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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Henrique Crisóstomo criou um presépio de outros tempos. As figuras são todas feitas em cabaça e retratam a época jurássica.

DOURO SUPERIOR: RECLAMADA A REABERTURA E INTERNACIONALIZAÇÃO DA FERROVIA DE BARCA D’ALVA

Um grupo de entidades e cidadãos da região do Alto Douro e do Douro Superior reclamaram que o Governo torne como “prioritárias” para as duas regiões“a reabertura e a internacionalização” da ferrovia que liga o Pocinho a Barca d’Alva que acabou por ser desactivada em 1987. O assunto voltou a ordem do dia no decurso de uma conferência sobre os 126 anos da chegada do comboio à Barca d’Alva. 
"Esta ferrovia, que se pode tornar internacional, daria à região do Douro e de Trás-os-Montes um impacto económico fantástico, numa zona que se estende desde Bragança a Vilar Formoso com um prolongamento para a região espanhola de Castela-Leão onde reside uma população de cerca de três milhões de habitantes", explicou José Ribeiro membro da Fundação Côa Parque.
Neste momento "não se justifica" que o troço esteja fechado, acrescentou José Ribeiro, também membro da "Foz Côa Friends", entidade coorganizadora da conferência "Importância Económica e Estratégica da internacionalização da Linha Douro: cenário para a sua concretização", que o Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, recebe no sábado.
José Ribeiro sublinhou o crescendo de oferta turística e cultural do Alto Douro Vinhateiro, do Parque Arqueológico e do Museu do Côa e a oportunidade de fazer escoar mercadorias da província de Salamanca por via ferroviária até ao porto de Leixões não se podem desperdiçar.
"Esta ligação ferroviária tem uma importância e económica e estratégica vital para a região transfronteiriça que se situa entre o Trás-os-Montes, Douro e Castela-Leão e que deve ser internacionalizada", defendeu.
"Com a perfectiva da exploração mineira em Torre de Moncorvo a reativação da antiga ferrovia, seria uma mais-valia para fazer escoar o minério de ferro que ali será explorado", acrescentou.
Reabrir a linha seria, do ponto de vista de José Ribeiro e dos seus pares, "não deixar cair uma região que está a tentar renascer através da extração mineira, do turismo e do património" e servir melhor todo o eixo Porto/Castela-Leão.
A 27 de agosto de 2009 - mais de 20 anos após os comboios deixarem de circular no troço da linha do Douro entre Pocinho e Barca d' Alva - a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, anunciou que o troço Pocinho-Barca de Alva iria ser reabilitado e reutilizado.
A ex-governante explicou, à data, que o troço iria ser utilizado numa primeira fase apenas por composições para turistas, mas admitiu que posteriormente reatasse o serviço normal. Disse mesmo que o Governo português teria garantido 25 milhões de euros para a reabilitação do troço, esperando ainda o contributo de fundos comunitários.
A linha do Douro, idealizada e construída pela comunidade portuense, nos finais do século XIX, teve como principal objetivo ligar o Porto a Salamanca e fazer chegar mercadorias à Europa.
No ano de 1986, também os espanhóis perderem a sua ligação até Barca de Alva, deixando para trás 19 pontes metálicas e 20 túneis, numa obra de engenharia do ferro única, construída essencialmente por portugueses, troço que foi declarado, nos anos 90, com Bem de Interesse Cultural pela autonomia de Castela e Leão.

in:rba.pt

Alfândega da Fé debate montanhismo

Actividades ao ar livre ganham cada vez mais adeptos em Trás-os-Montes
São cada vez mais as pessoas que procuram as actividades ao ar livre. Os dados foram avançados durante um Workshop de Montanhismo, que se realizou em Alfândega da Fé, em parceria com a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.
Este tipo de iniciativas tem sido uma aposta da Câmara Municipal, no sentido de promover os recursos naturais do concelho. “É uma das apostas do Município para desenvolver o turismo utilizando os recursos endógenos. Foi uma das estratégias que tentamos implementar desde o início e já é consistente porque já realizamos este tipo de actividades com alguma frequência e cada vez está a ter mais adesão, até pelos alfandeguenses”, explica a responsável pelo gabinete de apoio à presidência, Ana Duque.
Para os participantes, que vieram de vários pontos do país, esta foi uma boa oportunidade para obter alguns conhecimentos desta prática. “Eu vim pelo facto de haver poucos destes workshops na região e quando preciso tenho que me deslocar. Foi um dia muito interessante e deveria acontecer com mais frequência”, refere Carla Couceiro.
Bem-estar ou diversão
Este dia que começou cedo, pelas 10 da manhã, foi preenchido por diversas actividades ao ar livre.“Fizemos muitas actividades num só dia, orientação, pedestrianismo, rapel, cordas e finalizamos com o bootcamp”, enumera o técnico da Escola Nacional de Montanhismo, Domingos Pires acrescentando que é “um facto que cada vez mais pessoas gostam de sair de casa para fazer actividades e pedestrianismo e montanhismo são duas vertentes que têm vindo a ganhar mais adeptos”, acrescenta.
Neste evento participaram mais de duas dezenas de pessoas. Para o Dia Mundial da Árvore, que se assinala a 21 de Março, o Município de Alfândega da Fé já tem agendado outra actividade semelhante.

in:jornalnordeste.com

Torre de Moncorvo - Freguesias montam presépios na vila

Autarquia alegra largos e rotundas com réplicas do nascimento de Jesus
Mais de uma dezena de presépios diferentes podem ser visitados em vários locais da vila de Torre de Moncorvo.
A iniciativa partiu da Câmara Municipal, que apelou às 13 freguesias para se fazerem representar por um presépio que vai a concurso no dia 25 de Dezembro. 
O autarca local considera que esta é uma forma de alertar as pessoas que o Natal não está só associado ao consumismo. “Pretendemos dar uma forma ao Natal que não seja só o consumismo mas sim também a época que realmente estamos a viver que é uma época cristã, onde os presépios vão ser o tema central”, refere Nuno Gonçalves.
Os presépios são feitos com os mais variados materiais e já começaram a atrair muitos visitantes à vila transmontana. 
“Tem sido uma ideia muito interessante que tem atraído muitos visitantes, principalmente no fim-de-semana que passou. Também é uma forma de mostrar que é possível dinamizar actividades sem gastar dinheiro”, conclui o autarca.
O júri vai eleger presépio mais original e os resultados serão divulgados no dia de Natal.

in:jornalnordeste.com

Cruz vermelha de Mogadouro distribui 70 cabazes de Natal

A Cruz Vermelha de Mogadouro distribuiu cerca de 70 cabazes por famílias carenciadas do concelho. Elementos da direcção percorrem o município e entregam os produtos porta a porta.
Casimiro dos Anjos, da direcção da Cruz Vermelha de Mogadouro, assegura que só é possível ajudar quem mais precisa graças à solidariedade das pessoas que doam os alimentos. “Fazemos isto todos os anos. Vamos participando activamente no bem-estar das populações. 
Nesta época de Natal e Ano Novo não podíamos deixar de distribuir cabazes de Natal recheados de bens alimentares às pessoas mais necessitadas, doados pela população. Temos também que agradecer ao senhor Silva que ele sozinho oferece cerca de 40 cabazes, bem recheados”, realça o responsável. 
João Lopes da Silva, de 93 anos, é o benemérito que faz questão de acompanhar a Cruz Vermelha na entrega dos cabazes. 
Este mogadourense apoia, ainda, o comércio tradicional ao adquirir todos os produtos em estabelecimentos da terra. “Se não faço mais é porque não posso, mas quero conservar esta data ajudando quem necessita. Compro tudo em Mogadouro. É uma forma da gente gostar da terra”, afirma o benemérito. As famílias beneficiadas garantem que esta ajuda vai contribuir para um Natal mais feliz. “Tenho muitos netos. O pai foi embora, fiquei com cinco netos. Para mim é uma grande ajuda e nesta altura do Natal faz muita falta”, afirma Isabel Miguel. “Eu acho que é uma boa ajuda, principalmente para quem vencimento pequenos, como é o meu caso que vivo com um filho deficiente. Este Natal vai ser melhor”, confessa Felisbina Lopes. 
A Cruz Vermelha de Mogadouro a distribuir cabazes para ajudar quem mais precisa neste Natal. 

Escrito por Brigantia

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Os rigores do Inverno transmontano obrigam a tomar medidas para prevenir e atenuar os efeitos do gelo e da neve.


Artesãos expõem trabalhos para potenciar compras de Natal

Se ainda não fez todas as suas compras de Natal, até amanhã pode comprar os últimos presentes na Feira de Artesanato do Bragança Shopping.
Pelo sétimo ano consecutivo, o centro comercial promove o trabalho de dez artesãos da região, que nesta pequena feira ganham espaço para mostrar os seus trabalhos, como refere a directora do Bragança Shopping, Mariema Gonçalves. 
Desde artigos em madeira, croché, em tecido, cosméticos de leite de burra e até mesmo produtos regionais como mel e azeite, nesta Feira de Artesanato é possível encontrar de tudo um pouco. 
O negócio corre melhor a uns que a outros, mas os artesãos avaliam esta iniciativa como uma boa oportunidade para dinamizar o negócio. 
Até amanhã pode ultimar as suas compras de natal pelos corredores do Bragança Shopping, onde pode encontrar diversos trabalhos feitos à mão, com o saber de décadas destes artesãos. 

Escrito por Brigantia

Artes e Ofícios terminam com balanço positivo

Gastronomia, artesanato, exposições, música popular e tradições foram os ingredientes da Feira de Artes, Ofícios e Sabores, que decorreu este fim-de-semana, em Vimioso.
O certame já vai na 14ª edição e continua a apostar no artesanato das gentes do concelho, que todos os anos está no centro das atenções.
O presidente do Câmara de Vimioso, Jorge Fidalgo, considera que o objectivo da Feira foi atingido. Este ano, o calendário sofreu alterações para incentivar os visitantes a fazerem as compras de Natal. Os expositores mostraram-se satisfeitos e dizem que as vendas saíram favorecidas. 
Durante os três dias de feira, foram várias as actividades ao ar livre que preencheram o cartaz. As tasquinhas também marcaram presença, para servir aos visitantes as especialidades locais, com destaque para os enchidos. 
Houve ainda lugar para o lançamento dos livros “Receitas da Carne Mirandesa” e “Negro Fumo Pó de Sapato”. 

Escrito por Brigantia

Coral Brigantino organiza concerto de Natal

O espírito natalício encheu ontem a Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Bragança.
Crianças e jovens cantaram músicas alusivas a esta quadra festiva no concerto de Natal do Coral Brigantino infantil e Infanto-Juvenil.
A maestrina Natália Lourenço explica que cada canção lançou uma mensagem de esperança para o ano que se avizinha. Este ano o inicio do concerto contou com uma pequena peça de teatro, em que os coristas mostraram a sua veia de actores. No final, estavam satisfeitos com a sua prestação. 
A Igreja de Nossa Senhora das Graças encheu e o público aplaudiu os pequenos artistas. 
O Coral Brigantino a assinalar a quadra natalícia com um concerto repleto de alegria. 

Escrito por Brigantia

Alunos de Vinhais representam Presépio Vivo

Pelo sexto ano consecutivo, os alunos do agrupamento de escolas D. Afonso III de Vinhais organizaram um presépio vivo, em parceria com Contrato Local de Desenvolvimento Social.
Paula Barreira, uma das docentes ligadas à organização realça a vertente solidária desta actividade. Os dois alunos que representam as personagens principais deste presépio vivo reconhecem a importância da iniciativa. 
Ana Teresa e Mário Pereira estavam radiantes com a sua participação. 
Apesar do frio, quem assistiu à representação do Presépio Vivo gostou do que viu e elogia o envolvimento dos jovens. 
O Largo do Arrabalde acolheu ontem mais uma edição do Presépio Vivo, que contou com a participação de cem figurantes. 
Os donativos recolhidos com esta iniciativa vão ser entregues às famílias mais carenciadas do concelho. 

Escrito por Brigantia

Em Vila Flor, é através do teatro que os mais novos guardam a mensagem de Natal. “História de uma boneca abandonada” mostra como o amor do coração vence sempre.

domingo, 22 de dezembro de 2013

PRODUTORES DE COUVE PENCA DE MIRANDELA JÁ VENDERAM TODA A PRODUÇÃO DESTE ANO PARA O NATAL


Vila Flor e Mirandela - Mortos foram trocados por engano

Um defunto de Mirandela foi enterrado duas vezes em dois dias consecutivos, na semana passada, enquanto um homem de Candoso (Vila Flor) que morreu na terça-feira só foi a enterrar no sábado. 
Um engano que provocou grande confusão nas respetivas famílias, que apresentaram queixas internas na Unidade Local de Saúde do Nordeste, entidade que abriu um inquérito para apurar responsabilidades.
O primeiro, Luís Ferreira de Matos, 71 anos, morreu de terça para quarta-feira e o segundo, José Augusto Borges, 61 anos, de segunda para terça-feira. Ambos viviam sozinhos e os corpos só foram descobertos na manhã seguinte, sendo depois transportados para o gabinete do Instituto de Medicina Legal no Hospital de Mirandela.
A confusão ocorreu quando a funerária encarregada do corpo de José Augusto Borges levantou o de Luís Ferreira, cuja urna teria de permanecer fechada já que o corpo se encontrava já muito deformado. Por causa desta ordem superior, todas as cerimónias fúnebres decorreram dentro da normalidade, quinta-feira à tarde, em Candoso, sem ninguém suspeitar da troca de defunto.
VEJA AQUI O VIDEO

Mirandela - Confirmado encerramento do laboratório de sanidade animal

Agropecuária da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), situado na quinta do Valongo, em Mirandela. 
Essa possibilidade tinha sido avançada, há dois meses, pelo Mensageiro, mas nunca chegou a ser confirmada ou desmentida pelo Diretor Regional de Agricultura (DRA). Agora, foi o próprio Manuel Cardoso que terá confirmado o encerramento a Jorge Machado, deputado do PCP, na Assembleia da República, que, na passada segunda-feira, esteve de visita a vários serviços públicos da região, em risco de fechar, para recolher informação atualizada e preparar a fundamentação a apresentar numa interpelação ao Governo, no Parlamento.

Obras recomeçaram no Brigantia Eco-Park

Recomeçaram na passada segunda-feira as obras de construção do Brigantia Eco-Park- Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança, interrompidas há alguns meses por motivos financeiros alegados pela empresa construtora, a Santana SA, adiantou uma fonte ao Mensageiro. 
A empreitada foi assumida por duas empresas, uma das quais já esteve envolvida na construção no Recinto de Valorização de Raças Autóctones de Bragança, inaugurado no último verão. Os trabalhos de construção devem avançar em força em Janeiro. A conclusão do equipamento já está atrasada vários meses por causa da paragem nas obras de construção, mas deverá estar pronto em meados de 2014.
Os trabalhos ainda por concluir correspondem à primeira e principal fase da obra, nomeadamente a construção do edifício central multifuncional, onde será instalada uma incubadora de empresas e laboratório de investigação. Esta fase representa um investimento de 6,3 milhões de euros.

in:mdb.pt

Bragança - Responsáveis das IPSS receberam formação em Fiscalidade

O Secretariado Diocesano para a Pastoral Social e a Mobilidade Humana promoveu uma acção de formação sobre fiscalidade para responsáveis de Instituições Particulares de Solidariedade Social(IPSS), com a colaboração de dois técnicos da Direção de Finanças de Bragança.
A iniciativa teve lugar no passado dia 11, em Bragança, e contou com mais de quatro dezenas de representantes de IPSS, vindos de vários concelhos. Uma das maiores inquietações é a questão dos bens em movimento, relacionada com o serviço de apoio ao domicílio, cuja legislação mais recente obriga “a passar guias de transporte para cada utente e por cada refeição. O que é complicado para os serviços administrativos da IPSS passar tantas guias, mesmo com sistema informático é complicado por causa dos gastos em papel”, explicou o padre Fernando Fontoura, responsável daquele secretariado.

in:mdb.pt

“Cadernos da Montanha” pintura e desenho de Graça Morais no Centro de Arte Contemporânea de Bragança

De 21 de dezembro de 2013 a 30 de março de 2014 estará patente ao público no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, uma exposição de pintura e desenho de Graça Morais intitulada “Cadernos da Montanha”.
“A natureza, projetada entre o vigoroso colorido e a gradação de matizes sépia ou da grafite, é denominador comum na nova série de trabalhos de períodos muito diversos que agora se apresenta.
Graça Morais sempre representou, pelo desenho e pela pintura, a sua intensa ligação ao campo numa aparente necessidade de eternizar o efémero, que ora cristaliza em manchas figurativas, ora lhe desmaterializa as formas, não deixando mais que a minúcia dos contornos mínimos.
Frutos, flores silvestres ou tubérculos são alguns dos referentes que aqui abrem simultaneamente a obra a territórios de silêncio, de sensualidade e fertilidade ou tão-somente à passagem cíclica das estações".

Quando: 21 de Dezembro 2013 a 30 de Março 2014
Onde: Centro de Arte Contemporânea Graça Morais - Bragança

Crise deixa pela primeira vez vagas por preencher em lar de idosos de Bragança

Obra Social Padre Miguel, de Bragança, registou este ano vagas no lar de idosos por preencher, uma situação inédita numa região até agora conhecida pelas longas listas de espera para entrar nas instituições.
O presidente da Obra, Nuno Álvaro Vaz, adiantou hoje à Lusa que, pela primeira vez, até há poucos dias havia vagas por preencher, quando a situação habitual até aqui era haver "muita lista de espera".
A explicação que avança está na crise e nos cortes salariais que encolhem as reformas aos idosos, que adiam também a ida para os lares para poderem ajudar os filhos desempregados ou em dificuldades.
O presidente da instituição apontou o caso de um casal, em que cada um podia pagar 500 euros, e que estava prestes a entrar no lar quando telefonou a dizer que "não dava porque tinha que ajudar os filhos.
"Antigamente havia muita gente que corria para vir para os lares e que agora, dada a situação, tem que ajudar os filhos que ficaram em dificuldade", sublinhou, acrescentando que há também aqueles que pedem para baixar os preços.
A instituição tem já idosos a pagarem "190 euros por mês", segundo o responsável.
A Obra Social Padre Miguel dispõe de várias valências e no que respeita aos idosos além do lar convencional oferece também uma parte residencial em que quem pode adquire o direito vitalício a uma suite.
 Também nesta zona, cujos proveitos servem para ajudar a parte social, se sentem as consequências dos cortes nos rendimentos, como afirmou o responsável, com alguns dos utentes a queixarem-se da redução nas pensões.
"A crise tocou a todos", vincou o presidente da Obra que nos últimos tempos tem sido obrigada a ajustar mensalidades com casos na creche a pagarem "20 ou 30 euros" ou no apoio domiciliário prestado por "10 ou 20 euros".
As consequências da crise refletem-se também nas contas da instituição que, segundo disse, "ainda não está com dificuldades financeiras", mas já não consegue obter "saldos como dantes, que permitiram investir no bem-estar dos utentes".
"Estamos a cortar as unhas até onde podemos, a evitar os desperdícios e a enfrentar esta crise horrorosa que se instalou no país", declarou.
O balanço foi feito à margem de mais uma almoço/ceia de natal que todos os anos é oferecido a carenciados da cidade de Bragança e no qual foram distribuídos cerca de 30 dos mais de 100 cabazes com produtos alimentares e roupas que a Obra vai fazer chegar a várias famílias.
Ao longo do ano, a instituição apoiou mais de mil famílias com bens alimentares e outros.
O número de pedidos aumentou, segundo o presidente, mas a Obra não pode ir "muito além do estipulado" até porque os donativos são cada vez menores.
Pessoas que "por exemplo davam 50 (250 euros) ou cem contos (500 euros), hoje dão cinco (25 euros) ou dez (50 euros)", concretizou.

 HFI // JGJ
 Lusa/fim

Banco de móveis usados entra em funcionamento em Mirandela

Com o propósito de fomentar a partilha de mobiliário usado, ainda em bom estado, promover a sua recuperação e restauro e disponibilizando-o, gratuitamente, a quem dele necessite, foi criado o Banco de Móveis Usados.
Este projeto, iniciativa do CLDS + de Mirandela, em parceria com a Câmara Municipal e o Banco Solidário, pretende envolver e sensibilizar toda a comunidade, para a partilha de mobiliário excedentário das empresas e famílias com aqueles que dele poderão necessitar.
No atual contexto económico, esta iniciativa ganha uma premência adicional. Este Banco funcionará nas instalações do Ninho de Empresas de Mirandela, nos dias úteis das 9:30-12:30 e das 14:00-17:30h.
Para qualquer informação adicional poderá contactar o CLDS+ de Mirandela pelo email: mais@clds-mirandela.pt ou pelos telefones 278 201 406/7 ou o Banco Solidário de Mirandela.
Se tem em sua casa, mobiliário que, ainda em bom estado, já não é utilizado, partilhe-o, permitindo a sua doação.

in:noticiasdonordeste.com

Miranda do Douro - Especialistas dão início ao processo de padronização da flauta pastoril e do tamboril

Um grupo de músicos, artesãos e etnomusicólogos da região do planalto mirandês deram início ao processo de «padronização» da flauta pastoril e do tamboril para que estes dois instrumentos possam ser tocados por vários tamborileiros em uníssono.
 «O processo vai permitir que um conjunto de tamborileiros consiga tocar estes instrumentos em grupo e ao mesmo tempo, criando assim uma única unidade melódica. Desta forma os tocadores utilizarão o mesmo modelo de flauta com a mesma afinação, o que não tem acontecido ao longo dos tempos», disse Paulo Meirinhos, instrumentista do grupo de música tradicional Galandum Galundaina.
O tamborileiro é um instrumentista que executa coordenadamente dois instrumentos musicais, a flauta pastoril e um tamboril. Tocados em simultâneo acabam por se «fundir» num só «provocando uma sonoridade única», dividida entre a parte rítmica (tamboril) e a parte melódica (flauta).
O processo de «padronização» dos instrumentos vai permitir a sua divulgação e ao mesmo tempo a sua utilização por novos músicos, para que esta arte musical secular e ligada à pastorícia transmontana não se perca.
«Temos a convicção que este conjunto de instrumentos não vai sair descaracterizada, antes pelo contrário, vai dar uma nova vitalidade aos instrumentistas que queiram praticar esta arte musical», frisou.
Por seu lado, Mário Correia, etnomusicólogo e director do centro de música tradicional Sons da Terra, refere que este processo «não vai tirar as características únicas de um instrumento de raiz tradicional».
«O importante é que o processo de padronização respeite a “tímbrica” mirandesa e a sua identidade e, ao mesmo tempo, que a opção da escolha da flauta pastoril não seja apenas pela 'estética' da mirandesa, mas de um modelo reconhecido por todos os instrumentistas», acrescentou o especialista.
A raia nordestina alberga uma forma única da expressão da música tradicional, que corre «um sério» risco de desaparecer: a protagonizada pelo secular tamborileiro, uma espécie de músico «dois em um».
Apesar de rudimentares, estes dois instrumentos requerem «prática e conhecimentos», já que nem todos os músicos que os executam de forma «coordenada».
A tradição era a de estes músicos dividirem a sua actividade musical em duas partes.
Durante o ciclo pastoril tocavam apenas a flauta por ser um instrumento melodioso que não assustava o gado. Já num ambiente mais festivo, era-lhe associado o tamboril, que provocava um ritmo mais intenso e alegre, o que permitia danças de roda, ou a exibição dos tradicionais pauliteiros mirandeses.
Para além da região nordestina, há outra zona do país onde ainda resistem alguns tamborileiros: a localidade de Vila Verde de Ficalho, no concelho alentejano de Serpa.

Café Portugal/Lusa