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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Detido em Vinhais por tráfico de droga

 Um homem, de 48 anos, foi detido, na sexta-feira, por tráfico de droga, no concelho de Vinhais


O sujeito foi detido na sequência de uma fiscalização de trânsito, no âmbito da Operação Páscoa. Os militares perceberam que o condutor apresentava um crescente nervosismo, sendo perceptível um odor a droga.

O condutor foi sujeito a uma revista pessoal e foi efectuada uma busca ao veículo, que resultou na apreensão de nove doses de cocaína, 186 doses de haxixe, 1 750 euros em numerário, uma viatura e um telemóvel.

O detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Bragança.

Escrito por Brigantia

DESPORTO | CAMINHADA MENSAL🥾 | ABRIL

 ✍️Inscrição AQUI.

Três homens detidos por suspeitas de furto qualificado de material agrícola em Mirandela

 Três homens foram detidos, pela PSP, em Mirandela, no passado sábado, por furto de um estabelecimento comercial. Os três suspeitos têm entre 17 e 34 anos e foi ainda identificado um menor de 12 anos


Segundo a Polícia, o proprietário deu conta do desaparecimento de material agrícola e reconheceu-o na mala de um carro, junto de um estabelecimento comercial.

A PSP conseguiu recuperar o material e entregá-lo ao dono. Entre os itens recuperados encontravam-se uma redutora de máquina de rastos, bomba de óleo, charruas de um motocultivador, e outros materiais e peças de maquinaria, num total de 100 mil euros.

Os suspeitos acabaram por ser libertados, sendo o caso remetido à Autoridade Judiciária que dará seguimento ao inquérito.

Escrito por Brigantia

GNR detém homem por violência doméstica em Macedo de Cavaleiros

 A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve um homem de 45 anos pelo crime de violência doméstica no concelho de Macedo de Cavaleiros que injuriou e tentou agredir as autoridades, anunciou hoje num comunicado a força de segurança.

A detenção aconteceu na quinta-feira, no seguimento de uma denúncia.

Os militares apuraram que “o suspeito exercia violência física e verbal sobre a sua companheira, de 47 anos”. 

No mesmo comunicado, a GNR descreveu ainda que o homem recebeu os agentes da autoridade “de forma hostil, injuriando e tentando agredir os militares”. O caso seguiu para o tribunal de Bragança.

A GNR relembrou que “a violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva”.

TYR // MSP
Lusa/Fim

Movimento de Miranda acusa diretora da AT de negação do Estado de Direito

 O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) acusou hoje a diretora-geral da Autoridade Tributária (AT) de “negação do Estado de Direito” pelo não cumprimento das ordens dadas pela tutela para cobrança do IMI das barragens.


“Como é que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais se vê obrigado a emitir três despachos, que basicamente dão ordens a uma pessoa que ele tutela [diretora-geral da AT] para fazer uma determinada coisa, e essa pessoa continua a não cumprir a ordem que lhe é dada, sendo esta a negação completa do Estado de Direito. Essa senhora [Helena Borges] mantém-se em funções e nada acontece”, disse à Lusa o membro do MCTM Graciano Paulo.

Este membro do MCTM considerou ser “chocante que alguém que seja obrigado a cumprir ordens do Governo não o faça”.

“O que é mais chocante é a falta da cobrança de impostos devidos, como é o caso do IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] ou Imposto do Selo, fundamentais para nossa terra [Planalto Mirandês]", reiterou Graciano Paulo.

O movimento cívico recordou um parecer vinculativo da Procuradoria-Geral da República (PGR) de 2006 que obriga à cobrança do IMI.

Por outro lado, o MCTM voltou a apelar à intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que faça prevalecer a lei e o Estado de Direito.

Em comunicado enviado à Lusa, o MCTM indica que “o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais foi compelido a emitir um terceiro despacho ordenando à diretora-geral da AT para que proceda à liquidação e cobrança do IMI sobre as barragens”.

Para o MCTM, o incumprimento deliberado da legislação fiscal constitui um crime de fraude fiscal e, quando praticado com a colaboração de agentes da AT, configura um crime de fraude fiscal agravada.

“Este cenário é absolutamente inaceitável num Estado de Direito. Num regime democrático não há lugar para tais comportamentos por parte dos dirigentes destas instituições do Estado e destas empresas e, como tal, devem ser responsabilizados”, reitera o MCTM.

O MCTM garante que não se calará “até que todos os impostos sejam pagos, tanto o IMI como o Imposto do Selo, o IMT e todos os demais que incidem sobre o negócio das barragens, que a AT tem negligenciado há mais de três anos”.

No comunicado, o MCTM expressa igualmente um louvor ao secretário de Estado, Nuno Santos Félix, “que não se deixou influenciar pelos poderosos interesses empresariais envolvidos”, reconhecendo-lhe “as virtudes de uma nova abordagem política”.

Nuno Santos Félix já havia determinado que as avaliações de barragens que venham a ser impugnadas por não considerarem a totalidade dos elementos que as integram devem ser revogadas e refeitas pela AT.

Esta indicação consta de um despacho datado de 04 de março, a que a Lusa teve acesso, em que Nuno Santos Félix refere que, "sendo impugnada a avaliação de aproveitamentos hidroelétricos" com base na "exclusão dos órgãos de segurança ou exploração da avaliação impugnada […] devem ser revogados os atos avaliativos que tenham excluído do respetivo objeto os órgãos de segurança ou exploração" quando os mesmos "devam ser qualificados como 'parte componente' do prédio".

Na origem deste despacho – o terceiro desde que o governante determinou a avaliação das barragens para efeitos de IMI – está a diferença com que os municípios e a AT entendem o que deve ser considerado para efeitos de avaliação e tributação em IMI no que diz respeito às barragens.

Em concreto, os municípios contestam o entendimento da AT – vertido numa circular de 2021 - segundo o qual as máquinas e equipamentos (como turbinas da barragem) não devem ser classificados como prédio, por extravasarem o conceito de prédio fiscal, ficando, por isso, fora da incidência do Imposto IMI e pedem ao Governo para o revogar.

A revogação, contudo, é colocada de lado por Nuno Santos Félix, tendo em conta que o atual novo Governo se encontra em gestão e que o entendimento (sobre as avaliações) anteriormente adotado pela AT perpassa diferentes legislaturas.

FYP (LT) // JAP
Lusa/Fim

Bombeiros de Bragança celebram contrato com a Distribui para angariar sócios

 Os Bombeiros Voluntários de Bragança querem angariar mais sócios. Desta forma, celebraram um protocolo com as Lojas Distribui Talhos Novo Horizonte, em que os sócios dos bombeiros beneficiam de 10% de desconto nos Talhos Novo Horizonte


José Fernandes, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros, espera que mais pessoas se tornem sócias com este protocolo de cooperação. “Os protocolos quando são feitos têm de beneficiar ambas as partes. Neste caso, beneficiam os Talhos Novo Horizonte e beneficiámos nós, com o desconto de 10% para sócios e bombeiros em todos os produtos. Pretendemos que, com esta medida, mais pessoas se tornem sócias dos bombeiros de Bragança e que os Talhos Novo Horizonte ganhem mais visibilidade”.

Teófilo Domingues, da Distribui de Bragança, mostra-se agradado com a parceria e pretende que as pessoas visitem mais os Talhos Novo Horizonte com esta iniciativa. “É uma parceria em que o principal intuito é ajudar os bombeiros e dinamizar as vendas dos Talhos Novo Horizonte. Para ser feito o desconto, é só apresentar o cartão de sócio dos Bombeiros de Bragança”.

O protocolo foi celebrado na passada quarta-feira, na sede da Distribui, em Bragança.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Vitor Fernandes Pereira

Hoje é ...

Sol de Inverno, no altaneiro Castelo de Bragança.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

MDB - 10 de MAIO de 1974

Teatro, arte da respiração

 No ano em que me estreei em livro (Inconvencional, poesia, 1973), escrevi a primeira de onze peças, agora reunidas em Teatro (Lisboa, Edição do Autor, 2021, 572 páginas). Era o sonho de uma arte participada por todos, como se exigia para uma diferente respiração nacional, politicamente moribunda. A Pedra metaforizava a opressão desse tempo, na figura de polícia que vem prender jovem universitário rebelde, escrevendo peça com o mesmo título, enquanto pai emigrante sufoca, sem perspectivas de amanhã, sob o cinismo do regime. Voto colectivo, homens, mulheres e crianças abrem esta «penetragédia» (seja, quase tragédia, nas soluções corais), transformando um regresso de funeral em manifestação de protesto, em cujos cartazes se lê «Queremos respirar!».
Longe de mim pensar que, 47 anos depois, iria escrever Pandemia, em que a respiração tudo suspende, dos abraços à liberdade. Nestas cem páginas entre camilianas e detectivescas, adensa-se cada psicologia, e não sei se deva realçar oportunismos, as relações intrafamiliares, a construção de uma amizade, a abnegação e o bem morrer. Em off, um narrador enquadra as cenas: imagino projecção no cenário de quanto vemos diariamente nos ecrãs.
Entre estas duas peças, não deixei de questionar outros avanços – na estrutura do Poder, tantas vezes cruel e dissoluto, em que incluo conflitos interpessoais –, também da dramaturgia. Assim, Faca no Sol (1974) debruça-se sobre a construção de uma sociedade sem escravos, em que se arrisque a esperança. Escrita no pós-25 de Abril, troca, no final, o hieratismo do tom pela discussão solta entre os actores (já não as personagens) e o público.
O Golpe (1975) desenvolve A Pedra, no que tem de guerrilha efectiva a um governo de Direita autoritária bajulada pela sua Direita extrema. Quem manda, afinal? O desafio da liberdade, ainda num impasse, como nesse Verão Quente de esquerdas totalitárias e satélites, é compensado por quadros delirantes, validando o à-vontade de encenador imaginoso.
Duas personagens (e um empregado pouco falador) protagonizam Jardim (1977), que já publicara como conto em A Flor e a Morte (1983). O diálogo é a forma suprema de respiração: sem diálogo, asfixiamos. Tento por esta via, desde sempre, uma ficção facilmente adaptável à cena, e mais quando sabemos da dificuldade nacional em ‘falar naturalmente’. Mas deixando, por agora, o risco de contaminação entre géneros, direi da surpresa em ler aí a guerra entre genes masculinos e femininos, e como, em cada um de nós, se disputam, algo que deveria acalmar quem supinamente ignora fundamentos da genética.
Vinte e um anos depois, voltei à nossa condição de mortais: Acidente (1998-2000) começa por ser uma conversa sobre a actualidade entre dois mortos na morgue, cujos gavetões abrem e fecham, a par de existências comentadas por vivos, assim misturando memórias. O absurdo está na vida, nos vícios ou síndromes privados, como divertidamente mostro em Delírio (2015). Cada pausa anuncia uma explosão do sentido. Além de um teatro parco de meios e agentes – e as minhas personagens são mais indicações do que nomes próprios, capazes de desdobramentos, se um encenador quiser seguir esse guião –, junte-se boa disposição, além de um pé no quotidiano que nos afecta.
Diferente das cinco que antecedem e seguem, O Divino (2002) narra os últimos momentos de Almeida Garrett. Há restos de um conflito conjugal, de amores fugidos, da amizade reatada com Alexandre Herculano, eu sei lá! Conheço tão bem este autor, que preferi olhar ao homem, do qual, por vezes, me julgo companheiro. Ele é o nosso primeiro intelectual, cosmopolita por excelência, que sabe vestir bem, unindo coragem e génio brincado. Dá nome a praças, e à mais central de Bragança, que, todavia, não nos lembra. Espoliado da pátria, soube, também soldado, recuperá-la.
A mais longa, Sábado (2012-2013), assenta neste dia de reflexão, véspera do voto. Como ganhar uma eleição contra sondagens e evidências? Deve ligar-se a Doença (2016-2017), inaugurada com longo comício, em que um decrépito Pai da Pátria sobrevive à custa de sósias. Do jornalismo venal a um atentado gratuito, vale tudo, neste pântano e seus miasmas. À atenção, pois, de leitores e eleitores. Outra forma de sobrevivência, cínica e abjecta, é propor uma Guerra Civil (2019). Nesta trilogia, com micro-histórias onde, a par da denúncia, não deixo de exaltar valores, está a violência do nosso tempo, manipulador, em que se respira menos do que julgamos.
Deve a arte, entretanto, opor-se a qualquer veio de tirania; dizê-lo claramente em palco, a bem da nossa saúde.

Ernesto Rodrigues

Não há Páscoa sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça

Por: António Orlando dos Santos (Bombadas)
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Domingo, 31 de Março, dia da Páscoa do Senhor do Ano de MMXXIV.
É-me difícil estar longe da minha terra nestas ocasiões maiores das festividades do nosso calendário que nos indica os dias que eu deveria ser mais diligente em cumprir com as obrigações que a Igreja nos impõe e a minha mãe e meu pai me ensinaram a cumprir. Mas onde vai esse tempo de moldagem e do acto de plasmar no mais fundo de mim os ensinamentos das regras de pertença que mantive sem que fizesse qualquer esforço físico ou psíquico para me sentir inteiramente católico. Talvez a idade opere em mim algumas mutações particularmente no acto de tentar compreender as concordâncias e a discordância que se me propõem em dias como este que aprendi em pequeno a não discordar, mas que hoje se me apresentam sob um prisma mais simples de analisar mesmo tendo em conta a complexidade de tal acto que me repõe exactamente no mesmo lugar analítico que é: porque são tão obscuros os sentimentos que a nossa mente tenta discernir e às vezes nos faz ver uma outra luz que seguidamente se apaga e nos deixa a sensação de impossibilidade de mudarmos em nós o que afinal esteve sempre lá.
Encontro-me fora de Bragança e este dia de Páscoa tão vazio que eu estava convicto que se passaria sem nada de importante, já que o cerimonial que dá vida e encanto a esta solenidade se passaria nas igrejas principais no centro da cidade ficando tudo muito dentro de portas. Mas, eis que chegando-me à janela voltada para a rua, vejo um "compasso" formado por gente de várias idades mas onde prevalecia a juventude e o Porta-bandeira sendo de meia idade era como que o catalisador de toda a comitiva, dando ordens, chamando a atenção para o dever de decoro a toda a outra comitiva que com um sorriso nos lábios acatava o reparo do maioral que transportava a cruz do Senhor e fazia com que o compasso parecesse de uma dignidade leve mas impressiva.
Da minha janela vi-os entrar na porta do edifício e pedi a Deus que os encaminhasse para o meu andar que eu estaria ali esperando-os para lhes dar as boas-vindas. Esperei à porta dentro do edifício para lhes pedir que entrassem dentro de minha casa pois eu estava seguro que o Senhor não negaria o gesto que se tornaria tão importante para mim e minha esposa, pois que minha filha e meu genro se haviam ausentado sem se aperceberem desta manobra. Para meu embaraço vejo o compasso sair a porta do edifício o que significava que a bênção tinha sido a um apartamento apenas. Corri para o elevador e quando cheguei à rua vi o grupo com o seu passo cadenciado quase ao cimo da rua. Gritei-lhes que esperassem e o grupo parou e esperou que eu dissesse da minha justiça. Cumprimentei-os desejando-lhes Boa Páscoa e pedi-lhes que, por favor, retrocedessem e entrassem em minha casa. O elemento que portava a Cruz respondeu-me com um sorriso nos lábios dizendo-me que com todo o prazer o faria.
Retrocedemos e depois de abrir a porta da rua entrámos nos elevadores e dirigimo-nos para os meus aposentos onde a minha mulher já nos esperava. Após a bênção, ditas as palavras de gáudio e com uma serenidade que sentimos todos que transcendeu o quotidiano despedimo-nos e senti em mim um júbilo que há décadas não me tocava nem sequer levemente.
Louvado seja o Senhor!
Agradeço ao Senhor toda a força e amor que transmitiu aos seus servos que ele fez encontrarem-se para O louvarem. 
Boa Páscoa para todos na Paz do Senhor.



Domingo 31/Março/2024, em Vila  Nova de Gaia
A. O. dos Santos
(Bombadas)

Vale de Prados cumpriu tradição com a Queima do Judas

Circuito Turístico de São Bartolomeu

 
As grandes obras implicam sonho e sacrifício. O sonho em conjunto com os outros torna-se realidade [John Lennon], e o sacrifício acaba por se encontrar a mais bela e valiosa das recompensas [Agostinho da Silva], a obra nascente. Em Bragança, na década de 1940, surgiu o circuito turístico de São Bartolomeu, de um sonho tornado realidade, graças ao esforço coletivo, encabeçado por Dias Parente, que envolveu o Município, o Governo Civil, a Diocese, os mordomos e a população em geral.

Já em 1872 se dizia, de um troço da atual Estrada de Turismo [N 217-1]: “Bragança não tem em seus arredores local mais aprazível, nem recreativo e, seria muito útil até para louvar que a Câmara Municipal, um dia, se lembrasse de mandar limpar-lhe as pedras, desviar-lhe as águas, que o arruínam, fazendo assim transitável um dos principais caminhos das avenidas da cidade” [“A Confraria”, 1872, 8 a 10].
A 9 de agosto de 1942, Manuel António Pires, presidente do município descrevia planeando: “o lindíssimo panorama da cidade de Bragança, vista de um plano superior [Estrada de Turismo], está destinada a tornar-se, dentro em pouco, um dos passeios mais preferidos, dos seus habitantes, local apropriado, para certames automobilísticos [AHCMBGC, Lv.40, 246, 247]. E, assim aconteceu! Neste circuito decorrem provas automobilísticas, motorizadas e velocipédicas, embora se presuma que o troço nunca tenha sido homologado para tal [INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, 01/08/2017].
O ponto central é o monte São Bartolomeu, polo de atratividade turística que se qualificou nas suas estruturas, dotou-se de outras, para possibilitar a distensão, o lazer e o acolhimento. Continuava o autarca: “não seria descabido que se promovesse o embelezamento natural daquele sítio, já considerado de turismo, por meio de arborização, compostura da capela, […] um barracão que pudesse portar-se para abrigo dos visitantes, proporcionando-lhes também caminhos acessíveis para carros e peões, podendo até para estes construir-se um «escadório», que ficaria interessante, de ligação da mesma estrada e, do referido local. Proponho, portanto, que este aspeto seja submetido à apreciação da Comissão de Turismo, encarregando-a simultaneamente da elaboração de um plano de obras que, embora modestos, satisfaçam os justos fins que se têm em vista” [Ibidem].
O circuito turístico foi pensado de forma global, como hoje raramente se faz, para ser um polo de atração turística. Conclui-se com o arranjo da capela de São Bartolomeu, a arborização, os caminhos para carros e peões, o mirante, a casa da mordomia no ano de 1947 (Mensageiro de Bragança [MB], 111,1944), o coreto do concurso pecuário em 1948, a estrada em 1948/49 [MB, 204, 1947, 2], o «escadório» em 1949 [MB, 261, 1949, 4], a Pousada em 1960? [MB, 791, 1959, 4]. Apesar do modesto plano de obras, por causa da II Guerra Mundial, a edilidade e os brigantinos não deixaram por concluir o emblemático circuito turístico, apenas “pelos justos fins que se tinham em vista” [MB, 936, 1962, 6]. E hoje, como evoluiu esta estância?

Pe. Estevinho Pires

Feirinha da Pascoela - Torre de Moncorvo

Venda de cordeiros não correu como esperado para os criadores da região

 Páscoa é sinónimo de venda de cordeiros e cabritos na região. No entanto, o negócio não correu como era esperado.


O criador Domingos Afonso, de Carragosa, Bragança, vendeu 150 cordeiros, mas o preço não é suficiente para cobrir os gastos que tem. “Os cordeiros vão indo, baratos. 60 euros cada cordeiro, isso não é nada, porque já o comeu. O ideal era 80 a 100 euros. A alimentação dá trabalho, fica cara, e o que mais caro fica é a palha para os estrumar”, disse.

Maria da Glória Fonseca também é criadora de cordeiros, mas em Vilar Seco, Vimioso. Nesta Páscoa vendeu 75, menos do que na anterior, porque foi obrigada a reduzir ao efectivo. “Tenho menos gado porque tudo aumentou muito, não há combustível que aguente. Pago um camião de palha a 3300 euros”, referiu.

Além do preço e dos custos de produção terem afectado a venda do cordeiro, a doença também veio estragar o negócio. Aconteceu a Antónia Pires, de Rio Frio, Bragança, que vendeu apenas 40. “São poucos até, tivemos muita quebra. Morreram de diarreia. Morreram para aí 30 ou mais”, disse.

Já no que toca ao cabrito, segundo António Neves, presidente da ANCRAS, Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana e da Cooperativa do cabrito Transmontano, as vendas correram como o habitual. O preço a que é vendido é que não é o desejado. “O preço do cabrito não tem sofrido muitas oscilações. Nesta altura é um bocadinho mais alto, na casa dos 16 euros. Eu já vi cabrito à venda esta Páscoa a 26 euros numa grande superfície, de um cabrito que saiu da cooperativa a 14 euros”, lamentou.

A venda de cordeiro e cabrito, nesta Páscoa, a ficar aquém das expectativas dos criadores da região, tendo em conta o aumento dos custos de produção.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Quatro municípios do distrito integram Caminho de Santiago Leon de Rosmithal

 Vila Flor, Mirandela, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo integram agora a rota Leon de Rosmithal dos Caminhos de Santiago


Este percurso atravessa a região Norte de Portugal, e consiste no percurso feito por Leon de Rosmithal em 1465 até ao túmulo do apóstolo Santiago Maior.

12 municípios assinaram o protocolo de cooperação, quatro do distrito de Bragança. Em Vila Flor, a rota tem 29 km e passa por várias freguesias. “Inicia o seu percurso na freguesia do Nabo e atravessa a União das Freguesias do Nabo e Vila Flor, atravessa Samões e a freguesia de Freixiel, potenciando a visitação dos concelhos que são atravessados pelo caminho”, adiantou o presidente da Câmara Municipal, Pedro Lima.

Já em Mirandela, o percurso passa pelas localidades de Abreiro e Milhas, num troço de 12 Km. O vereador da câmara, Vítor Correia, não tem dúvidas de que a peregrinação vai dinamizar estas localidades e até impulsionar a construção de alojamentos. “Vai fazer com que algumas casas que estão ainda por reabilitar possam ser reabilitadas sob o ponto de vista de oferta aos peregrinos no que diz respeito a albergues. Fica aberta a iniciativa a privados e a junta de freguesia,”, frisou.

A presidente da Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago, Ana Rita Dias, disse estar a ser desenvolvido um trabalho de certificação dos percursos. “Há uma série de caminhos que estão a ser trabalhados para a certificação. Recentemente também foi apresentado o projecto da marcação e sinalização do Caminho de Santiago de Leon de Roshmithal, que também está a começar", avançou.

O Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal tem uma extensão de 230 Km e integra 12 municípios, entre eles Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Mirandela. O protocolo de cooperação foi assinado no passado dia 20.

Escrito por Brigantia
Foto: Município Vila Flor
Jornalista: Ângela Pais

Feira da Bola Doce atraiu milhares de pessoas a Miranda do Douro

 Feita de massa, açúcar e canela, a Bola Doce foi o centro das atenções entre quinta-feira e sábado em Miranda do Douro


A procura superou as expectativas e houve até quem tivesse esgotado o stock. Foi o caso da expositora Sofia Araújo, do stand “Tradição Transmontana”. “Tudo esgotado. Já só tenho mesmo o que está aqui na banca. Para hoje já só tenho estas duas metades, de 50 que foram feitas hoje e ainda fui buscar mais 10. Está a correr melhor do que era previsto”, contou.

E o prémio de melhor Bola Doce foi para o Cimo da Quinta Miranda do Douro. Foi uma das três bolas que concorreu ao concurso de melhor Bola Doce e venceu.

Já não é a primeira vez que leva o prémio para casa. Rui Pires explicou que o segredo está nos ingredientes e nas mãos de quem a faz. “É feita de camadas de açúcar e canela, entre cinco a sete, e depois são as mãos de quem faz este produto”, disse.

Apesar do frio e da chuva, houve quem rumasse a Miranda do Douro para visitar a feira, alguns com raízes na região, outros visitantes do país vizinho.

“Adoro a bola doce de Miranda do Douro. Já tentei fazer em Lisboa, é difícil. Acho que é um dom das pessoas de Trás-os-Montes”, disse uma transmontana, que vive em Lisboa e que veio matar saudades de casa na Páscoa.

Ao longo dos três dias também não faltou animação, com a actuação dos vários grupos de pauliteiros e pauliteiras do concelho de Miranda do Douro.

Desde 2013 que as mulheres decidiram abraçar a tradição. E assim surgiu o grupo de pauliteiras de Sendim. Lara, de 21 anos, é uma das jovens que quer manter vivas as danças. “É uma tradição que já é antiga na nossa terra e também para mostrar que as raparigas são umas guerreiras”, sublinhou.

A Feira da Bola Doce decorreu entre quinta-feira e domingo, em Miranda do Douro. Além da venda deste ex-libris mirandês, também não faltaram outros produtos regionais, como o mel, o azeite, licores, queijo, enchidos e artesanato, num total de 90 expositores.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Daniel Pires e Albertina do Carmo - Fonte do Salgueirinho - Março 17, 2015 - Cobelas, Vinhais

𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮çã𝗼 𝗔𝗯𝗿𝗶𝗹 𝟮𝟬𝟮𝟰

 Em abril, mês da comemoração dos 50 anos da Revolução dos Cravos, o Município de Freixo de Espada à Cinta apresenta uma vasta programação, dirigida a toda a população, com especial enfoque na celebração da liberdade, e na dinamização da cultura e do desporto no concelho.
Convidamos a população a participar nestas iniciativas, para miúdos e graúdos,  que prometem não deixar ninguém indiferente.

Neste mês de abril, destacamos:

* 2 a 6 - Campeonato Europeu de Pelota
* 24 - Encontro Ibérico de Desporto Sénior
* 25 - Sessão Evocativa dos 50 anos do 25 de Abril
* 26 a 28 - 1° Encontro Desafio EIP/24

A Amêndoa. Da árvore à mesa