merece estar registado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Com a inscrição, os escrinhos vão ganhar maior visibilidade e porconseguinte tornar este património, os artesãos, Vilar Seco e o concelho de Vimioso mais atrativo e valioso”, justificou António Santos.

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