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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 28 de junho de 2020

Os Visionários...Vulgo, Tontinhos.

O BOGUEIRO - Abril de 1985
Há mais de 40 anos atrás, em Bragança, havia uma dúzia de rapazes que, também bebiam uns copos e que também gostavam de se divertir e namorar. MAS, que também diziam e faziam umas coisas engraçadas e que davam para rir, principalmente por chegarem a casa sempre sujos, ou quase imundos. 
Chamavam-lhes tontinhos, maluquinhos, líricos...não têm mais que fazer. 
Outros chamavam-lhes cabeludos, outros chamavam-lhes fundamentalistas, outros nem lhes chamavam nada. 
Uns não entendiam, outro sentiam-se incomodados. Mas esses rapazes e sei do que estou a falar, estavam-se literalmente cagando (queria dizer borrifando, perdão), para essas opiniões dos engravatados.
Esta dúzia de rapazes falava de coisas que não interessavam a ninguém. Do tipo...é preciso e imperativo preservar a natureza, (o termo biodiversidade ainda não se utilizava), devemos legar às gerações futuras um planeta, no mínimo, com a qualidade que tinha quando nós chegámos. Só diziam parvoíces. Líricos.
Colocavam ninhos artificiais, faziam recenseamentos de espécies animais, utilizavam binóculos ao invés de espingardas e pescoçeiras, faziam anilhagem..., levavam para casa animais feridos, pela insensibilidade dos "outros" e tratavam-nos como se tratam os bebés e, ficavam até de madrugada, a fazer boletins informativos em serigrafia a expensas próprias..., já faziam uma espécie de autocolantes que lá iam distribuindo como podiam e com critério, o dinheiro era escasso, limpavam as margens e os leitos dos rios...TONTINHOS.
Passadas umas décadas, os tontinhos verificam que, as parvoíces que diziam e que serviam de chacota aos ilustres...fazem agora parte dos grandes debates da humanidade. Fazem parte das políticas dos governos de todo o mundo, das autarquias locais, pelo menos na teoria, fazem parte dos programas dos partidos políticos, fazem parte das prioridades da ONU e de todas as organizações internacionais. 
Surgiram entretanto milhares, milhões de ONGs na área do ambiente. Estas parvoíces fazem parte dos curriculuns escolares, com doutoramentos na área, estas parvoíces...AFINAL, não eram parvoíces assim...TÃOOOOO GRAAAANNNNDEEEES.
Valeu a pena?
Tudo vale a pena se a alma não é pequena...

A LUTA CONTINUA!

Só o futuro é que poderá dizer se uma luta foi, ou não, inglória, por isso e na dúvida, vale sempre a pena lutar por convicções.

Assina: Um dos parvos.

Oportunidade "única" de turismo no desconfinamento para a região entre Douro e Sabor

As regiões periféricas e com atrativos naturais como o Douro Superior, Baixo Sabor e Alto Douro, têm uma oportunidade "única" de atrair turistas durante o período pós-confinamento, mantendo regras de segurança e oferecendo natureza, património, cultura e gastronomia.
"Entrámos num novo paradigma ao nível do turismo, em que os turistas se deslocam das grandes cidades do litoral à procura do interior, onde se pode fazer turismo em segurança e com qualidade e aqui permanecer três dias e ajudar a criar riqueza", disse à Lusa o presidente das Associações de Municípios dos Douro Superior e do Baixo Sabor, Nuno Gonçalves.

O também autarca de Torre de Moncorvo destaca o facto de nestes territórios haver três patrimónios mundiais classificados pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, "e os municípios terem de pensar o território como um todo".

"É preciso cativar os turistas ao território e dar-lhes a conhecer as suas potencialidades, de forma a fixá-los no mínimo três dias, para conhecerem os monumentos, as praias fluviais, a arte rupestre, a avifauna, os percursos pedestres ou o potencial geológico", vincou Nuno Gonçalves.

Da Associação de Municípios do Douro Superior fazem parte os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, à qual se juntam os concelhos de Vila Nova de Foz Côa e Figueira de Castelo Rodrigo, na Guarda.

Já o Baixo Sabor integra os municípios de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros (Bragança).

"Estes concelhos, para além de património natural e paisagístico únicos, têm uma gastronomia ímpar e espaços de agroturismo capazes de alojar os visitantes com conforte e segurança sanitária em tempos de pandemia provocada pela covd-19", vincou Nuno Gonçalves.

As associações de municípios estão a apostar em grandes rotas pedestres, como é caso da GR-36, que liga o Douro Superior ao Parque Natural do Douro Internacional, ou panorâmicas, como os Lagos do Sabor, Arte do Côa, ou Geoparque - Terras de Cavaleiros.

Para o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, o turismo de Interior tem nesta fase posterior ao confinamento provocado pela covid-19 uma oportunidade de recuperar alguma da distância para as principais regiões turísticas do país, nomeadamente o Algarve e o Litoral.

"No turismo de Interior temos a possibilidade de oferecer muito do que é procurado pelas famílias, em particular o turismo rural, de habitação, onde é possível usufruir do sol e do bom tempo com o distanciamento solicitado pela Direção-Geral da Saúde e tendo a possibilidade de recorrer a outro tipo de praias, como é o caso do Azibo", indicou.

Já a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, é da opinião de que, no atual contexto, o potencial turístico dos territórios do Interior "aumentou exponencialmente".

"A riqueza natural e patrimonial dos concelhos do Douro e do Nordeste de Portugal, tal como de diversas outras regiões, permitem antecipar períodos áureos para o turismo", vincou a governante.

Cada região tem as suas especificidades e é precisamente esta diversificação da oferta turística que também deve ser considerada como uma vantagem competitiva em relação a outras localizações de oferta mais tipificada.

Para a secretária de Estado, a abordagem a ser seguida deverá sempre ser multissetorial, conjugando contribuições complementares de diferentes áreas (turismo de natureza, património edificado, cultura, gastronomia), que assim resultem em programas turísticos mais abrangentes, com maior dimensão temporal, aumentando assim o tempo de permanência dos visitantes e o correspondente efeito impulsionador de desenvolvimento económico.

Numa região em que a falta de cobertura de rede e velocidade lenta da internet já motivaram queixas da população e autarcas junto das entidades competentes, a governante alertou que há um conjunto de iniciativas "dependentes de uma eficaz cobertura de Internet de banda larga, pelo que a sua operacionalização se torna essencial".

Para Isabel Ferreira este é um "serviço absolutamente necessário", cuja disponibilização "acabará por se concretizar", pelo que já foram delineadas "diferentes iniciativas promotoras de desenvolvimento cultural, económico e social, com base na disponibilização deste serviço", concretizou.


Festa do Charolo de Outeiro concorre a 7 Maravilhas da Cultura Popular

Depois da aldeia de Rio de Onor e do Mel Biológico do Parque Natural de Montesinho, Bragança volta a estar no concurso das 7 Maravilhas. Desta vez, é a Festa do Charolo de Outeiro que concorre a 7 Maravilhas da Cultura Popular. Para elegermos esta festa, contamos com a ajuda de todos.
Vote. Ligue o 760 207 711

sábado, 27 de junho de 2020

O Antirrepublicanismo em Bragança

A República em Bragança foi vivida, quase diariamente, de forma dramática, como em todo o norte do país. Se a fase final da monarquia nos trouxera a dinamite – utilizada em Dezembro de 1909 nas cocheiras episcopais – pelas mãos da maçonaria e da carbonaria, aqui articuladas por Alves da Veiga e Luz d´Almeida, a República proporcionou uma conflitualidade social permanente, só resolvida sob a ditadura.
O 5 de Outubro foi recebido de braços abertos por poucos republicanos, como Augusto Moreno (esquecido dicionarista bragançano), António Augusto Teixeira, Augusto Pires e poucos políticos da oposição à monarquia. Mas o poder local só efemeramente lhes pertenceu, andando sempre pela mão conservadora, muitas vezes aparentemente republicana e mais ou menos monárquica. Não é de estranhar, pois, que Bragança se transforme num centro de conspiração permanente contra a jovem República, em que as estruturas religiosas e militares se articulam e defenderão a sublevação e a guerra civil.
Logo em 1911 estas chefias se articulam para receberem de braços abertos a invasão nordestina de Paiva Couceiro, entrada pelo Portelo quando se comemorava, no Teatro Camões, o 1.º aniversário da República. A falta de apoio popular, a desorganização militar, o papel dos voluntários bragançanos obrigaram Paiva Couceiro a inflectir para Vinhais e, depois de rechaçados também aqui, para a linha de fronteira. Houve gente presa, nomeadamente alguns clérigos, mais tarde libertados por insurreição popular, em Macedo de Cavaleiros, optando alguns pelo exílio.
Em Bragança esta conspiração torna-se permanente, estrutura-se à volta do Paço Episcopal, de algumas chefias militares e de parte da elite conservadora da cidade e região e radicaliza-se ideologicamente, defendendo a luta armada e o terror dos atentados à bomba. Ainda em 1912 é capturada pela polícia a bandeira monárquica que, em Bragança, se passeava como símbolo da vontade antirrepublicana, assim como treze bombas de dinamite que, mais tarde, já em 1913, foram desarmadas. A primeira, e maior, a ser capturada foi entregue no Museu Municipal para documentação futura, mas será devolvida à polícia pelos medos propiciados pelo clima e ambiente bombista alarmantes criados à volta destas descobertas no Fervença – para além de outras adivinhadas em casas de particulares. Já em 1914, a tentativa de assalto deste organismo para a reconquista da bandeira monárquica apreendida, leva a que o seu dirigente, Albino Lopo, a transfira, com algumas moedas de ouro, para o Grupo de Metralhadoras, instalado no antigo Seminário e actual Centro Cultural.
Pouco depois do novo aniversário da República, a 19, foi praticada uma nova intentona – no dizer da época – comandada pelo coronel Adriano Beça, já anteriormente programada para o verão e adiada por causa do conflito europeu. Não teve a adesão militar que esperava, nem o levantamento das aldeias pelos párocos, conforme concertado, e, após algumas cenas algo caricatas, acabou por ser preso, conjuntamente com o seu criado, na pressa da fuga. Outras figuras ilustres conseguiram fugir, para Espanha obviamente, juntando-se às hostes de Paiva Couceiro…
O espírito conspirativo organizado mantém-se activo à espera de novas incursões monárquicas e rejubila com a implantação da Monarquia do Norte que, em Bragança, usufrui do poder durante 3 dias, de 21 a 23 de Janeiro de 1919, sendo 3 dias de perseguição e vinganças politicas, tanto nos republicanos que não puderam ou quiseram fugir, como sobre os seus bens e propriedades, sendo Governador Civil o coronel Leitão Bandeira, antigo membro do PRP de Bragança, mas afastado em 1915. Basta ver a lista das pessoas presentes no acto da sua posse como Governador Civil para se fazer ideia do peso do antirrepublicanismo em Bragança e do papel que algumas dessas figuras irão ter no Estado Novo, muitas delas primeiros aderentes do Partido Republicano Português em Bragança.



Por João Manuel Neto Jacob
in:jornalnordeste.com

Queda de granizo e muita chuva surpreende população de Miranda do Douro

Tratamento de feridas no verão

A chegada do calor traz também as moscas e com elas muitos problemas dermatológicos. É muito comum vermos os nossos animais enervados a tentar afugentá-las e frustrados por não o conseguirem. Nestas situações, há várias coisas que se podem fazer para evitar ou, pelo menos, diminuir o número de moscas em volta dos animais.

O mais importante é manter asseado o local onde os burros habitam, retirando as fezes e colocando palha limpa e seca nas camas. A utilização de flytraps (armadilhas para moscas) ajuda a diminuir o número de moscas, quer sejam em fitas ou em caixas. Na utilização das últimas é importante mantê-las, pelo menos, a 15 metros do lugar onde os burros descansam, uma vez que emitem odores que cativam as moscas, chamando-as para esses locais.
A pulverização dos animais com fármacos repelentes de insetos, como a cipermetrina, poderá auxiliar no afastamento das moscas, no entanto a sua utilização deverá ser cautelosa. Convém fazer a devida diluição, evitar colocar nos olhos ou mucosas do animal, não esquecendo os equipamentos de proteção individual por parte de quem a está a administrar. Quando há persistência de moscas na zona dos olhos podemos colocar máscaras na cabeça dos animais, para criar uma barreira protetora.

A manifestação, e respetivo tratamento de feridas, poderá ser complicada pela elevada densidade de moscas. Quando uma ferida é detetada nos nossos animais a primeira coisa a fazer é retirar os pelos que a circundam, para facilitar a higienização da mesma, e em seguida fazer limpeza com soro ou água tépida, para retirar a sujidade e algumas crostas que possam já existir. É importante avaliar a extensão da lesão, verificar se a pele está apenas lacerada ou se é algo mais profundo, com necessidade de intervenção veterinária.

Quando as feridas são superficiais, após os passos anteriormente referidos deve-se desinfetar a ferida com betadine ou clorexidina muito diluídos, até terem uma tonalidade quase transparente. Por último, deve-se passar uma pomada hidratante que promova a regeneração da pele e proteger a área, seja com pensos seja com sprays de alumínio ou zinco, que criem uma camada protetora.
No caso de feridas com larvas o melhor é contactar o médico veterinário. No entanto, quando tal não for possível, é importante remover logo todas as larvas com uma pinça, e de seguida colocar 1 a 2 ml de ivermectina local, de forma a matar as larvas que permaneçam.

A limpeza de feridas deve ser feita diariamente, uma vez que o descuido poderá levar ao aparecimento de larvas, mesmo em feridas aparentemente simples. Relembramos a importância da escovagem do pelo, não só como forma de inspeção dos animais, para detetar feridas ocultas, mas também para identificar e tratar contra parasitas externos, que possam causar prurido, prevenindo assim o aparecimento de novas lesões.

Redução de 50% no preço das carcaças abatidas no matadouro municipal

A Câmara de Miranda do Douro aprovou uma redução de 50% nos preços das carcaças de animais abatidos no matadouro municipal, esperando que este apoio se repercuta em toda a cadeia agropecuária da região, indicou hoje fonte da autarquia à Agência Lusa.
"Esta redução de 50% no preço pago é variável, já que é calculada em função do peso de cada carcaça. Até agora o preço praticado era de 42 cêntimos por quilo de cada bovino adulto. Com esta redução, o preço por quilo fica em 21 cêntimos", disse à Lusa a vereadora com o pelouro da agricultura, Anabela Torrão.

Segunda a vereadora, o setor agropecuário representa considerável parte do sustento e empregabilidade da população mirandesa e com batente peso na economia do concelho.

"O município tem implementado várias medidas de apoio a este setor agropecuário, do qual resultam produtos locais tão diversos e de qualidade superior", vincou.

A medida é dirigida aos produtores pecuários de bovinos, ovinos, caprinos e suínos.

"O município de Miranda do Douro é a entidade detentora do matadouro municipal, equipamento que ao longo destes meses de pandemia esteve em pleno funcionamento, a fim de não suspender os abates e manter aberto um canal de escoamento dos produtos pecuários, nomeadamente a carne", frisou Anabela Torrão.

Esta redução de preço no abate de animais vai vigorar a partir de quarta-feira e até ao 31 de dezembro de 2020, sendo aplicada a todos os produtores pecuários, "com exceção dos que, no dia da faturação, tenham dívidas ao município, em serviços de abate e distribuição, superiores em valor a 10 mil euros ou de prazo superior a 90 dias".

Esta redução de 50% no abate de carcaças é tida como medida de apoio à economia local, perante a crise provocada pela covid-19.

O concelho de Miranda do Douro tem no seu território carnes com Denominação de Origem Protegida (DOP) como é caso dos bovinos de raça mirandesa, cordeiro de raça churra mirandesa ou o porco bísaro.


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Jovem ferido gravemente ao cair de uma estrutura em Macedo de Cavaleiros

Dois homens ficaram feridos, um deles com gravidade, esta tarde, depois de uma queda de uma estrutura de cerca de quatro metros, durante uma obra na zona oficinal na cidade de Macedo de Cavaleiros.
O ferido grave tem 28 anos e foi transportado para o hospital de Bragança.

No local estiveram quatro viaturas com elementos dos Bombeiros Voluntários de Macedo, a VMER e a GNR.

Escrito por ONDA LIVRE

Bombeiros de Mirandela ameaçam bater com a porta se presidente da direção não se demitir

Em carta aberta 51 voluntários do quadro ativo apelam à saída de Marcelo Lago, caso contrário garantem que vão pedir, individualmente, a inatividade.
Alegam que as polémicas das últimas semanas estão a manchar o bom nome da associação e dos seus bombeiros e acusam o presidente da direção de tomar decisões que só têm contribuído para aumentar o descontentamento do corpo ativo que culminaram, esta semana, no processo que classificam de “atabalhoado” da escolha de um novo comandante com um currículo que consideram “questionável”.

Os bombeiros signatários da carta dirigida ao presidente da direção dizem que têm assistido “a uma crise que tem vindo a por em causa o bom nome da associação, dos bombeiros de Mirandela e daqueles que a representam”.

Como operacionais voluntários do quadro ativo, sentem que o seu nome está em causa e que “a exposição em praça pública de problemas que deveriam ser resolvidos dentro das paredes da associação vem expor a necessidade que existe de reorganizar toda a estrutura de forma célere, mas ponderada e organizada”, pode ler-se.

Os signatários dizem que chegou a hora de mudar. “É tempo de por de parte quezílias, desmedidas, algumas delas pessoais e que nada de bom auguram”, adiantam na carta aberta.

Os 51 bombeiros fazem questão de mostrar que não apoiam a escolha de Henrique Teixeira - antigo comandante dos bombeiros de Melo, na Guarda - para exercer o cargo de comandante da corporação de Mirandela, alegando que foi uma escolha pessoal do presidente de alguém que tem um currículo que os signatários dizem ser “questionável”.

Defendem que a escolha do novo comando devia acontecer após uma reestruturação do órgão diretivo da associação “e não da forma atabalhoada com que atualmente a querem impor", acrescentam.

Denunciam ainda aquilo a que chamam de “passividade da maioria dos elementos que compõem direção”, apesar de acreditarem que “há gente competente e capaz no seio da mesma que tem como objetivo a resolução ponderada e estruturada da crise atual".

Aliás, alguns destes elementos “apresentaram um currículo de alguém a quem reconhecemos idoneidade para assumir as funções de comandante e que merece todo o nosso apoio e entrega. Alguém do nosso distrito, das nossas terras”.

Os signatários pedem a Marcelo Lago que abandone a direção da associação. Apesar de lhe reconhecerem mérito em muito do que fez, mas neste momento acreditam que o seu afastamento será o melhor para o próprio presidente, para os bombeiros e para a associação.

Terminam a carta apelando a Marcelo Lago, “com amizade, atenção e carinho”, para que saia pela porta da frente. “Estaremos lá para nos despedirmos de si", garantem.

Se tal não acontecer, os 51 signatários, individualmente, vão deixar de colaborar com o corpo de bombeiros, pedindo a inatividade.

Até ao momento ainda não foi possível obter a reação de Marcelo Lago a esta nova carta aberta.

Fernando Pires

Presidente e vice-presidente do Conselho Fiscal dos bombeiros de Mirandela renunciam aos cargos

José António Ferreira, presidente do Conselho Fiscal da Associação dos Bombeiros Voluntários de Mirandela, e Jorge Lopes, Vice-Presidente, acabam de anunciar a renúncia aos cargos para os quais foram eleitos em dezembro de 2019.
Numa carta enviada ao presidente da Assembleia-Geral e ao presidente da direção, os dois elementos daquele órgão, adiantam que “face às sensíveis e pesadas situações vividas, interna e externamente e para as quais não houve, até ao momento, uma resposta adequada, no modo e no tempo, por quem deveria ter a incumbência de tal responsabilidade e não tendo condições, nos pouco mais de 5 meses em funções, de dar corpo ao estatuído de responsabilidade solidária, acompanhando o previsto no artigo 68.º dos Estatutos da associação, prosseguindo o bem maior na preservação da imagem e do regular funcionamento dos bombeiros de Mirandela, e da mais nobre função social que desempenha no socorro e proteção de pessoas e bens, através de todos que servem a corporação”, estes dois membros do conselho fiscal“.

Pelo que, “em nome da instituição, do corpo ativo e de todas as mulheres e homens, altruisticamente, e com sacrifício e espírito de entrega, que a servem, e, assim como, da população em geral destinatária da sua ação e intervenção, apresentamos a renúncia, com efeitos imediatos, dos cargos e das funções de Presidente do Conselho Fiscal e de Vice-Presidente do mesmo órgão.

Sendo assim, dos três elementos efetivos do Conselho Fiscal resta apenas o secretário-relator. Perante estas renúncias, o órgão fica sem quórum e, segundo os estatutos, é extinto, havendo necessidade de um novo ato eleitoral só para eleger novos membros para o Conselho Fiscal que ficará em funções até ao final do mandato, em 2022.

Fernando Pires

Detido por cultivo de cannabis em Mirandela e Murça

Um homem, de 45 anos, foi detido, ontem, em flagrante delito, por cultivo de cannabis nos concelhos de Mirandela e de Murça.
No âmbito de uma investigação, iniciada há dois meses, com base numa denúncia, apurou-se que o suspeito tinha duas plantações de cannabis dissimuladas no meio da vegetação e em locais ermos.

A detenção deu-se quando o suspeito regava as plantas da plantação que tinha em Mirandela, tendo ambas as culturas sido destruídas.

A ação envolveu também uma busca domiciliária e outra em veículo tendo sido apreendidos 47 pés de cannabis e sementes desta planta,recipientes destinados à plantação, manutenção e rega das plantas, fertilizante, várias doses de folhas de cannabis, já em condições de consumo, e um telemóvel.

O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Mirandela.

Escrito por Brigantia

ONDA LIVRE TV - Reunião de Câmara Pública de Macedo de Cavaleiros | 25/06/2020

Portugal quer fazer da raia um espaço onde não se note a fronteira com Espanha

O Governo português tem praticamente pronta a proposta de estratégia de desenvolvimento transfronteiriço que quer fazer da raia um espaço onde não se note que há fronteira, informou hoje a secretária de Estado da Valorização do Interior.
Isabel Ferreira reuniu-se hoje, em Bragança, onde está sediada a Secretaria de Estado, com os presidentes das câmaras municipais das sete Eurocidades da fronteira entre Portugal e Espanha para lhes dar conta da proposta e ouvir as respetivas opiniões sobre o documento.

Os autarcas saíram da reunião satisfeitos com a estratégia que está a ser articulada com Espanha e deverá ser aprovada na próxima cimeira ibérica apontada para "outubro ou novembro", segundo a secretária de Estado.

A Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço com Espanha foi aprovada em Conselho de Ministros, em fevereiro, em Bragança, e os dois países aproveitaram o período de confinamento para várias reuniões bilaterais.

Da parte de Portugal, segundo a secretária de Estado, a estratégia "está praticamente finalizada e Isabel Ferreira, que está com esta pasta no Governo, quis hoje ouvir mais uma vez as comunidades de trabalho transfronteiriças.

No final da reunião, a governante disse que ainda não pode adiantar aos jornalistas o que está na estratégia e que será anunciado na cimeira ibérica, apontando, contudo que o objetivo é fazer com que estes territórios se transformem num espaço onde não se note que há fronteira.

Um cartão de eurocidadão, ambicionado pelos autarcas locais, está a ser pensado para o efeito, assim como o acesso a saúde, educação, cultura sem constrangimentos de um lado e do outro.

A estratégia, de acordo com a secretária de Estado, "organiza-se em cinco eixos principais que têm a ver com questões desde a mobilidade, criar ambientes favoráveis ao investimento, grande relevância para os trabalhadores transfronteiriços e os seus direitos, rodovia e ferrovia, questões ligadas a parques tecnológicos, cultura, saúde".

"Nós queremos eliminar não é só a fronteira física, é as fronteiras administrativas, legais. A estratégia tem muitas medidas nesse sentido", sublinhou.

A estratégia, disse ainda, "tem medidas que já estão no terreno e precisam de ser consolidadas e tem outras em que ainda há muito caminho a fazer".

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, e da Eurocidade Cerveira-Tomino, Fernando Nogueira, elogiou a secretária de Estado por "em pouco tempo que está no cargo já ter conseguido sintetizar e apresentar este plano com muito desenvolvimento".

"A grande maioria das reivindicações, daquilo que nós vimos aspirando nos territórios de fronteira, está vertida neste documento. Agora é importante que passamos do plano à prática", afirmou.

O autarca reiterou que a "desfronteirização é a harmonização de tudo quanto é relacionamento, uma verdadeira cidadania europeia sem diferenças de tratamento quer formais, quer informais, legais nos dois territórios".

"Termos um tratamento idêntico em todos os setores, territoriais, saúde, proteção civil, podermos conviver ativamente sem constrangimentos porque estamos aqui e se andarmos alguns metros temos Espanha do outro lado", concretizou.

Fernando Nogueira vincou que "ficou demasiado claro com o confinamento", devido à pandemia covid-19, "que ainda existem imensos problemas nesta desfronteirização, ainda há muitas barreiras".

"Este documento é um forte avanço, seja ele concretizado".

HFI // LIL
Lusa/fim

Feirantes em Macedo e comerciantes do Mercado Municipal isentos de pagar pelos espaços até ao final do ano

Até ao final deste ano, os feirantes em Macedo de Cavaleiros e os comerciantes do Mercado Municipal estão isentos de pagar pela ocupação dos espaços.
O objetivo é ajudar a ultrapassar os prejuízos criados pela pandemia de Covid-19, como refere o presidente do município, Benjamim Rodrigues:

“É a nossa forma de ajudar os comerciantes que estão a passar grandes dificuldades, para que possam ultrapassar estas contrariedades do momento criadas pela pandemia e toda a sua envolvência.”

A medida foi aprovada em reunião de câmara e já tinha sido alvo de algumas propostas enviadas à autarquia.

Escrito por ONDA LIVRE

Piscinas Municipais descobertas de Macedo de Cavaleiros reabrem no início de julho

As piscinas municipais descobertas de Macedo de Cavaleiros reabrem nos primeiros dias de julho.
Por causa das novas regras de segurança impostas pela contenção da pandemia, o vereador Rui Vilarinho anuncia o reforço da equipa de funcionários:

 “Nós também vamos alocar às piscinas municipais mais funcionários, atendendo ao facto de que estamos a lidar com jovens e temos de delimitar zonas e espaços. Vamos dividir a piscina em quatro áreas. Quando as pessoas entrarem vai ser-lhes colocada uma pulseira de cor, e vão explicar-lhes qual o local em que podem estar. Vão à água mas quando regressarem ao espaço de descanso, terão de regressar à zona que lhes foi indicada. Com isto queremos fazer com que não haja cruzamento de pessoas, ou minimizá-lo se possível.”  

Rui Vilarinho avisa que as regras devem ser cumpridas, caso contrário as piscinas podem voltar a encerrar:

“A partir do momento em que não se cumpram as regras, iremos agir em conformidade. Se for necessário, reduzimos o número de pessoas que podem entrar e numa situação mais drástica, fechamos, e nós não queremos que isso aconteça. Apelamos a que todos os utilizadores sejam responsáveis, que se divirtam de forma consciente, para que todos juntos possamos minimizar as consequências deste vírus que nos afetou a todos.” 

Em condições normais, as piscinas de Macedo podem receber até 530 utilizadores por dia, mas este ano, devido à pandemia de covid-19, a lotação baixa para 260.

Escrito por ONDA LIVRE

Câmara de Mirandela diz que foi erro informático que aumentou valor da factura da água de 2500 consumidores

O Município de Mirandela assume que houve um “erro informático” em mais de 2500 facturas da água que estão a chegar aos consumidores do concelho.
É a resposta às queixas apresentadas por muitos munícipes e pelas concelhias de Mirandela do PSD e do CDS por causa de valores muito elevado das contas da água, relativo ao mês de Maio, que, em muitos casos, mais do que duplica o valor médio mensal da factura.

 “Tivemos esse erro do qual, eu como responsável desse sector assumo todas as responsabilidades e pedimos desculpa aos consumidores lesados pelo incómodo causado”, reconheceu o vice-presidente do Município de Mirandela e responsável pelo pelouro da água e saneamento, José Miguel Cunha.

Mais de 17% das cerca de 14500 faturas estão com valores errados. “Houve da parte do Município, através da aplicação do software que realiza a facturação, um erro em algumas facturas na parte informática que quando se processou a factura do mês de Maio não considerou a factura que foi isentada no mês de Março. Estamos a falar de 2528 consumidores dos 14529 em que não foi abatido o mês de Março”, explicou.

Para corrigir este erro informático, o executivo já está e emitir notas de crédito para regularizar a situação referentes aos consumidores lesados.

“Já foram emitidas terça-feira a esses 2528 consumidores e também estamos a preparar o envio, ainda esta semana, de um ofício a todos estes consumidores para que saibam que foram afectados com a respectiva nota de crédito. Quem ainda não procedeu ao pagamento dessa factura já terá nesse ofício o valor correto a pagar, para quem já efetcuou o pagamento essa nota de crédito vai ser utilizada nas facturas seguintes ou poderão dirigir-se ao GAM e pedir o reembolso dessa verba”, explica José Miguel Cunha, que revela que, em Maio, foram retomadas as contagens por parte dos funcionários na casa dos consumidores à exceção dos contadores mais antigos que ainda estão no interior das casas, por questões de segurança. 

Escrito por Terra Quente (CIR)

Tradições transmontanas retratadas em vídeoclipe da cantora Mariana Bragada

A brigantina Mariana Bragada acaba de lançar o vídeoclipe da música “Nós Somos”. A canção retrata as tradições e raízes da aldeia onde cresceu, Grijó de Parada, tendo por base o documentário “Festa, Trabalho e Pão”, de Manuel Costa e Silva.
O objectivo, conta a artista, é preservar memórias.

“É a minha forma de honrar este trabalho pela preservação da memória, que já foi feito antes e que é tão relevante agora ter a esta memória da minha aldeia. Achei que, ao inclui-lo e refazê-lo, também nós, através da nossa performance, era a forma de honrar”, afirmou.

O single faz parte do EP Mónada, do projecto Meta, lançado no ano passado. Parte do videoclipe foi gravada na aldeia e com as gentes daquela terra. O vídeo começa com uma história da senhora Leontina. “A voz é da senhora Leontina que aparece também no excerto do documentário”, conta.

O destaque da mulher transmontana e do seu trabalho tem provocado impacto naqueles que ouvem a canção e vêem o videoclipe. “O apoio e o amor que estou a receber acho que está a ser muito grande. Acho que é outra perspectiva que ainda não foi muito trazida ao público, que é esta cultura ancestral, as mulheres transmontanas e o seu trabalho”, disse a cantora.

Este é o segundo videoclipe de Mariana Bragada. “Nós Somos” já está disponível no Youtube. A cantora adiantou ainda que já está a trabalhar num novo single.  

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Municípios de Vila Flor e Mogadouro apoiam empresas para mitigar efeitos da pandemia

A câmara de Vila Flor criou um fundo municipal de emergência de apoio às microempresas.
Tem uma dotação de 200 mil euros para apoiar as empresas até 10 trabalhadores do concelho e as candidaturas já estão abertas.

O presidente da câmara de Vila Flor, Fernando Barros, explica que esta é uma ajuda para as empresas afectadas pela Covid-19 e que tiveram de fechar portas.

“Pretendemos ajudar todas as microempresas do concelho que estiveram fechadas, para que ultrapassem da melhor maneira possível este período que é de grandes dificuldades. Foi a atenção que o município tem com os comerciantes e empresários, sabendo que não vamos resolver na totalidade os seus problemas, mas é uma forma que temos de os ajudarmos nesta dificuldade que é enorme”, sublinhou.

O autarca considera que o valor é suficiente para apoiar o tecido empresarial local. “Não sei se vamos gastá-lo todo ou não, mas é a verba que disponibilizamos e que achamos que é suficiente para o objectivo de dar uma ajuda às empresas”, afirmou.

As empresas de Vila Flor podem receber até 1500 euros. As candidaturas decorrem até dia 13 de Julho.

Também para mitigar o impacto económico da epidemia junto das empresas e trabalhadores, o município de Mogadouro disponibiliza um fundo de emergência de 200 mil euros dirigido às microempresas do concelho. A prestação única pode ir até aos 750 euros, mediante o volume de negócios e o número de postos de trabalho. 

Escrito por Brigantia

Portugal e Espanha estão a criar plano para facilitar deslocações entre estes territórios

Os governos português e espanhol estão a criar um plano estratégico que visa desenvolver as regiões transfronteiriças e anular as barreiras que ainda existem.
Este plano facilitará a mobilidade entre os territórios explicou a secretária de Estado da Valorização do Interior.

“Tem a ver com questões desde a mobilidade e o criar ambientes favoráveis ao investimento nestes territórios de fronteira, uma grande relevância para tudo que são os trabalhadores transfronteiriços e os seus direitos, a rodovia e a ferrovia, também questões ligadas a parques tecnológicos transfronteiriços e à saúde”, acrescentou Isabel Ferreira.

A secretária de Estado reuniu, ontem, em Bragança, com os representantes das Eurocidades e ouviu preocupações. Fernando Nogueira, presidente de Vila Nova de Cerveira, uma eurocidade com Tomiño, contou que apesar de não haver fronteiras fisicamente, ainda existem limitações neste âmbito.

“Nas zonas de fronteira ficou demasiado claro com este confinamento que ainda existem imensos problemas nesta desfronteirização. Na minha região existem 6 mil trabalhadores que todos os dias circulam de uma lado para o outro da fronteira, se num primeiro momento (de pandemia) tivemos que ter essa cautela, depois devíamos ter sido mais céleres a arranjar mecanismos de defesa. Quem estava a decidir em Lisboa provavelmente não tinha este conhecimento real do território”.

O plano estratégico entre Portugal e Espanha será apresentado na cimeira, que acontecerá em Outubro no país.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Concurso Fotográfico | Lagos do Sabor

Lagos do Sabor lança concurso fotográfico que terá prémios todos os meses!

Os Lagos do Sabor são património, natureza, cultura, biodiversidade, gastronomia, desporto, um imenso plano de água de 70km e um território repleto de emoções que conta com quatro selos UNESCO.

Para imortalizar num click toda esta riqueza espalhada pelos quatro municípios que integram os Lagos do Sabor: Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo, a Associação de Municípios do Baixo Sabor lança um concurso fotográfico intitulado “Lagos do Sabor – Um Território 4 Selos Unesco”.

Em cada mês será criado um álbum de fotografias e a fotografia vencedora do mês terá como prémio uma experiência inesquecível no território.

O prémio para o vencedor do mês de Julho será uma noite para duas pessoas no Bela Vista Agroturismo & Silo Housing em Alfãndega da Fé!

Participe!
Envie as suas fotografias para: fotografialagosdosabor@gmail.com
Saiba mais AQUI.