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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

A origem do Pecado


 O documento do mês dá relevo ao livro de registo das Pastorais de Quintela de Lampaças, concelho de Bragança. Os livros de registo das pastorais e os registos paroquiais da Diocese de Miranda [1545/1780] serviam fundamentalmente para reconstruir a vida religiosa e social das comunidades, controlar a administração dos sacramentos, gerir o património eclesiástico e registar as orientações dos bispos. Funcionavam como o arquivo administrativo e genealógico da região transmontana.

Registo de Sacramentos: Batismos, casamentos e funerais (óbito) eram registados para comprovar a vida paroquial.

Controle de “Desobrigas”: Os Róis de Confessados (ou livros de desobrigas) serviam para garantir que todos os católicos cumpriam o preceito quaresmal de confissão e comunhão.

Visitas Pastorais e Administração: Registavam os capítulos de visita dos bispos, inspeções às paróquias, inventários de bens, testamentos e as “pastorais” (orientações e normas) dos bispos.

Memória Histórica: Registavam a história local, incluindo a construção da Catedral e a vida das irmandades.

Funcionamento Económico: Incluíam registos de receita e despesa das paróquias.

Em suma, as visitas pastorais demonstravam a realização prática das conceções da Igreja e das determinações sobre aspetos relacionados com a tentativa de correção do pecado público.

Os livros de registo de Capítulos de Visitas, são elementos fundamentais de um sistema estruturado para monitorizar e disciplinar as populações, conforme as normas do Concílio de Trento. Tais registos constituíam, assim, um instrumento de inspeção regular através do qual os prelados aferiam a situação das paróquias sob sua autoridade.

Assim apresentamos parte de exemplos de atos e comportamentos que eram considerados pecados públicos mais frequentes, a partir da transcrição de um excerto do livro de registos de Pastorais de Quintela de Lampaças do ano de 1764, fl 3v.

Transcrição do documento: “Informam-me que o adro da igreja matriz deste lugar e o Cabido de Santa Cruz, serve para neles se exercitarem jogos, fazerem lutas, armarem bailes, e outros actos indecorosos a tão santos lugares, assim mando ao reverendo pároco pena de suspensão, não consinta que nos referidos lugares se exercitem actos tão indecorosos, e lhe recomendo muita vigia neste particular, e contra delinquentes procederá condenando-os a cada um na pena de cem reis por cada vez o que ira cada vez multiplicando conforme a rebeldia de cada um e sendo costumares para la se proceder, e contra os que condenar para as exclusões das penas poderá proceder com censuras cuja pena aplicara para obras da dita igreja…”.

(Cota: PT/ADBGC/PRQ/BGC33- liv 139;cx14)

Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

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