Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Os Arquivos Nacionais Ingleses divulgam informação das discussões na Hause of Lords sobre os OVNIs


Os Arquivos Nacionais Ingleses (http://www.nationalarchives.gov.uk/) estão a divulgar mais de 8.500 páginas sobre OVNIs nomeadamente sobre os seus avistamentos, discussões e relatórios, mostrando como os OVNIs foram discutidos pelos governos de todo o mundo.
Os ficheiros, com documentos, são de possível "descarregamento" (http://ufos.nationalarchives.gov.uk/ ) desde hoje até Abril deste ano e cobrem documentos e questões colocadas pelo Parlamento inglês de 2000 a 2005, pois é interessante verificar como um boato foi tratado em 1978 como uma ameaça à segurança do Reino Unido.
Segundo a Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Objeto_voador_n%C3%A3o_identificadoos) OVNIs são muito comuns no quotidiano de quem trabalha com aviação civil e militar. Na análise de especialistas em aviação, os OVNIs são frequentemente confundidos com aves, aviões, satélites artificiais e balões meteorológicos. OVNIs também podem ser interpretados como um dos vários fenómenos provocados pelo sol, humidade e atmosfera. Em certas épocas do ano planetas como Mercúrio, Vénus, Júpiter, Marte e Saturno são visíveis a olho nu – é muito comum pilotos de avião se depararem com algo de estranho no céu quando se trata se uma reflexão de um planeta ou satélite.
À noite o tema é mais controverso pois como não há luz do sol incidindo e provocando fenómenos naturais típicos, os avistamentos são difíceis de explicar. Há que se considerar sempre a presença de aviões e principalmente militares que fazem exercícios de rotina e treinamento.
Em localidades rurais onde não há muita luz como numa cidade, é comum o avistamento de estrelas cadentes e meteoritos. Certas condições naturais como o acumular de grande quantidade de material orgânico decompondo-se e a temperatura podem ocasionar fenómenos raros como a combustão de gases no ar e provocar fogo, as chamadas "bolas de fogo" no alto de montanhas e encostas de lagoas.
Tratando-se já de matéria histórica que marcou os anos 70 do século passado, a divulgação destes ficheiros poderá ser de interesse para investigadores e curiosos da matéria.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Homens da Luta na Final da Eurovisão

A canção 'A luta é alegria' venceu a 47.ª edição do Festival RTP da Canção, que se realizou sábado no Teatro Camões, em Lisboa, com a votação do público a mostrar-se decisivo no resultado final. VEJA O VÍDEO com a música vencedora.
A canção vencedora tem letra de Jel e música de Vasco Duarte e foi interpretada pelos Homens da Luta que vão representar a RTP no Festival da Eurovisão 2011 na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, em maio.

De acordo com a votação das 20 equipas de jurados (18 distritos e Açores e Madeira) a canção 'São os barcos de Lisboa', com letra e música de Carlos Massa e interpretada por Nuno Norte, era a vencedora.

domingo, 6 de março de 2011

Viver Entre Muralhas

Se em momentos de maior silêncio o pequeno núcleo de cerca de sessenta habitantes parece deserto, basta procurar os recantos soalheiros. É por aí que se reúnem os mais idosos à conversa. Elas quase sempre de rendas no regaço, eles com algum cão aos pés, deitando um olho às traquinices dos netos que acabaram de chegar da escola.

sexta-feira, 4 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Para todos os que são contra o Novo Acordo Ortográfico:

Ainda vamos a tempo de tentar impedir o Acordo na Assembleia dentro de dois meses!
Só necessitam de visitar a página: Sou Contra o Novo Acordo Ortográfico (clica aqui)
Esta página descoberta explica-nos o que devemos fazer para evitar a aplicação do novo Acordo Ortográfico em Portugal.
O problema é que este Acordo não foi feito a pensar em Portugal e apesar de não ter efeito no Brasil, afecta muito a variante de Portugal e dizer sim a este, será dizer sim aos próximos que virão. Este é o primeiro de muitos acordos e é considerado "insignificante", os próximos serão piores e mais agressivos.
Baptismo sem "P" seria lido como "Bâtismo" (como na palavra "Batida"). Excepto sem "P", entre muitos outros factores que para os Brasileiros não farão diferença mas que a nós nos afecta, porque a nossa fonética e regras são muito diferentes, faz parte da riqueza da nossa variante.
E quem gostará de ver "direto", "atualização" e um dia vermos "abitação" ou "oje" nos futuros acordos?
E o acabar a distinção entre Português-PT e -BR fará com que todos os softwares venham já com uma só variante. Seremos forçados a ver nos sistemas operativos, fóruns, softwares, "enquete" para votação, "deletar" para apagar, e muitas outras coisas sem possibilidade de escolha. O Google Translator já traduz as palavras para o Português-BR e não para o -PT.
Os manuais escolares virão com o novo Acordo e não é opcional, após o período de transição estaremos a escrever de forma considerada errada pelo Acordo. Somos mesmo obrigados a escrever como no Acordo, a história da "dupla grafia" é temporária, a história de "só escreve com o Acordo quem quer" é falsa!
Se forem contra o Acordo Ortográfico, tentem agir e ajudar a nossa língua materna!
Só terão de ir ao site acima, ler tudo, e por favor enviem a todos os vossos contactos o site por email, temos só dois meses para fazer algo.
Os que sejam pró-Acordo que nos perdoem a colocação deste post mas achamos que os que são contra teriam o direito a se manifestar.
Não quer este post assim gerar polémica, nem causar distúrbios nem confusão, nem ofender ninguém. Desejamos apenas dar a conhecer a todos que podemos ainda tentar algo para defender o nosso actual Português.
Este fórum já serviu para muitas coisas no passado, e sabemos que hoje em dia não é a mesma coisa.
Mas a Comunidade que nele nasceu, pode não ter nascido em vão, e pode ter escolha e poder na defesa de questões tão importantes ao nosso país como a nossa própria Língua, afinal não somos assim tão poucos. Assim, esta Comunidade pode ter realmente efeito na nossa cultura e actualidade.
Só temos de fazer algo para defender o que é nosso. Temos de agir e defender aquilo em que acreditamos.
E assim esta Comunidade poderá ter um papel decisivo no nosso país.
Obrigado a todos os que ajudarem a esta causa de terceiros que vários de nós decidimos abraçar também.
Este movimento NÃO TEM quaisquer ligações políticas, trata-se de um grupo de cidadãos a querer impedir um Acordo que afectará o povo Português mais do que pensamos.
Não iremos enviar mais pedidos, quem quiser que se inscreva na mailing list do site e eles que nos/vos dêem novidades futuras só a quem queira.
O Acordo se seguir em frente, será apenas por inércia dos Portugueses que o permitirão.
Um resto de bom ano a todos! E cumprimentos aos Brasileiros também, isto não é nada de pessoal. É uma questão cultural.
"Nuno"

quarta-feira, 2 de março de 2011

Resolução - isenção de portagens na A4

Resolução tomada pela Câmara Municipal , por unanimidade, em reunião realizada no dia 28 de Fevereiro de 2011, no sentido de ser garantida a isenção de portagens na A4 / Auto-Estrada Transmontana.
Convida-se V. Ex.ª a também fazer o que estiver ao seu alcance na prossecução deste desiderato, nomeadamente subscrever e promover a respectiva subscrição da petição.


TRANSMONTANO, se apoia esta iniciativa, não deixe de subscrever esta Petição!

Bebés vão passar a nascer com n.º de contribuinte, decretou o governo.

Soubemos ainda que com a introdução da medida, o uso do preservativo será considerado fuga ao fisco.

Que descanses em Paz...!

Mais um amigo que partiu e que não voltaremos a ver.

Restam as eternas saudades, das cervejas que bebemos juntos,das jantaradas e petiscadas, das gargalhadas, das noites mal dormidas em que, quase, tudo nos era permitido.

Até um dia destes… Jorge.
Que descanses em paz!

Parabéns Antero Luís

Ao amigo e conterrâneo desejo e, se me permitem, em nome de todos os Bragançanos, os maiores éxitos profissionais, nesta tua nova missão.

Antero Luís
O novo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna e responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança (GCS), Antero Luís, não está preocupado com o orçamento do gabinete, mas foi dizendo que é necessário continuar a investir nas novas tecnologias.
O juiz, que veio do cargo de director do Sistema de Informações de Segurança (SIS) - substituído por Horácio Pinto - acredita que a nova plataforma de interoperabilidade dos sistemas de informação vai, garantiu ao i, ser importante para mudar as mentalidades e, de alguma forma, resolver a velha questão da partilha de informações entre as polícias. O novo secretário- geral disse ainda que vai reunir com todos os directores das forças de segurança e considerou prematuro fazer qualquer comentário a possíveis convulsões sociais que o antigo secretário-geral, Mário Mendes, referiu recentemente.
Mário Mendes disse ao i que a situação de convulsão social continua latente "sobretudo em zonas urbanas sensíveis", como foi o caso recente do Bairro da Arrentela, na Margem Sul, onde jovens incendiaram um autocarro na sequência de confrontos com a PSP. Para o antigo secretário-geral do GCS, que regressa ao Supremo Tribunal de Justiça, há o perigo de surgirem franjas autónomas no interior dos movimentos organizados de contestação sindical, que podem vir a potenciar conflitos sociais. Pode suceder, referiu Mário Mendes, que os sindicatos tenham que, de alguma forma, não deixar que essas franjas se aproveitem dos movimentos de contestação.
Para Mário Mendes, o caso da Arrentela pode ser ou não uma face visível dessa latente conflitualidade social. Em França, recordou, foram acontecimentos como esse que originaram o clima de violência que se veio a verificar. Todavia, conclui que, no que diz respeito à segurança, Portugal está preparado para conter este tipo de ondas de violência.
Na tomada de posse do juiz desembargador Antero Luís, estiveram o ministro Rui Pereira e o secretário de Estado da Justiça. Augusto Freitas de Sousa

terça-feira, 1 de março de 2011

Mogadouro na Rota das Amendoeiras em Flor

Produtos de excelência em exposição e diversas actividades promocionais durante os próximos fins-de-semana
O município de Mogadouro promove a XVIII edição da Feira Franca de Produtos da Terra, uma iniciativa que decorre de 5 e 20 de Março e visa a dinamização turística local, integrada no programa Amendoeiras em Flor 2011.
O certame decorre aos fins-de-semana e apresenta um variado programa de animação cultural e desportivo, para dar a conhecer o tradicional espólio etnográfico e folclórico de Mogadouro, bem como as potencialidades turísticas daquele concelho do Planalto.
Durante o certame, cerca de 30 expositores promovem os produtos típicos da região.
Em simultâneo e aproveitando o fluxo de visitantes que se deslocam a Mogadouro nesta época do ano, a autarquia promove, de 5 a 8 de Março, o V Festival Gastronómico “Sabores de Mogadouro – Bulho com Cascas”, um evento que destaca um dos mais apreciados condimentados pratos típicos do concelho: enchidos acompanhado com cascas (vagens de feijão seco).
Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, João Henriques, trata-se de um evento que tem como objectivo “preservar, valorizar e divulgar os produtos agrícolas, ao mesmo tempo que se procura dar a conhecer o município enquanto destino de turismo gastronómico”.
A Feira Franca é uma verdadeira a montra dos produtos da terra e vai ser animada pela Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro. Na edição deste ano do certame, que abre as portas no próximo dia 5, os expositores apresentam ao público os mais genuínos produtos regionais, nomeadamente azeite, fumeiro, pão tradicional, graduras (feijão seco com casca), mel e folar, entre outras iguarias típicas.
Passeios pelos trilhos do município de Mogadouro e muita animação na Freira Franca
A par das propostas gastronómicas, estarão também presentes na mostra alguns artesãos, que mostrarão ao vivo o segredo das suas artes ancestrais, tais como a olaria e a cestaria, artesanato em madeira e objectos pintados à mão.
No dia seguinte, inicia-se a IX Prova do Circuito Nacional de Montanha “Trilhos de Mogadouro – Amendoeiras em Flor 2011”, com partida da freguesia de Valverde. A tarde de domingo está reservada à animação musical, com a realização do III Festival de Folclore das Amendoeiras.
As festividades regressam no fim-de-semana seguinte e os desportistas e apreciadores do BTT podem participar na terceira edição do “BTT das Amendoeiras”, que percorrerá alguns dos mais belos trilhos naturais de Mogadouro. Destaque, ainda, para a apresentação do livro “Bruçó, as Memórias Paroquiais de 1747 e 1758 – Notas Históricas e Etnográficas”, da autoria de Antero Neto. A noite vai ser animada com a actuação da banda Tall. No domingo, realiza-se um passeio mototurístico pelo município.
O último fim-de-semana da feira reserva o VI Encontro de Pauliteiros do Concelho de Mogadouro, com a actuação de grupos de Valcerto, Bemposta, Saldanha, Sanhoane e Mogadouro, seguindo-se, à noite, um concerto com a “Orquestra Profetas”, na Avenida Nossa Senhora do Caminho.
Por: Francisco Pinto

14 de Maio de 2010!

 Esta data diz algo, a alguém? E 2 de Dezembro de 2010? Sim? Não? Bom, não admira!
Não admira que esta sociedade não saiba, não queira saber e se esteja perfeitamente nas tintas para os dias em que desapareceram duas figuras de prôa, de luxo e de respeito na nossa "sociedade". Prof. Saldanha Sanches.Prof. Ernani Lopes. E que lhe fez a sociedade?!?!?
Pouca coisa, uma ou duas notícias nos jornais rádios e televisões. Perderam-se dois faróis da democracia, fiscalidade e economia e nada...
Entretanto, algures num quarto de hotel em Nova Iorque, também em 2010, um jovem de 21 anos enche-se de coragem e num acesso de raiva, mata e mutila um velho panasca de 65 anos. Alguém que era "conhecido" por dizer cobras e lagartos de uns e de outros... e que faz a sociedade?!?!?
Não... não... não irão erguer uma estátua ou dar o nome de uma rua, ou sequer apoiar publicamente um jovem de 21 anos, que arrastado para um meio chulo e prostituinte que é o da moda e do mediatismo, não aguentou a pressão de um panasca que o queria apalpar e sodomizar e o castrou... não... antes pelo contrário!
Esqueçam-se Saldanha Sanches, José Torres, Hernani Lopes,  Carlos Pinto Coelho, Mariana Rey Monteiro, Rosa Lobato Faria, Matilde Rosa Araújo, Mário Bettencourt Resende, Virgílio Teixeira. TODOS desaparecidos em 2010.
E claro, não me posso esquecer, nem nunca o farei. Esse senhor do entretenimento, com inteligência, que foi António Feio. O país chorou esse homem, esse actor, esse lutador que desapareceu em 2010.
Que lhe fizemos? Nada, esquecer...Agora querem dar o nome de rua a um parasita que "escrevia umas crónicas" e levava no pacote...Triste Portugal, ao que chegámos!

Curso Europeu de Primeiros Socorros com DAE (Desfibrilhador Automático Externo)

A Delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa vai realizar um Curso Europeu de Primeiros Socorros com DAE (Desfibrilhador Automático Externo) nos dias 12 e 13 de Março 2011 (fim-de-semana), no seguinte horário:
- Dia 12 (Sábado) das 19h00 às 23h00;
- Dia 13 (Domingo)das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Preço:
- 105€ sócios;
- 120€ não sócios;
- 100€ colaboradores de IPSS, quando enviados pelas mesmas.

Inscrição até dia 7 de Março de 2011
Pagamento de 50% no Acto da Inscrição.

Contactos:
Delegação de Bragança da CVP
Rua 1º de Maio nº2
5300-236 Bragança
tel: 273 324 420
tll: 936 792 773
Fax: 272 324 431
e-mail: cvpbraganca@sapo.pt

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aqui Mando Eu


UM CERTO COMANDANTE DA PSP ACHANDO QUE OS SEUS SUBORDINADOS NÃO ESTAVAM A RESPEITAR SUA LIDERANÇA,  RESOLVEU COLOCAR A SEGUINTE PLACA NA PORTA DO SEU GABINETE, LOGO QUE CHEGOU PELA MANHÃ:

"AQUI QUEM MANDA SOU EU".

AO VOLTAR DE UMA REUNIÃO, ENCONTROU O SEGUINTE BILHETE JUNTO À PLACA:

"A SUA ESPOSA LIGOU E DISSE PARA O SENHOR LEVAR A PLACA DELA DE VOLTA PARA CASA"

Feira da Alheira de Mirandela, Turismo e Azeite

A Associação Comercial e Industrial de Mirandela, com a colaboração do Município de Mirandela, vai organizar a Feira da Alheira de Mirandela, Turismo e Azeite nos dias 26 e 27 de Fevereiro e 5 e 6 de Março de 2011.
O cartaz é vasto e, além das actividades permanentes, serão desenvolvidas outras ligadas ao Turismo e à Caça e decorrerão no Parque de Exposições da Reginorde.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Tracção Animal - Baçal - Varge - Bragança

Foto: Manuel Teles
Em algumas aldeias transmontanas ainda se faz o uso regular dos carros de bois na lavoura Desde o neolítico até ao fim do século XX os carros de bois eram usados como meio de transporte para cargas pesadas, nesta terra. O feno, as batatas, o pão e todas as colheitas vinham para as aldeias ao som característico que tornava os agricultores Não sabemos quando começaram a ser utilizados nesta faixa de terra. Mas, desde que vimos os filmes sobre Júlio César, sabemos que os Romanos usavam carros de bois, para transportar cargas mais pesadas. Em Trás-os-Montes, lugar resistente às grandes revoluções, o tractores só no fim do passado milénio terão substituído por cavalos de tracção a força dos animais domesticados pelo homem. Durante mais de dois mil anos as colheitas tinham o ressoar de uma carga transportada com esforço. Era costume, em certas terras, apertar o eixo, pouco antes de chegar à aldeia, para fazer chiar o carro. Assim demonstrava-se a todos que era grande a colheita, bom o agricultor, enorme a carrada e a fome havia de ficar só para os “laratos” (nome dado aos preguiçosos) durante o Inverno. A fricção, de demasiado apertada, ou prolongada, podia fazer incendiar toda a carga. Era um risco que corriam, calculado com alguma temeridade. Antigamente toda a gente tinha carros. “Nós, em Varge, tínhamos dois a três carros, sempre. Um velho, outro mais velho, e um mais novo”, explica-nos João António dos Santos, nascido na aldeia de Varge, concelho de Bragança, e residente há 45 anos na aldeia vizinha de Baçal, onde casou.
Com os carros apanhava-se o estrume para as terras, colhiam-se as batatas, os molhos das cearas, o feno para os animais e todos os frutos do trabalho do campo. Trazer uma grande carrada e saber carregar muito um carro, puxado por bois ou vacas, era a proa de muitos agricultores. Para os animais puxarem aos carros, lavrarem e fazerem todos serviços que hoje fazem os tractores, tinham que ser amansados. Alguns eram mais resistentes, outros metiam a cabeça no jugo com mais facilidade. Era um trabalho feito com temeridade. Os animais eram domesticados à força de muita “porrada”. Depois, ou ficavam mansos, ou eram declarados irremediavelmente bravos. Sendo esse o caso, encurtavam, normalmente, a distância de tempo que os separava da próxima feira, ou do matadouro. “Para amansar tem que ser com uma cria mansa, se não não dá. A mansa pegava na brava.
Uma vez comprámos um boi que estava bravo. Metemo-lo no meio dos outros dois e foi de rastro. Batíamos-lhe, mas não se levantava, até que tivemos que o deixar. Não quis, mas muita porrada levou. Os outros eram dois bois como duas mesas”, conta-nos o lavrador. Quando eram mais bravos, os bois não poderiam ter a sorte de encontrar ninguém indefeso. “Bravo, tivemos, em Varge, um touro que já tinha sete anos, mas eu tinha 23 anos. Até era da coberta. Um dia lá estaria mal disposto e foi para se atirar a mim... Preguei-lhe com as guinchas na cabeça, só não morreu porque não calhou”. Mas a maioria dos animais eram obedientes, ou tinham que ser. “Tive aqui bois e vacas que eram muito obedientes. Fui muito bom agricultor. Uma vez carreguei uma carrada de pão, ao pé de Varge. Botei-lhe 13 fiadas. Eram 43 pousadas de pão. Cada pousada são quatro molhos”. Por vezes, para “fazer ver”, abusava-se das fiadas e a carga vinha ao chão. “Sim, pinchei muitas vezes o carro e partir o eixe também”, assume João António. Também, em Varge “os terrenos eram difíceis”.
Apesar de terem dois carros e duas juntas de vacas mansas, certas alturas levavam só um carro e aparelhavam-lhe as duas juntas. Faziam “uma quadra” a puxar, para trazer “uma grande carrada”. Claro, depois “toca a partir, toca a pinchar, usava-se assim”. Hoje, “tudo mudou”. Não é que sejam tempos mais fáceis estes, são é muito diferentes. “Não sei se está melhor, se está mais mal. Mas mudou muito. Não há estrumeiras nas ruas, há melhores camas, há melhor tudo. Hoje há mais que comer e beber, mas, se tivéssemos que fazer umas malhas como naquele tempo, não estávamos preparados para receber as pessoas. A minha malha em Varge eram três dias, aqui outros três. Eram chouriços, salpicões... Agora cada um tem um quilo de vitela em casa, mais nada. Isso nem dá para fazer um mata-bicho. Agora a gente vai para o campo, senta-se ao toro de um carvalho enquanto outro sega a terra. Se leva uma cerveja leva, se não, não leva. Na segada tínhamos 10, 15 segadores, uma semana. Dávamos-lhe almoço, mata bicho, taco, jantar, merenda, ceia. Agora não se usa isso”.

Como se fazia um carro:

Hoje os carros estão arrumados. Com o preço do petróleo a aumentar, há quem diga que ainda poderão ser úteis, outra vez. Em algumas terras enfeitam espaços públicos. Os animais, libertos da carga, criam-se só para engordar. Os carros eram feitos por carpinteiros. Hoje, os carpinteiros dedicam-se a outros trabalhos, mas há ainda quem saiba fazer os velhos carros de bois, os “estadulhos”, as “engarelas”, o eixo, as rodas, as “caniças”, tudo como seria preciso, se ainda o fosse, obedecendo às ancestrais medidas, ao desenho do costume. A vida de João António dos Santos não foi ser carpinteiro. Foi sobretudo um agricultor e “um dos bons”. Mas, aos 16 anos teve um curto período de aprendizagem, com um primo do seu pai, na aldeia de Baçal. Com a idade de 20 anos deixou a vida de aprendiz de carpintaria e ficou entregue à casa agrícola da família, em Varge. Depois casou e mudou-se para Baçal e continuou a fazer “uns biscates” em carpintaria, com o conhecimento que adquiriu com o primo. Esses biscates incluíam fazer alguns carros de bois ou compor os que se estragavam. “Fazíamos os carros, os engaços, as charruas, arados, portas, janelas. Agora isso acabou tudo”. Fez carros para várias aldeias, da Alta e Baixa Lombada, mas há cerca de 20 anos esse serviço parou. Hoje ainda tem, por terminar, um “último” carro de bois. Na arrecadação, na cerca do quintal onde guarda a criação de pintos, está um carro, que vai fazendo, quando lhe apetece. Esse carro, a ser terminado, nunca irá para os campos, trazer cargas de feno ou molhos de cereal.
Quando tudo tinha que ser feito à mão, sem recurso a ferramentas eléctricas, um carro demorava, em média, um mês a ser feito. Agora, sem a pressa da necessidade, “faço um pau, se tenho vagar. Se não fizer, não faço. Isto é para estar aqui, não é para trabalhar”, explica. Ainda agora, mais de 50 por cento do trabalho de carpintaria tem que ser feito à maneira antiga, porque os cortes não são “em esquadria”, são curvos. “Tem que ser riscado com o garaminho, para ficar em redondo”. O garaminho é uma dessas velhas ferramentas, usadas para fazer os carros de bois. Além do corte, a marcação tem que ficar bem certa. Qualquer erro pode ser fatal, ou comprometer todo o trabalho. “Tem que ficar bem certinho, bem galgado. Se não, não serve. Eu aprendi pouco, mas um senhor que era bom carpinteiro, que era de Rabal e estava casado em Varge, sabia mais do que eu, dizia: aprendeste pouco, mas aprendeste a riscar bem. O que interessa é riscar bem. Marcar é essencial. Desde que se marque bem, já bate certo”. Segundo indica, “o mais difícil de fazer eram as rodas. A enxeda tem uns quereres, mas as rodas têm outro”. Os carros tinham por norma certas mediadas, cumpridas na generalidade. “As medidas do carro: é assim, o estadulhal tem um metro e 60, a rabiça um metro e 60 a caniça é 90 centímetros”. Isto, claro para os carros de bois. Já os carros para os burros, ou machos, eram mais pequenos, eram carroças. Quanto à madeira utilizada, varia conforme as partes do carro. “As estadulhetas pertencem a ser de freixo, a tritoura também, o coucilham tem que ser de amieiro, as travessas de negrilho, o soalho de negrilho, quase tudo de negrilho... O eixe de freixo. Havia também quem pusesse de sardão, um por acaso. As rodas eram de freixo ou de negrilho, porque as outras plantas não davam. O carro tem um metro e 20 de diâmetro. Portanto, tinha que ser uma torada grande e o sardão não a deitava. O carvalho não serve para nada. As caniças, para ficarem mais levezinhas, podiam ser de choupo, mas o resto não, porque o choupo parte com facilidade”. Assim se faz um carro, para quem ainda queira aprender. João António diz-nos que não fez nunca nenhum para enfeite. Tirando este que está ainda a fazer, que ficará para recordação, ou para esquecimento, dos tempos em que os carros cantavam, como há muitos séculos, quando traziam às aldeias o fruto do suor dos homens e animais.

Por: Ana Preto
in:mdb.pt

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Enchidos Transmontanos

Artesanais ou de fábrica a tradição continua a manter-se em
Trás-os-Montes

Matar o Porco

Lions Clube em Bragança quer manter a tradição. Será mesmo?
Para se manter a tradição tem de haver gente nas aldeias. Para haver gente nas aldeias é necessário simplificar muitas coisas, como por exemplo desburocratizar uma simples licença para fazer uma parede ou beneficiar um telhado, para que não chova na habitação.
Admito e aceito burocracias na Praça da Sé ou no Rossio...nas nossas aldeias onde só aparece gente para pedir votos...NÃO!!!


Mas eu, que só sei que nada sei, como dizia o outro...pergunto qual o objectivo prático destas manifestações. Divulgar as tradições? preservá-las? Se é assim não parece...!
Pelos vistos o objectivo era taosomente "fabricar" mais uma tainada.
Não se preservam as tradições apenas servindo uma pseudo e autoeleita elite...que vai a todas.
E nem pensem perguntar-me a mim como se deve fazer. Não sei, só sei que assim não é. Perguntai a quem tem como nobre missão gerir com parcimónia os dinheiros públicos. Esta de matar o porco para o consumir de seguida deve ser mais uma modernice...
Papem lá as jantaradas mas não as mascarem. Máscaras é por altura do carnaval.

HM

Bragança - Cidade reconheceu o mérito dos seus cidadãos

Por: Ana Preto:
Bragança assinalou, no passado dia 20, os seus 547 anos como cidade, com a apresentação dos projectos de requalificação urbanística do antigo Forte de S. João de Deus e de valorização paisagística do Monte S. Bartolomeu e com uma cerimónia de atribuição de Medalha de Mérito e Diploma e de Reconhecimento de Mérito a personalidades que se destacam ao nível do ensino e educação, na cidadania e como embaixadores desta terra, fora da região. As comemorações culminaram com o espectáculo “Correr o Fado”. Segundo Jorge Nunes, presidente da Câmara Municipal, o objectivo para a área do Forte d São João de Deus é constituir uma zona para instalar habitação e comércio, uma vez que se trata de um espaço central da cidade, onde existem apenas serviços públicos, “o que cria uma disfuncionalidade no uso e vivência daquele espaço”, explicou. Vão ainda ser reestruturados os edifícios do municípios, e constituído um parque desportivo. Nível da área habitacional e de comércio, o município vai desde já definir o planeamento, embora, devido à crise da construção civil, possa demorar algum tempo até aquele espaço ser ocupado.
A parte das reestruturação dos serviços municipais deverá iniciar ainda este ano. Essa reestruturação compreende a instalação de balcão único de atendimento ao cidadão, que vai concentrar todas as valências de resposta aos cidadãos, num único espaço. Quanto à de valorização paisagística do Monte S. Bartolomeu não é um projecto de intervenção maciça, mas um projecto que terá de ser executado com tempo e “muito cuidado, escolhendo passo a passo os elementos construtivos e a forma da sua aplicação”, sublinhou Jorge Nunes. Para já, a Câmara iniciará uma colaboração com a Junta de Freguesia, na alameda de acesso ao monte de São Bento. A intervenção será feita, à medida que os recursos financeiros estejam disponíveis.

Os reconhecidos:

Relativamente homenagem prestada pelo município a alguns cidadãos segundo Jorge Nunes, trata-se de reconhecer o valor do trabalho realizado pela comunidade em geral, pelas empresas, pelas instituições. “Simbolicamente, essa valorizarão e essa distinção é feita num grupo restrito de cidadãos, para fortalecer a auto-estima, um sentido positivo de valorização da actividade da comunidade e da vida individual e colectiva”, disse. Esta foi também uma forma de lembrar, “o muito esforço e valentia de gerações passadas que têm engrandecido a história e a identidade da nossa terra”. Assim, Machado Rodrigues foi distinguido com a Medalha Municipal de Mérito. Na Categorias “Ensino-Educação” , receberam distinções o professor Francisco Cepeda e os ainda alunos Jorge Nogueiro e Salomão Fernandes. Na Categoria “Cidadania”, foram distinguidos Amândio Sernadela, Arnaldo Rodrigues, Celina Mesquita, Maria Alcina dos Santos, a Irmã Eduarda Siza Vieira, o P. Sobrinho Alves e Pedro Guerra. A Irmã Eduarda e Pedro Guerra trabalham ambos para o Centro Social e Paroquial de Santo Condestável, cuja direcção se congratulou com o reconhecimento público de Mérito destes colaboradores, a directora do Lar de S. Francisco e o Director de Serviços desta instituição. “A autarquia reconhece, assim, a dedicação de ambos aos mais necessitados, que ultrapassa largamente o âmbito do estrito desempenho das suas funções no seio do Centro Social e Paroquial de Santo Condestável”, sublinhou a direcção.
Na Categoria “Embaixador de Bragança” foram distinguidos Abílio Martins, Albano dos Santos, Amadeu Ferreira, Eduardo Ferreira da Lapa, José Manuel Chiotte e José Mário Leite.

Cerveja Gelada - Isto é Informação Vital...

Como congelar cerveja rapidamente.
A carne já está no grelhador.

Chegam os amigos com latas e mais latas de  cerveja, estupidamente quentes. Como as arrefecer?

Pôe o gelo na caixa frigorifica....

Adiciona 2 litros de água por cada bolsa de gelo.
...adiciona meio quilo de sal e meio litro de álcool
A água aumenta a superfície de contacto,  o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (demora mais a derreter-se)  e por uma reação química, o álcool retira o calor da mistura. 

A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica gelada em apenas
3 minutos.
E esperar 3 minutos não é nenhum sacrifício, verdade?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bragança lança Boletim Municipal em Braille

O Boletim Municipal de Bragança está, desde a sua última edição, que abrange o segundo semestre de 2010, também disponível em versão Braille.
Tratando-se de uma publicação que divulga obras, projectos, actividades e eventos, entre outros, que têm lugar, semestralmente, no Concelho de Bragança e sabendo que já chega a milhares de bragançanos (residentes ou não), através das versões impressa e online (disponível no site www.cm-braganca.pt), o Município de Bragança lançou, agora, o Boletim Municipal em versão Braille (executado pela ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal), de modo a chegar a toda a população, sem excepção.
Para o Município trata-se de uma questão de equidade e justiça, pois, a partir desta edição do Boletim Municipal, também os invisuais podem ficar a par daquilo que de mais relevante se passa no Concelho de Bragança.
O Boletim Municipal em Braille pode, assim, ser consultado na Biblioteca Municipal de Bragança, na ASCUDT e no edifício principal da Câmara Municipal de Bragança.