Um grupo de autarcas da raia nordestina, reunidos hoje em Miranda do Douro, decidiu avançar para a criação de um grupo de trabalho transfronteiriço para desenvolver "soluções" que contribuam para "contrariar" o despovoamento deste território ibérico.
"Hoje deu-se um passo em frente para unir as populações da zona de fronteira para que, sem intermediários, se possa elaborar em plano estratégico tendo em vista o desenvolvimento de toda esta região transfronteiriça. Vamos, numa primeira fase, ouvir os autarcas de cada umas das localidades envolvidas para se avançar em frente", disse à Lusa presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes.
Este grupo de trabalho será constituído, oficialmente, no início de janeiro e poderá contar com as populações dos territórios fronteiriços de Aliste e Sayago, do lado espanhol, e do Planalto Mirandês (Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso), do lado português.
"Queremos ser práticos e objetivos para aquilo que pretendemos para o território raiano. Não pretendemos ir pela parte negativa, mas vamos fazer o nosso trabalho de levantamento das necessidades mais urgentes e só depois reivindicar", concretizou o autarca português.
A ideia passa por elaborar um documento em que estejam inscritas as principais "carências" de cada um dos municípios envolvidos e só depois "partir para a reivindicação, junto de instâncias superiores", como os governos dos dois países ibéricos e a União Europeia (UE).
"O documento depois de elaborado será apresentado em janeiro. Depois haverá reuniões mensais, até maio de 2020, para aprofundar os temas inscritos no diploma inicial, para depois se passar à reivindicação das necessidades do território transfronteiriço", referiu Artur Nunes.
Para os intervenientes neste processo, o território de fronteira precisa de ser "mais atrativo e exigente" para ter "a capacidade de atrair pessoas".
Por seu lado, o alcaide de Fermoselle (Espanha), José Pilo Vicente, frisou que há muito que fazer para desenvolver economicamente os territórios fronteiriços de Aliste, Sayago e Planalto Mirandês.
"Se nós não fizermos o nosso trabalho, ninguém o vai fazer por nós. Temos de estar unidos em ambos os lados da fronteira do Douro", enfatizou o autarca espanhol.
O responsável disse que esta zona raiana "é um dos territórios mais deprimidos da União Europeia", sendo importante "inverter esta tendência".
"Podemos classificar este território como um desastre demográfico. Dos dados que disponho, há oito habitantes por quilómetro quadrado do lado espanhol. Temos de tomar medidas urgentes para apelar à UE que nos ajude a encontrar soluções", sublinhou.
O autarca de Formoselhe lembrou, igualmente, a necessidade da criação de um corredor rodoviário entre Aliste e Sayago, com ligação ao Itinerário Complementar 5 (IC5) e seguimento via Autoestrada 4 (A4), para o Porto.
Tanto portugueses como espanhóis deixaram antever que a melhoria das ligações rodoviárias, comunicações móveis e reforço do sinal da Internet seriam pontos importantes para "o desenvolvimento económico dos territórios de fronteira do Douro Internacional e da raia seca nordestina".
Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
Direção regional de Cultura do Norte - Campanha Natal do Livro 2019
Entre 01 dezembro e 6 janeiro, a Direção Regional de Cultura do Norte promove uma Campanha de Natal, com descontos até 40% em livros, nas lojas sob a sua gestão. O Museu do Abade de Baçal, é uma delas.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Cogumelos estão a aumentar no país mas grande parte do lucro vai para o estrangeiro
Já há mais cogumelos em Portugal do que gente no interior.
Quem o diz é Carlos Ventura, biólogo, que aponta para um aumento de espécies:
“É uma conclusão a que eu cheguei já tardia, e quero alertar todos os portugueses, nomeadamente os governantes, que já existem mais cogumelos em Portugal do que gente no interior. Há mais espécies.
A nível de quantidade de cogumelos este ano é bom, está a ser chuvoso e tem todas as condições climatéricas para ser excelente e continuar assim.
É um fenómeno cíclico, tivemos há dois ou três anos um ano seco, mas no mundo da micologia, quando estamos a pensar que, de facto, há poucos cogumelos, a natureza surpreende-nos.”
No entanto, a falta de legislação ainda é uma lacuna neste setor:
“Estamos com um vácuo completo em termos de legislação.
Continuo a dizer que temos alguns políticos que parecem uns pequenos esqueletos metidos na gaveta, e em termos de legislação, tudo o que tem premência para podermos atuar ao nível fiscalização com sensibilidade a nível ecológico, estamos completamente parados.
É triste e podia estar a ser bem mais aproveitado.”
Carlos Ventura vai mais longe e diz mesmo que o potencial do cogumelo em Portugal tem vindo a ser aproveitado por outros países:
“Nós, portugueses, normalmente produzimos o básico e outros países conseguem retirar os sub-lucros e todo o potencial que podia ficar cá em Portugal.
Nós é que levamos lá os cogumelos, o que é ainda pior, e eles, através da esperteza do português, conseguem potenciar, e muito, toda esta fileira que é grandiosa.
A tutela só tem de se preocupar com uma coisa que é ter gente que trabalhe e se dedique, em termos de gabinete, e que façam legislação que é premente. “
A falta de legislação aplicada aos cogumelos continua a criar preocupação numa altura em que se observa um aumento de espécies no nosso país.
Quem o diz é Carlos Ventura, biólogo, que aponta para um aumento de espécies:
“É uma conclusão a que eu cheguei já tardia, e quero alertar todos os portugueses, nomeadamente os governantes, que já existem mais cogumelos em Portugal do que gente no interior. Há mais espécies.
A nível de quantidade de cogumelos este ano é bom, está a ser chuvoso e tem todas as condições climatéricas para ser excelente e continuar assim.
É um fenómeno cíclico, tivemos há dois ou três anos um ano seco, mas no mundo da micologia, quando estamos a pensar que, de facto, há poucos cogumelos, a natureza surpreende-nos.”
No entanto, a falta de legislação ainda é uma lacuna neste setor:
“Estamos com um vácuo completo em termos de legislação.
Continuo a dizer que temos alguns políticos que parecem uns pequenos esqueletos metidos na gaveta, e em termos de legislação, tudo o que tem premência para podermos atuar ao nível fiscalização com sensibilidade a nível ecológico, estamos completamente parados.
É triste e podia estar a ser bem mais aproveitado.”
Carlos Ventura vai mais longe e diz mesmo que o potencial do cogumelo em Portugal tem vindo a ser aproveitado por outros países:
“Nós, portugueses, normalmente produzimos o básico e outros países conseguem retirar os sub-lucros e todo o potencial que podia ficar cá em Portugal.
Nós é que levamos lá os cogumelos, o que é ainda pior, e eles, através da esperteza do português, conseguem potenciar, e muito, toda esta fileira que é grandiosa.
A tutela só tem de se preocupar com uma coisa que é ter gente que trabalhe e se dedique, em termos de gabinete, e que façam legislação que é premente. “
A falta de legislação aplicada aos cogumelos continua a criar preocupação numa altura em que se observa um aumento de espécies no nosso país.
Escrito por ONDA LIVRE
Autarquia de Bragança com prejuízo de quase 200 mil euros devido a furto de cabos
O furto de cabos elétricos na nova zona industrial (ZI) de Bragança e junto à barragem de Montesinho provocou à Câmara da capital de distrito um prejuízo de quase 200 mil euros este ano.
“O Município tem vindo a sofrer atos de vandalismo e de roubo. Temos dois casos. Um foi o furto de todo o material elétrico instalado na nova zona industrial. Estamos a falar de todos os PT (posto de transformação). Tudo foi vandalizado e levado. Um prejuízo de 70 mil euros”, adiantou o presidente da Câmara, Hernâni Dias, ao Mensageiro.
Já no verão, aconteceu um outro roubo em Montesinho, de um cabo que faz a ligação à barragem. “Estamos a falar de um prejuízo na ordem de cem mil euros, que foi o que gastámos para repor esses mesmos cabos. Estavam à superfície mas agora fizemos o enterramento da infraestrutura”, justificou o presidente da autarquia.
Hernâni Dias considera que esta situação causa constrangimentos na ação da autarquia.
“O Município tem vindo a sofrer atos de vandalismo e de roubo. Temos dois casos. Um foi o furto de todo o material elétrico instalado na nova zona industrial. Estamos a falar de todos os PT (posto de transformação). Tudo foi vandalizado e levado. Um prejuízo de 70 mil euros”, adiantou o presidente da Câmara, Hernâni Dias, ao Mensageiro.
Já no verão, aconteceu um outro roubo em Montesinho, de um cabo que faz a ligação à barragem. “Estamos a falar de um prejuízo na ordem de cem mil euros, que foi o que gastámos para repor esses mesmos cabos. Estavam à superfície mas agora fizemos o enterramento da infraestrutura”, justificou o presidente da autarquia.
Hernâni Dias considera que esta situação causa constrangimentos na ação da autarquia.
AGR
Obrigado Dª Ana...
Por: António Orlando dos Santos (Bombadas)
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Aproveitei para reler o pequeno conto de Natal, que um dia, me havia sido oferecido em Londres, por pessoa amiga e que na capa ostentava o título: Novos Contos da Montanha.
Os vários contos que antecipavam o titulado como Natal e que desde esse dia se tornou no conto de Torga de que mais gosto, li-os com prazer. Mas o Natal do Garrinchas foi algo que apreciei e que me fez meditar na relação dos simples com uma realidade que imaginam real e onde os diálogos com a divindade são possíveis porque não há dúvida da sua possibilidade.
A vida ensinou-me a conhecer os homens e quando pequeno, conheci o relato de um ato de desespero que foi recorrente durante um certo período e que me fez ver o que a crença e a religião podem fazer nos homens que desesperados, passam além dos limites aceitáveis aos usos e costumes, mas que a honra e verticalidade podem limpar dando contas a Deus e unicamente a Ele.
Um homem sem trabalho que tinha mulher e filhos e não tinha dinheiro algum, resolveu pedir emprestado, ao Divino algum que bastasse para poder matar a fome aos filhos e à família.
A capela onde se venera a imagem do Divino Senhor da Piedade, está implantada no monte de S. Bartolomeu logo acima do Jardim Dr. António José d' Almeida e foi ali que se desenrolou a história que marcou a vida deste homem honesto que correu risco de ser considerado um patife mas que com a ajuda do Senhor, assim ele o cria, resolveu a sua vida e ficou eternamente grato à divindade que dele se compadeceu e a qual ele assumiu como concordante já que afirmava convicto que terminado que foi o ato de pedir o auxílio o Senhor o olhou e sorriu para ele como pai sorri a filho querido! Apenas ele e o Divino sabiam de tal contrato. Durante cinco semanas ele entrou na capelinha e retirou do pêto uma certa quantia de dinheiro, sempre a mesma quantia que lhe serviu para que os seus filhos não passassem fome. À sexta semana conseguiu trabalho e ele deixou de retirar o numerário do pêto das esmolas e logo que lhe foi entregue o primeiro salário, apressou-se a separar a quantia igual aquela que era a fração correspondente ao primeiro quinto da dívida que o homem contraíra com o Divino Senhor da Piedade.
Após a primeira fração ter sido liquidada seguiram-se as outras quatro pendentes e que foram liquidadas com a mesma prontidão e cumprimento de prazos. No último dia após haver feito o pagamento, dirigiu-se humildemente à imagem do Divino e disse-lhe: -Acabei de liquidar a minha dívida para com a fazenda que tens aqui neste local e que está voltada a Norte, sobranceira à cidade de Bragança e ao Rio Fervença que corre na base deste monte e torna o local agradável aos olhos das gentes e outras criaturas.
-Estou-te verdadeiramente agradecido por este empréstimo, mas mais ainda por me haveres dado um trabalho onde eu posso labutar ganhando o meu salário, podendo assim cumprir com as minhas obrigações e ter a dignidade que Tu gostas de ver nos homens. Também te agradeço por não teres permitido que alguém se apercebesse do meu ato de trespasse o que seria tomado como ação de ladroagem o que faria de mim um homem sem honra a quem não seria permitido levantar o rosto e o olhar para Te poder falar de frente. Peço-te hoje de novo que me dirijas o teu sorriso para eu ficar seguro que o meu contrato, Contigo, está liquidado e que me terás em bom conceito fazendo que eu tenha sempre ocupação para poder criar os meus filhos na Tua Lei e eu Te prestarei o tributo que me for ordenado pela tua justiça e magnanimidade.
E o Senhor olhou-o no rosto e pareceu-lhe vê-Lo sorrir.
Sereno saiu da capela fazendo a genuflexão com que se honra a Deus nos templos e manteve o seu segredo, que ele sabia, só ser conhecido de Deus que o permitira e ele próprio que um dia de Verbenas de Verão quase no fim do seu tempo de passagem pela terra me pediu para o acompanhar na subida que era íngreme desde o degrau que dava início ao Caminho do Senhor da Piedade no outro lado do rio de onde se descia para as Fontaínhas que são ainda um ponto de referência na minha lembrança desse tempo e iniciamos a subida até à branca capelinha onde se despediu depositando toda a sua Fé e agradecimento, pois que se havia consumido o tempo e cumprida a sua passagem o era também de revelar o segredo a alguém que agradecesse ao Senhor por ele após o seu passamento.
Continuo nos dias que me são dados viver a recordar o rosto e a expressão do único homem que acreditava haver falado com Aquele que o salvou num tempo de aflição e de descrença. Os desígnios do Senhor são insondáveis.
Que linda é a Capelinha do Divino Senhor da Piedade que eu amo desde a minha idade de rapaz, andarilho de todos os lugares que tendo nascido na Caleja do Forte sempre amou os sítios todos desta terra que foi onde achei nos dias da minha infância as lições mais insólitas, mas proveitosas e de profundo significado, para que eu fosse capaz de amar como amo o meu povo, que até me deu alguém como amigo que com as lágrimas nos olhos e o coração nas mãos me confiou algo de transcendente que eu interpreto como uma revelação dirigida aos humildes.
P.S.: O Garrinchas do conto de Torga trouxe a Virgem e o Menino para que o acompanhassem na sua Ceia de Natal fazendo ele próprio de S. José. O meu amigo falou com o Homem crucificado que perdoara ao Bom Ladrão e lhe prometera estar com ele no céu quando findasse o dia e não o puniu a ele que Lhe assaltou o pêto para dar de comer aos filhos. E a vida continua já que a terra continua a girar e os homens às vezes encontram Deus.
"Sapete perché Il mondo vá? Perché intorno al Mondo gira l' amore (Gigliola Cinquetti).
Bragança 22 de Novembro de 2019
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Aproveitei para reler o pequeno conto de Natal, que um dia, me havia sido oferecido em Londres, por pessoa amiga e que na capa ostentava o título: Novos Contos da Montanha.
Os vários contos que antecipavam o titulado como Natal e que desde esse dia se tornou no conto de Torga de que mais gosto, li-os com prazer. Mas o Natal do Garrinchas foi algo que apreciei e que me fez meditar na relação dos simples com uma realidade que imaginam real e onde os diálogos com a divindade são possíveis porque não há dúvida da sua possibilidade.
A vida ensinou-me a conhecer os homens e quando pequeno, conheci o relato de um ato de desespero que foi recorrente durante um certo período e que me fez ver o que a crença e a religião podem fazer nos homens que desesperados, passam além dos limites aceitáveis aos usos e costumes, mas que a honra e verticalidade podem limpar dando contas a Deus e unicamente a Ele.
Um homem sem trabalho que tinha mulher e filhos e não tinha dinheiro algum, resolveu pedir emprestado, ao Divino algum que bastasse para poder matar a fome aos filhos e à família.
A capela onde se venera a imagem do Divino Senhor da Piedade, está implantada no monte de S. Bartolomeu logo acima do Jardim Dr. António José d' Almeida e foi ali que se desenrolou a história que marcou a vida deste homem honesto que correu risco de ser considerado um patife mas que com a ajuda do Senhor, assim ele o cria, resolveu a sua vida e ficou eternamente grato à divindade que dele se compadeceu e a qual ele assumiu como concordante já que afirmava convicto que terminado que foi o ato de pedir o auxílio o Senhor o olhou e sorriu para ele como pai sorri a filho querido! Apenas ele e o Divino sabiam de tal contrato. Durante cinco semanas ele entrou na capelinha e retirou do pêto uma certa quantia de dinheiro, sempre a mesma quantia que lhe serviu para que os seus filhos não passassem fome. À sexta semana conseguiu trabalho e ele deixou de retirar o numerário do pêto das esmolas e logo que lhe foi entregue o primeiro salário, apressou-se a separar a quantia igual aquela que era a fração correspondente ao primeiro quinto da dívida que o homem contraíra com o Divino Senhor da Piedade.
Após a primeira fração ter sido liquidada seguiram-se as outras quatro pendentes e que foram liquidadas com a mesma prontidão e cumprimento de prazos. No último dia após haver feito o pagamento, dirigiu-se humildemente à imagem do Divino e disse-lhe: -Acabei de liquidar a minha dívida para com a fazenda que tens aqui neste local e que está voltada a Norte, sobranceira à cidade de Bragança e ao Rio Fervença que corre na base deste monte e torna o local agradável aos olhos das gentes e outras criaturas.
-Estou-te verdadeiramente agradecido por este empréstimo, mas mais ainda por me haveres dado um trabalho onde eu posso labutar ganhando o meu salário, podendo assim cumprir com as minhas obrigações e ter a dignidade que Tu gostas de ver nos homens. Também te agradeço por não teres permitido que alguém se apercebesse do meu ato de trespasse o que seria tomado como ação de ladroagem o que faria de mim um homem sem honra a quem não seria permitido levantar o rosto e o olhar para Te poder falar de frente. Peço-te hoje de novo que me dirijas o teu sorriso para eu ficar seguro que o meu contrato, Contigo, está liquidado e que me terás em bom conceito fazendo que eu tenha sempre ocupação para poder criar os meus filhos na Tua Lei e eu Te prestarei o tributo que me for ordenado pela tua justiça e magnanimidade.
E o Senhor olhou-o no rosto e pareceu-lhe vê-Lo sorrir.
Sereno saiu da capela fazendo a genuflexão com que se honra a Deus nos templos e manteve o seu segredo, que ele sabia, só ser conhecido de Deus que o permitira e ele próprio que um dia de Verbenas de Verão quase no fim do seu tempo de passagem pela terra me pediu para o acompanhar na subida que era íngreme desde o degrau que dava início ao Caminho do Senhor da Piedade no outro lado do rio de onde se descia para as Fontaínhas que são ainda um ponto de referência na minha lembrança desse tempo e iniciamos a subida até à branca capelinha onde se despediu depositando toda a sua Fé e agradecimento, pois que se havia consumido o tempo e cumprida a sua passagem o era também de revelar o segredo a alguém que agradecesse ao Senhor por ele após o seu passamento.
Continuo nos dias que me são dados viver a recordar o rosto e a expressão do único homem que acreditava haver falado com Aquele que o salvou num tempo de aflição e de descrença. Os desígnios do Senhor são insondáveis.
Que linda é a Capelinha do Divino Senhor da Piedade que eu amo desde a minha idade de rapaz, andarilho de todos os lugares que tendo nascido na Caleja do Forte sempre amou os sítios todos desta terra que foi onde achei nos dias da minha infância as lições mais insólitas, mas proveitosas e de profundo significado, para que eu fosse capaz de amar como amo o meu povo, que até me deu alguém como amigo que com as lágrimas nos olhos e o coração nas mãos me confiou algo de transcendente que eu interpreto como uma revelação dirigida aos humildes.
P.S.: O Garrinchas do conto de Torga trouxe a Virgem e o Menino para que o acompanhassem na sua Ceia de Natal fazendo ele próprio de S. José. O meu amigo falou com o Homem crucificado que perdoara ao Bom Ladrão e lhe prometera estar com ele no céu quando findasse o dia e não o puniu a ele que Lhe assaltou o pêto para dar de comer aos filhos. E a vida continua já que a terra continua a girar e os homens às vezes encontram Deus.
"Sapete perché Il mondo vá? Perché intorno al Mondo gira l' amore (Gigliola Cinquetti).
Bragança 22 de Novembro de 2019
A. O. dos Santos
(Bombadas)
A HISTÓRIA DO TOURO AZUL
Era uma vez um casal que tinha uma filha, mas a mãe morreu passado pouco tempo ficando só com o pai, que se voltou a casar. Mas a madrasta não engraçava com a filha do marido, maquinando uma maneira de se livrar dela para ficar sozinha com o marido. Passou, então, a pôr em prática uma maldade com a menina, mandava-a todos os dias guardar os animais, enquanto estes pastavam, mas só lhe dava para merenda as côdeas queimadas do pão. A ideia era matar a menina à fome, o que a levava a chorar muito enquanto guardava os animais. Até que um dia um dos seus animais, ao qual chamavam Touro Azul, meteu conversa com ela:
- O que tens para chorar tanto?
- Tenho muita fome.
Então o touro tentou acalmar aquele pranto, pedindo à menina para meter a mão na sua orelha direita e tirar um guardanapo. A menina assim o fez, estendendo-o no chão como o touro lhe pedira, o guardanapo encheu-se de miminhos que a rapariga começou a comer até não poder mais. O touro recomendou-lhe no final que encartasse o guardanapo e o guardasse na orelha de novo. Esta cena repetia-se todos os dias e a menina em vez de sofrer as maldades da madrasta ia, pelo contrário, ficando cada vez mais bonita. A madrasta ficava por isso cada vez mais irada, o que a levou a ir espreitar o que se passava lá pelos campos, surpreendendo-se ao ver a cena do touro a proporcionar um rico almoço à menina. Quando o marido chegou a casa convenceu-o a matar o touro azul, mas a menina ouviu tudo e querendo retribuir o bem que o touro lhe tinha feito resolveu contar tudo a este.
Esperou então que os pais fossem dormir, descendo depois à loja dos animais para ir ter com o touro, que ao ouvir o que a menina lhe tinha para contar, respondeu:
- Ai sim? Então vamos já arranjar maneira de lhe tramar o plano. Saíram os dois da loja e o touro pediu à menina:
- Encostas-te aí a esse muro e sobe para cima de mim!
Dito e feito, os dois tomaram caminho para fugir, até chegarem a um pomar que tinha outro caminho pelo meio. Antes de entrarem o touro parou para fazer as seguintes recomendações à menina:
- Vamos atravessar este pomar, mas livra-te de tocar um raminho que seja destas árvores. Aninha-te bem aí em cima e não toques em ramo algum!
Feitas as advertências atravessaram o pomar, à saída apareceu um forte leão que desafiou o touro para uma luta, obrigando o touro a matar a menina caso perdesse.
O touro ordenou à menina que descesse e começou a luta. O leão saiu vencido, então, o touro tomou novamente o caminho com sua menina no seu dorso, mas percorrido aquele ramal de caminho apareceu outro pomar. Antes de entrar nele, o touro fez as mesmas recomendações à menina para não tocar em ramo algum do pomar. Chegando ao termo deste apareceu um monstro com sete cabeças, que desafiou o touro para um duelo acabando por sair, também ele, vencido. De novo, o leão ordenou à menina que subisse para o seu lombo para seguirem caminho, até chegarem a uma cidade. Antes de entrarem na cidade, o touro pediu à menina que fosse a uma daquelas primeiras casas pedir uma pá e uma picareta. A menina assim o fez, voltando com as ferramentas, explicando, então, o touro: - Vais dar-me com este machado na cabeça para me matar.
A menina ao ouviu isto entrou em choro incessante e disse que isso não faria:
- És meu amigo, eu gosto de ti, mas não me podes pedir isso.
- Vês além aquela casa? É a casa do príncipe. Vai ser para lá que vais servir querem-te lá muito. Deixo-te esta minha varinha que te vai servir muito, quando tiveres alguma necessidade bates com a varinha três vezes em cima da minha campa, fazendo com que eu apareça para concretizar tudo o que tu pedires. Ela começou, assim, a entender um pouco do que ele queria com o seu pedido, ao voltar a repeti-lo, a menina acedeu à sua vontade e matou o touro com o machado.
Enterrou, depois, o touro e partiu em busca da sua nova vida, oferecendo-se, de seguida, no palácio para servir. Aceitaram-na e o príncipe arranjou-lhe para vestir uma saia de pau. Sempre que os senhores saíam a “Maria saia de pau” (alcunha que lhe deram) ficava encostada à lareira até que eles regressassem. Um dia os senhores saíram para a missa e a “Maria saia de pau” lá ficou encostada à lareira, mas cansada de ser tratada como a gata borralheira do palácio decidiu ir ter com o touro azul. Ao bater, como o touro lhe recomendara, a varinha três vezes no chão, este saiu da campa e disse-lhe:
- O que precisas de mim?
- Quero que me calces e vistas de ouro e me dês um cavalo de ouro.
O touro fez-lhe a vontade, saindo assim dourada para a missa, onde todos se admiraram com tanto brilho. No final da missa, ela tomou novamente o cavalo para regressar, mas deixou cair de propósito um dos sapatos, partindo, de seguida, a galope. O príncipe tomou o sapato esquecido decretando que casaria com a donzela a quem servisse aquele sapato. Quando os senhores chegaram ao palácio de nada suspeitaram, porque a “Maria da saia de pau” estava no seu lugar junto à lareira.
Reuniram-se, naqueles dias, muitas donzelas das redondezas para calçar o sapato, todas elas convencidas que iriam casar com o príncipe. Até que um dia a menina da saia de pau, já cansada daquele corrupio, encheu-se de coragem e pediu ao príncipe para a deixar experimentar o sapatinho, no entanto este zombou dela rindo à gargalhada:
- Oh! Oh! Oh! Até tu gata borralheira, que não tens jeito de gente, queres calçar um sapato de ouro?
Ela, no entanto, insistiu e o príncipe deixou calçar o sapatinho, assentando-lhe este que nem uma luva no pé. O príncipe ficou admirado, mas não totalmente convencido.
A menina fez, então, um pedido ao príncipe:
- Posso ir ao meu quarto?
- Vai
Ela foi e regressou toda vestida de ouro, tal como tinha aparecido na igreja, dizendo logo o príncipe:
- Foste então tu que apareceste assim na igreja?
E já convencido que a menina falava a verdade declarou:
- Serás então a minha mulher.
Para acalmar tantas outras interrogações do príncipe, a menina contou-lhe como foi a sua vida desde que a sua mãe morrera e o seu pai voltara a casar, até que um dia o touro azul a ajudou deixando-lhe aquela varinha, através da qual conseguiu todo o ouro. E assim casaram e viveram muito felizes para sempre.
RECOLHA 2005 SCMB, CASIMIRO PARENTE, Idade: 66.
Localização geográfica: PAÇO DAS MÓS – ORIGEM + 60 anos.
FICHA TÉCNICA:
Título: CANCIONEIRO TRANSMONTANO 2005
Autor do projecto: CHRYS CHRYSTELLO
Fotografia e design: LUÍS CANOTILHO
Pintura: HELENA CANOTILHO (capa e início dos capítulos)
Edição: SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE BRAGANÇA
Recolha de textos 2005: EDUARDO ALVES E SANDRA ROCHA
Recolha de textos 1985: BELARMINO AUGUSTO AFONSO
Na edição de 1985: ilustrações de José Amaro
Edição de 1985: DELEGAÇÃO DA JUNTA CENTRAL DAS CASAS DO POVO DE
BRAGANÇA, ELEUTÉRIO ALVES e NARCISO GOMES
Transcrição musical 1985: ALBERTO ANÍBAL FERREIRA
Iimpressão e acabamento: ROCHA ARTES GRÁFICAS, V. N. GAIA
- O que tens para chorar tanto?
- Tenho muita fome.
Então o touro tentou acalmar aquele pranto, pedindo à menina para meter a mão na sua orelha direita e tirar um guardanapo. A menina assim o fez, estendendo-o no chão como o touro lhe pedira, o guardanapo encheu-se de miminhos que a rapariga começou a comer até não poder mais. O touro recomendou-lhe no final que encartasse o guardanapo e o guardasse na orelha de novo. Esta cena repetia-se todos os dias e a menina em vez de sofrer as maldades da madrasta ia, pelo contrário, ficando cada vez mais bonita. A madrasta ficava por isso cada vez mais irada, o que a levou a ir espreitar o que se passava lá pelos campos, surpreendendo-se ao ver a cena do touro a proporcionar um rico almoço à menina. Quando o marido chegou a casa convenceu-o a matar o touro azul, mas a menina ouviu tudo e querendo retribuir o bem que o touro lhe tinha feito resolveu contar tudo a este.
Esperou então que os pais fossem dormir, descendo depois à loja dos animais para ir ter com o touro, que ao ouvir o que a menina lhe tinha para contar, respondeu:
- Ai sim? Então vamos já arranjar maneira de lhe tramar o plano. Saíram os dois da loja e o touro pediu à menina:
- Encostas-te aí a esse muro e sobe para cima de mim!
Dito e feito, os dois tomaram caminho para fugir, até chegarem a um pomar que tinha outro caminho pelo meio. Antes de entrarem o touro parou para fazer as seguintes recomendações à menina:
- Vamos atravessar este pomar, mas livra-te de tocar um raminho que seja destas árvores. Aninha-te bem aí em cima e não toques em ramo algum!
Feitas as advertências atravessaram o pomar, à saída apareceu um forte leão que desafiou o touro para uma luta, obrigando o touro a matar a menina caso perdesse.
O touro ordenou à menina que descesse e começou a luta. O leão saiu vencido, então, o touro tomou novamente o caminho com sua menina no seu dorso, mas percorrido aquele ramal de caminho apareceu outro pomar. Antes de entrar nele, o touro fez as mesmas recomendações à menina para não tocar em ramo algum do pomar. Chegando ao termo deste apareceu um monstro com sete cabeças, que desafiou o touro para um duelo acabando por sair, também ele, vencido. De novo, o leão ordenou à menina que subisse para o seu lombo para seguirem caminho, até chegarem a uma cidade. Antes de entrarem na cidade, o touro pediu à menina que fosse a uma daquelas primeiras casas pedir uma pá e uma picareta. A menina assim o fez, voltando com as ferramentas, explicando, então, o touro: - Vais dar-me com este machado na cabeça para me matar.
A menina ao ouviu isto entrou em choro incessante e disse que isso não faria:
- És meu amigo, eu gosto de ti, mas não me podes pedir isso.
- Vês além aquela casa? É a casa do príncipe. Vai ser para lá que vais servir querem-te lá muito. Deixo-te esta minha varinha que te vai servir muito, quando tiveres alguma necessidade bates com a varinha três vezes em cima da minha campa, fazendo com que eu apareça para concretizar tudo o que tu pedires. Ela começou, assim, a entender um pouco do que ele queria com o seu pedido, ao voltar a repeti-lo, a menina acedeu à sua vontade e matou o touro com o machado.
Enterrou, depois, o touro e partiu em busca da sua nova vida, oferecendo-se, de seguida, no palácio para servir. Aceitaram-na e o príncipe arranjou-lhe para vestir uma saia de pau. Sempre que os senhores saíam a “Maria saia de pau” (alcunha que lhe deram) ficava encostada à lareira até que eles regressassem. Um dia os senhores saíram para a missa e a “Maria saia de pau” lá ficou encostada à lareira, mas cansada de ser tratada como a gata borralheira do palácio decidiu ir ter com o touro azul. Ao bater, como o touro lhe recomendara, a varinha três vezes no chão, este saiu da campa e disse-lhe:
- O que precisas de mim?
- Quero que me calces e vistas de ouro e me dês um cavalo de ouro.
O touro fez-lhe a vontade, saindo assim dourada para a missa, onde todos se admiraram com tanto brilho. No final da missa, ela tomou novamente o cavalo para regressar, mas deixou cair de propósito um dos sapatos, partindo, de seguida, a galope. O príncipe tomou o sapato esquecido decretando que casaria com a donzela a quem servisse aquele sapato. Quando os senhores chegaram ao palácio de nada suspeitaram, porque a “Maria da saia de pau” estava no seu lugar junto à lareira.
Reuniram-se, naqueles dias, muitas donzelas das redondezas para calçar o sapato, todas elas convencidas que iriam casar com o príncipe. Até que um dia a menina da saia de pau, já cansada daquele corrupio, encheu-se de coragem e pediu ao príncipe para a deixar experimentar o sapatinho, no entanto este zombou dela rindo à gargalhada:
- Oh! Oh! Oh! Até tu gata borralheira, que não tens jeito de gente, queres calçar um sapato de ouro?
Ela, no entanto, insistiu e o príncipe deixou calçar o sapatinho, assentando-lhe este que nem uma luva no pé. O príncipe ficou admirado, mas não totalmente convencido.
A menina fez, então, um pedido ao príncipe:
- Posso ir ao meu quarto?
- Vai
Ela foi e regressou toda vestida de ouro, tal como tinha aparecido na igreja, dizendo logo o príncipe:
- Foste então tu que apareceste assim na igreja?
E já convencido que a menina falava a verdade declarou:
- Serás então a minha mulher.
Para acalmar tantas outras interrogações do príncipe, a menina contou-lhe como foi a sua vida desde que a sua mãe morrera e o seu pai voltara a casar, até que um dia o touro azul a ajudou deixando-lhe aquela varinha, através da qual conseguiu todo o ouro. E assim casaram e viveram muito felizes para sempre.
RECOLHA 2005 SCMB, CASIMIRO PARENTE, Idade: 66.
Localização geográfica: PAÇO DAS MÓS – ORIGEM + 60 anos.
FICHA TÉCNICA:
Título: CANCIONEIRO TRANSMONTANO 2005
Autor do projecto: CHRYS CHRYSTELLO
Fotografia e design: LUÍS CANOTILHO
Pintura: HELENA CANOTILHO (capa e início dos capítulos)
Edição: SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE BRAGANÇA
Recolha de textos 2005: EDUARDO ALVES E SANDRA ROCHA
Recolha de textos 1985: BELARMINO AUGUSTO AFONSO
Na edição de 1985: ilustrações de José Amaro
Edição de 1985: DELEGAÇÃO DA JUNTA CENTRAL DAS CASAS DO POVO DE
BRAGANÇA, ELEUTÉRIO ALVES e NARCISO GOMES
Transcrição musical 1985: ALBERTO ANÍBAL FERREIRA
Iimpressão e acabamento: ROCHA ARTES GRÁFICAS, V. N. GAIA
Restaurante Bô 457: Uma brasaria urbana com alma transmontana
Causar admiração ou provocar uma exclamação pela qualidade é o objetivo do casal que fez nascer o Bô 457. Por isso adotaram esta expressão transmontana para dar nome ao restaurante que embora se situe em terra mais conhecida pelo peixe é local de satisfação para os amantes da carne.
Ao entrar na Brasaria Bô 457 (Rua Dr. Eduardo Torres, 457, Matosinhos. Tel. 229 380 503) é difícil antever que a essência do espaço amplo, com decoração industrial e apontamentos vintage são os vigorosos sabores transmontanos. Mas na verdade é desta região portuguesa que chegam regularmente as carnes, o fumeiro – mais propriamente de vinhais – queijos e até pão – bola de azeite e de carne.
É ainda em Trás-os-Montes que nasce a inspiração para a carta recheada de bons exemplares regionais, como a Posta transmontana, o Costoletão ou mesmo o típico Rodeão.
O aspeto urbano e arejado dos vários espaços contrasta com o rústico forno a lenha onde sobre as brasas nascem os pratos emblemáticos deste restaurante, idealizado e tornado realidade por uma professora de Educação Física e um Engenheiro transmontano.
Vera Macedo e Fábio Rodrigues apreciam tendências, gostam de conhecer espaços novos e são também grandes apreciadores de carne, motivações que estiveram na base do Bô 457.
Rissol de alheira e queijo de ovelha DOP (€1,70); Alheira ou Chouriça DOP de Vinhais (€4,50 e €6) e várias tábuas – de queijo, presunto, fumeiro ou de prova – com uma seleção dos vários produtos (entre €7,50, para a meia tábua de presunto e €27,50 para a tábua de prova) são boas maneiras de começar o repasto.
Depois pode optar por algo mais ‘leve’ como a Meia francesinha de forno (€7), uma das seis variedades de pregos à escolha (€5 a €7,50) ou o Hambúrguer do Bô (€8).
Se preferir, a aposta nas carnes só pode ser certeira, com diversas opções mais ou menos tradicionais, da Posta transmontana (€14) também numa versão em torrada azeiteira (€16), a Costeleta (€14,50) ou o Costoletão de vitela (€28), o típico Rodeão (€15 ou €29,50) o T-bone (€35) ou o Tomahawk (€45) que dão à vontade para dois.
Durante a semana, ao almoço, há um menu executivo que inclui couvert, sopa, prato – entre uma opção de peixe, outra de carne, um snack e um bife - bebida e café por €9,50.
Bô apetite!
Ao entrar na Brasaria Bô 457 (Rua Dr. Eduardo Torres, 457, Matosinhos. Tel. 229 380 503) é difícil antever que a essência do espaço amplo, com decoração industrial e apontamentos vintage são os vigorosos sabores transmontanos. Mas na verdade é desta região portuguesa que chegam regularmente as carnes, o fumeiro – mais propriamente de vinhais – queijos e até pão – bola de azeite e de carne.
É ainda em Trás-os-Montes que nasce a inspiração para a carta recheada de bons exemplares regionais, como a Posta transmontana, o Costoletão ou mesmo o típico Rodeão.
O aspeto urbano e arejado dos vários espaços contrasta com o rústico forno a lenha onde sobre as brasas nascem os pratos emblemáticos deste restaurante, idealizado e tornado realidade por uma professora de Educação Física e um Engenheiro transmontano.
Vera Macedo e Fábio Rodrigues apreciam tendências, gostam de conhecer espaços novos e são também grandes apreciadores de carne, motivações que estiveram na base do Bô 457.
Rissol de alheira e queijo de ovelha DOP (€1,70); Alheira ou Chouriça DOP de Vinhais (€4,50 e €6) e várias tábuas – de queijo, presunto, fumeiro ou de prova – com uma seleção dos vários produtos (entre €7,50, para a meia tábua de presunto e €27,50 para a tábua de prova) são boas maneiras de começar o repasto.
Depois pode optar por algo mais ‘leve’ como a Meia francesinha de forno (€7), uma das seis variedades de pregos à escolha (€5 a €7,50) ou o Hambúrguer do Bô (€8).
Se preferir, a aposta nas carnes só pode ser certeira, com diversas opções mais ou menos tradicionais, da Posta transmontana (€14) também numa versão em torrada azeiteira (€16), a Costeleta (€14,50) ou o Costoletão de vitela (€28), o típico Rodeão (€15 ou €29,50) o T-bone (€35) ou o Tomahawk (€45) que dão à vontade para dois.
Durante a semana, ao almoço, há um menu executivo que inclui couvert, sopa, prato – entre uma opção de peixe, outra de carne, um snack e um bife - bebida e café por €9,50.
Bô apetite!
Ana Fonseca
Bilhetes a cêntimos chegam aos transportes municipais de Bragança
O Serviço de Transportes Urbanos e Bragança (STUB) começam a aplicar, a partir de segunda-feira, a redução de 90% nas tarifas, com bilhetes a 10 cêntimos e passes a 2,40 euros, informou hoje a Câmara Municipal.
As novas tarifas vão estar em vigor durante todo o mês de dezembro e fazem parte do pacote da Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, que decidiu aplicar a tranche a que teve direito do PART - Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos transportes públicos na redução de 90% do preço dos bilhetes nas 76 carreiras que servem os nove concelhos do território.
A medida está em vigor desde o dia 20 de novembro, mas em Bragança só começa a ser aplicada a partir do dia 01 de dezembro, o que na prática significa segunda-feira, já que os transportes municipais não funcionam ao fim de semana.
A medida entra em vigor mais tarde nos STUB porque foi necessário adaptar o serviço aos novos preços, segundo o presidente da Câmara, Hernâni Dias.
De acordo com a nova tabela, a que a Lusa teve acesso, os transportes municipais de Bragança que servem a cidade e várias aldeias, vão ter, a partir de segunda-feira, bilhetes a 10 cêntimos nos circuitos urbanos e alguns rurais e no máximo de 20 cêntimos nos circuitos mistos, que permitem viajar na cidade e aldeias.
Os carregamentos mensais para passe social passam de um mínimo de 24 euros para 2,40 euros e de um máximo de 45 euros para 4,5 euros.
Os STUB de Bragança juntam-se assim às restantes carreiras do território da CIM que, com a exceção da rede expresso, têm em vigor uma redução de 90% no preço das viagens nos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Mirandela, Vimioso, Vila Flor, Alfândega da Fé, Mogadouro e Miranda do Douro.
A população dos nove concelhos pode viajar por todo o território até ao final do ano por apenas alguns cêntimos. A título de exemplo, uma viagem entre Bragança e Mirandela fica a cerca de 60 cêntimos, enquanto até aqui o bilhete custava seis euros.
A ideia inicial da Comunidade Intermunicipal era a gratuitidade dos bilhetes, mas, segundo explicou o presidente, Artur Nunes, questões técnicas como a emissão e controlo dos bilhetes por parte das operadoras impediram este propósito.
A CIM ainda não sabe como irão ficar os preços no início do ano com o presidente a defender que transportes gratuitos seria “a situação ideal” para este território e a prometer reivindicar financiamento junto do Governo por entender que esta seria uma medida de discriminação positiva.
A CIM Terras de Trás-os-Montes recebeu do PART quase 176 mil euros que tem aplicado na redução dos bilhetes no território.
A primeira redução foi de 15% entre maio e julho seguida de outra para 40%, que estimulou um aumento da procura médio mensal de 13%, ou seja, mais 1.500 bilhetes vendidos por mês.
As sucessivas reduções que têm ocorrido nos preços dos bilhetes equivalem a um investimento superior a 100 mil euros para compensar as operadoras.
Estas medidas têm sido tomadas enquanto a CIM ultima ainda o plano de transportes para uma nova rede no território, que só deverá ficar pronto para ir a concurso público no próximo ano.
As novas tarifas vão estar em vigor durante todo o mês de dezembro e fazem parte do pacote da Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, que decidiu aplicar a tranche a que teve direito do PART - Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos transportes públicos na redução de 90% do preço dos bilhetes nas 76 carreiras que servem os nove concelhos do território.
A medida está em vigor desde o dia 20 de novembro, mas em Bragança só começa a ser aplicada a partir do dia 01 de dezembro, o que na prática significa segunda-feira, já que os transportes municipais não funcionam ao fim de semana.
A medida entra em vigor mais tarde nos STUB porque foi necessário adaptar o serviço aos novos preços, segundo o presidente da Câmara, Hernâni Dias.
De acordo com a nova tabela, a que a Lusa teve acesso, os transportes municipais de Bragança que servem a cidade e várias aldeias, vão ter, a partir de segunda-feira, bilhetes a 10 cêntimos nos circuitos urbanos e alguns rurais e no máximo de 20 cêntimos nos circuitos mistos, que permitem viajar na cidade e aldeias.
Os carregamentos mensais para passe social passam de um mínimo de 24 euros para 2,40 euros e de um máximo de 45 euros para 4,5 euros.
Os STUB de Bragança juntam-se assim às restantes carreiras do território da CIM que, com a exceção da rede expresso, têm em vigor uma redução de 90% no preço das viagens nos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Mirandela, Vimioso, Vila Flor, Alfândega da Fé, Mogadouro e Miranda do Douro.
A população dos nove concelhos pode viajar por todo o território até ao final do ano por apenas alguns cêntimos. A título de exemplo, uma viagem entre Bragança e Mirandela fica a cerca de 60 cêntimos, enquanto até aqui o bilhete custava seis euros.
A ideia inicial da Comunidade Intermunicipal era a gratuitidade dos bilhetes, mas, segundo explicou o presidente, Artur Nunes, questões técnicas como a emissão e controlo dos bilhetes por parte das operadoras impediram este propósito.
A CIM ainda não sabe como irão ficar os preços no início do ano com o presidente a defender que transportes gratuitos seria “a situação ideal” para este território e a prometer reivindicar financiamento junto do Governo por entender que esta seria uma medida de discriminação positiva.
A CIM Terras de Trás-os-Montes recebeu do PART quase 176 mil euros que tem aplicado na redução dos bilhetes no território.
A primeira redução foi de 15% entre maio e julho seguida de outra para 40%, que estimulou um aumento da procura médio mensal de 13%, ou seja, mais 1.500 bilhetes vendidos por mês.
As sucessivas reduções que têm ocorrido nos preços dos bilhetes equivalem a um investimento superior a 100 mil euros para compensar as operadoras.
Estas medidas têm sido tomadas enquanto a CIM ultima ainda o plano de transportes para uma nova rede no território, que só deverá ficar pronto para ir a concurso público no próximo ano.
Foto: Antonio Pereira
Mais duas casas do Bairro de São Francisco de Assis entregues a famílias carenciadas macedenses
Foram esta semana entregues mais duas habitações a duas famílias carenciadas macedenses no Bairro de São Francisco de Assis, na cidade de Macedo de Cavaleiros.
Segundo o presidente da autarquia, Benjamim Rodrigues, trata-se de “dois casais, que passam a ter acesso a uma habitação com mais condições e dignidade com rendas a preços acessíveis”.
A intenção é alojar mais algumas pessoas naquele bairro, como tem vindo a acontecer, à medida que as habitações vão ficando disponíveis ou requalificadas.
Segundo o presidente da autarquia, Benjamim Rodrigues, trata-se de “dois casais, que passam a ter acesso a uma habitação com mais condições e dignidade com rendas a preços acessíveis”.
A intenção é alojar mais algumas pessoas naquele bairro, como tem vindo a acontecer, à medida que as habitações vão ficando disponíveis ou requalificadas.
Escrito por ONDA LIVRE
Instituto Politécnico de Bragança dá créditos académicos em troca de solidariedade
Os alunos que ajudaram colegas carenciados e com necessidades especiais recebem benefícios nas disciplinas.
As ações pontuais de solidariedade são já uma prática no Politécnico de Bragança. Agora com o lançamento de um programa de voluntariado pretende tornar permanente a ajuda dos estudantes. Os voluntários vão ter formação adequada e créditos académicos atribuídos em função do seu envolvimento.
Este programa de voluntariado vem reforçar ainda mais o já grande impacto social que o Politécnico de Bragança tem na comunidade.
As ações pontuais de solidariedade são já uma prática no Politécnico de Bragança. Agora com o lançamento de um programa de voluntariado pretende tornar permanente a ajuda dos estudantes. Os voluntários vão ter formação adequada e créditos académicos atribuídos em função do seu envolvimento.
Este programa de voluntariado vem reforçar ainda mais o já grande impacto social que o Politécnico de Bragança tem na comunidade.
Clica na imagem para aceder ao video
Bragança tem orçamento de 44,7 milhões para 2020
A Assembleia Municipal de Bragança aprovou ontem um orçamento de 44 milhões e 695 mil euros para o ano de 2020.
Um aumento em relação a este ano que está relacionado, em particular, com o investimento em obras ainda a concretizar no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), explica o presidente da câmara, Hernâni Dias.
“Verifica-se um acréscimo de 7%, de três milhões de euros e que resulta da captação de fundos comunitários para o município. É um orçamento estruturado”, referiu.
O principal investimento no próximo ano prende-se com a conclusão das obras previstas, algumas já iniciadas. No entanto, o município continua a deparar-se com dificuldades nos concursos para alguns dos projectos.
O Partido Socialista absteve-se na votação dos documentos previsionais das grandes opções do plano e orçamento para 2020. O líder do grupo socialista na assembleia municipal, Dinis Costa, defendeu que todos os partidos devem passar a participar na elaboração do orçamento.
No mesmo sentido, a deputada da CDU, Fátima Bento, reforçou que é necessário incluir o contributo dos deputados das diferentes forças políticas no orçamento e votou contra os documentos.
Em resposta a estas sugestões e reparos o presidente da câmara apenas afirmou que o estatuto de direito de oposição foi cumprido pela câmara Municipal.
Um aumento em relação a este ano que está relacionado, em particular, com o investimento em obras ainda a concretizar no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), explica o presidente da câmara, Hernâni Dias.
“Verifica-se um acréscimo de 7%, de três milhões de euros e que resulta da captação de fundos comunitários para o município. É um orçamento estruturado”, referiu.
O principal investimento no próximo ano prende-se com a conclusão das obras previstas, algumas já iniciadas. No entanto, o município continua a deparar-se com dificuldades nos concursos para alguns dos projectos.
O Partido Socialista absteve-se na votação dos documentos previsionais das grandes opções do plano e orçamento para 2020. O líder do grupo socialista na assembleia municipal, Dinis Costa, defendeu que todos os partidos devem passar a participar na elaboração do orçamento.
No mesmo sentido, a deputada da CDU, Fátima Bento, reforçou que é necessário incluir o contributo dos deputados das diferentes forças políticas no orçamento e votou contra os documentos.
Em resposta a estas sugestões e reparos o presidente da câmara apenas afirmou que o estatuto de direito de oposição foi cumprido pela câmara Municipal.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
Vinhais aumenta devolução do IRS para 3.5%
Em 2020, os habitantes do concelho de Vinhais vão receber 3,5% dos 5% de IRS a que o município tem direito.
Até agora era devolvido 3% aos munícipes, mas, na quarta-feira, foi aprovado em reunião de câmara, um aumento na devolução do IRS, como explica o autarca, Luís Fernandes.
“Já fazíamos uma devolução, mas a proposta que agora fazemos e foi aprovada na reunião de câmara é devolver não 3%, mas 3,5%, haver aqui mais algum benefício para os munícipes do concelho”, afirmou.
Uma medida que vai ajudar financeiramente as famílias, ainda que o valor devolvido não seja substancialmente elevado, diz Luís Fernandes.
O aumento da percentagem de devolução do IRS aos munícipes vinhaenses para 3,5% foi aprovado em reunião de câmara e vai ainda a votação na Assembleia Municipal.
Até agora era devolvido 3% aos munícipes, mas, na quarta-feira, foi aprovado em reunião de câmara, um aumento na devolução do IRS, como explica o autarca, Luís Fernandes.“Já fazíamos uma devolução, mas a proposta que agora fazemos e foi aprovada na reunião de câmara é devolver não 3%, mas 3,5%, haver aqui mais algum benefício para os munícipes do concelho”, afirmou.
Uma medida que vai ajudar financeiramente as famílias, ainda que o valor devolvido não seja substancialmente elevado, diz Luís Fernandes.
O aumento da percentagem de devolução do IRS aos munícipes vinhaenses para 3,5% foi aprovado em reunião de câmara e vai ainda a votação na Assembleia Municipal.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais
Livro dá a conhecer bispo D. António Veiga Cabral 200 anos depois da sua morte
D. António Luís da Veiga Cabral da Câmara, bispo de Bragança e Miranda, na viragem do século XVIII para o XIX, foi um dos prelados mais extraordinários de toda a história da Igreja em Portugal: é esta a grande convicção de Fernando de Sousa, autor do livro recentemente apresentado, que dá a conhecer esta personalidade.
O autor recolheu informação ao longo de 40 anos e percebeu que as perseguições, por parte da inquisição, a D. António Veiga Cabral não tinham sentido.
“Descobri muita coisa da biografia dele que ninguém conhecia nem sabia, os processos de inquisição não existem na Torre do Tombo, portanto só conhecemos a sentença a acusá-lo de tudo e mais alguma coisa. Mas este bispo, apesar das perseguições dos ataques que lhe fizeram nunca saiu do seu rumo, a igreja católica nunca o condenou. Era uma figura exepcional da Igreja”, contou.
D. António Veiga Cabral viveu no tempo da Revolução e Invasões Francesas, época em que se fez sentir o embate entre a tradição e a inovação, a mentalidade religiosa conservadora e os desafios do racionalismo iluminista. Para o autor este bispo faz lembrar o Papa Francisco, já que também lutou por um novo papel da mulher na sociedade.
Presente na apresentação desta obra, na terça-feira, esteve o presidente da câmara de Bragança. Hernâni Dias reforça que a publicação é uma homenagem a D. António Veiga Cabral, assinalando-se este ano 200 anos da sua morte.
“Tivemos a preocupação de tentar fazer uma investigação sobre este bispo, para dar a conhecer o que tinha acontecido, a importância que o bispo teve para aquela que é hoje a nossa diocese. Temos de perceber e reconhecer aqueles que têm valor e contribuem para o desenvolvimento da sua terra”, afirmou.
A biografia crítica de D. António Veiga Cabral da Câmara é baseada em fontes manuscritas e procura mostrar o que esteve na origem da perseguição de que foi alvo, bem como a influência que continuou a exercer depois da sua morte.
O autor recolheu informação ao longo de 40 anos e percebeu que as perseguições, por parte da inquisição, a D. António Veiga Cabral não tinham sentido.
“Descobri muita coisa da biografia dele que ninguém conhecia nem sabia, os processos de inquisição não existem na Torre do Tombo, portanto só conhecemos a sentença a acusá-lo de tudo e mais alguma coisa. Mas este bispo, apesar das perseguições dos ataques que lhe fizeram nunca saiu do seu rumo, a igreja católica nunca o condenou. Era uma figura exepcional da Igreja”, contou.
D. António Veiga Cabral viveu no tempo da Revolução e Invasões Francesas, época em que se fez sentir o embate entre a tradição e a inovação, a mentalidade religiosa conservadora e os desafios do racionalismo iluminista. Para o autor este bispo faz lembrar o Papa Francisco, já que também lutou por um novo papel da mulher na sociedade.
Presente na apresentação desta obra, na terça-feira, esteve o presidente da câmara de Bragança. Hernâni Dias reforça que a publicação é uma homenagem a D. António Veiga Cabral, assinalando-se este ano 200 anos da sua morte.
A biografia crítica de D. António Veiga Cabral da Câmara é baseada em fontes manuscritas e procura mostrar o que esteve na origem da perseguição de que foi alvo, bem como a influência que continuou a exercer depois da sua morte.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Exposição mostra correspondência entre Abade de Baçal e Orlando Ribeiro
A correspondência trocada entre o Abade de Baçal, Francisco Manuel Alves e Orlando Ribeiro, algumas fotografias, mapas e inquéritos encontram-se expostos no Museu do Abade Baçal, em Bragança.
A relação entre o historiador e o geógrafo é o que desperta mais interesse nas pessoas, segundo o coordenador científico da exposição, João Garcia.
“A correspondência poderá interessar muito as pessoas porque está a parte mais pessoal entre eles e o inquérito é sobretudo para os estudiosos de Bragança. A amizade entre estes dois senhores foi importante para se ter uma outra visão de Bragança”, afirmou.
Os documentos encontravam-se na Biblioteca Nacional, no Museu Centro de Estudos Geográficos e no Museu Nacional de Arqueologia. “Baçal Segundo o seu Abade” é o nome da exposição, e segundo Amândio Felício, director do museu, no total estão expostos 40 documentos oficiais.
“É apresentado um conjunto de documentação original que nos remete para essa viagem, não apenas a correspondência trocada no âmbito da preparação da viagem, como alguns exemplares de cadernos de campo do próprio Orlando Ribeiro que descrevia e desenhava alguns pormenores”, explicou.
A exposição “Baçal Segundo o seu Abade” estará patente no Museu do Abade Baçal até dia 26 de Janeiro e depois será levada para Mirandela, onde ficará em exibição até Abril.
A relação entre o historiador e o geógrafo é o que desperta mais interesse nas pessoas, segundo o coordenador científico da exposição, João Garcia.
“A correspondência poderá interessar muito as pessoas porque está a parte mais pessoal entre eles e o inquérito é sobretudo para os estudiosos de Bragança. A amizade entre estes dois senhores foi importante para se ter uma outra visão de Bragança”, afirmou.
Os documentos encontravam-se na Biblioteca Nacional, no Museu Centro de Estudos Geográficos e no Museu Nacional de Arqueologia. “Baçal Segundo o seu Abade” é o nome da exposição, e segundo Amândio Felício, director do museu, no total estão expostos 40 documentos oficiais.
“É apresentado um conjunto de documentação original que nos remete para essa viagem, não apenas a correspondência trocada no âmbito da preparação da viagem, como alguns exemplares de cadernos de campo do próprio Orlando Ribeiro que descrevia e desenhava alguns pormenores”, explicou.
A exposição “Baçal Segundo o seu Abade” estará patente no Museu do Abade Baçal até dia 26 de Janeiro e depois será levada para Mirandela, onde ficará em exibição até Abril.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais
INFORMAÇÃO - CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGANÇA
Devido às condições climatéricas previstas para o próximo sábado (dia 30 de novembro), o Desfile pelas Ruas do Centro Histórico, o Espetáculo da Queima do Mascareto e o concerto com Sebastião Antunes & Quadrilha, integrados na Mascararte - IX Bienal da Máscara foram cancelados.
As restantes atividades constantes do programa mantém-se e podem ser consultadas AQUI.
As restantes atividades constantes do programa mantém-se e podem ser consultadas AQUI.
Jantar de FAMÍLIA da TASKA
Isso mesmo o dia tão esperado está a chegar, a tradição ainda é o que era...
O NOSSO jantar de FAMÍLIA é dia 21 de DEZEMBRO, CONFIRMA AQUI A TUA PRESENÇA.
O NOSSO jantar de FAMÍLIA é dia 21 de DEZEMBRO, CONFIRMA AQUI A TUA PRESENÇA.
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Concursos para maiores obras de Bragança ficam repetidamente desertos
A Câmara de Bragança tem lançado vários concursos para as maiores obras de um pacote de 25 milhões de euros que ficam repetidamente desertos por as empresas não conseguirem recrutar mão-de-obra, destacou hoje o presidente, Hernâni Dias.
De acordo com o autarca, “para as obras pequenas tem havido” interessados, mas, para aquelas de maior valor, surge “uma dificuldade enorme, que é esta questão, que está devidamente identificada por toda a gente, da falta de empresas que peguem nestas empreitadas”.
“Nós temos tido alguns empreiteiros que ficam com obras relativamente mais pequenas e que depois questionamos porque é que não concorrem às grandes e a resposta que nos dão é: nós não temos trabalhadores nem conseguimos recrutá-los para fazer as obras grandes”, afirmou à Lusa.
Para tentar contornar as dificuldades, o município tem dividido as empreitadas em lotes, mas, ainda assim, sem sucesso.
Um caso apontado pelo autarca foi a obra de cerca de três milhões de euros para a mobilidade sustentável.
“Já é quarta ou quinta vez. Da última vez conseguimos apenas adjudicar um lote de mais baixo valor, à volta de 600 mil euros”, concretizou, apontando outro exemplo da empreitada da ecopista que Bragança vai partilhar com Macedo de Cavaleiros e Mirandela, no antigo canal da Linha do Tua e que já foi a concurso “três ou quatro vezes”.
Hernâni Dias contou que o município já teve de lançar várias vezes concursos para a reabilitação de edifícios na zona histórica destinada à instalação de serviços públicos, como as Finanças, e habitação para jovens casais.
“Estamos a fazer sempre concursos públicos internacionais, já numa perspetiva de haver empresas que possam pegar nestas sobras, porque, efetivamente, tem-se notado uma dificuldade enorme de resposta da parte do tecido empresarial”, acrescentou.
As exceções, segundo o autarca, foram as intervenções em curso nas avenidas Sá Carneiro e João da Cruz, que “envolvem muito granito e há empresas que têm alguma facilidade”.
“São empresas de construção que têm pedreiras e conseguem ter uma capacidade concorrencial bastante melhor, porque já têm a componente da própria produção de pedra”, indicou.
Em construção está também a circular interior de Bragança, uma obra de cinco milhões de euros, para ligar a Avenida Abade de Baçal à Rotunda do Nerba, no Alto das Cantarias.
Nos próximos dias, a autarquia irá lançar o concurso para construção do Museu da língua Portuguesa, a maior obra prevista no valor de nove milhões e euros.
Todas estas empreitadas, assim como em ruas e bairros da cidade, fazem parte do programado no PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), com 17,6 milhões de euros assegurados por fundos comunitários para intervenções na mobilidade urbana sustentável, ação para as comunidades desfavorecidas e reabilitação urbana do edificado.
No final de 2020, o presidente da câmara perspetiva que as maiores obras estejam concluídas, nomeadamente aquelas que mais transtorno causam à mobilidade, mas outras começarão, como a intervenção na Praça Camões, para criar faixas e melhorar a circulação na atual calçada.
O presidente reconhece que os cidadãos pensam que as ruas estão sempre a ser abertas e reparadas, como aconteceu na Rua Nova, renovada no Verão e já toda refeita por causa de uma infiltração de água que pôs o piso às ondas, atribuída ao entupimento de um coletor.
Todavia, ressalvou que “há muitas coisas que não são abertas pela câmara, mas por empresas de telecomunicações, eletricidade e outros serviços.
“Nós às vezes rebentamos ruas para não impedir que as pessoas tenham acesso aos serviços”, sublinhou, adiantando que, para evitar estas situações, nas novas obras estão a ser instaladas já infraestruturas para que, no futuro, os prestadores de serviços consigam fazer esse trabalho sem rebentar ruas.
De acordo com o autarca, “para as obras pequenas tem havido” interessados, mas, para aquelas de maior valor, surge “uma dificuldade enorme, que é esta questão, que está devidamente identificada por toda a gente, da falta de empresas que peguem nestas empreitadas”.
“Nós temos tido alguns empreiteiros que ficam com obras relativamente mais pequenas e que depois questionamos porque é que não concorrem às grandes e a resposta que nos dão é: nós não temos trabalhadores nem conseguimos recrutá-los para fazer as obras grandes”, afirmou à Lusa.
Para tentar contornar as dificuldades, o município tem dividido as empreitadas em lotes, mas, ainda assim, sem sucesso.
Um caso apontado pelo autarca foi a obra de cerca de três milhões de euros para a mobilidade sustentável.
“Já é quarta ou quinta vez. Da última vez conseguimos apenas adjudicar um lote de mais baixo valor, à volta de 600 mil euros”, concretizou, apontando outro exemplo da empreitada da ecopista que Bragança vai partilhar com Macedo de Cavaleiros e Mirandela, no antigo canal da Linha do Tua e que já foi a concurso “três ou quatro vezes”.
Hernâni Dias contou que o município já teve de lançar várias vezes concursos para a reabilitação de edifícios na zona histórica destinada à instalação de serviços públicos, como as Finanças, e habitação para jovens casais.
“Estamos a fazer sempre concursos públicos internacionais, já numa perspetiva de haver empresas que possam pegar nestas sobras, porque, efetivamente, tem-se notado uma dificuldade enorme de resposta da parte do tecido empresarial”, acrescentou.
As exceções, segundo o autarca, foram as intervenções em curso nas avenidas Sá Carneiro e João da Cruz, que “envolvem muito granito e há empresas que têm alguma facilidade”.
“São empresas de construção que têm pedreiras e conseguem ter uma capacidade concorrencial bastante melhor, porque já têm a componente da própria produção de pedra”, indicou.
Em construção está também a circular interior de Bragança, uma obra de cinco milhões de euros, para ligar a Avenida Abade de Baçal à Rotunda do Nerba, no Alto das Cantarias.
Nos próximos dias, a autarquia irá lançar o concurso para construção do Museu da língua Portuguesa, a maior obra prevista no valor de nove milhões e euros.
Todas estas empreitadas, assim como em ruas e bairros da cidade, fazem parte do programado no PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), com 17,6 milhões de euros assegurados por fundos comunitários para intervenções na mobilidade urbana sustentável, ação para as comunidades desfavorecidas e reabilitação urbana do edificado.
No final de 2020, o presidente da câmara perspetiva que as maiores obras estejam concluídas, nomeadamente aquelas que mais transtorno causam à mobilidade, mas outras começarão, como a intervenção na Praça Camões, para criar faixas e melhorar a circulação na atual calçada.
O presidente reconhece que os cidadãos pensam que as ruas estão sempre a ser abertas e reparadas, como aconteceu na Rua Nova, renovada no Verão e já toda refeita por causa de uma infiltração de água que pôs o piso às ondas, atribuída ao entupimento de um coletor.
Todavia, ressalvou que “há muitas coisas que não são abertas pela câmara, mas por empresas de telecomunicações, eletricidade e outros serviços.
“Nós às vezes rebentamos ruas para não impedir que as pessoas tenham acesso aos serviços”, sublinhou, adiantando que, para evitar estas situações, nas novas obras estão a ser instaladas já infraestruturas para que, no futuro, os prestadores de serviços consigam fazer esse trabalho sem rebentar ruas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















