Depois das grandes enchentes de 2016, nos espetáculos musicais, no parque do Império e na zona verde, a receita para as festas da cidade de Mirandela, de 2017, em honra de nossa Senhora do Amparo, que vão decorrer de 25 de Julho a 6 de Agosto, vai manter-se com uma grande aposta nos concertos.
“Estamos convencidos que esta vertente é uma das mais importantes da festa e que cativa mais gente, pelo que decidimos enveredar por um aumento do orçamento nessa área, que deve rondar os 130 mil euros”, revelou o juiz da confraria de Nossa Senhora do Amparo, responsável pela organização da romaria, no passado domingo, na apresentação público do cartaz.
Na noite de abertura das festas, a 25 de Julho, vai manter-se o modelo criado o ano passado, com a escola profissional de arte de Mirandela, a ESPROARTE, a servir de orquestra para uma figura de referência nacional.
O ano passado, a escolha recaiu em Boss AC, este ano será a vez de Cuca Roseta.
De resto, há outros nomes de referência como Miguel Araújo, os Black Mamba, Quim Barreiros, Ruth Marlene, Sérgio Rossi, Diapasão e outros.
Sílvio Santos diz que “a ambição é melhorar e oferecer aos mirandelenses e milhares de forasteiros que nos visitam a oportunidade de desfrutarem de momentos muito agradáveis”, conta.
Outra grande aposta passa pelo espetáculo de fogo-de-artifício, no dia 5 de agosto, uma imagem de marca das festas, que, garante Sílvio Santos, “vai ter ainda mais qualidade, numa única sessão que vai durar 38 minutos”.
O orçamento ronda os 300 mil euros para os 13 dias de festa, onde se mantêm as habituais atividades de referência como a marcha luminosa, a noite dos bombos, o festival de folclore, a noite de gala de kickboxing, a procissão e outros eventos.
O Município de Mirandela comparticipa financeiramente com 120 mil euros, pagos ao longo dos 12 meses do ano, e também suporta o espectáculo de abertura das festas.
O presidente do Município destaca o facto de este ser “o maior evento da cidade e gratuito para todos os visitantes, o que o torna único na região”.
Estão apresentadas as festas da cidade, com um cartaz elaborado, pelo segundo ano consecutivo, por um jovem da terra, Pedro Cordeiro, funcionário do Município que também
integra a direção da confraria.As festas vão decorrer oficialmente de 25 de Julho a 6 de Agosto, mas as diversões já começam a funcionar a partir de 15 de julho.
Verbenas com receita record Foram um sucesso as verbenas dos santos populares, promovidas pela confraria de Nossa Senhora do Amparo, que servem para angariar fundos
para a realização das festas da cidade de Mirandela. Sílvio Santos não tem memória de tanta adesão. “Os números falam por si: só no primeiro fim-de-semana, no Santo António,
servimos mais de 800 refeições e no total dos três fins de semana, a confraria arrecadou cerca de 20 mil euros de receita”, conta.
Fernando Pires
in:mdb.pt
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Sistema de Videovigilância da Zona Industrial nunca funcionou
Os empresários da Zona Industrial de Bragança reclamam a entrada em funcionamento do sistema de videovigilância para efeitos de segurança instalado há uns anos, mas que nunca foi ligado, face aos assaltos que algumas empresas sofreram em abril. “Nunca funcionou.
Em conjunto com o projeto de ampliação foi estudada essa hipótese para a zona, mas para já não sei em que situação se encontra”, admitiu o autarca na última sessão da assembleia municipal, na passada terça-feira.
O sistema não mereceu parecer positivo da Comissão Nacional de Proteção de Dados, em 2009, que considerou que “a videovigilância na ZIC não se mostra, em concreto, um meio idóneo, necessário e adequado para alcançar as finalidades que o referido sistema se propõe alcançar”. A videovigilância estava integrada no Projecto Parque, que representava um investimento global de 2,8 milhões de euros, foi financiado no âmbito do programa Interreg, e cujos equipamentos tinham um valor de 296 mil euros.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Em conjunto com o projeto de ampliação foi estudada essa hipótese para a zona, mas para já não sei em que situação se encontra”, admitiu o autarca na última sessão da assembleia municipal, na passada terça-feira.
O sistema não mereceu parecer positivo da Comissão Nacional de Proteção de Dados, em 2009, que considerou que “a videovigilância na ZIC não se mostra, em concreto, um meio idóneo, necessário e adequado para alcançar as finalidades que o referido sistema se propõe alcançar”. A videovigilância estava integrada no Projecto Parque, que representava um investimento global de 2,8 milhões de euros, foi financiado no âmbito do programa Interreg, e cujos equipamentos tinham um valor de 296 mil euros.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Amaro de Reboredo
O Sumário da Biblioteca Lusitana chama-lhe «de Rebordondo». Inocêncio F. da Silva ignorou se fora natural de Algoso ou de Viseu; porém, Brito Aranha, continuador da sua obra, diz que foi natural da vila de Algoso, concelho de Vimioso. A mesma opinião segue o Manual Bibliográfico. Era doutor e irmão de António de Roboredo, licenciado, prior de Algoso pelos anos de 1603.
Foi um dos mais notáveis gramáticos portugueses, beneficiado da igreja de Nossa Senhora da Salvação, da vila de Arruda, distrito de Lisboa, e depois da Sé de Viseu. Ignoramos as particularidades da sua vida e morte; sabe-se apenas que vivia no primeiro quartel do século XVII.
Escreveu:
Declaração do símbolo para uso das curas, pelo il.mo sr. Cardeal Belarmino... traduzido da língua italiana. Lisboa, 1614. 8.º Outra edição em 1653, também em 8.º de V-60 folhas, numeradas só de frente.
Doutrina Cristã – Lisboa, 1620. 8.º
Socorro das Almas do Purgatório, para se saberem tirar com indulgências as almas nomeadas, e aplicar-lhe bem a satisfação das obras penais e pias. Lisboa, 1627. 12.º Ibidem, 1645. 24.º Estes três pequenos opúsculos, embora não vulgares, são de pouca consideração.
Verdadeira gramática latina para se bem saber em breve tempo, escrita na língua portuguesa, com exemplos na latina. Lisboa, 1615. 8.º de IV-67 folhas numeradas só de frente. Raro. Método gramatical para todas as línguas. Consta de três partes: 1.ª, «Gramática exemplificada na portuguesa e latina»; 2.ª, «Cópia de palavras exemplificadas na latina»; 3.ª, «Frase exemplificada no latim», etc. Lisboa, 1619. 4.º de XXXII-241 págs. e mais 7 no fim sem numeração. Jerónimo Soares Barbosa, na sua Gramática Filosófica da língua portuguesa, 7.ª edição, Lisboa, 1881, faz, em diversas partes, a crítica desta obra do nosso conterrâneo, notável para o tempo, porque ainda só aparecera a Gramática de Fernão de Oliveira e a de João de Barros, e nas outras nações não as havia.
Gramática latina mais breve e fácil que as publicadas até agora, na qual precedem os exemplos às regras. Lisboa, 1625. 8.º de XXII-176 págs. Pouco vulgar.
Regras da ortografia portuguesa. Ibidem. Uma folha raríssima. Foram reimpressas em 1738.
Regras da ortografia da língua portuguesa, recompiladas por Amaro de Roboredo, expostas em forma de diálogo, novamente correctas: com a «Tabuada exactíssima» de André de Avelar, lente de matemática na Universidade de Coimbra; ampliada com algumas curiosidades pelo padre Bento da Vitória. Lisboa, 8.º de VIII-47 págs. Bento da Vitória era pseudónimo do padre Vitorino José da Costa. Barbosa diz que esta edição saíra em 1738. A obra não menciona o ano.
Raízes da língua latina, mostradas em um Tratado e Dicionário, isto é, um Compêndio de Calepino, com a composição e derivação das palavras com a ortografia, quantidade e frase delas. Lisboa, 1621. 4.º de 443 págs.
Porta de línguas ou modo muito acomodado para as entender – Publicado primeiro com a tradução espanhola, agora acrescentada à portuguesa, com números inter-lineares, pelos quais se possa entender sem mestre estas línguas. Lisboa, 1623. 4.º de XXIV-319 págs.
O grande filólogo português José Vicente Gomes de Moura diz a propósito de Roboredo: «Este distincto grammatico mostra-se nas suas obras superior ás ideias do seu tempo: reconheceu a necessidade da reunião do ensino das linguas latina e materna em um mesmo compendio, e concebeu a ideia dos principios gerais da grammatica, e da grammatica comparada, bem como a necessidade de reformar o methodo porque então se ensinava a lingua latina».
Acordo engenhoso que conduz a estabelecer paz entre os Alvaristas, Sanchistas, e todos os gramáticos de bom juízo. Lisboa, 1752. Vimos anunciada esta obra com o nome de Amaro de Roboredo.
Em 1625 traduziu ele do francês para latim a obra Janua linguarum.
Recompilação da gramática portuguesa, e latina, pela qual com 1141 sentenças insertas na arte se podem entender ambas as línguas. Ao Senhor D. Duarte de Castelbranco Coutinho, primogénito do Sr. D. Francisco de Castelbranco, Conde de Sabugal,Meirinho-mor nestes Reinos, e Senhorios de Portugal. Lisboa, 1619. Fólio de 2 folhas inumeradas.
Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança
Serviço de Urgência em Mirandela pode vir a ficar em risco
O Presidente da Câmara de Mirandela está preocupado com as consequências que podem resultar dos cortes de 35% dos encargos de contratação de profissionais de saúde.
O autarca esteve a avaliar o impacto da medida numa reunião com o presidente da Unidade Local de Saúde.
O autarca esteve a avaliar o impacto da medida numa reunião com o presidente da Unidade Local de Saúde.
Ciência vai ser tema de conversa nos bares de Bragança
A Ciência vai ser tema de conversa de café, a partir de sexta-feira, em Bragança, numa iniciativa que pretende pôr docentes e investigadores a falar com clientes sobre as suas teses "numa "linguagem simples".
"Alguma vez falaste de Ciência num bar?" é a pergunta que lança o Centro de Ciência Viva de Bragança que celebra uma década fazendo chegar à cidade o evento internacional "PubhD".
A ideia nasceu no Reino Unido e tem o nome dos dois elementos desta iniciativa: o "pub" (bar") e "hD", como são chamados os doutorandos em inglês, explicou à Lusa Ivone Fachada, responsável pelo Centro de Ciência Viva de Bragança.
A primeira conversa terá lugar na noite de sexta-feira, no bar Praça 16, em Bragança, com três doutorandos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que irão falar dos trabalhos que estão a desenvolver e responder a perguntas "à volta de uma cerveja".
O propósito é, a partir de setembro, fazer estes encontros regularmente "de dois em dois meses" nos diferentes bares da cidade, ainda segundo a responsável.
"É tirar as pessoas das universidades e pôr os doutorandos a falar sobre a investigação que estão a desenvolver numa linguagem simples", explicou.
A ideia é "levar a Ciência para fora de portas e conseguir atingir outro público que normalmente não visita o Centro de Ciência Viva", como indicou.
Os presentes no bar "vão poder perguntar e conversar com os doutorandos".
Na opinião de Ivone Fachada "é um bom exercício para os próprios investigadores pensarem naquilo que estão a fazer e se o conseguem explicar ao grande público, fora dos contextos, linguagens e ferramentas que utilizam".
Para a primeira conversa, "num ambiente descontraído e informal", foram convidados Maria Inês Dias, Nelson Rodrigues e Rui Fernandes do Instituto Politécnico de Bragança.
Agência Lusa
"Alguma vez falaste de Ciência num bar?" é a pergunta que lança o Centro de Ciência Viva de Bragança que celebra uma década fazendo chegar à cidade o evento internacional "PubhD".
A ideia nasceu no Reino Unido e tem o nome dos dois elementos desta iniciativa: o "pub" (bar") e "hD", como são chamados os doutorandos em inglês, explicou à Lusa Ivone Fachada, responsável pelo Centro de Ciência Viva de Bragança.
A primeira conversa terá lugar na noite de sexta-feira, no bar Praça 16, em Bragança, com três doutorandos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que irão falar dos trabalhos que estão a desenvolver e responder a perguntas "à volta de uma cerveja".
O propósito é, a partir de setembro, fazer estes encontros regularmente "de dois em dois meses" nos diferentes bares da cidade, ainda segundo a responsável.
"É tirar as pessoas das universidades e pôr os doutorandos a falar sobre a investigação que estão a desenvolver numa linguagem simples", explicou.
A ideia é "levar a Ciência para fora de portas e conseguir atingir outro público que normalmente não visita o Centro de Ciência Viva", como indicou.
Os presentes no bar "vão poder perguntar e conversar com os doutorandos".
Na opinião de Ivone Fachada "é um bom exercício para os próprios investigadores pensarem naquilo que estão a fazer e se o conseguem explicar ao grande público, fora dos contextos, linguagens e ferramentas que utilizam".
Para a primeira conversa, "num ambiente descontraído e informal", foram convidados Maria Inês Dias, Nelson Rodrigues e Rui Fernandes do Instituto Politécnico de Bragança.
Agência Lusa
Concursos públicos chegam à assembleia municipal
A legalidade dos concursos públicos lançados pela câmara municipal de Bragança, nomeadamente o ‘Espaço do Artesão e Centro Comercial ao Livre’ e o Museu da Língua, foi novamente posta em causa, desta feita na última sessão da Assembleia Municipal, na passada terça-feira, pela voz de dois arquitetos que concorreram.
Os arquitetos reclamam o debate público das várias propostas opositoras aos concursos promovidos pelo município, bem como a definição de critérios de avaliação objectivos e mensuráveis.
O tema, levantado durante o período antes da ordem do dia, pelo arquiteto João Ortega, protagonizou um dos momentos mais animados da sessão.
O arquiteto que se candidatou aos dois concursos, conjuntamente com Mário Ortega, tem dúvidas sobre a legalidade dos concursos aos quais se exigia anonimato nas candidaturas, mas que em sua opinião havia propostas possíveis de identificar, diretamente ou indiretamente.
No concurso do Jardim José de Almeida era possível, segundo João Ortega, identificar o candidato que ficou em segundo lugar, e no Concurso do Museu da Língua, o primeiro classificado podia ser identificado. “Fazemos três perguntas. 1-Porque razão não foram os concorrentes excluídos dos concursos de imediato após a abertura das propostas. 2- Não tendo sido excluídos imediatamente, porque não foram excluídos após ser público que as mesmas não cumpriam o regulamento. 3- Ambos os concursos se encontram inquinados pelos mesmos vícios. É característica que se aplica apenas aos concursos aos quais concorrem os arquitetos João e Mário Ortega ou a característica repete-se em quantos concursos desta câmara?”, referiu João Ortega.
Sobre o projeto do Museu da Língua, o arquiteto considera que não respeita as normas atuais da segurança contra incêndios, que obrigam a que em nenhum ponto do edifício se esteja a mais de 15 metros de local de evacuação. “Entendemos que o júri deve responder pelas decisões que toma perante os cidadãos”, acrescentou.
Oposição quer esclarecimentos
Sobre este assunto, António Morais, da CDU, referiu que “não se pode deixar passar em claro qualquer indício de ilegalidade ou incorreção”. Já o PS, através da declaração de Bruno Veloso, quer o assunto esclarecido, “pois levanta sérias dúvidas sobre a eventual
honorabilidade das decisões tomadas pelo júri”.
O presidente da câmara, Hernâni Dias, disse à assembleia que todos devem estar à vontade para perguntar ou vasculhar assuntos do município.
“Estamos sempre abertos, pois a câmara é um livro branco, para fornecer a documentação toda”, afirmou.
Sobre o concurso para o Jardim José de Almeida, ao qual concorreram quatro projetos, o autarca esclareceu que a proposta de João e Mário Ortega ficou classificada em terceiro lugar, com 2,66 pontos (escala de 1 a 5); o segundo classificado ficou com 3,37 pontos; e o primeira alcançou 3,46. “O júri analisou as propostas e nenhuma teve a cotação máxima.
No dia 3 de fevereiro, o júri mandou o relatório final com as propostas codificadas.
No dia 27 de fevereiro a câmara apresentou o resultado da descodificação dos concorrentes, bem como dos prémios aos vencedores. O caderno de encargos tinha já definido um ajuste direto de 40 mil euros à proposta vencedora, com a possibilidade de haver ajustamentos ao projeto”, referiu Hernâni Dias.
No caso do Museu da Língua Portuguesa, o autarca, explicou que foi apresentada uma reclamação, que está a ser analisada juridicamente.
“Agiremos em conformidade com a orientação jurídica que vier a ser apresentada”, atestando ainda que “a legalidade é cumprida até ao fim, seja para manter a decisão do júri ou para a alterar”.
Glória Lopes
in:mdb.pt
Comissão da Casa do Abade de Baçal quer que a câmara de Bragança avance para a compra do imóvel
A Casa do Abade de Baçal foi proposta, por uma comissão criada para esse propósito, à câmara municipal Bragança para compra, a fim de fazer uma revalorização deste património.
Já em Fevereiro o assunto foi levado a assembleia municipal pela comissão que pretendia para a elaborar um projecto de recuperação e utilização da casa do Abade de Baçal, tendo em conta o valor simbólico do edifício.
O relatório apresentado assembleia, desta semana propunha, que a câmara adquirisse o imóvel, mas a autarquia não se comprometeu a fazê-lo.
Júlio de Carvalho do PSD, um dos mais interventivos na discussão sobre o assunto, é a favor da aquisição do imóvel por parte da autarquia e da criação de uma casa museu.
“ A câmara de Bragança não pode desperdiçar esta oportunidade, é uma casa com história, é uma residência com valor patrimonial eu acho que a câmara devia aproveitar esta iniciativa e impulso para comprar e transformar aquilo numa casa-museu que tem interesse não só cultural, mas também turístico, económico e social para Trás-os-Montes”, refere.
Houve até quem propusesse à câmara avançar com a expropriação da casa uma vez que é propriedade privada e avançasse com o projecto. O deputado social-democrata acredita que o executivo municipal vai encontrar a melhor solução.
“Pode muito bem considerar a casa de interesse municipal e avançar para um projecto de expropriação. Eu acho que houve uma falha de noutros tempos não se ter adquirido oportunamente, quando aquilo valeria pouco e foi vendido a por um valor simbólico. Esses privados que compraram, agora querem muito dinheiro e a câmara também não estará disponível para gastar todo esse dinheiro. Mas claro um projecto destes tem valor e eu acredito que o senhor presidente da câmara tem sensibilidade para reconhecer isso”, conta.
O processo vai ser analisado pela câmara, que para já só se comprometeu a avançar com o processo de classificação de interesse público do imóvel.
Escrito por Brigantia
Já em Fevereiro o assunto foi levado a assembleia municipal pela comissão que pretendia para a elaborar um projecto de recuperação e utilização da casa do Abade de Baçal, tendo em conta o valor simbólico do edifício.
O relatório apresentado assembleia, desta semana propunha, que a câmara adquirisse o imóvel, mas a autarquia não se comprometeu a fazê-lo.
Júlio de Carvalho do PSD, um dos mais interventivos na discussão sobre o assunto, é a favor da aquisição do imóvel por parte da autarquia e da criação de uma casa museu.
“ A câmara de Bragança não pode desperdiçar esta oportunidade, é uma casa com história, é uma residência com valor patrimonial eu acho que a câmara devia aproveitar esta iniciativa e impulso para comprar e transformar aquilo numa casa-museu que tem interesse não só cultural, mas também turístico, económico e social para Trás-os-Montes”, refere.
Houve até quem propusesse à câmara avançar com a expropriação da casa uma vez que é propriedade privada e avançasse com o projecto. O deputado social-democrata acredita que o executivo municipal vai encontrar a melhor solução.
“Pode muito bem considerar a casa de interesse municipal e avançar para um projecto de expropriação. Eu acho que houve uma falha de noutros tempos não se ter adquirido oportunamente, quando aquilo valeria pouco e foi vendido a por um valor simbólico. Esses privados que compraram, agora querem muito dinheiro e a câmara também não estará disponível para gastar todo esse dinheiro. Mas claro um projecto destes tem valor e eu acredito que o senhor presidente da câmara tem sensibilidade para reconhecer isso”, conta.
O processo vai ser analisado pela câmara, que para já só se comprometeu a avançar com o processo de classificação de interesse público do imóvel.
Escrito por Brigantia
Vespa será combatida com outra vespa já no próximo ano
A partir do próximo ano, a praga da vespa da galha do castanheiro será feita com largadas de uma outra vespa que se alimenta deste inseto e que afeta as folhas dos castanheiros, debilitando a árvore e baixando a produção de castanhas.
A revelação foi feita na sexta-feira, em Vinhais, durante uma sessão de trabalho que reuniu autarcas, produtores, investigadores, representantes da Direção
Regional de Agricultura e da Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
“Aqui nesta zona detetámos focos pouco significativos em 2015, que foram imediatamente controlados pelo corte dos
ramos. Temos estado a acompanhar e na primavera de 2017 verificou-se uma dispersão mais generalizada do que nos anos anteriores. Vamos acompanhar na primavera de 2018 para verificar a necessidade de luta biológica. Precisamos de taxas de infeção significativa e, se se verificar, iremos avançar com essa luta biológica em 2018”, prometeu Paula Carvalho, sub-diretora geral de alimentação e veterinária.
Esta responsável explicou que não é com inseticidas que se combate esta praga, pelo que até nem é conveniente que sejam utilizados produtos químicos, que podem comprometer o único meio de combate efetivo à vespa da galha do castanheiro.
“As medidas que podem ser tomadas, quando as árvores ainda são pequenas, é o corte dos ramos que têm as galhas e a destruição no local dessas galhas.
Mas têm de ser destruídas. Se ficarem os ramos com galhas em cima do terreno as vespas acabam por sair e esse trabalho é inútil. Portanto, corte dos ramos e destruição no terreno, quando é possível pelo número de galhas e pelo tamanho da própria árvore.
Quando as galhas já são adultas, já são árvores de grande porte, já não é prático estar a cortar galha a galha, porque ficaríamos praticamente com o castanheiro sem ramos. Nessa fase entramos com a luta biológica.
Ou seja, com largadas de um parasitóide específico, que é o torymus sinensis, e que se alimenta da larva da vespa, evitando que saia” e se espalhe, explicou Paula Carvalho.
No próximo ano, e pela primeira vez, dadas as indicações recolhidas no terreno, deverá haver condições para começar a fazer largadas do inseto que combate a vespa. “Esse trabalho é feito quando tecnicamente há justificação para o fazer e quando o inseto parasitóide tem alimento para poder fazer este trabalho.
Está a ser feito em várias regiões do país e, em 2018, será feito nos locais que estiverem em condições de se poder acionar a luta biológica”, frisou a mesma responsável.
O problema é que são poucos os produtores deste parasitóide.
Aliás, em Portugal ninguém tem capacidade de o produzir (na realidade, trata-se apenas de recolher este inseto que se alimenta da vespa da galha do castanheiro).
Paula Carvalho explicou que o facto de apenas se estar a recorrer a uma fornecedora italiana, docente numa universidade e com trabalho de investigação nesta área, se deve ao facto de as entidades francesas não terem capacidade para isso. “A entidade francesa não tinha disponibilidade de fornecer o nosso território. Temos de ter garantias de que estamos a comprar o torymus”, sublinhou.
Mas garante que, havendo garantias, serão procurados outros fornecedores.
Queixas de falta de fiscalização
Entre os produtores, faltam soluções e sobram preocupações.
“Se falham as castanhas, é preocupante. É o rendimento que temos e, se falha, é complicado”, dizia Francisco Serra, de Edrosa, que produz cerca de dez a 15 toneladas de castanhas por ano.
Lindolfo Afonso, de Espinhosela, fez questão de ir de Bragança a Vinhais participar nesta reunião.
“Estou muito preocupado. Segundo dizem, daqui a três anos a produção reduz-se mais de 50 por cento. É a nossa fonte de rendimento. Se a castanha deixa de ter produção, temos um problema grave”, aponta.
No entanto, durante a fase de perguntas e respostas, deixou alguns alertas aos responsáveis presentes. “Comprei castanheiros de um viveirista de Vila Real. Passou-me fatura e tinham passaporte. Mas vieram algumas árvores doentes. Também já comprei castanheiros bons em Espanha de um viveirista que não estava certificado.
Os técnicos é que deviam andar mais atentos, deviam vir às feiras onde são vendidas as plantas”.
Ora, sobre isso, Paula Carvalho garante que a fiscalização existiu, por parte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
“Há fiscalizações às feiras”, garantiu, perante a insistência do Mensageiro. “Temos a colaboração da ASAE. É esta autoridade que está nas feiras a fazer fiscalização e, portanto, fazemos formação a inspetores da ASAE, para poderem perceber, ao olhar para uma planta, conseguir interpretar a etiqueta”, explicou.
Paula Carvalho admitiu, contudo, que “obviamente que a ASAE não está em todos os mercados”.
“Ainda que a planta tenha a sua etiqueta, pode ter passado por uma zona infestada, a vespa pode ter colocado lá o seu ovo e não há ninguém que o veja”, concluiu.
Luís Fernandes, vice-presidente da Câmara de Vinhais, entidade que promoveu este encontro, diz que “a escala já é bastante significativa nalgumas partes do concelho”. “É nessa zona que terão de ser tomadas medidas diferentes, com passagem para a luta biológica. Vão ser feitas monitorizações para depois ser adquirido o parasitóide, que é largado no próximo ano para minimizar a presença da vespa”, garantiu. Este é um dos produtos com maior peso entre os agricultores. “Todos os anos, representa entre 15 a 20
milhões de euros para o concelho de Vinhais”, apontou Luís Fernandes. O mesmo responsável informou, ainda, que “o Governo já está a par”.
António G. Rodrigues
Marta Pereira
in:mdb.pt
A revelação foi feita na sexta-feira, em Vinhais, durante uma sessão de trabalho que reuniu autarcas, produtores, investigadores, representantes da Direção
Regional de Agricultura e da Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
“Aqui nesta zona detetámos focos pouco significativos em 2015, que foram imediatamente controlados pelo corte dos
ramos. Temos estado a acompanhar e na primavera de 2017 verificou-se uma dispersão mais generalizada do que nos anos anteriores. Vamos acompanhar na primavera de 2018 para verificar a necessidade de luta biológica. Precisamos de taxas de infeção significativa e, se se verificar, iremos avançar com essa luta biológica em 2018”, prometeu Paula Carvalho, sub-diretora geral de alimentação e veterinária.
Esta responsável explicou que não é com inseticidas que se combate esta praga, pelo que até nem é conveniente que sejam utilizados produtos químicos, que podem comprometer o único meio de combate efetivo à vespa da galha do castanheiro.
“As medidas que podem ser tomadas, quando as árvores ainda são pequenas, é o corte dos ramos que têm as galhas e a destruição no local dessas galhas.
Mas têm de ser destruídas. Se ficarem os ramos com galhas em cima do terreno as vespas acabam por sair e esse trabalho é inútil. Portanto, corte dos ramos e destruição no terreno, quando é possível pelo número de galhas e pelo tamanho da própria árvore.
Quando as galhas já são adultas, já são árvores de grande porte, já não é prático estar a cortar galha a galha, porque ficaríamos praticamente com o castanheiro sem ramos. Nessa fase entramos com a luta biológica.
Ou seja, com largadas de um parasitóide específico, que é o torymus sinensis, e que se alimenta da larva da vespa, evitando que saia” e se espalhe, explicou Paula Carvalho.
No próximo ano, e pela primeira vez, dadas as indicações recolhidas no terreno, deverá haver condições para começar a fazer largadas do inseto que combate a vespa. “Esse trabalho é feito quando tecnicamente há justificação para o fazer e quando o inseto parasitóide tem alimento para poder fazer este trabalho.
Está a ser feito em várias regiões do país e, em 2018, será feito nos locais que estiverem em condições de se poder acionar a luta biológica”, frisou a mesma responsável.
O problema é que são poucos os produtores deste parasitóide.
Aliás, em Portugal ninguém tem capacidade de o produzir (na realidade, trata-se apenas de recolher este inseto que se alimenta da vespa da galha do castanheiro).
Paula Carvalho explicou que o facto de apenas se estar a recorrer a uma fornecedora italiana, docente numa universidade e com trabalho de investigação nesta área, se deve ao facto de as entidades francesas não terem capacidade para isso. “A entidade francesa não tinha disponibilidade de fornecer o nosso território. Temos de ter garantias de que estamos a comprar o torymus”, sublinhou.
Mas garante que, havendo garantias, serão procurados outros fornecedores.
Queixas de falta de fiscalização
Entre os produtores, faltam soluções e sobram preocupações.
“Se falham as castanhas, é preocupante. É o rendimento que temos e, se falha, é complicado”, dizia Francisco Serra, de Edrosa, que produz cerca de dez a 15 toneladas de castanhas por ano.
Lindolfo Afonso, de Espinhosela, fez questão de ir de Bragança a Vinhais participar nesta reunião.
“Estou muito preocupado. Segundo dizem, daqui a três anos a produção reduz-se mais de 50 por cento. É a nossa fonte de rendimento. Se a castanha deixa de ter produção, temos um problema grave”, aponta.
No entanto, durante a fase de perguntas e respostas, deixou alguns alertas aos responsáveis presentes. “Comprei castanheiros de um viveirista de Vila Real. Passou-me fatura e tinham passaporte. Mas vieram algumas árvores doentes. Também já comprei castanheiros bons em Espanha de um viveirista que não estava certificado.
Os técnicos é que deviam andar mais atentos, deviam vir às feiras onde são vendidas as plantas”.
Ora, sobre isso, Paula Carvalho garante que a fiscalização existiu, por parte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
“Há fiscalizações às feiras”, garantiu, perante a insistência do Mensageiro. “Temos a colaboração da ASAE. É esta autoridade que está nas feiras a fazer fiscalização e, portanto, fazemos formação a inspetores da ASAE, para poderem perceber, ao olhar para uma planta, conseguir interpretar a etiqueta”, explicou.
Paula Carvalho admitiu, contudo, que “obviamente que a ASAE não está em todos os mercados”.
“Ainda que a planta tenha a sua etiqueta, pode ter passado por uma zona infestada, a vespa pode ter colocado lá o seu ovo e não há ninguém que o veja”, concluiu.
Luís Fernandes, vice-presidente da Câmara de Vinhais, entidade que promoveu este encontro, diz que “a escala já é bastante significativa nalgumas partes do concelho”. “É nessa zona que terão de ser tomadas medidas diferentes, com passagem para a luta biológica. Vão ser feitas monitorizações para depois ser adquirido o parasitóide, que é largado no próximo ano para minimizar a presença da vespa”, garantiu. Este é um dos produtos com maior peso entre os agricultores. “Todos os anos, representa entre 15 a 20
milhões de euros para o concelho de Vinhais”, apontou Luís Fernandes. O mesmo responsável informou, ainda, que “o Governo já está a par”.
António G. Rodrigues
Marta Pereira
in:mdb.pt
Concentração motard cobre mirandelenses de orgulho
Com 91 moto-clubes a marcarem presença em Mirandela e num ano em que a autarquia duplicou o apoio financeiro à organização, a concentração motard ganha um outro estatuto de ano para ano competindo com o que de melhor se faz no país e no estrangeiro.
Provavelmente, a Concentração Motard de Mirandela teve, esta 21ª edição, menos gente do que o ano transato. Não só porque, em 2016, se comemoraram os 20 anos, um número sempre redondo e bastante significativo por aquilo que representa, mas, sobretudo, porque houve dois grandes eventos que ocorreram em simultâneo, bem próximos da Cidade do Tua. Um foi o S. Pedro em Macedo de Cavaleiros com o concerto do artista angolano bem conhecido do grande público, Anselmo Ralph, e o outro foram as corridas do WTCC em Vila Real. Ambos atraíram até si milhares de pessoas. Não obstante, não faltou gente em Mirandela. Bem pelo contrário. O que só prova que, apesar da concorrência, a concentração está perfeitamente bem de saúde e recomenda-se. Tanto assim que marcarem presença na XXI Concentração Motard 91 Moto Clubes nacionais e estrangeiros, havendo mesmo quem tivesse feito mais de três mil quilómetros para marcar comparência nesta que já é uma bandeira mirandelense de crescimento e atratividade. Um facto provado perante as mais de 10 mil pessoas que saíram à rua para admirar o espetáculo das duas rodas enquanto estas faziam ronronar os seus motores e desfilavam beleza no passeio noctívago pela cidade.
Quer à tarde, quer à noite, o stuntman Paulo Martinho foi, sem dúvida, o “entertainer” de serviço. “Aquela máquina”, o título que o speaker fez tantas vezes questão de referir foi mais que merecido, pois o espetáculo que ele encenou foi o de um autêntico mestre de acrobacias, seduzindo crentes e não crentes do alto do seu freestyle com os seus cinco veículos e reunindo ao seu redor milhares de pessoas fascinadas pela sua performance em pista e aturdidas pelos elevados decibéis dos rateres que, por vezes, fizeram famílias com crianças mais pequenas, nomeadamente, bebés, recuarem um pouco.
Para quem conhece este jovem sagaz que faz dos shows de stunt riding um modo de vida, Paulo Martinho não surpreendeu na acrobática tarefa de invocar até si adrenalina suficiente capaz de agitar todo o espaço envolvente ao Parque da Cocheira. E foi, simplesmente, igual a si próprio. Um “one man show” ou, se preferirem, um verdadeiro circo ambulante para os entusiastas das duas rodas que nunca saem de um espetáculo seu com as expetativas defraudadas
Depois do jantar que, confesso, não agradou a todos os motards, a cidade entregou-se de corpo e alma ao passeio noturno, num clima de convívio sim, mas de festa brava também, que semeou a loucura entre os milhares de residentes espalhados pelas principais artérias mirandelenses… E poucos houve que se entregaram à pobreza de espírito de permanecerem em casa. Foi um autêntico privilégio participar no passeio por entre a população, enquanto esta vibrava tanto como o barulho de mil e um motores. O colorido extra flamejante veio com o fogo de artifício, que iluminou os céus e se espelhou no rio como um espetáculo artístico ao longo do passeio noctívago.
Concentração Motard destaca-se, cada vez mais, como uma das melhores de Portugal
Seguiu-se o momento institucional da noite, em que as principais entidades foram homenageadas, entre as quais, a PSP, os Bombeiros e a autarquia, bem como os 91 moto clubes presentes e como, de resto, não poderia deixar de ser, Tó Velho, o antigo presidente do Moto clube de S. Mamede de Infesta que acompanha esta concentração desde o seu nascimento. Já com o recinto bem preenchido, teve início aquele que é considerado como um dos pontos altos da concentração motard, o Bikeshow, já no seu terceiro ano e, notoriamente, a crescer de edição para edição, satisfazendo as delícias dos amantes das duas rodas.
Após o desfile e da entrega dos respetivos prémios, veio o tão ansiado strip feminino e masculino, que deixou os olhos em bico e água na boca à numerosa assistência, que por ali ia desfrutando de bailarinas exóticas em trajes menores. Com o muito público já a queimar pneu, entusiasmado pelo strip, a banda Ena Pá 2000 tomou as rédeas do espetáculo com os seus êxitos a fazerem recordar velhos tempos perante uma vasta multidão que não conseguiu resistir ao apelo da concentração. Mais um show erótico Joinus e corpos nús e semi-nús das strippers e do bailarino que foram tirando a pouca roupa que traziam consigo ao som de temas dançáveis previamente escolhidos. A noite só terminou por volta das 5 horas, estando o encerramento a cargo do grupo de metal Fullsteam.
No domingo, a festa familiar, o entusiasmo geral e o convívio salutar que tiveram lugar em Mirandela ao longo de três dias, de 23 a 25 de junho, terminaram com a habitual despedida nostálgica dos motards. Mirandela continua a cumprir, assim, a tradição de representar o Norte com dignidade, respeito e lealdade no Universo Motard, sendo, para todos os efeitos, a concentração mais elogiada pelas ótimas condições que proporciona aos que nela têm a oportunidade de participar.
“Uma concentração de topo”, “memorável”, “o ambiente é demais”, “uma das melhores concentrações a nível nacional”, “fantástica”, “o que me atrai é o convívio, o saber acolher das pessoas”, “tem óptimas condições”, “cinco estrelas”, “vou voltar aqui e cá estarei para sempre” e “nunca pensei que Mirandela fosse assim tão espetacular” foram só algumas das opiniões mais comuns que o Diário de Trás-os-Montes ouviu da boca de dezenas de motards locais, nacionais e estrangeiros.
Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com
Provavelmente, a Concentração Motard de Mirandela teve, esta 21ª edição, menos gente do que o ano transato. Não só porque, em 2016, se comemoraram os 20 anos, um número sempre redondo e bastante significativo por aquilo que representa, mas, sobretudo, porque houve dois grandes eventos que ocorreram em simultâneo, bem próximos da Cidade do Tua. Um foi o S. Pedro em Macedo de Cavaleiros com o concerto do artista angolano bem conhecido do grande público, Anselmo Ralph, e o outro foram as corridas do WTCC em Vila Real. Ambos atraíram até si milhares de pessoas. Não obstante, não faltou gente em Mirandela. Bem pelo contrário. O que só prova que, apesar da concorrência, a concentração está perfeitamente bem de saúde e recomenda-se. Tanto assim que marcarem presença na XXI Concentração Motard 91 Moto Clubes nacionais e estrangeiros, havendo mesmo quem tivesse feito mais de três mil quilómetros para marcar comparência nesta que já é uma bandeira mirandelense de crescimento e atratividade. Um facto provado perante as mais de 10 mil pessoas que saíram à rua para admirar o espetáculo das duas rodas enquanto estas faziam ronronar os seus motores e desfilavam beleza no passeio noctívago pela cidade.
Quer à tarde, quer à noite, o stuntman Paulo Martinho foi, sem dúvida, o “entertainer” de serviço. “Aquela máquina”, o título que o speaker fez tantas vezes questão de referir foi mais que merecido, pois o espetáculo que ele encenou foi o de um autêntico mestre de acrobacias, seduzindo crentes e não crentes do alto do seu freestyle com os seus cinco veículos e reunindo ao seu redor milhares de pessoas fascinadas pela sua performance em pista e aturdidas pelos elevados decibéis dos rateres que, por vezes, fizeram famílias com crianças mais pequenas, nomeadamente, bebés, recuarem um pouco.
Para quem conhece este jovem sagaz que faz dos shows de stunt riding um modo de vida, Paulo Martinho não surpreendeu na acrobática tarefa de invocar até si adrenalina suficiente capaz de agitar todo o espaço envolvente ao Parque da Cocheira. E foi, simplesmente, igual a si próprio. Um “one man show” ou, se preferirem, um verdadeiro circo ambulante para os entusiastas das duas rodas que nunca saem de um espetáculo seu com as expetativas defraudadas
Depois do jantar que, confesso, não agradou a todos os motards, a cidade entregou-se de corpo e alma ao passeio noturno, num clima de convívio sim, mas de festa brava também, que semeou a loucura entre os milhares de residentes espalhados pelas principais artérias mirandelenses… E poucos houve que se entregaram à pobreza de espírito de permanecerem em casa. Foi um autêntico privilégio participar no passeio por entre a população, enquanto esta vibrava tanto como o barulho de mil e um motores. O colorido extra flamejante veio com o fogo de artifício, que iluminou os céus e se espelhou no rio como um espetáculo artístico ao longo do passeio noctívago.
Concentração Motard destaca-se, cada vez mais, como uma das melhores de Portugal
Seguiu-se o momento institucional da noite, em que as principais entidades foram homenageadas, entre as quais, a PSP, os Bombeiros e a autarquia, bem como os 91 moto clubes presentes e como, de resto, não poderia deixar de ser, Tó Velho, o antigo presidente do Moto clube de S. Mamede de Infesta que acompanha esta concentração desde o seu nascimento. Já com o recinto bem preenchido, teve início aquele que é considerado como um dos pontos altos da concentração motard, o Bikeshow, já no seu terceiro ano e, notoriamente, a crescer de edição para edição, satisfazendo as delícias dos amantes das duas rodas.
Após o desfile e da entrega dos respetivos prémios, veio o tão ansiado strip feminino e masculino, que deixou os olhos em bico e água na boca à numerosa assistência, que por ali ia desfrutando de bailarinas exóticas em trajes menores. Com o muito público já a queimar pneu, entusiasmado pelo strip, a banda Ena Pá 2000 tomou as rédeas do espetáculo com os seus êxitos a fazerem recordar velhos tempos perante uma vasta multidão que não conseguiu resistir ao apelo da concentração. Mais um show erótico Joinus e corpos nús e semi-nús das strippers e do bailarino que foram tirando a pouca roupa que traziam consigo ao som de temas dançáveis previamente escolhidos. A noite só terminou por volta das 5 horas, estando o encerramento a cargo do grupo de metal Fullsteam.
No domingo, a festa familiar, o entusiasmo geral e o convívio salutar que tiveram lugar em Mirandela ao longo de três dias, de 23 a 25 de junho, terminaram com a habitual despedida nostálgica dos motards. Mirandela continua a cumprir, assim, a tradição de representar o Norte com dignidade, respeito e lealdade no Universo Motard, sendo, para todos os efeitos, a concentração mais elogiada pelas ótimas condições que proporciona aos que nela têm a oportunidade de participar.
“Uma concentração de topo”, “memorável”, “o ambiente é demais”, “uma das melhores concentrações a nível nacional”, “fantástica”, “o que me atrai é o convívio, o saber acolher das pessoas”, “tem óptimas condições”, “cinco estrelas”, “vou voltar aqui e cá estarei para sempre” e “nunca pensei que Mirandela fosse assim tão espetacular” foram só algumas das opiniões mais comuns que o Diário de Trás-os-Montes ouviu da boca de dezenas de motards locais, nacionais e estrangeiros.
Bruno Mateus Filena
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103 vinhos transmontanos participam em concurso na Casa do Vinho em Valpaços
Mais de 100 vinhos da região de Trás os Montes estão a concurso em Valpaços.
A avaliação é feita por 16 especialistas de modo a medalhar os melhores vinhos da região.
A avaliação é feita por 16 especialistas de modo a medalhar os melhores vinhos da região.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Relação das Festas em Bragança na Aclamação de El-Rei D. Pedro V - 1855 - Programa
«O Presidente e mais Vereadores da Camara Municipal do concelho de Bragança, tendo em vista o Decreto de 29 de Agosto do presente anno, pelo qual foram declarados de Grande Gala os dias 16 [10] do corrente mez em que hade ter logar a grande festevidade da inauguração do Reinado do Senhor D. Pedro Quinto, com previo Juramento e Acclamação do Mesmo Augusto Senhor, em Sessão Real Extraordinaria das Cortes Geraes da Nação, e os dous immediatos; ordenando outrosim que em todos estes tres dias se festeje com o devido luzimento o acto solemnissimo de assumir El-Rei o Senhor D. Pedro Quinto o exercicio dos Poderes Reaes; – fazemos saber o seguinte:
Que nos referidos tres dias 16, 17 e 18 deste mez de Setembro haverá na Capital deste concelho e Districto festas publicas e todas as demonstrações de jubilo por tão faustissimo acontecimento, como é proprio da lealdade dos Bragantinos para com os seus Monarchas, devendo os habitantes da Cidade illuminar as suas casas nas noites dos mesmos tres dias, e adornar as janellas das suas moradas os que habitão as ruas por onde tem de passar o prestito da Acclamação, na manhã do dia 16.
E que os festejos serão distribuidos pela maneira seguinte:
DIA 16
Sahirá de manhã dos Paços do Concelho o Prestito da Acclamação d’El-Rei o Senhor D. Pedro Quinto, em cuja occasião dará o Presidente da Camara os Vivas do costume; e seguirá pela ordem seguinte:
1.º – Um piquete de cavalaria. 2.º – O Estandarte da Camara, acompanhado pelos Juizes Eleitos. 3.º – Os Cidadãos, Clero e Nobreza em alas – as Authoridades – Corporações – Repartições publicas e Tribunaes, segundo o programma estabelecido. 4.º – Um anjo ricamente vestido, que levará sobre uma almofada de veludo carmezim a carta Constitucional aberta, e sobre ella a Corôa e Sceptro Real. 5.º – O Retrato del-Rei conduzido por duas pessoas da cidade, das constituidas em maior dignidade, e acompanhado por duas álas de Sargentos. 6.º – O Ex.mo Governador Civil. 7.º – A Camara Municipal. 8.º – A tropa da Guarnição.
O Prestito desce n’esta ordem pela Costa Pequena e vem pela rua Direita á Praça da Sé. Segue-se a Parada Militar, fazendo-se a continencia ao Retrato de S.Magestade: depois é o mesmo Retrato recebido ás portas da Igreja debaixo do Palio, e assim conduzido até á Capela-mór, e colocado debaixo do Docel para esse fim levantado, colocando-se no degráo superior a almofada com as insignias Reaes.
Tem então logar o Solemne Te Deum, que o Ill.mo Cabido manda cantar por musica com instrumental, e para cujo acto tem feito adornar a capella mór e a Tribuna com o maior esmero: – findo o que, se recolhe o Prestito pelo mesmo modo pela rua de Traz, rua da Alfandega, rua dos Prateiros á Villa.
O Commercio distribue pelas 6 horas da manhã 500 rações de um arrátel de carne e 4 de pão trigo, aos pobres da cidade, que para esse fim tem de comparecer nas Eiras do Colegio, munidos da competente senha, em que irá declarado o numero das rações que cada chefe de família hade receber; e igualmente fará distribuir 100 camizas novas.
De tarde sahirá o Baile dos artistas da cidade que executará as danças nos seguintes Iogares: No meio da rua de Santo António – na Praça da Sé junto a Fora de Portas – na rua Direita, abaixo da travessa do Arco – no meio da rua d’Alfandega – e na rua de Traz, em frente do Governo Civil.
De noite se recitará no Theatro Elogio analogo á solemnidade do dia, aparecendo no fim o Retrato do Senhor D. Pedro V: concluido o Elogio que será desempenhado pela digna officialidade de Caçadores nº 3 e por outros cavalheiros da Cidade, terá logar então a representação do Drama “A Acclamação do Sr. D. João 4.º”, pela companhia Dramatica.
Os empregados do Governo Civil e da Repartição de Fazenda illuminarão a fachada da Casa do Governo Civil em todo o seu comprimento com tijelinhas de duas luzes. – Arcos na Janella cobertos de buxo, igualmente illuminados – Uma grinalda de farões de cores de Janella a Janella em todo o comprimento da fachada. No centro do Edificio o Retrato de S. Magestade debaixo d’um docel e cortinas de damasco – com bandeiras Nacionaes dos lados do retrato, com um distico em baixo –.
Algum fogo do ar, ao tempo de se acender a illuminação.
DIA 17
Sahirá de manhã o Baile desempenhado pelas corporações dos Sargentos de Cavallaria nº 7 e Caçadores nº 3 que executará as danças nos logares em que vespera hade representar-se o Baile dos Artistas.
O Ex.mo Governador Civil tenciona oferecer um jantar aos prezos da Cadeia Civil; e a respectiva Comissão de Soccorros uma camiza a cada um dos mesmos prezos; tudo ás 12 horas do dia.
De tarde sahirá pela 2.ª vez o Baile dos Artistas que executará as danças nos seguintes logares: Fora de Portas no largo dos Ferradores – na rua direita proximo da Travessa das Eiras do Colegio – no Cimo da Costa pequena, no plano que ahi forma a rua dos Prateiros – na Praça da Sé, pouco acima da rua de Traz – e no meio da rua dos Oleiros.
Para esse fim será uma torre construida em volta do cruzeiro na Praça da Sé, de figura octagona, tendo na base 8 grandes porticos que serão embelezados com pinturas transparentes para serem iluminadas.Na ordem superior uma galeria conservando a mesma figura, com um farol em cada angulo e um pouco mais recolhidos se levantarão outros 8 porticos de menor dimensão, que serão adornados com outros panos contendo o seguinte:
No portico que fica em frente do Castello e antiga Casa de Bragança será colocado o Retrato d’El-Rey o Sr. D. Pedro 5.º Nos dous que lhe ficão mais proximos ler-se-hão os disticos – 16 de Setembro de 1855 – Real, Real, pelo Senhor D. Pedro 5.º Rey de Portugal. Os outros dous imediatos a estes ultimos mostrarão os seguintes versos de Camões:
Tomai as redeas vós do Reino vosso,
Dareis materia a nunca ouvido canto.
Não vos hão-de faltar, gente famosa,
Honra, valor, e fama gloriosa.
No portico opposto ao do Retrato – as armas reaes – e nos dous que restão – os trofeus d’armas – e emblemas da industria e das sciencias e das bellas artes.
O remate da torre será formado com uma cupula com varias decorações transparentes.
DIA 18
De manha terá segunda vez logar o Baile das corporações dos Sargentos nos sitios designados ao dos Artistas no dia 17.
De tarde terá logar um luzido festejo de cavalhada com figuras alegoricas, transportadas em carros ricamente adornados, no qual toma exclusivamente parte a benemerita officialidade de Cavallaria nº 7 e que será executado na rua de Fora de Portas (Largo dos Ferradores) – na Praça da Sé – rua Direita por baixo da travessa do Arco – na rua de Traz abaixo da Travessa do Arco – e no meio da rua dos Oleiros.
De noite illuminação e fogo como no dia antecedente.
O Presidente da Camara – Miguel Carlos de Novaes e Sá».
Nota – Copiamos fielmente este «Programa» de uma folha avulsa inumerada, impressa nas suas duas páginas, sem ano nem lugar de impressão, que nos mandou o doutor Manuel António Ferreira Deusdado, distinto escritor e professor do Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, a quem aqui gostosamente significamos o nosso profundo reconhecimento pelos muitos elementos que nos forneceu para esta obra.
Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança
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