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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Câmara de Bragança atribuiu apoios a bombeiros sem critérios e sem controlo

O Tribunal de Contas (TdC) concluiu que, entre 2015 e 2017, os apoios da Câmara de Bragança atribuídos às duas corporações de bombeiros do concelho não têm qualquer critério ou controlo da aplicação.
A “Auditoria ao Financiamento pelos Municípios de Corpos e Associações de Bombeiros – Município de Bragança”, hoje publicada na página da Internet do TdC, visou o período entre 2015 e 2017 e concluiu que os diferentes apoios municipais atribuídos às corporações de bombeiros de Bragança e de Izeda representam mais de metade dos rendimentos das mesmas.

O apoio global da Câmara de Bragança é superior a 300 mil euros, com a corporação de Bragança a receber cerca de 175 mil e a de Izeda 50 mil, através de protocolos anuais. A este valor acresce ainda o pagamento por parte do município de seguros de viaturas e pessoal e das equipas de intervenção permanente, uma em cada associação.

A auditoria “visou caracterizar o financiamento do município de Bragança às associações humanitárias de Bombeiros (AHB), quantificar os montantes envolvidos, analisar a sua conformidade legal e confirmar a adoção de procedimentos para garantir a boa gestão desses recursos públicos”.

O relatório deste órgão conclui que, à data, “a estrutura municipal da Proteção Civil de Bragança era débil, revelando insuficiências na implementação e no funcionamento”.

“O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) não foi dotado de recursos humanos, sendo o seu serviço permanente assegurado pela AHB de Bragança, a Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC) manteve-se sem atividade regular e o Comandante Operacional Municipal (COM) não se encontrava nomeado”, enumera o documento.

Nas conclusões do TdC pode ler-se que, “entre 2015 e 2017, o financiamento municipal às AHB ascendeu a 800 mil euros, equivalentes a metade do financiamento da ANPC, e que, em conjunto, representam um gasto de 8.100 euros por bombeiro e 25,6 euros por residente, sendo que o financiamento público às AHB representou mais de 50% dos seus rendimentos”.

O TdC detetou também que as formas de apoio da Câmara aos bombeiros “são as mais diversas, os critérios e pressupostos não estão pré-fixados, os montantes não estão sustentados em critérios objetivos de apuramento dos custos”.

A auditoria concluiu ainda que “são praticamente inexistentes os controlos que envolvam a monitorização e confirmação da adequada aplicação dos recursos financeiros”.

Falta ainda, segundo o relatório, “uma análise do efeito conjugado e do impacto do conjunto do financiamento público” às corporações do concelho, tendo em conta que o TdC detetou uma sobreposição ao apontar que “os fins visados pelo financiamento municipal às AHB são genericamente os mesmos do financiamento oriundo da ANPC”.

“O município não acautelou, nomeadamente, a aplicação dos procedimentos constantes do regulamento municipal de atribuição de apoios, a não sobreposição dos apoios concedidos com outros de natureza pública, o cumprimento pelas regras de contratação pública pelas AHB e a revisão e atualização do Plano Municipal de Emergência (PMEPC)”, concluiu.

O órgão de fiscalização das contas públicas recomenda à Câmara de Bragança que “implemente uma fórmula de cálculo dos apoios às AHB, relacionada com a quantidade e qualidade dos serviços a prestar”.

Recomenda também que o município “proceda à análise, acompanhamento e controlo do financiamento municipal” aos bombeiros e que cumpra a lei operacionalizando o Serviço Municipal de Proteção Civil e nomeando o comandante em falta.

Diz ainda à Câmara de Bragança para que reveja e teste o Plano Municipal de Emergência e que cumpra “os deveres de informação e divulgação dos apoios concedidos” às corporações de bombeiros.

A Lusa tentou obter a reação do presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, mal tal não foi possível até ao momento.

Foto: AP
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa

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