A medida, direcionada para os territórios mais vulneráveis ao fogo, prevê uma dotação financeira de 7,5 milhões de euros e assenta em dois regimes de apoio principais: a instalação de novos produtores pecuários e a conversão de matos em novas áreas de pastagem.
O objetivo passa por reduzir a carga combustível existente nas zonas rurais através do pastoreio, promovendo simultaneamente a valorização do mundo rural, a dinamização da economia agrícola e o combate ao abandono do território.
As candidaturas estarão abertas entre 25 de maio e 30 de junho de 2026, devendo ser submetidas através do portal do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.
O apoio à instalação de novos produtores pretende incentivar a entrada de jovens agricultores e novos criadores de bovinos, ovinos e caprinos em regime extensivo, reforçando um setor considerado essencial para a preservação das paisagens rurais e para a manutenção da atividade económica em territórios de baixa densidade.
Já a linha destinada à conversão de matos em pastagens visa criar mosaicos agroflorestais capazes de interromper a continuidade da vegetação combustível, funcionando como barreiras naturais à propagação dos incêndios.
A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de prevenção estrutural dos fogos rurais, valorizando práticas tradicionais de pastorícia e reconhecendo o papel das comunidades locais na gestão ativa da floresta e do território.
Além da componente ambiental e de proteção civil, o programa pretende ainda reforçar a coesão territorial e contribuir para os objetivos definidos no Plano Nacional de Energia e Clima 2030, através da promoção de práticas agrícolas sustentáveis e da recuperação produtiva de áreas abandonadas.
Com esta medida, o Executivo procura responder a um dos principais desafios do interior do país: conciliar prevenção de incêndios, desenvolvimento rural e sustentabilidade ambiental através de soluções de longo prazo assentes na ocupação ativa do território.

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