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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Município de Macedo de Cavaleiros contesta decisão da Ministra da Saúde sobre base do helicóptero do INEM

 O Ministério da Saúde pretende transformar a base aérea do helicóptero do INEM, em Macedo de Cavaleiros, numa base logística de retaguarda.


A decisão, segundo declarações recentes da Ministra da Saúde, insere-se numa reorganização do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica, que prevê a centralização da primeira intervenção no litoral.

A preocupação foi levantada pelo deputado Alfredo Preto na última Assembleia Municipal.

Questionado sobre o tema, o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Borges, afirma que já transmitiu as preocupações ao gabinete da Ministra da Saúde e que não compreende a decisão, sublinhando a importância desta base para o socorro no Nordeste Transmontano:

O autarca reforça que o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica, sediado em Macedo de Cavaleiros, foi o mais acionado do país, com 151 ocorrências entre 1 de julho e 31 de dezembro, de acordo com dados recentes do instituto:

Sérgio Borges considera ainda incompreensível esta decisão numa altura em que o município está a investir cerca de dois milhões de euros numa base de apoio logístico, classificando a medida como um retrocesso:

O Município admite avançar com uma contestação formal a esta decisão, que considera prejudicial para as populações do interior.

Também os deputados do Partido Socialista já manifestaram oposição à medida, alegando que “viola o acordo estabelecido em 2016 entre os 12 municípios do distrito de Bragança, a Administração Regional de Saúde do Norte e o INEM”, que garantia a manutenção do helicóptero naquele local, com todos os meios necessários ao seu funcionamento.

A deputada Júlia Rodrigues considera que, a concretizar-se, a medida representa uma irracionalidade geográfica, defendendo que um helicóptero sediado no interior permite um raio de ação de 360 graus em território nacional, ao contrário do que sucede com a concentração no litoral.

Os deputados alertam ainda que esta alteração poderá aumentar os tempos de resposta no Nordeste Transmontano, colocando em risco a assistência a doentes críticos.

Para Júlia Rodrigues, a eficácia do sistema de emergência médica pré-hospitalar em territórios de baixa densidade depende diretamente do tempo de resposta, sendo o helicóptero um recurso essencial, tendo em conta a distância aos grandes centros hospitalares, maioritariamente localizados no litoral.

Maria João Canadas

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