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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Falta de mão de obra aflige setor social no distrito

 A escassez de mão de obra no setor social está a tornar-se o principal fator de pressão sobre as Instituições Particulares de Solidariedade Social no distrito de Bragança.


A presidente da União das IPSS do distrito, Paula Pimentel, não tem dúvidas de que se está perante um problema estrutural, que tende a agravar-se, sobretudo no meio rural. “Há zonas em que já não há pessoas para trabalhar, sobretudo nas instituições em meio rural, para onde estão implicadas deslocações e essas deslocações, que ficam cada vez mais dispendiosas. Por isso, até que ponto é que vale a pena às pessoas deslocarem-se para meios rurais para ir trabalhar? A dificuldade de transporte também pode ser um fator para desmotivar as pessoas a deslocar-se”.

O fenómeno é mais visível nas aldeias. Onde antes existia mão de obra local, hoje predominam populações envelhecidas. Ainda assim, o problema já se faz também sentir no meio urbano, mas os motivos são outros. “O trabalharmos por turnos, o trabalharmos aos fins de semana, tudo isto são dificuldades e as pessoas também começam a ter preferência por trabalhos que possam contribuir para maior estabilidade familiar. Trabalhar por turnos, não poder acompanhar os filhos em casa ao fim de semana, que é quando eles não têm escola, eu penso que tudo isto é um entrave para tornar o setor social mais atrativo”.

O trabalho nas IPSS exige mais do que competências técnicas. Implica “disponibilidade emocional, resiliência e capacidade de lidar diariamente com situações de fragilidade humana”.

Se a falta de mão de obra já representa um desafio estrutural, o aumento generalizado dos preços, com destaque para os combustíveis, surge como um fator adicional que faz tremer as IPSS. “Nós temos de estar muito atentos aos custos com os produtos alimentares e muitos outros consumíveis porque há uma tendência para que os preços aumentem de mês para mês e nós temos de ter o cuidado de estar atentos a essas alterações para conseguirmos garantir que os nossos orçamentos são viáveis”.

Os salários “pouco competitivos” e a “condições laborais exigentes” têm afastado potenciais trabalhadores. Ao mesmo tempo, o envelhecimento das populações rurais reduz drasticamente o número de pessoas em idade ativa disponíveis para integrar estas equipas nas IPSS localizadas nas aldeias.

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